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Latinos abrem segundo dia do Lollapalooza 2014

por em 06/04/2014
Imagem: Divulgação

Não foi só uma questão de horário ingrato. A chilena Francisca Valenzuela, que se apresentou no palco Skol às 11h50, e os argentinos Illya Kuryaki And The Valderramas, atração inaugural do palco “Longix” (mais de um quilômetro distante da entrada principal), ganharam posições na grade inferiores às de Brothers Of Brazil e Selvagens À Procura De Lei. Aí já é humilhação demais.

Mas os duzentos gatos pingados que assistiram à cantora e pianista, em sua segunda aparição no país, ouviram um pop rock adulto de alto nível, traduzido em canções que são verdadeiros hits no Chile, casos de “Peces”, “Quiero Verte Más” e a ótima “Que Sería”, escolhida para dar números finais ao curto show. A curiosidade é que esta não foi a primeira vez que Francisca abriu um palco no Lollapalooza. Em 2011, ano da estreia do festival em Santiago, ela começou os serviços no palco principal. À época, Francisca não possuía a moral que tem hoje nos países vizinhos.

A dupla Illya Kuryaki enfrentou público mirrado também, mas atuou como se estivera num estádio lotado. O roteiro balanceou êxitos da primeira fase do duo, como “Chaco”, “Expedición Al Klama Hama” e “Coolo”, com faixas lançadas após o período em que os artistas desenvolveram carreiras solo, à exemplo de “Ula-Ula” e “Funky Futurista”. Em “Abarajame”, uma “latin gueixa” entrou em cena para rebolar e tentar extrair alguma reação da plateia, exposta a um calor tão senegalesco quanto o de ontem. Foi a quarta visita do IKV ao Brasil, contando a apresentação no lendário Festival Tordesilhas, em Porto Alegre, um show para uma operadora de tv a cabo em Maresias (SP) e uma dobradinha com o Jota Quest no extinto Telefonica Sonidos, em São Paulo.

O Café Tacvba, atração do sábado, teve mais sorte que seus hermanos. Escalado para o palco mais próximo da entrada principal (de nome Interlagos, mas que sem identificação clara passou a ser chamado por alguns de “palco pedregulho”, já que é o único voltado para uma área de brita), o grupo tocou para mexicanos enlouquecidos no gargarejo e locais que chegavam ao autódromo no meio da tarde e ficavam intrigados pela mistura de polca, punk, música experimental e regionalismos do quarteto (acrescido de um baterista). No desfecho da homoerótica “El Baile Y El Salón”, o tecladista Emmanuel Del Real brincou com uma levada de bossa nova. Já em “Como Te Extraño Mi Amor”, o arremate lembrou “Ghost Town”, clássico do grupo de ska The Specials. O vocalista espoleta Rubén Albarrán passou o show inteiro levantando a calça, como num teaser para “Déjate Caer”, cover dos chilenos do Los Tres, que contou com a tradicional coreografia galhofeira dos quatro senhores do DF.  

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Latinos abrem segundo dia do Lollapalooza 2014

por em 06/04/2014
Imagem: Divulgação

Não foi só uma questão de horário ingrato. A chilena Francisca Valenzuela, que se apresentou no palco Skol às 11h50, e os argentinos Illya Kuryaki And The Valderramas, atração inaugural do palco “Longix” (mais de um quilômetro distante da entrada principal), ganharam posições na grade inferiores às de Brothers Of Brazil e Selvagens À Procura De Lei. Aí já é humilhação demais.

Mas os duzentos gatos pingados que assistiram à cantora e pianista, em sua segunda aparição no país, ouviram um pop rock adulto de alto nível, traduzido em canções que são verdadeiros hits no Chile, casos de “Peces”, “Quiero Verte Más” e a ótima “Que Sería”, escolhida para dar números finais ao curto show. A curiosidade é que esta não foi a primeira vez que Francisca abriu um palco no Lollapalooza. Em 2011, ano da estreia do festival em Santiago, ela começou os serviços no palco principal. À época, Francisca não possuía a moral que tem hoje nos países vizinhos.

A dupla Illya Kuryaki enfrentou público mirrado também, mas atuou como se estivera num estádio lotado. O roteiro balanceou êxitos da primeira fase do duo, como “Chaco”, “Expedición Al Klama Hama” e “Coolo”, com faixas lançadas após o período em que os artistas desenvolveram carreiras solo, à exemplo de “Ula-Ula” e “Funky Futurista”. Em “Abarajame”, uma “latin gueixa” entrou em cena para rebolar e tentar extrair alguma reação da plateia, exposta a um calor tão senegalesco quanto o de ontem. Foi a quarta visita do IKV ao Brasil, contando a apresentação no lendário Festival Tordesilhas, em Porto Alegre, um show para uma operadora de tv a cabo em Maresias (SP) e uma dobradinha com o Jota Quest no extinto Telefonica Sonidos, em São Paulo.

O Café Tacvba, atração do sábado, teve mais sorte que seus hermanos. Escalado para o palco mais próximo da entrada principal (de nome Interlagos, mas que sem identificação clara passou a ser chamado por alguns de “palco pedregulho”, já que é o único voltado para uma área de brita), o grupo tocou para mexicanos enlouquecidos no gargarejo e locais que chegavam ao autódromo no meio da tarde e ficavam intrigados pela mistura de polca, punk, música experimental e regionalismos do quarteto (acrescido de um baterista). No desfecho da homoerótica “El Baile Y El Salón”, o tecladista Emmanuel Del Real brincou com uma levada de bossa nova. Já em “Como Te Extraño Mi Amor”, o arremate lembrou “Ghost Town”, clássico do grupo de ska The Specials. O vocalista espoleta Rubén Albarrán passou o show inteiro levantando a calça, como num teaser para “Déjate Caer”, cover dos chilenos do Los Tres, que contou com a tradicional coreografia galhofeira dos quatro senhores do DF.