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IZA: "Eu não preciso falar sobre ser negra para militar"

Cantora lança ainda neste semestre o seu aguardado primeiro EP

por Rebecca Silva em 24/02/2017

Há seis meses, a Billboard Brasil conversou com IZA, que estava em uma fase de início de divulgação do recém-assinado contrato com a gravadora Warner. O que conhecíamos da cantora era somente os vídeos que tínhamos visto em seu canal no YouTube.

IZA, UMA NOVA VOZ NO POP BRASILEIRO

Em menos de um ano, a cantora já emplacou faixa na trilha sonora de novela global, é figurinha carimbada nos eventos mais disputados (inclusive com apresentações nas festas de aniversário de atores famosos) e segue acumulando fãs e admiradores por onde passa.

IZA LANÇA SEU PRIMEIRO SINGLE, “QUEM SABE SOU EU”

Ela visitou a redação da Billboard Brasil nesta quarta-feira (22/02) e, misteriosa, manteve segredo sobre seu primeiro EP, que será lançado ainda neste primeiro semestre, mas soltou a língua para opinar sobre racismo e feminismo.

Desde que conversamos, muita coisa aconteceu na sua carreira em pouco tempo, mesmo sem um disco lançado ainda. Como avalia esses seis meses?
Foram seis meses muito produtivos, de muito trabalho. Estou exatamente onde eu queria estar agora. Minha primeira música entrou na novela, foi super bem recebida, chegamos a 1 milhão de ouvintes no Spotify. Depois lançamos “Te Pegar”, que fiz com todo o carinho, procurei trabalhar com todo mundo que sempre quis trabalhar e deu certo. Estou colhendo os frutos agora de seis meses de muito planejamento. 

Anteriormente, você disse que já tinha material suficiente para lançar EP e álbum. Primeiro vai sair o EP, certo?
Sim, decidimos que vai ser um EP. Eu estou muito confortável com isso. É uma forma diferente de mostrar meu trabalho, para as pessoas me conhecerem aos poucos. Vai ser o fruto de todo esse trabalho e de todas as colaborações que fiz nesse tempo todo.

As duas músicas que você já lançou estarão no EP?
Não sei. Provavelmente não, devem ser só inéditas. 

Sem data de lançamento ainda?
Nada definido, nesse semestre.

“Quem Sabe Sou Eu”, sua primeira música, tem uma pegada empoderada, de mulher independente, mas acabou não ganhando clipe. Teve algum motivo?
Já tínhamos um monte de música legal, entrevistas acontecendo. A gente se sentiu na obrigação de dar uma perspectiva do que viria para 2017. E foi um presente porque antes mesmo de a gente pensar na divulgação da música, ela entrou para a novela Rock Story. A gente aproveitou a plataforma para celebrar a música que fala sobre tudo que eu gostaria de falar para as meninas. Acho que foi uma maneira muito bacana de começar dizendo que “quem sabe sou eu”. Lançar ela digitalmente, com lyric vídeo foi proposital como um esquenta para o que viria neste ano. 

“Te Pegar” já ganhou clipe super produzido. Você ajudou no roteiro?
Esse clipe foi meu filho, sonhei com ele por muito tempo. Ajudei sim, escolhi o diretor Marcos Mello que é pioneiro em fashion film aqui no Brasil. Eu arrisco dizer que meu clipe foi o primeiro gravado em 8K, não sei porque se o YouTube não aceita, mas tudo bem [risos]. No clipe, além dessa tensão sexual e sensual que eu queria trazer por causa da música, tem essa pegada fashion, super ágil, tem as minhas amigas montadas, maravilhosas. Quis reproduzir a minha balada ali. Esse clipe encaixa perfeitamente para a música e para o meu universo que eu queria mostrar.

