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João Rock 2017: 55 mil pessoas que não temeram o frio

Público chegou a encarar mínima de 8 graus em Ribeirão Preto para ver Emicida, Zé Ramalho e o retorno de Pitty aos palcos, entre outras atrações

por Marcos Lauro em 11/06/2017

Foi realizada nesse sábado (10/06) mais uma edição do João Rock, em Ribeirão Preto. O evento já faz parte do calendário de grandes festivais musicais do país e, a cada ano, reflete isso em sua cuidadosa organização e seu lineup, que combina nomes mais recentes com já consagrados – e essa última característica se reforçou nesse ano com o Palco Nordeste, que contou com shows de nomes como Zé Ramalho e Alceu Valença.

VEJA COMO FORAM OS SHOWS DO PALCO NORDESTE

O palco principal, como já é de costume, é montado em duplicidade para que um show termine em um e já comece em outro. A pontualidade, que foi exemplar no ano passado, acabou sofrendo com alguns atrasos, mas nada além de 10, 15 minutos.

Pôr do sol durante a edição 2017 do João Rock.

firehousemedia/Divulgação

Visão geral do João Rock, que recebeu 55 mil pessoas no último sábado (10/06).

firehousemedia/Divulgação

Zé Ramalho abriu os trabalhos no Palco Nordeste.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Em muitos momentos, o Palco Nordeste atraiu mais público do que o principal.

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Alceu dominou o Palco Nordeste logo depois de Zé Ramalho.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Uma tarde de clássicos da música do Nordeste no João Rock.

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O Capital Inicial começou e terminou o seu show com protesto e coro de "Fora, Temer!".

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CPM 22: Badauí e o onipresente Arthur, filho do guitarrista, Luciano.

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Luciano, seu filho Arthur (aniversariante do dia) e Badauí.

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Pitty fez o show mais esperado e comemorado da noite. Flagrante do comecinho da apresentação, em "Admirável Chip Novo".

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Pitty durante o João Rock 2017.

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A cantora estava há um ano e meio afastada dos palcos e deve fazer mais shows em festivais até o fim de 2017.

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Pitty durante apresentação no palco principal do João Rock 2017.

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Pitty e o público do João Rock 2017.

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Emicida e um dos seus convidados, Coruja BC1.

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Emicida no João Rock 2017. "Ah, meu nome de batismo é Leandro Roque, eu vim porque sou herdeiro, tá ligado [risos]?", disse à reportagem da Billboard Brasil ao ser perguntado sobre encerrar o festival.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Quando não tinha mais sol para afugentar o frio, Nando Reis subiu ao palco. “A música é uma coisa atemporal. Eu mudo o repertório mais por ser um festival, ser um show mais curto e por saber que nem todo mundo veio para me ver”, disse Nando Reis ao ser perguntado pela Billboard Brasil sobre o repertório do show e o fato do público do festival ser bastante jovem. “O Humberto Gessinger é tão velho quanto eu e está aí também”, brincou. No palco, minutos depois, ele cumpria o prometido: começou com duas músicas do seu mais recente álbum, Jardim-Pomar, e depois lembrou hits da época dos Titãs, além de outros famosos na voz de Samuel Rosa e Rogerio Flausino e seu Jota Quest. “Tô na turnê do novo álbum, lançando trabalhos ao vivo nas plataformas digitais e tem uma turnê com Gilberto Gil e Gal Costa pro segundo semestre”, adiantou Nando Reis no camarim antes do show.

O CPM 22 já é uma entidade da programação do João Rock – o grupo esteve na primeira edição do festival, há 16 anos. “Eu lembro que tinha umas 15 mil pessoas aqui, na época. O festival já começou grande, mas está ficando cada vez maior”, lembrou o vocalista Badauí durante o show. Assim como Nando Reis, Badauí sabe que os hits comandam a setlist de um show de festival. Mas o público respondeu bem às poucas faixas de do recém-lançado Suor e Sacrifício que apareceram e, claro, espantou o frio em músicas como “Dias Atrás”, “Regina Let’s Go” e “Um Minuto Para O Fim Do Mundo”. Destaque para Arthur, filho pequeno do guitarrista Luciano que, fazendo aniversário, ficou o tempo todo no palco e teve direito até a um “Parabéns Pra Você”. Dificilmente, Arthur já teve 55 mil pessoas numa festinha de aniversário em casa.

