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Lauren Jauregui faz carta aberta aos eleitores de Trump: "Sou uma mulher bissexual cubano-americana e me orgulho disso"

Integrante do Fifth Harmony criticou as pessoas que elegeram o empresário presidente dos Estados Unidos

por Redação em 19/11/2016

Lauren Jauregui, do Fifth Harmony, fez uma carta aberta a todos os eleitores do presidente eleito dos Estados Unidos. "A todos os adeptos de Donald Trump, que acreditam que votar nele não significa que sejam racistas, homofóbicos, sexistas, xenófobos, idiotas... A todos que gostam da forma como ele pouco se importa com o que as pessoas pensam e dizem... A todos que creem que, pelo fato de não ser um político, ele não fará parte do sistema e não teve o apoio de dinheiro corrupto em sua campanha”, começou o desabafo.

"Suas palavras são inúteis, já que suas ações levaram à destruição de todo o progresso que fizemos socialmente como nação. Você, com sua ignorância pura e sua recusa em entender o modo como o governo e o mundo trabalham, permitiu que um magnata dos negócios com sede de poder assumisse os Estados Unidos", continuou a cantora.

Lauren chamou os eleitores de Trump de hipócritas e comparou o futuro presidente americano a Hitler. "Ele manipulou todos vocês com muita facilidade, falando para as suas partes mais sombrias, de forma que vocês se sentissem envergonhados com a maneira como encaravam o mundo 'politicamente correto'. Ele se tornou seu heroi, porque conseguiu fazer vocês acreditarem que são superiores ao resto de nós – como Hitler fez na Alemanha antes do Holocausto!"

A jovem cantora também criticou o mundo “politicamente correto” que criamos. "Este mundo é realmente apenas um mundo com etiqueta social, onde eliminamos a linguagem do racismo e estabelecemos o feminismo. Tentamos fazer as mulheres perceberem o seu valor e lutarem pelo direito de serem tratadas como os seres complexos que são e da mesma maneira do que os homens – trabalho este que, claramente, ainda precisa de muito empenho, considerando que as americanas, especialmente as brancas, votaram num homem que, a todo momento, insulta sua própria existência."

As minorias também não ficaram de fora do desabafo de Lauren. "Eu sou uma mulher bissexual cubano-americana e tenho muito orgulho disso. Estou orgulhosa de ser parte de uma comunidade que cultiva amor e educação e dá apoio uns aos outros. Tenho orgulho de ser a neta e a filha de imigrantes que foram corajosos para deixarem suas casas e chegar a um mundo totalmente novo, com idioma e cultura diferentes, e mergulhar sem medo para começar uma vida melhor para si e suas famílias", disse. "Tenho orgulho de ser mulher. Orgulho de saber que o que há entre minhas coxas fornece uma força e resistência que só outras mulheres podem sentir, que o meu corpo com curvas me permite criar uma vida dentro de mim. Eu fui criada para sentir que eu posso fazer qualquer coisa, e eu sempre vou acreditar nisso."

A cantora mostrou-se desanimada com o que o resultado das eleições pode significar. "Nós somos exemplo para o mundo. E falhamos com os outros seres humanos que estavam nos observando com a esperança de que não permitiríamos que o ódio prevalecesse."

Lauren finalizou a carta reiterando que ninguém é superior a ninguém. "Se eu pudesse dizer a cada partidário de Trump duas coisas, seria para viajar e ler um livro de história. Olhe além de si mesmo, olhe como é mesquinha a moral que você defende. Não somos únicos. Perceba que sua pele branca é o resultado da imigração da Europa, que os únicos verdadeiros "americanos" são os nativos, os povos indígenas que habitavam esta terra antes que esses conquistadores de outros países os exterminassem quase completamente. Nenhum de nós pertence a este lugar, mas todos nós merecemos o direito de nos sentirmos seguros e de viver nossas vidas em paz. De não ter que nos preocupar em morrer ou sofrer estupros, espancamentos ou abusos emocionais porque a nossa existência e/ou escolhas perturbam alguém. Este é o mundo que Trump está promovendo. Esta é a divisão que tem aumentado desde o início da campanha. Nós não somos a América indivisível, estamos unidos em dois lados separados: amor e ódio. Nós não estamos "lamentando" sobre a nossa escolha presidencial, estamos gritando contra aqueles cujas agendas políticas e pessoais ameaçam nossas vidas e sanidade. Estamos nos certificando de que você nos ouve, não importa o quanto isso o incomoda, e de que saiba que nós EXISTIMOS", concluiu.