 

Na nossa outra conversa, você já tinha comentado que as músicas teriam sim um viés empoderado, mas que também cantaria sobre o cotidiano, sobre relacionamentos.
Eu estava falando sobre isso semana passada com a Taís Araújo, sobre a questão da militância. Eu acho que a gente milita até calado. Eu estou aqui, negra, mulher da Zona Norte do Rio de Janeiro, falando com você na Billboard. Eu não preciso estar falando sobre ser negra para militar. Tem vezes que eu sinto sim a necessidade de falar, mas tem vezes que não é necessário, porque o recado já foi dado. Em “Quem Sabe Sou Eu” isso é mais explícito, mas em “Te Pegar” eu falo que “Vou te pegar/Vou te dominar e quando começar não pode mais parar”. Eu tô falando isso. O macho alfa no clipe sendo dominado não foi à toa. Nosso feminismo, infelizmente, ainda depende muito do universo em volta. Eu posso ser empoderada, ter noção do meu corpo, que posso vestir o que eu quiser, mas ainda assim, não saio à 1h da manhã na rua com qualquer roupa porque sei que não depende só de mim. Eu ainda estou passando uma mensagem nessa música.

Conversei com a Valesca recentemente sobre o machismo no meio musical, principalmente no funk e ela citou você, Anitta e Ludmilla, dizendo que era bom ter outras mulheres fazendo música. Você sente pressão de trazer o feminismo no seu discurso e música?
Sinto zero pressão, é natural. Eu não posso ser hipócrita. Eu falo que meu cabelo é lindo, minha pele é linda e que eu sou linda, porque eu acho que a Iza com 12 anos precisava ouvir esse tipo de coisa. Eu me sinto na obrigação de não ser hipócrita e saber que é importante, sim. Minha presença na TV, na mídia, é quase como que uma missão social, sabe? É tudo muito confortável para mim porque acho necessário e sinto prazer nisso, não é uma obrigação. Também não é obrigação me dar bem com as outras meninas do meio. Me perguntam o que eu acho da Anitta, da Ludmilla. Ninguém pergunta para o Luan Santana o que ele acha do Tiago Iorc. Já parou para pensar nisso? Ninguém tem tempo para briga, todo mundo tá na correria, indo atrás do seu. Seria mais fácil se todo mundo enxergasse como trabalho e não como competição.

Quanto mais mulher, melhor, não? O meio ainda é machista.
Eu acho isso, ela acha isso. É muito difícil. Surge Maiara & Maraísa, incrível. Dai lança Simone & Simaria, já era. Qual é a melhor dupla de sertanejo feminina? Temos tantas duplas masculinas no mercado e ninguém compara um com o outro. Isso é muito doentio, sabe? A gente pode fazer o mesmo estilo, mas cada um tem seu fã, seu estilo, seu foco. É lindo quando a gente se encontra porque ainda somos poucas, precisamos de mais.

Sobre seus fãs – sua carreira ainda está começando e já tem uma boa movimentação da galera. Já recebeu resposta de ter inspirado fãs?
Fico muito emocionada quando recebo mensagem de meninas dizendo que estão de trança por minha causa, em transição capilar. Fico emocionada de saber meu papel na vida dessas meninas. Quando saiu minha capa da Capricho, eu chorei o dia inteiro porque foi uma vitória. Eu nunca tinha me visto na capa daquela revista e quando me vi, não era outra menina negra, era eu. Como a gente sofreu com tutoriais de cabelo e maquiagem que não funcionavam e eu achava que o problema era eu. Eu vi que tinham milhões de meninas naquela capa comigo. Faço questão de dizer o batom que uso, a base que uso, ainda é escasso, a gente precisa se ajudar. O feminismo ainda é racista e o movimento negro ainda é sexista então precisa de mulheres negras falando para mulheres negras. Fico feliz quando elas me enxergam como essa representante.

Há duas semanas, aconteceu o Grammy e muita discussão depois da premiação sobre a Beyoncé perder os prêmios para Adele e um possível racismo. O que você acha? 
O racismo existe não só o meio da música, mas na arte. Acho que é uma questão de oportunidade. É importante que a gente não esteja só nas categorias de R&B e rap. Acho a Adele super merecedora, uma artista incrível, admiro o trabalho dela. Acho que ela me influencia também de várias formas. Não sei dizer se esse prêmio em si tenha sido uma questão de racismo, mas existe a dúvida. A gente não sabe dizer se ela mereceu mais esse ano. Falta muita oportunidade, faltam papeis para negros exercerem, falta abrirem outras categorias para negros concorrerem. Super criticaram a Beyoncé por ter inscrito a música dela na categoria country, ela tem que colocar porque é country sim. Eu acho incrível o que ela está fazendo, de querer estar em todos os lugares porque precisa ser visto. Enquanto nós ainda não estivermos em todos os lugares, isso ainda vai ser assunto. Acho que para findar esse tipo de discussão, o que precisa ser feito é encaixar a gente em todas as situações. 

