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Lee Fields: “Meu show é sobre amor”

Soul man canta no Rio de Janeiro e em São Paulo nessa semana

por Marcos Lauro em 07/06/2017

O cantor Lee Fields chega novamente ao Brasil para duas apresentações, no Rio de Janeiro (nesta quarta-feira, 07/06) e em São Paulo (quinta, 08/06). E o que ele promete para a sua plateia é muito amor.

“Todos os sons são sobre amor, coração e alma”, diz o cantor em conversa com a Billboard Brasil. Pelo seu tom de voz e postura no palco, Lee já foi chamado de Little JB (“pequeno James Brown”), mas ele garante que isso ficou no passado: “Isso já faz muito tempo e na época eu achei bom”.

Leia o bate-papo abaixo:

Você já recebeu o apelido de “little JB”. Até que ponto isso ajudou ou prejudicou?
Isso já faz muito tempo e na época eu achei bom. Mas com o passar do tempo, eu não ouvi mais me chamarem assim. É uma comparação com um dos maiores artistas de todos os tempos e eu aceitei isso.

Aqui no Brasil, o movimento que fez o grande público descobrir a soul music completou 40 anos. Você conhece artistas brasileiros de soul?
Sei que o Brasil tem ótimos músicos de soul. Me fogem os nomes agora, mas já ouvi algumas coisas gostei e eu fico muito feliz por isso. E pela recepção do público comigo na última vez em que estive no país, vi que o público ama soul music, é como uma religião.

Vi que há alguns dias você cantou no Apollo Theatre. Qual a sensação de estar num palco como o do Apollo? Você viu muitos shows lá?
Sim, estive no Apollo há alguns dias como convidado especial do Afghan Whigs. É um lugar lindo, onde bate o coração da soul music. É um ótimo lugar para se estar e isso é sobre o sentimento, sabe? Não sobre o prédio em si. É uma energia especial e o público que vai lá busca por isso. Nós, como músicos, tentamos alcançar isso. Meu show é sobre amor, apenas amor. E quando eu digo amor é o amor entre as pessoas, o interesse pelo amor, o amor genuíno... é sobre isso. E o Apollo é um lugar cheio de amor, de sentimento.

E falar de amor nesses tempos difíceis é mais do que necessário, não?
Sim, precisamos nos preocupar mais uns com os outros. Precisamos amar mais nossos vizinhos e a nós próprios. E tentamos entregar isso no palco. O público consegue identificar isso no show... todos os sons são sobre amor, coração e alma. As músicas são sobre viver a vida dia após dia. As pessoas precisam compartilhar esse amor e perceber que a vida não é ruim. É isso o que eu tento fazer [com a minha música].

Aqui no Brasil é possível perceber um público cada vez mais jovem ouvindo soul music. Isso é perceptível nos seus shows também?
Sim, sim, muitos jovens. É uma mistura, na verdade, mas a maioria é jovem. Eu tomo muito cuidado com as palavras que coloco nas minhas músicas por conta desse público jovem. Se eu quero esse público jovem e saudável, eu tenho que cantar sobre isso. Eu fico pensando muito sobre os efeitos da minha música no público e tento manter palavras boas no meu repertório, palavras que tenham um efeito positivo e façam as pessoas se sentirem bem. E eu não quero um efeito temporário, quero que as pessoas levem para a vida delas.

Você vê alguma diferença entre a soul music produzida hoje, por novos artistas, e a soul music dos anos 1970?
Não muita. A soul music sempre vai cantar sobre o “aqui” e o “agora”. A soul music verdadeira carrega a mensagem de Deus, é um som gospel. E é o Deus misericordioso. Por isso, como eu disse, me preocupo muito com as palavras que uso nas minhas músicas. E os jovens que seguem esse caminho estão sintonizados a isso. Aqueles que colocam quaisquer palavras nos seus discos apenas para vender não prosperam. As palavras têm efeito!