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por Redação em 19/11/2016

Lauren Jauregui, do Fifth Harmony, fez uma carta aberta a todos os eleitores do presidente eleito dos Estados Unidos. "A todos os adeptos de Donald Trump, que acreditam que votar nele não significa que sejam racistas, homofóbicos, sexistas, xenófobos, idiotas... A todos que gostam da forma como ele pouco se importa com o que as pessoas pensam e dizem... A todos que creem que, pelo fato de não ser um político, ele não fará parte do sistema e não teve o apoio de dinheiro corrupto em sua campanha”, começou o desabafo.

"Suas palavras são inúteis, já que suas ações levaram à destruição de todo o progresso que fizemos socialmente como nação. Você, com sua ignorância pura e sua recusa em entender o modo como o governo e o mundo trabalham, permitiu que um magnata dos negócios com sede de poder assumisse os Estados Unidos", continuou a cantora.

Lauren chamou os eleitores de Trump de hipócritas e comparou o futuro presidente americano a Hitler. "Ele manipulou todos vocês com muita facilidade, falando para as suas partes mais sombrias, de forma que vocês se sentissem envergonhados com a maneira como encaravam o mundo 'politicamente correto'. Ele se tornou seu heroi, porque conseguiu fazer vocês acreditarem que são superiores ao resto de nós – como Hitler fez na Alemanha antes do Holocausto!"

A jovem cantora também criticou o mundo “politicamente correto” que criamos. "Este mundo é realmente apenas um mundo com etiqueta social, onde eliminamos a linguagem do racismo e estabelecemos o feminismo. Tentamos fazer as mulheres perceberem o seu valor e lutarem pelo direito de serem tratadas como os seres complexos que são e da mesma maneira do que os homens – trabalho este que, claramente, ainda precisa de muito empenho, considerando que as americanas, especialmente as brancas, votaram num homem que, a todo momento, insulta sua própria existência."

As minorias também não ficaram de fora do desabafo de Lauren. "Eu sou uma mulher bissexual cubano-americana e tenho muito orgulho disso. Estou orgulhosa de ser parte de uma comunidade que cultiva amor e educação e dá apoio uns aos outros. Tenho orgulho de ser a neta e a filha de imigrantes que foram corajosos para deixarem suas casas e chegar a um mundo totalmente novo, com idioma e cultura diferentes, e mergulhar sem medo para começar uma vida melhor para si e suas famílias", disse. "Tenho orgulho de ser mulher. Orgulho de saber que o que há entre minhas coxas fornece uma força e resistência que só outras mulheres podem sentir, que o meu corpo com curvas me permite criar uma vida dentro de mim. Eu fui criada para sentir que eu posso fazer qualquer coisa, e eu sempre vou acreditar nisso."

A cantora mostrou-se desanimada com o que o resultado das eleições pode significar. "Nós somos exemplo para o mundo. E falhamos com os outros seres humanos que estavam nos observando com a esperança de que não permitiríamos que o ódio prevalecesse."

Lauren finalizou a carta reiterando que ninguém é superior a ninguém. "Se eu pudesse dizer a cada partidário de Trump duas coisas, seria para viajar e ler um livro de história. Olhe além de si mesmo, olhe como é mesquinha a moral que você defende. Não somos únicos. Perceba que sua pele branca é o resultado da imigração da Europa, que os únicos verdadeiros "americanos" são os nativos, os povos indígenas que habitavam esta terra antes que esses conquistadores de outros países os exterminassem quase completamente. Nenhum de nós pertence a este lugar, mas todos nós merecemos o direito de nos sentirmos seguros e de viver nossas vidas em paz. De não ter que nos preocupar em morrer ou sofrer estupros, espancamentos ou abusos emocionais porque a nossa existência e/ou escolhas perturbam alguém. Este é o mundo que Trump está promovendo. Esta é a divisão que tem aumentado desde o início da campanha. Nós não somos a América indivisível, estamos unidos em dois lados separados: amor e ódio. Nós não estamos "lamentando" sobre a nossa escolha presidencial, estamos gritando contra aqueles cujas agendas políticas e pessoais ameaçam nossas vidas e sanidade. Estamos nos certificando de que você nos ouve, não importa o quanto isso o incomoda, e de que saiba que nós EXISTIMOS", concluiu.