Já estão trabalhando próximo single?
Mais ou menos. Posso te contar que vai ser maravilhoso [risos]. Estamos trabalhando num single incrível e que estou muito feliz e orgulhosa dele.

Tem alguma colaboração no EP?
Talvez. Estou super misteriosa [risos]. Na verdade, o EP não está fechado ainda. O nome, por exemplo, vou batizar só no final, quando tudo estiver pronto. Eu realmente não sei se vou guardar para o álbum, se sai no EP.

Mas gravou alguma coisa com alguém?
Tem coisas sendo gravadas, tem conversas já iniciadas também com pessoas que admiro pra caramba e sempre quis trabalhar. Mas nada oficial ainda.

Você começou a ficar famosa na internet, com os vídeos que postava no YouTube. Agora, com contrato assinado com gravadora, está lançando sua música nas rádios. Como é essa estratégia de partir para a divulgação mais tradicional, no offline? 
Isso é muito natural para mim. Nunca me achei youtuber, nunca quis ser. Usei o YouTube como plataforma incrível de comunicação, ser vista e ouvida, sem investimento, com teu celular no teu quarto. Nunca quis viver do YouTube. Sempre quis estar no palco, trocando energia, tocando nas rádios, ter minha música na novela sempre foi um sonho. Foi o caminho que eu planejei e que a gravadora me deu todo o apoio possível. 

Você tem feito shows em eventos fechados. Tem planos pra shows pros fãs?
Dia 4 de março tem show no Sesc Santo André, melhor correr porque os ingressos estão esgotando. Mas como essa é minha primeira música, estou começando a trabalhar nas rádios, a tendência é aumentar cada vez mais os shows abertos. Sempre que tem, eu divulgo nas minhas redes. 

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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IZA: "Eu não preciso falar sobre ser negra para militar"

Cantora lança ainda neste semestre o seu aguardado primeiro EP

por Rebecca Silva em 24/02/2017

Há seis meses, a Billboard Brasil conversou com IZA, que estava em uma fase de início de divulgação do recém-assinado contrato com a gravadora Warner. O que conhecíamos da cantora era somente os vídeos que tínhamos visto em seu canal no YouTube.

IZA, UMA NOVA VOZ NO POP BRASILEIRO

Em menos de um ano, a cantora já emplacou faixa na trilha sonora de novela global, é figurinha carimbada nos eventos mais disputados (inclusive com apresentações nas festas de aniversário de atores famosos) e segue acumulando fãs e admiradores por onde passa.

IZA LANÇA SEU PRIMEIRO SINGLE, “QUEM SABE SOU EU”

Ela visitou a redação da Billboard Brasil nesta quarta-feira (22/02) e, misteriosa, manteve segredo sobre seu primeiro EP, que será lançado ainda neste primeiro semestre, mas soltou a língua para opinar sobre racismo e feminismo.

Desde que conversamos, muita coisa aconteceu na sua carreira em pouco tempo, mesmo sem um disco lançado ainda. Como avalia esses seis meses?
Foram seis meses muito produtivos, de muito trabalho. Estou exatamente onde eu queria estar agora. Minha primeira música entrou na novela, foi super bem recebida, chegamos a 1 milhão de ouvintes no Spotify. Depois lançamos “Te Pegar”, que fiz com todo o carinho, procurei trabalhar com todo mundo que sempre quis trabalhar e deu certo. Estou colhendo os frutos agora de seis meses de muito planejamento. 

Anteriormente, você disse que já tinha material suficiente para lançar EP e álbum. Primeiro vai sair o EP, certo?
Sim, decidimos que vai ser um EP. Eu estou muito confortável com isso. É uma forma diferente de mostrar meu trabalho, para as pessoas me conhecerem aos poucos. Vai ser o fruto de todo esse trabalho e de todas as colaborações que fiz nesse tempo todo.

