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Joe Jonas, do DNCE e ex-Jonas Brothers, sobre a renovação do público: “Hoje, podem dirigir o próprio carro até o show”

Banda é a atração de abertura da nova turnê de Bruno Mars e se apresenta novamente nesta quinta-feira em São Paulo

por Rebecca Silva em 23/11/2017

A frente do hotel Fasano, em São Paulo, estava lotada de fãs no aguardo do DNCE enquanto Joe, Jin Joo, Cole e Jack atendiam a imprensa em uma sala reservada nesta quinta-feira (23/11). Na noite de ontem, a banda fez o show de abertura para Bruno Mars, no Morumbi, após duas datas no Rio de Janeiro.

A última passagem de Joe pelo Brasil, em 2013, foi com outros acompanhantes: Nick e Kevin, seus irmãos e companheiros de Jonas Brothers. Dessa vez, ele toca para outro público, mais maduro, mas que em grande parte, veio de herança do grupo. A fila de entrevistadores também entregava a realidade dos novos tempos: menos veículos de imprensa tradicional e mais youtubers – uma, inclusive, acompanhada dos pais.

BRUNO MARS EMULA JAMES BROWN E MICHAEL JACKSON EM SHOW NO MORUMBI

Perguntas sobre vida pessoal, como de praxe, foram proibidas. Joe veio ao país acompanhado de sua noiva, a atriz Sophie Turner, de Game of Thrones. Mas perguntas sobre o relacionamento e o futuro casamento não eram permitidas.

Conversei com o DNCE sobre o público brasileiro, a miscelânea de referências e a música que eles tocam no show, “Do Ya Think I’m Sexy?”, de Rod Stewart, que tem origem brasileira e é um caso de plágio em cima de “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor:

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Durante o show de abertura para o Bruno Mars, foi possível ver pessoas de todas as idades cantando e curtindo a apresentação do DNCE, principalmente o hit “Cake By The Ocean”. Anteriormente, Joe cantava para um público bem específico. Como é fazer música que atinge mais pessoas?
Joe: Acho que é sobre isso que a música se trata. Fazemos música para que seja aceitável para qualquer idade. Não pensamos em atingir uma audiência específica, um grupo de determinada idade. Entramos no estúdio e fazemos o que nos deixa feliz, o que nos apaixona. Se alguém se apaixonar também, é bem-vindo.

Joe já teve experiências com os fãs brasileiros nas turnês com o Jonas Brothers. A frente do hotel está cheia de admiradores de vocês. Como é essa experiência com o DNCE? É diferente ou é tão doida quanto antes?
Joe: Sim, não consigo ver muita diferença. Para ser honesto, voltar ao Brasil é sempre muito empolgante. Os fãs são tão queridos e apaixonados. É legal porque estão um pouco mais velhos agora. Acredito que eram fãs do Jonas Brothers e cresceram. Hoje eles podem dirigir o próprio carro até o show, podem ir às festas, se divertir. Então parece que é a primeira vez que estamos aqui. Mas também existem vários fãs novos que curtem o DNCE.

E os outros integrantes? Já vieram ao Brasil antes [Jack Lawlett, baterista, fazia parte da banda dos Jonas Brothers, então conhecia o país, assim como Joe]?
Cole: Não, é a primeira vez! Joe nos contou sobre os fãs brasileiros e como são doidos e apaixonados, mas você nunca está pronto para isso, para essa empolgação tão genuína. Não apenas com a nossa música, mas com o fato de estar vivo. É muito intenso. E nós somos uma banda intensa e divertida, então é o lugar certo para nós. Amamos o Brasil.

