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King Diamond faz show apoteótico em São Paulo

Em apresentação no domingo no Liberation Festival, cantor encenou os rituais macabros das canções

por Edianez Parente em 27/06/2017

King Diamond/Liberation Festival – Espaço das Américas – São Paulo – 25/6/2017

Apoteótica. Essa é a melhor definição para a apresentação de King Diamond, o headliner do Liberation Fest, no último domingo, no Espaço das Américas, em São Paulo. O show de cerca de 1h30 foi uma ode ao melhor do heavy metal, com uma junção catártica entre performance teatral, com cenário e luzes em superprodução, exímia execução instrumental e um vocalista em grande forma.  Bem que o cantor dinamarquês avisara em entrevista à Billboard Brasil: "Quem assistir jamais esquecerá". Vestido e maquiado a caráter, com seu inconfundível microfone em formato de crucifixo, o Rei Diamante proporcionou a uma plateia boquiaberta um espetáculo visual e sonoro inesquecível.

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

Os três amigos argentinos, que vieram direto de Buenos Aires para ver a apresentação: Fabian FK, Diego Kok e Pablo Kok sempre saem em viagem atrás dos melhores shows de metal, seja na Europa ou nos Estados Unidos.

Pati Patah

Fã durante show do King Diamond em São Paulo. Será Diamond flamenguista?

Pati Patah

Outra dupla que foi à caráter: José Crespo, 56; e Natália Crespo, 25, pai e filha iriam ver a apresentação de King Diamond pela primeira vez. A moça, de acordo com seu pai, ouve os seus álbuns desde que estava "na barriga da mãe".

Pati Patah

Fãs à beira do palco de King Diamond em São Paulo.

Pati Patah

O palco em dois andares remetia a um cenário ritualístico, macabro, onde ora se ofereciam víveres (falsos) em sacrifício, ora uma bruxa (atriz) ardia na fogueira. Duas escadas laterais sustentando uma passarela proporcionaram o espaço ideal para a teatralização das histórias de cada uma das elaboradas canções. Pra completar a cena, até os roadies de palco surgiam vestidos com capuzes como se fossem carrascos da Idade Média prontos para mais uma execução de algum condenado.

King Diamond conversou com a plateia, apresentou uma a uma as canções e introduziu sua banda logo no início do espetáculo. O setlist [veja abaixo] foi o esperado, com duas das mais famosas canções que ele gravou com a sua outra banda Mercyful Fate (“Melissa” e “Come to the Sabbath”), e faixas de álbuns como Them e The Eye. A parte final foi toda dedicada à execução de Abigail, o célebre disco que está completando 30 anos e que foi o motivo da turnê. A encenação da faixa-título contou até com o fatídico empurrão da mulher grávida na escada – atenção: isto foi gravado por King Diamond muito antes da novela "Senhora do Destino".

O Liberation Festival começou no final da tarde do domingo com horários respeitados britanicamente. Após a banda nacional Test, sucederam-se no palco as atrações: Heaven Shall Burn, Carcass e Lamb of God. Os alemães da Heaven Shall Burn ainda precisam ser mais conhecidos aqui para empolgarem mais. O Carcass se mostrou intenso vigoroso e o Lamb of God fez na medida para agradar a legião de fãs.     

Plateia sul-americana

Apenas São Paulo contou com esta apresentação de King Diamond na América do Sul, fato cada vez mais raro no show business, uma vez que as turnês costumam contemplar vários países com os produtores se associando para reduzir custos. Assim, havia no Espaço das Américas grupos de fãs vindos da Argentina, Chile, Paraguai e Peru entre o público.

Este foi o caso de três amigos argentinos, que vieram direto de Buenos Aires para ver a apresentação: Fabian FK, Diego Kok e Pablo Kok sempre saem em viagem atrás dos melhores shows de metal, seja na Europa ou nos Estados Unidos.

Também dois amigos peruanos, Jose Enrique Gomez e Ivan Rodriguez, vieram para o espetáculo – sendo que Gomez, que mora em Fortaleza (CE), passou antes no centro de São Paulo para comprar uma roupa e ir na apresentação a caráter, não sem antes passar também pro um maquiador profissional: a ideia era homenagear seu ídolo.

Outra dupla foi à caráter: José Crespo, 56; e Natália Crespo, 25, pai e filha iriam ver a apresentação de King Diamond pela primeira vez. A moça, de acordo com seu pai, ouve os seus álbuns desde que estava "na barriga da mãe".