As duas músicas que você já lançou estarão no EP?
Não sei. Provavelmente não, devem ser só inéditas. 

Sem data de lançamento ainda?
Nada definido, nesse semestre.

“Quem Sabe Sou Eu”, sua primeira música, tem uma pegada empoderada, de mulher independente, mas acabou não ganhando clipe. Teve algum motivo?
Já tínhamos um monte de música legal, entrevistas acontecendo. A gente se sentiu na obrigação de dar uma perspectiva do que viria para 2017. E foi um presente porque antes mesmo de a gente pensar na divulgação da música, ela entrou para a novela Rock Story. A gente aproveitou a plataforma para celebrar a música que fala sobre tudo que eu gostaria de falar para as meninas. Acho que foi uma maneira muito bacana de começar dizendo que “quem sabe sou eu”. Lançar ela digitalmente, com lyric vídeo foi proposital como um esquenta para o que viria neste ano. 

“Te Pegar” já ganhou clipe super produzido. Você ajudou no roteiro?
Esse clipe foi meu filho, sonhei com ele por muito tempo. Ajudei sim, escolhi o diretor Marcos Mello que é pioneiro em fashion film aqui no Brasil. Eu arrisco dizer que meu clipe foi o primeiro gravado em 8K, não sei porque se o YouTube não aceita, mas tudo bem [risos]. No clipe, além dessa tensão sexual e sensual que eu queria trazer por causa da música, tem essa pegada fashion, super ágil, tem as minhas amigas montadas, maravilhosas. Quis reproduzir a minha balada ali. Esse clipe encaixa perfeitamente para a música e para o meu universo que eu queria mostrar.

 

Na nossa outra conversa, você já tinha comentado que as músicas teriam sim um viés empoderado, mas que também cantaria sobre o cotidiano, sobre relacionamentos.
Eu estava falando sobre isso semana passada com a Taís Araújo, sobre a questão da militância. Eu acho que a gente milita até calado. Eu estou aqui, negra, mulher da Zona Norte do Rio de Janeiro, falando com você na Billboard. Eu não preciso estar falando sobre ser negra para militar. Tem vezes que eu sinto sim a necessidade de falar, mas tem vezes que não é necessário, porque o recado já foi dado. Em “Quem Sabe Sou Eu” isso é mais explícito, mas em “Te Pegar” eu falo que “Vou te pegar/Vou te dominar e quando começar não pode mais parar”. Eu tô falando isso. O macho alfa no clipe sendo dominado não foi à toa. Nosso feminismo, infelizmente, ainda depende muito do universo em volta. Eu posso ser empoderada, ter noção do meu corpo, que posso vestir o que eu quiser, mas ainda assim, não saio à 1h da manhã na rua com qualquer roupa porque sei que não depende só de mim. Eu ainda estou passando uma mensagem nessa música.

Conversei com a Valesca recentemente sobre o machismo no meio musical, principalmente no funk e ela citou você, Anitta e Ludmilla, dizendo que era bom ter outras mulheres fazendo música. Você sente pressão de trazer o feminismo no seu discurso e música?
Sinto zero pressão, é natural. Eu não posso ser hipócrita. Eu falo que meu cabelo é lindo, minha pele é linda e que eu sou linda, porque eu acho que a Iza com 12 anos precisava ouvir esse tipo de coisa. Eu me sinto na obrigação de não ser hipócrita e saber que é importante, sim. Minha presença na TV, na mídia, é quase como que uma missão social, sabe? É tudo muito confortável para mim porque acho necessário e sinto prazer nisso, não é uma obrigação. Também não é obrigação me dar bem com as outras meninas do meio. Me perguntam o que eu acho da Anitta, da Ludmilla. Ninguém pergunta para o Luan Santana o que ele acha do Tiago Iorc. Já parou para pensar nisso? Ninguém tem tempo para briga, todo mundo tá na correria, indo atrás do seu. Seria mais fácil se todo mundo enxergasse como trabalho e não como competição.