Falta uma letra no nome da banda, mas ainda assim, ele faz sentido. E isso combina com a atitude de vocês no palco, divertida, colorida, cheia de referências, mas que funciona. Joe usou camisetas do Nirvana e do Elvis, vocês fazem um revival dos anos 1990, tocam Queen. Quais são as suas referências?
Joe: Na moda, temos diferentes experiências. É sobre o que nos sentimos confortáveis usando, mas com elementos que nos lembram de bandas que crescemos ouvindo. Amamos desde David Bowie a Mick Jagger, Queen. O estilo das bandas de glam rock que todos amamos, é o que nos atrai. As roupas também são uma representação da nossa música, é a primeira coisa que você vê, carrega a mensagem do que estamos prestes a apresentar.
Cole: Dediquei minha vida a parecer, visualmente, da forma que eu me sinto. E a liberar as pessoas com a minha presença. Se estou em qualquer lugar, ninguém precisa se preocupar com julgamentos ou se estão bem, porque eu já serei o mais julgado [risos]. Meu senso de moda é igual ao de um garoto de seis anos, que está indo para a escola pela primeira vez e quer usar suas roupas favoritas para parecer seu super-herói favorito ou um personagem de desenho animado. É a forma que me sinto bem. Nem todos são assim! Tem aqueles que usam terno e se sentem bem. Mas eu sou assim.
Jin Joo: Meu estilo vem de como estou me sentindo naquele dia. Se eu acordo me sentindo feminina, me visto mais feminina possível. Se eu acordo me sentindo com mais atitude, me visto de acordo com isso.
Jack: Eu sou o mais simples, não acontece muita coisa com minhas roupas. Gosto de ir à brechós e comprar camisetas antigas. É o que costumo fazer.

No show, vocês apresentam um mashup de Britney Spears e Spice Girls. Como tiveram essa ideia e escolheram as músicas?
Joe: Toda vez que escolhemos músicas para fazer cover, é um acidente. Normalmente, estamos brincando nos ensaios ou passagens de som e se algo soa bom misturado, é isso que fazemos e incluímos no setlist.

Vocês também fazem um cover de “Do Ya Think I’m Sexy”, do Rod Stewart, que foi apresentada em parceria com ele no VMA desse ano.
Joe: Fizemos o cover dessa faixa icônica do Rod Stewart no VMA, sim, e ela foi lançada nas plataformas digitais há pouco tempo. Foi um sonho realizado para nós, trabalhar com alguém como ele, uma lenda na música. Adoramos tocá-la ao vivo, ela é conhecida por muitas pessoas e é uma das nossas favoritas.

Vocês sabiam que essa música tem uma base brasileira? Foi feita em cima de “Taj Mahal”, do brasileiro Jorge Ben Jor, e rolou uma acusação de plágio na época. Conhecem Ben?
Joe: Não! Não sabíamos disso. Amamos o Rod Stewart e essa música, as pessoas pareceram curtir também nos nossos shows no Brasil.

O que vocês conhecem de música brasileira?
Cole: Um pouco de bossa nova, jazz, Os Mutantes. Uma das artistas favoritas do Joe, Vanessa da Mata, estava no nosso show de ontem. Tentamos fazer uma imersão enquanto estamos aqui e conhecer novos artistas brasileiros. Estamos fazendo um bom trabalho em acompanhar todos os gêneros.

Vocês também tiveram a chance de conhecer um pouco de São Paulo, visitando os bairros de Vila Madalena e Pinheiros. Gostaram? É difícil fazer passeios de turista por causa dos fãs?
Joe: Sim, podemos conhecer alguns pontos turísticos daqui, ter novas experiências, conhecer a cultura. Experimentar todas as comidas possíveis. Na próxima vez que viermos aqui, provavelmente vamos fazer os mesmos passeios. Os fãs são muito apaixonados, mas eles nos apoiam e não podemos vê-los com frequência, então tentamos atendê-los.

E vocês acabaram de chegar do Japão! Como foi esse choque cultural?
Joe: Quer saber? A gente nunca sabe de verdade onde está [risos]. Nem acho que tenha um choque cultural porque a cada dia estamos em um lugar diferente e novo.

