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Jean Dolabella sobre Sepultura: “Estava levantando uma bandeira que não era minha”

Músico se apresenta com sua banda, Ego Kill Talent, no SESC Pompeia

por Marcos Lauro em 28/06/2017

Se você já viu o documentário Sepultura – Endurance, sobre o Sepultura, viu a saída do baterista Jean Dolabella do grupo. Responsável por assumir as baquetas no lugar de Iggor Cavalera, um dos irmãos fundadores da banda, Jean ficou cinco anos da banda e não suportou a distância da família e o ritmo alucinante das turnês do Sepultura.

FILME FUNDE GÊNEROS DO CINEMA PARA CONTAR A HISTÓRIA DO SEPULTURA

“Ali eu estava levantando uma bandeira que não era minha. Eu assumi o lugar de alguém. Então juntou tudo... e tem os outros lados [da história], outras coisas”, afirmou o músico em conversa por telefone com a Billboard Brasil.

Hoje, Jean é baterista e guitarrista da elogiada banda Ego Kill Talent, presença fácil em diversos festivais do Brasil e do exterior. O grupo apresenta seu álbum de estreia, homônimo, no SESC Pompeia no dia 1º de julho e prepara uma turnê internacional. Leias trechos da conversa:

O Ego Kill Talent tem uma carreira ainda curta, mas já tocou em muitos festivais. É parte da estratégia ou isso rolou naturalmente?
Tudo aconteceu de um jeito bem natural. Encontrei o Theo [Van Der Loo, guitarra e baixo], que fazia a direção artística do festival SWU ainda e eu tinha acabado de sair do Sepultura. Estava de bobeira, tava livre e chamei pra fazer um som, coisa de amigo mesmo... era diversão mas ao mesmo tempo rolava um som legal. Ai o Raphael [Miranda, bateria e baixo] chegou, ele toca batera também. Até que chegou uma hora em que a gente começou a compor mesmo. Não era um projeto pra virar algo, mas a afinidade era muito grande.

ego-kill-talentFoto: Lucca Miranda

E como essa ideia foi se completando?
A gente começou a falar sobre o ego. O Theo lidando com ego de artista no festival, eu em uma das maiores bandas de metal do mundo... aí buscamos um vocalista. Chegamos a gravar com o John Dolmayan, do System of a Down, que é amigo do Theo e ele chegou a indicar um cara de Las Vegas. Pensamos nisso pra expandir o alcance mesmo. Mas aí o Theo já conhecia o Jonathan [Correa, ex-Reação em Cadeia] de muito tempo, também com afinidades, e chamamos. Niper Boaventura [guitarra e baixo] completa a banda. 

Vocês já tocaram no Lollapalooza, Atlântida, Maximus... é um bom currículo em termos de grandes palcos para uma banda nova.
Começou casual, mas assim que vimos que ia rolar, essa coisa dos festivais virou estratégia sim. Colocamos na mesa, juntamos o networking de cada um... eu mesmo já toquei em centenas de festivais, o Jonathan já fez Atlântida mais de dez vezes com o Reação em Cadeia. Então faz sentido estarmos hoje nesses palcos. E aí, claro, tem a nossa música também. Na música não é só ter os contatos certos. Muita gente tem os mesmos contatos que a gente e não está lá.

Você tem bastante destaque no começo do documentário do Sepultura porque mostra a sua saída da banda. Você já viu a versão final? O que achou?
Na real ainda não vi a versão final e tô até com um convite pra assistir por esses dias. Bom, o filme é uma perspectiva do diretor e do Sepultura. Nesse contexto em que eu apareço não era só o problema de estar longe de casa e da família. Tinha problemas com empresário, uma balança que não estava muito positiva. Eu estava levantando uma bandeira que não era minha, sabe? E eu cheguei na banda depois de 20 anos. Eu assumi o lugar de alguém. Então juntou tudo... tem os outros lados, outras coisas pra somar que não couberam no filme. E é a história da banda, não a minha, né... nem tenho como cobrar isso. Mas nesse momento eu estou vivendo isso, mas do meu lado, com o Ego Kill Talent... é diferente fazer isso com sua família junto e de uma forma construída por você. É tudo novo e diferente do que estava rolando naquele momento. E sem ressentimentos, não teve briga... foi o momento, deu o que tinha que dar. E se hoje a gente canta em inglês, a gente quer estar na Europa, nos EUA... só que agora estarei com pessoas mais próximas, tem mais respiro. Hoje eu estou num ambiente familiar, é um pelo outro. Está todo mundo no mesmo barco.