Quanto mais mulher, melhor, não? O meio ainda é machista.
Eu acho isso, ela acha isso. É muito difícil. Surge Maiara & Maraísa, incrível. Dai lança Simone & Simaria, já era. Qual é a melhor dupla de sertanejo feminina? Temos tantas duplas masculinas no mercado e ninguém compara um com o outro. Isso é muito doentio, sabe? A gente pode fazer o mesmo estilo, mas cada um tem seu fã, seu estilo, seu foco. É lindo quando a gente se encontra porque ainda somos poucas, precisamos de mais.

Sobre seus fãs – sua carreira ainda está começando e já tem uma boa movimentação da galera. Já recebeu resposta de ter inspirado fãs?
Fico muito emocionada quando recebo mensagem de meninas dizendo que estão de trança por minha causa, em transição capilar. Fico emocionada de saber meu papel na vida dessas meninas. Quando saiu minha capa da Capricho, eu chorei o dia inteiro porque foi uma vitória. Eu nunca tinha me visto na capa daquela revista e quando me vi, não era outra menina negra, era eu. Como a gente sofreu com tutoriais de cabelo e maquiagem que não funcionavam e eu achava que o problema era eu. Eu vi que tinham milhões de meninas naquela capa comigo. Faço questão de dizer o batom que uso, a base que uso, ainda é escasso, a gente precisa se ajudar. O feminismo ainda é racista e o movimento negro ainda é sexista então precisa de mulheres negras falando para mulheres negras. Fico feliz quando elas me enxergam como essa representante.

Há duas semanas, aconteceu o Grammy e muita discussão depois da premiação sobre a Beyoncé perder os prêmios para Adele e um possível racismo. O que você acha? 
O racismo existe não só o meio da música, mas na arte. Acho que é uma questão de oportunidade. É importante que a gente não esteja só nas categorias de R&B e rap. Acho a Adele super merecedora, uma artista incrível, admiro o trabalho dela. Acho que ela me influencia também de várias formas. Não sei dizer se esse prêmio em si tenha sido uma questão de racismo, mas existe a dúvida. A gente não sabe dizer se ela mereceu mais esse ano. Falta muita oportunidade, faltam papeis para negros exercerem, falta abrirem outras categorias para negros concorrerem. Super criticaram a Beyoncé por ter inscrito a música dela na categoria country, ela tem que colocar porque é country sim. Eu acho incrível o que ela está fazendo, de querer estar em todos os lugares porque precisa ser visto. Enquanto nós ainda não estivermos em todos os lugares, isso ainda vai ser assunto. Acho que para findar esse tipo de discussão, o que precisa ser feito é encaixar a gente em todas as situações. 

Já estão trabalhando próximo single?
Mais ou menos. Posso te contar que vai ser maravilhoso [risos]. Estamos trabalhando num single incrível e que estou muito feliz e orgulhosa dele.

Tem alguma colaboração no EP?
Talvez. Estou super misteriosa [risos]. Na verdade, o EP não está fechado ainda. O nome, por exemplo, vou batizar só no final, quando tudo estiver pronto. Eu realmente não sei se vou guardar para o álbum, se sai no EP.

Mas gravou alguma coisa com alguém?
Tem coisas sendo gravadas, tem conversas já iniciadas também com pessoas que admiro pra caramba e sempre quis trabalhar. Mas nada oficial ainda.

Você começou a ficar famosa na internet, com os vídeos que postava no YouTube. Agora, com contrato assinado com gravadora, está lançando sua música nas rádios. Como é essa estratégia de partir para a divulgação mais tradicional, no offline? 
Isso é muito natural para mim. Nunca me achei youtuber, nunca quis ser. Usei o YouTube como plataforma incrível de comunicação, ser vista e ouvida, sem investimento, com teu celular no teu quarto. Nunca quis viver do YouTube. Sempre quis estar no palco, trocando energia, tocando nas rádios, ter minha música na novela sempre foi um sonho. Foi o caminho que eu planejei e que a gravadora me deu todo o apoio possível. 

Você tem feito shows em eventos fechados. Tem planos pra shows pros fãs?
Dia 4 de março tem show no Sesc Santo André, melhor correr porque os ingressos estão esgotando. Mas como essa é minha primeira música, estou começando a trabalhar nas rádios, a tendência é aumentar cada vez mais os shows abertos. Sempre que tem, eu divulgo nas minhas redes.