Setlist:

“Welcome Home”
“Sleepless Nights”
“Halloween”
“Eye of the Witch”
“Melissa”
“Come to the Sabbath”
“Arrival”
“A Mansion in Darkness”
“The Family Ghost”
“The 7th Day of July 1777”
“Omens”
“The Possession”
“Abigail”
“Black Horsemen”

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  • HOT 100
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Gusttavo LIma
2
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5
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King Diamond faz show apoteótico em São Paulo

Em apresentação no domingo no Liberation Festival, cantor encenou os rituais macabros das canções

por Edianez Parente em 27/06/2017

King Diamond/Liberation Festival – Espaço das Américas – São Paulo – 25/6/2017

Apoteótica. Essa é a melhor definição para a apresentação de King Diamond, o headliner do Liberation Fest, no último domingo, no Espaço das Américas, em São Paulo. O show de cerca de 1h30 foi uma ode ao melhor do heavy metal, com uma junção catártica entre performance teatral, com cenário e luzes em superprodução, exímia execução instrumental e um vocalista em grande forma.  Bem que o cantor dinamarquês avisara em entrevista à Billboard Brasil: "Quem assistir jamais esquecerá". Vestido e maquiado a caráter, com seu inconfundível microfone em formato de crucifixo, o Rei Diamante proporcionou a uma plateia boquiaberta um espetáculo visual e sonoro inesquecível.

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

King Diamond e sua apresentação em Sâo Paulo encerrando o Liberation Festival.

Pati Patah

Os três amigos argentinos, que vieram direto de Buenos Aires para ver a apresentação: Fabian FK, Diego Kok e Pablo Kok sempre saem em viagem atrás dos melhores shows de metal, seja na Europa ou nos Estados Unidos.

Pati Patah

Fã durante show do King Diamond em São Paulo. Será Diamond flamenguista?

Pati Patah

Outra dupla que foi à caráter: José Crespo, 56; e Natália Crespo, 25, pai e filha iriam ver a apresentação de King Diamond pela primeira vez. A moça, de acordo com seu pai, ouve os seus álbuns desde que estava "na barriga da mãe".

Pati Patah

Fãs à beira do palco de King Diamond em São Paulo.

Pati Patah

O palco em dois andares remetia a um cenário ritualístico, macabro, onde ora se ofereciam víveres (falsos) em sacrifício, ora uma bruxa (atriz) ardia na fogueira. Duas escadas laterais sustentando uma passarela proporcionaram o espaço ideal para a teatralização das histórias de cada uma das elaboradas canções. Pra completar a cena, até os roadies de palco surgiam vestidos com capuzes como se fossem carrascos da Idade Média prontos para mais uma execução de algum condenado.

King Diamond conversou com a plateia, apresentou uma a uma as canções e introduziu sua banda logo no início do espetáculo. O setlist [veja abaixo] foi o esperado, com duas das mais famosas canções que ele gravou com a sua outra banda Mercyful Fate (“Melissa” e “Come to the Sabbath”), e faixas de álbuns como Them e The Eye. A parte final foi toda dedicada à execução de Abigail, o célebre disco que está completando 30 anos e que foi o motivo da turnê. A encenação da faixa-título contou até com o fatídico empurrão da mulher grávida na escada – atenção: isto foi gravado por King Diamond muito antes da novela "Senhora do Destino".

O Liberation Festival começou no final da tarde do domingo com horários respeitados britanicamente. Após a banda nacional Test, sucederam-se no palco as atrações: Heaven Shall Burn, Carcass e Lamb of God. Os alemães da Heaven Shall Burn ainda precisam ser mais conhecidos aqui para empolgarem mais. O Carcass se mostrou intenso vigoroso e o Lamb of God fez na medida para agradar a legião de fãs.     

Plateia sul-americana

Apenas São Paulo contou com esta apresentação de King Diamond na América do Sul, fato cada vez mais raro no show business, uma vez que as turnês costumam contemplar vários países com os produtores se associando para reduzir custos. Assim, havia no Espaço das Américas grupos de fãs vindos da Argentina, Chile, Paraguai e Peru entre o público.

Este foi o caso de três amigos argentinos, que vieram direto de Buenos Aires para ver a apresentação: Fabian FK, Diego Kok e Pablo Kok sempre saem em viagem atrás dos melhores shows de metal, seja na Europa ou nos Estados Unidos.

Também dois amigos peruanos, Jose Enrique Gomez e Ivan Rodriguez, vieram para o espetáculo – sendo que Gomez, que mora em Fortaleza (CE), passou antes no centro de São Paulo para comprar uma roupa e ir na apresentação a caráter, não sem antes passar também pro um maquiador profissional: a ideia era homenagear seu ídolo.

Outra dupla foi à caráter: José Crespo, 56; e Natália Crespo, 25, pai e filha iriam ver a apresentação de King Diamond pela primeira vez. A moça, de acordo com seu pai, ouve os seus álbuns desde que estava "na barriga da mãe".

Setlist:

“Welcome Home”
“Sleepless Nights”
“Halloween”
“Eye of the Witch”
“Melissa”
“Come to the Sabbath”
“Arrival”
“A Mansion in Darkness”
“The Family Ghost”
“The 7th Day of July 1777”
“Omens”
“The Possession”
“Abigail”
“Black Horsemen”