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Juiz levanta depoimento de Kesha em ação de 2010, no qual cantora nega abusos de Dr. Luke

por em 23/10/2014
Por Eriq Gardner  

Um juiz ordenou, na última terça-feira (21/10), a quebra do sigilo de um depoimento dado por Kesha no processo de litígio contra seus ex-empresários da DAS Communications. O testemunho juramentado da época pode derrubar as alegações de abuso sexual feitas em uma ação judicial movida na semana passada contra seu produtor Lukasz “Dr. Luke” Gottwald.

Antes de Kesha travar essa briga com Dr. Luke, os dois estavam do mesmo lado de uma luta contra a DAS, dirigida por David Sonenberg. De acordo com a ação de 2010, Kesha havia feito um acordo com Dr. Luke há uma década, mas depois assinou uma representação com a DAS com o objetivo de ingressar na Warner Bros Records. A empresa começou a analisar o acordo de gravação da cantora e os advogados de Dr. Luke foram então notificados de que ela estaria desrespeitando o acordo. Mais tarde, Kesha voltou a trabalhar com Dr. Luke, o que desencadeou um processo da DAS sobre uma dívida de comissões e uma ação da empresa contra o produtor, por suposta intervenção.

Documentos legais de Kesha usados na ação judicial contra a DAS dizem que ela “teve a sorte de ter a atenção e o apoio de Dr. Luke”, mas o que foi dito nos depoimentos, na época, é mais relevante agora. Isso porque a cantora pop alegou, em sua mais recente ação judicial, que Dr. Luke a obrigou a usar drogas ilícitas e também deu a ela a “droga do estupro”. Kesha também afirmou que, em determinada ocasião, ela acordou “nua na cama do Dr. Luke, ferida e doente, sem nenhuma memória de como teria chegado até lá”. De acordo com a artista, ela teria “ligado imediatamente para a mãe”. O advogado de Kesha, Mark Geragos, disse que isso aconteceu quando ela tinha 18 anos.

Mas, segundo o depoimento de 2011, a cantora negou que Dr. Luke tivesse lhe dado cocaína e a “droga do estupro”, conhecida como “boa noite, Cinderela”. E quando perguntada se ela algum dia contou à sua mãe que havia acordado em um quarto de hotel na cama de Dr. Luke, sem lembrar o que havia acontecido na noite anterior, ela respondeu de forma negativa. Kesha também negou ter um relacionamento íntimo com Dr. Luke e disse, explicitamente, que ele nunca havia feito investidas sexuais.

Em um comunicado feito na semana passada, a advogada de Dr. Luke, Christine Lepara, insinuou que "outra ação" daria “mais do que a palavra de Luke” de que as alegações de abuso não são verdadeiras. Como Kesha parece nunca ter apresentado qualquer relatório policial sobre o abuso, as reivindicações são construídas pelo que foi dito para outras testemunhas, como família e amigos, no rescaldo de tudo o que aconteceu.

Este testemunho, prestado na época sob juramento, poderia ser um grande golpe na credibilidade das alegações da cantora, embora Geragos tenha feito um grande esforço na tentativa de mostrar como Kesha estava intimidada, com medo da retaliação do produtor. Sobre a revelação do depoimento, o advogado enfatiza o ponto 24 da ação: “Dr. Luke a ameaçou, repetidas vezes, dizendo que se ela contasse a alguém sobre estes incidentes abusivos, destruiria não só a ela, mas também a toda a sua família [...] A Sra. Sebert acreditava plenamente que Dr. Luke tinha o poder e o dinheiro necessários para levar a cabo suas ameaças. Ela, portanto, nunca ousou falar, muito menos em relatório, o que ele havia feito com ela”.

Há também a perspectiva da lembrança de David Sonenberg, da DAS, que poderia reforçar a ação de Kesha. De acordo com documentos legais da empresa de representação no litígio anterior, a cantora havia dito que seu ex-gerente, Dr. Luke, estava “envolvido em certas ações antiéticas e ilegais contra ela”.