O João Rock está transformando em tradição promover encontros e retornos no seu palco. Se no ano passado, o festival reuniu Black Alien, Marcelo D2 e BNegão depois de 15 anos, agora foi a vez de trazer de volta aos holofotes uma das grandes vozes do rock and roll nacional, Pitty. A cantora não pisava num palco desde dezembro de 2015 e, um ano e meio depois, levou ao delírio a jovem plateia do festival. Num figurino todo brilhante, Pitty entrou no palco sem muitas cerimônias e era perceptível a alegria da cantora e da banda que a acompanha – a cada música executada, os músicos se cumprimentavam e trocavam olhares e sorrisos.

UM ANO E MEIO DEPOIS, PITTY VOLTA AOS PALCOS EM GRANDE ESTILO NO JOÃO ROCK

O festival seguiu com Capital Inicial e O Rappa, na sequência. É inegável que são bandas que se dão bem em festivais por conta dos seus repertórios lotados de músicas conhecidas e pelo carisma dos seus líderes, Dinho e Falcão. Por outro lado, se observa que não há novidades no que está sendo visto. Os roteiros dos dois shows já estão desenhados há tanto tempo que é possível adivinhas as músicas que são tocadas na sequência. Claro que os fãs não se importam com isso e vibram – e se for esse o objetivo, papel cumprido.

Criolo foi o responsável por encerrar o festival no ano passado. Dessa vez, Emicida trouxe seus convidados para fechar a edição 2017 – e Pitty gostou tanto de voltar aos palcos que foi uma convidada de última hora do rapper para a faixa “Hoje Cedo”. Com uma banda afiada, Emicida mostra um grande domínio do palco e do público – foi até pra percussão quando Vanessa da Mata cantou seu hit “Ai, Ai, Ai”, que veio logo depois de “Passarinhos”. Rico Dalasam, Raphão Alaafin, Coruja BC1, Muzzice e Drik Barbosa apareceram para cantar o hino “Mandume”, do mais recente álbum de Emicida.

EMICIDA RECEBE PITTY COMO CONVIDADA DE ÚLTIMA HORA NO JOÃO ROCK

Ao final do show de Emicida, o público encarou uma temperatura de 8 graus, com sensação de um pouco menos, para ir pra casa. Mas a energia do João Rock deve ter compensado um pouco o frio. E fica a pergunta no ar: depois do bem-sucedido Palco Nordeste, o que o festival vai aprontar para 2018?

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Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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João Rock 2017: 55 mil pessoas que não temeram o frio

Público chegou a encarar mínima de 8 graus em Ribeirão Preto para ver Emicida, Zé Ramalho e o retorno de Pitty aos palcos, entre outras atrações

por Marcos Lauro em 11/06/2017

Foi realizada nesse sábado (10/06) mais uma edição do João Rock, em Ribeirão Preto. O evento já faz parte do calendário de grandes festivais musicais do país e, a cada ano, reflete isso em sua cuidadosa organização e seu lineup, que combina nomes mais recentes com já consagrados – e essa última característica se reforçou nesse ano com o Palco Nordeste, que contou com shows de nomes como Zé Ramalho e Alceu Valença.

VEJA COMO FORAM OS SHOWS DO PALCO NORDESTE

O palco principal, como já é de costume, é montado em duplicidade para que um show termine em um e já comece em outro. A pontualidade, que foi exemplar no ano passado, acabou sofrendo com alguns atrasos, mas nada além de 10, 15 minutos.

Pôr do sol durante a edição 2017 do João Rock.

firehousemedia/Divulgação

Visão geral do João Rock, que recebeu 55 mil pessoas no último sábado (10/06).

firehousemedia/Divulgação

Zé Ramalho abriu os trabalhos no Palco Nordeste.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Em muitos momentos, o Palco Nordeste atraiu mais público do que o principal.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Alceu dominou o Palco Nordeste logo depois de Zé Ramalho.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Uma tarde de clássicos da música do Nordeste no João Rock.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

O Capital Inicial começou e terminou o seu show com protesto e coro de "Fora, Temer!".

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

CPM 22: Badauí e o onipresente Arthur, filho do guitarrista, Luciano.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Luciano, seu filho Arthur (aniversariante do dia) e Badauí.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty fez o show mais esperado e comemorado da noite. Flagrante do comecinho da apresentação, em "Admirável Chip Novo".

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty durante o João Rock 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

A cantora estava há um ano e meio afastada dos palcos e deve fazer mais shows em festivais até o fim de 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty durante apresentação no palco principal do João Rock 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Pitty e o público do João Rock 2017.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Emicida e um dos seus convidados, Coruja BC1.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Emicida no João Rock 2017. "Ah, meu nome de batismo é Leandro Roque, eu vim porque sou herdeiro, tá ligado [risos]?", disse à reportagem da Billboard Brasil ao ser perguntado sobre encerrar o festival.