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Joe Jonas, do DNCE e ex-Jonas Brothers, sobre a renovação do público: “Hoje, podem dirigir o próprio carro até o show”

Banda é a atração de abertura da nova turnê de Bruno Mars e se apresenta novamente nesta quinta-feira em São Paulo

por Rebecca Silva em 23/11/2017

A frente do hotel Fasano, em São Paulo, estava lotada de fãs no aguardo do DNCE enquanto Joe, Jin Joo, Cole e Jack atendiam a imprensa em uma sala reservada nesta quinta-feira (23/11). Na noite de ontem, a banda fez o show de abertura para Bruno Mars, no Morumbi, após duas datas no Rio de Janeiro.

A última passagem de Joe pelo Brasil, em 2013, foi com outros acompanhantes: Nick e Kevin, seus irmãos e companheiros de Jonas Brothers. Dessa vez, ele toca para outro público, mais maduro, mas que em grande parte, veio de herança do grupo. A fila de entrevistadores também entregava a realidade dos novos tempos: menos veículos de imprensa tradicional e mais youtubers – uma, inclusive, acompanhada dos pais.

BRUNO MARS EMULA JAMES BROWN E MICHAEL JACKSON EM SHOW NO MORUMBI

Perguntas sobre vida pessoal, como de praxe, foram proibidas. Joe veio ao país acompanhado de sua noiva, a atriz Sophie Turner, de Game of Thrones. Mas perguntas sobre o relacionamento e o futuro casamento não eram permitidas.

Conversei com o DNCE sobre o público brasileiro, a miscelânea de referências e a música que eles tocam no show, “Do Ya Think I’m Sexy?”, de Rod Stewart, que tem origem brasileira e é um caso de plágio em cima de “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor:

dnce2

Durante o show de abertura para o Bruno Mars, foi possível ver pessoas de todas as idades cantando e curtindo a apresentação do DNCE, principalmente o hit “Cake By The Ocean”. Anteriormente, Joe cantava para um público bem específico. Como é fazer música que atinge mais pessoas?
Joe: Acho que é sobre isso que a música se trata. Fazemos música para que seja aceitável para qualquer idade. Não pensamos em atingir uma audiência específica, um grupo de determinada idade. Entramos no estúdio e fazemos o que nos deixa feliz, o que nos apaixona. Se alguém se apaixonar também, é bem-vindo.

Joe já teve experiências com os fãs brasileiros nas turnês com o Jonas Brothers. A frente do hotel está cheia de admiradores de vocês. Como é essa experiência com o DNCE? É diferente ou é tão doida quanto antes?
Joe: Sim, não consigo ver muita diferença. Para ser honesto, voltar ao Brasil é sempre muito empolgante. Os fãs são tão queridos e apaixonados. É legal porque estão um pouco mais velhos agora. Acredito que eram fãs do Jonas Brothers e cresceram. Hoje eles podem dirigir o próprio carro até o show, podem ir às festas, se divertir. Então parece que é a primeira vez que estamos aqui. Mas também existem vários fãs novos que curtem o DNCE.

E os outros integrantes? Já vieram ao Brasil antes [Jack Lawlett, baterista, fazia parte da banda dos Jonas Brothers, então conhecia o país, assim como Joe]?
Cole: Não, é a primeira vez! Joe nos contou sobre os fãs brasileiros e como são doidos e apaixonados, mas você nunca está pronto para isso, para essa empolgação tão genuína. Não apenas com a nossa música, mas com o fato de estar vivo. É muito intenso. E nós somos uma banda intensa e divertida, então é o lugar certo para nós. Amamos o Brasil.