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Juiz levanta depoimento de Kesha em ação de 2010, no qual cantora nega abusos de Dr. Luke

por em 23/10/2014
Por Eriq Gardner  

Um juiz ordenou, na última terça-feira (21/10), a quebra do sigilo de um depoimento dado por Kesha no processo de litígio contra seus ex-empresários da DAS Communications. O testemunho juramentado da época pode derrubar as alegações de abuso sexual feitas em uma ação judicial movida na semana passada contra seu produtor Lukasz “Dr. Luke” Gottwald.

Antes de Kesha travar essa briga com Dr. Luke, os dois estavam do mesmo lado de uma luta contra a DAS, dirigida por David Sonenberg. De acordo com a ação de 2010, Kesha havia feito um acordo com Dr. Luke há uma década, mas depois assinou uma representação com a DAS com o objetivo de ingressar na Warner Bros Records. A empresa começou a analisar o acordo de gravação da cantora e os advogados de Dr. Luke foram então notificados de que ela estaria desrespeitando o acordo. Mais tarde, Kesha voltou a trabalhar com Dr. Luke, o que desencadeou um processo da DAS sobre uma dívida de comissões e uma ação da empresa contra o produtor, por suposta intervenção.

Documentos legais de Kesha usados na ação judicial contra a DAS dizem que ela “teve a sorte de ter a atenção e o apoio de Dr. Luke”, mas o que foi dito nos depoimentos, na época, é mais relevante agora. Isso porque a cantora pop alegou, em sua mais recente ação judicial, que Dr. Luke a obrigou a usar drogas ilícitas e também deu a ela a “droga do estupro”. Kesha também afirmou que, em determinada ocasião, ela acordou “nua na cama do Dr. Luke, ferida e doente, sem nenhuma memória de como teria chegado até lá”. De acordo com a artista, ela teria “ligado imediatamente para a mãe”. O advogado de Kesha, Mark Geragos, disse que isso aconteceu quando ela tinha 18 anos.

Mas, segundo o depoimento de 2011, a cantora negou que Dr. Luke tivesse lhe dado cocaína e a “droga do estupro”, conhecida como “boa noite, Cinderela”. E quando perguntada se ela algum dia contou à sua mãe que havia acordado em um quarto de hotel na cama de Dr. Luke, sem lembrar o que havia acontecido na noite anterior, ela respondeu de forma negativa. Kesha também negou ter um relacionamento íntimo com Dr. Luke e disse, explicitamente, que ele nunca havia feito investidas sexuais.

Em um comunicado feito na semana passada, a advogada de Dr. Luke, Christine Lepara, insinuou que "outra ação" daria “mais do que a palavra de Luke” de que as alegações de abuso não são verdadeiras. Como Kesha parece nunca ter apresentado qualquer relatório policial sobre o abuso, as reivindicações são construídas pelo que foi dito para outras testemunhas, como família e amigos, no rescaldo de tudo o que aconteceu.

Este testemunho, prestado na época sob juramento, poderia ser um grande golpe na credibilidade das alegações da cantora, embora Geragos tenha feito um grande esforço na tentativa de mostrar como Kesha estava intimidada, com medo da retaliação do produtor. Sobre a revelação do depoimento, o advogado enfatiza o ponto 24 da ação: “Dr. Luke a ameaçou, repetidas vezes, dizendo que se ela contasse a alguém sobre estes incidentes abusivos, destruiria não só a ela, mas também a toda a sua família [...] A Sra. Sebert acreditava plenamente que Dr. Luke tinha o poder e o dinheiro necessários para levar a cabo suas ameaças. Ela, portanto, nunca ousou falar, muito menos em relatório, o que ele havia feito com ela”.

Há também a perspectiva da lembrança de David Sonenberg, da DAS, que poderia reforçar a ação de Kesha. De acordo com documentos legais da empresa de representação no litígio anterior, a cantora havia dito que seu ex-gerente, Dr. Luke, estava “envolvido em certas ações antiéticas e ilegais contra ela”.