Joshua Bryan/Denilson Santos/AgNews/Divulgação

Quando não tinha mais sol para afugentar o frio, Nando Reis subiu ao palco. “A música é uma coisa atemporal. Eu mudo o repertório mais por ser um festival, ser um show mais curto e por saber que nem todo mundo veio para me ver”, disse Nando Reis ao ser perguntado pela Billboard Brasil sobre o repertório do show e o fato do público do festival ser bastante jovem. “O Humberto Gessinger é tão velho quanto eu e está aí também”, brincou. No palco, minutos depois, ele cumpria o prometido: começou com duas músicas do seu mais recente álbum, Jardim-Pomar, e depois lembrou hits da época dos Titãs, além de outros famosos na voz de Samuel Rosa e Rogerio Flausino e seu Jota Quest. “Tô na turnê do novo álbum, lançando trabalhos ao vivo nas plataformas digitais e tem uma turnê com Gilberto Gil e Gal Costa pro segundo semestre”, adiantou Nando Reis no camarim antes do show.

O CPM 22 já é uma entidade da programação do João Rock – o grupo esteve na primeira edição do festival, há 16 anos. “Eu lembro que tinha umas 15 mil pessoas aqui, na época. O festival já começou grande, mas está ficando cada vez maior”, lembrou o vocalista Badauí durante o show. Assim como Nando Reis, Badauí sabe que os hits comandam a setlist de um show de festival. Mas o público respondeu bem às poucas faixas de do recém-lançado Suor e Sacrifício que apareceram e, claro, espantou o frio em músicas como “Dias Atrás”, “Regina Let’s Go” e “Um Minuto Para O Fim Do Mundo”. Destaque para Arthur, filho pequeno do guitarrista Luciano que, fazendo aniversário, ficou o tempo todo no palco e teve direito até a um “Parabéns Pra Você”. Dificilmente, Arthur já teve 55 mil pessoas numa festinha de aniversário em casa.

O João Rock está transformando em tradição promover encontros e retornos no seu palco. Se no ano passado, o festival reuniu Black Alien, Marcelo D2 e BNegão depois de 15 anos, agora foi a vez de trazer de volta aos holofotes uma das grandes vozes do rock and roll nacional, Pitty. A cantora não pisava num palco desde dezembro de 2015 e, um ano e meio depois, levou ao delírio a jovem plateia do festival. Num figurino todo brilhante, Pitty entrou no palco sem muitas cerimônias e era perceptível a alegria da cantora e da banda que a acompanha – a cada música executada, os músicos se cumprimentavam e trocavam olhares e sorrisos.

UM ANO E MEIO DEPOIS, PITTY VOLTA AOS PALCOS EM GRANDE ESTILO NO JOÃO ROCK

O festival seguiu com Capital Inicial e O Rappa, na sequência. É inegável que são bandas que se dão bem em festivais por conta dos seus repertórios lotados de músicas conhecidas e pelo carisma dos seus líderes, Dinho e Falcão. Por outro lado, se observa que não há novidades no que está sendo visto. Os roteiros dos dois shows já estão desenhados há tanto tempo que é possível adivinhas as músicas que são tocadas na sequência. Claro que os fãs não se importam com isso e vibram – e se for esse o objetivo, papel cumprido.

Criolo foi o responsável por encerrar o festival no ano passado. Dessa vez, Emicida trouxe seus convidados para fechar a edição 2017 – e Pitty gostou tanto de voltar aos palcos que foi uma convidada de última hora do rapper para a faixa “Hoje Cedo”. Com uma banda afiada, Emicida mostra um grande domínio do palco e do público – foi até pra percussão quando Vanessa da Mata cantou seu hit “Ai, Ai, Ai”, que veio logo depois de “Passarinhos”. Rico Dalasam, Raphão Alaafin, Coruja BC1, Muzzice e Drik Barbosa apareceram para cantar o hino “Mandume”, do mais recente álbum de Emicida.

EMICIDA RECEBE PITTY COMO CONVIDADA DE ÚLTIMA HORA NO JOÃO ROCK

Ao final do show de Emicida, o público encarou uma temperatura de 8 graus, com sensação de um pouco menos, para ir pra casa. Mas a energia do João Rock deve ter compensado um pouco o frio. E fica a pergunta no ar: depois do bem-sucedido Palco Nordeste, o que o festival vai aprontar para 2018?