Serviço:
Ego Kill Talent
SESC Pompeia – São Paulo
1º/7 – 21h30
Ingressos: de R$ 6 a R$ 20 nas bilheterias ou no site sescsp.org.br.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
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Jean Dolabella sobre Sepultura: “Estava levantando uma bandeira que não era minha”

Músico se apresenta com sua banda, Ego Kill Talent, no SESC Pompeia

por Marcos Lauro em 28/06/2017

Se você já viu o documentário Sepultura – Endurance, sobre o Sepultura, viu a saída do baterista Jean Dolabella do grupo. Responsável por assumir as baquetas no lugar de Iggor Cavalera, um dos irmãos fundadores da banda, Jean ficou cinco anos da banda e não suportou a distância da família e o ritmo alucinante das turnês do Sepultura.

FILME FUNDE GÊNEROS DO CINEMA PARA CONTAR A HISTÓRIA DO SEPULTURA

“Ali eu estava levantando uma bandeira que não era minha. Eu assumi o lugar de alguém. Então juntou tudo... e tem os outros lados [da história], outras coisas”, afirmou o músico em conversa por telefone com a Billboard Brasil.

Hoje, Jean é baterista e guitarrista da elogiada banda Ego Kill Talent, presença fácil em diversos festivais do Brasil e do exterior. O grupo apresenta seu álbum de estreia, homônimo, no SESC Pompeia no dia 1º de julho e prepara uma turnê internacional. Leias trechos da conversa:

O Ego Kill Talent tem uma carreira ainda curta, mas já tocou em muitos festivais. É parte da estratégia ou isso rolou naturalmente?
Tudo aconteceu de um jeito bem natural. Encontrei o Theo [Van Der Loo, guitarra e baixo], que fazia a direção artística do festival SWU ainda e eu tinha acabado de sair do Sepultura. Estava de bobeira, tava livre e chamei pra fazer um som, coisa de amigo mesmo... era diversão mas ao mesmo tempo rolava um som legal. Ai o Raphael [Miranda, bateria e baixo] chegou, ele toca batera também. Até que chegou uma hora em que a gente começou a compor mesmo. Não era um projeto pra virar algo, mas a afinidade era muito grande.

ego-kill-talentFoto: Lucca Miranda

E como essa ideia foi se completando?
A gente começou a falar sobre o ego. O Theo lidando com ego de artista no festival, eu em uma das maiores bandas de metal do mundo... aí buscamos um vocalista. Chegamos a gravar com o John Dolmayan, do System of a Down, que é amigo do Theo e ele chegou a indicar um cara de Las Vegas. Pensamos nisso pra expandir o alcance mesmo. Mas aí o Theo já conhecia o Jonathan [Correa, ex-Reação em Cadeia] de muito tempo, também com afinidades, e chamamos. Niper Boaventura [guitarra e baixo] completa a banda. 

Vocês já tocaram no Lollapalooza, Atlântida, Maximus... é um bom currículo em termos de grandes palcos para uma banda nova.
Começou casual, mas assim que vimos que ia rolar, essa coisa dos festivais virou estratégia sim. Colocamos na mesa, juntamos o networking de cada um... eu mesmo já toquei em centenas de festivais, o Jonathan já fez Atlântida mais de dez vezes com o Reação em Cadeia. Então faz sentido estarmos hoje nesses palcos. E aí, claro, tem a nossa música também. Na música não é só ter os contatos certos. Muita gente tem os mesmos contatos que a gente e não está lá.

Você tem bastante destaque no começo do documentário do Sepultura porque mostra a sua saída da banda. Você já viu a versão final? O que achou?
Na real ainda não vi a versão final e tô até com um convite pra assistir por esses dias. Bom, o filme é uma perspectiva do diretor e do Sepultura. Nesse contexto em que eu apareço não era só o problema de estar longe de casa e da família. Tinha problemas com empresário, uma balança que não estava muito positiva. Eu estava levantando uma bandeira que não era minha, sabe? E eu cheguei na banda depois de 20 anos. Eu assumi o lugar de alguém. Então juntou tudo... tem os outros lados, outras coisas pra somar que não couberam no filme. E é a história da banda, não a minha, né... nem tenho como cobrar isso. Mas nesse momento eu estou vivendo isso, mas do meu lado, com o Ego Kill Talent... é diferente fazer isso com sua família junto e de uma forma construída por você. É tudo novo e diferente do que estava rolando naquele momento. E sem ressentimentos, não teve briga... foi o momento, deu o que tinha que dar. E se hoje a gente canta em inglês, a gente quer estar na Europa, nos EUA... só que agora estarei com pessoas mais próximas, tem mais respiro. Hoje eu estou num ambiente familiar, é um pelo outro. Está todo mundo no mesmo barco.

Serviço:
Ego Kill Talent
SESC Pompeia – São Paulo
1º/7 – 21h30
Ingressos: de R$ 6 a R$ 20 nas bilheterias ou no site sescsp.org.br.