Falta uma letra no nome da banda, mas ainda assim, ele faz sentido. E isso combina com a atitude de vocês no palco, divertida, colorida, cheia de referências, mas que funciona. Joe usou camisetas do Nirvana e do Elvis, vocês fazem um revival dos anos 1990, tocam Queen. Quais são as suas referências?
Joe: Na moda, temos diferentes experiências. É sobre o que nos sentimos confortáveis usando, mas com elementos que nos lembram de bandas que crescemos ouvindo. Amamos desde David Bowie a Mick Jagger, Queen. O estilo das bandas de glam rock que todos amamos, é o que nos atrai. As roupas também são uma representação da nossa música, é a primeira coisa que você vê, carrega a mensagem do que estamos prestes a apresentar.
Cole: Dediquei minha vida a parecer, visualmente, da forma que eu me sinto. E a liberar as pessoas com a minha presença. Se estou em qualquer lugar, ninguém precisa se preocupar com julgamentos ou se estão bem, porque eu já serei o mais julgado [risos]. Meu senso de moda é igual ao de um garoto de seis anos, que está indo para a escola pela primeira vez e quer usar suas roupas favoritas para parecer seu super-herói favorito ou um personagem de desenho animado. É a forma que me sinto bem. Nem todos são assim! Tem aqueles que usam terno e se sentem bem. Mas eu sou assim.
Jin Joo: Meu estilo vem de como estou me sentindo naquele dia. Se eu acordo me sentindo feminina, me visto mais feminina possível. Se eu acordo me sentindo com mais atitude, me visto de acordo com isso.
Jack: Eu sou o mais simples, não acontece muita coisa com minhas roupas. Gosto de ir à brechós e comprar camisetas antigas. É o que costumo fazer.

No show, vocês apresentam um mashup de Britney Spears e Spice Girls. Como tiveram essa ideia e escolheram as músicas?
Joe: Toda vez que escolhemos músicas para fazer cover, é um acidente. Normalmente, estamos brincando nos ensaios ou passagens de som e se algo soa bom misturado, é isso que fazemos e incluímos no setlist.

Vocês também fazem um cover de “Do Ya Think I’m Sexy”, do Rod Stewart, que foi apresentada em parceria com ele no VMA desse ano.
Joe: Fizemos o cover dessa faixa icônica do Rod Stewart no VMA, sim, e ela foi lançada nas plataformas digitais há pouco tempo. Foi um sonho realizado para nós, trabalhar com alguém como ele, uma lenda na música. Adoramos tocá-la ao vivo, ela é conhecida por muitas pessoas e é uma das nossas favoritas.

Vocês sabiam que essa música tem uma base brasileira? Foi feita em cima de “Taj Mahal”, do brasileiro Jorge Ben Jor, e rolou uma acusação de plágio na época. Conhecem Ben?
Joe: Não! Não sabíamos disso. Amamos o Rod Stewart e essa música, as pessoas pareceram curtir também nos nossos shows no Brasil.

O que vocês conhecem de música brasileira?
Cole: Um pouco de bossa nova, jazz, Os Mutantes. Uma das artistas favoritas do Joe, Vanessa da Mata, estava no nosso show de ontem. Tentamos fazer uma imersão enquanto estamos aqui e conhecer novos artistas brasileiros. Estamos fazendo um bom trabalho em acompanhar todos os gêneros.

Vocês também tiveram a chance de conhecer um pouco de São Paulo, visitando os bairros de Vila Madalena e Pinheiros. Gostaram? É difícil fazer passeios de turista por causa dos fãs?
Joe: Sim, podemos conhecer alguns pontos turísticos daqui, ter novas experiências, conhecer a cultura. Experimentar todas as comidas possíveis. Na próxima vez que viermos aqui, provavelmente vamos fazer os mesmos passeios. Os fãs são muito apaixonados, mas eles nos apoiam e não podemos vê-los com frequência, então tentamos atendê-los.

E vocês acabaram de chegar do Japão! Como foi esse choque cultural?
Joe: Quer saber? A gente nunca sabe de verdade onde está [risos]. Nem acho que tenha um choque cultural porque a cada dia estamos em um lugar diferente e novo.