Lee Fields & The Expressions
Oi Casa Grande – Rio de Janeiro
07/06 – 21h
Ingressos:
R$ 120 via Queremos

Cine Joia – São Paulo
08/06 – 22h
Ingressos:
de R$ 60 a R$ 140 nas bilheterias ou pelo site

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Lee Fields: “Meu show é sobre amor”

Soul man canta no Rio de Janeiro e em São Paulo nessa semana

por Marcos Lauro em 07/06/2017

O cantor Lee Fields chega novamente ao Brasil para duas apresentações, no Rio de Janeiro (nesta quarta-feira, 07/06) e em São Paulo (quinta, 08/06). E o que ele promete para a sua plateia é muito amor.

“Todos os sons são sobre amor, coração e alma”, diz o cantor em conversa com a Billboard Brasil. Pelo seu tom de voz e postura no palco, Lee já foi chamado de Little JB (“pequeno James Brown”), mas ele garante que isso ficou no passado: “Isso já faz muito tempo e na época eu achei bom”.

Leia o bate-papo abaixo:

Você já recebeu o apelido de “little JB”. Até que ponto isso ajudou ou prejudicou?
Isso já faz muito tempo e na época eu achei bom. Mas com o passar do tempo, eu não ouvi mais me chamarem assim. É uma comparação com um dos maiores artistas de todos os tempos e eu aceitei isso.

Aqui no Brasil, o movimento que fez o grande público descobrir a soul music completou 40 anos. Você conhece artistas brasileiros de soul?
Sei que o Brasil tem ótimos músicos de soul. Me fogem os nomes agora, mas já ouvi algumas coisas gostei e eu fico muito feliz por isso. E pela recepção do público comigo na última vez em que estive no país, vi que o público ama soul music, é como uma religião.

Vi que há alguns dias você cantou no Apollo Theatre. Qual a sensação de estar num palco como o do Apollo? Você viu muitos shows lá?
Sim, estive no Apollo há alguns dias como convidado especial do Afghan Whigs. É um lugar lindo, onde bate o coração da soul music. É um ótimo lugar para se estar e isso é sobre o sentimento, sabe? Não sobre o prédio em si. É uma energia especial e o público que vai lá busca por isso. Nós, como músicos, tentamos alcançar isso. Meu show é sobre amor, apenas amor. E quando eu digo amor é o amor entre as pessoas, o interesse pelo amor, o amor genuíno... é sobre isso. E o Apollo é um lugar cheio de amor, de sentimento.

E falar de amor nesses tempos difíceis é mais do que necessário, não?
Sim, precisamos nos preocupar mais uns com os outros. Precisamos amar mais nossos vizinhos e a nós próprios. E tentamos entregar isso no palco. O público consegue identificar isso no show... todos os sons são sobre amor, coração e alma. As músicas são sobre viver a vida dia após dia. As pessoas precisam compartilhar esse amor e perceber que a vida não é ruim. É isso o que eu tento fazer [com a minha música].

Aqui no Brasil é possível perceber um público cada vez mais jovem ouvindo soul music. Isso é perceptível nos seus shows também?
Sim, sim, muitos jovens. É uma mistura, na verdade, mas a maioria é jovem. Eu tomo muito cuidado com as palavras que coloco nas minhas músicas por conta desse público jovem. Se eu quero esse público jovem e saudável, eu tenho que cantar sobre isso. Eu fico pensando muito sobre os efeitos da minha música no público e tento manter palavras boas no meu repertório, palavras que tenham um efeito positivo e façam as pessoas se sentirem bem. E eu não quero um efeito temporário, quero que as pessoas levem para a vida delas.

Você vê alguma diferença entre a soul music produzida hoje, por novos artistas, e a soul music dos anos 1970?
Não muita. A soul music sempre vai cantar sobre o “aqui” e o “agora”. A soul music verdadeira carrega a mensagem de Deus, é um som gospel. E é o Deus misericordioso. Por isso, como eu disse, me preocupo muito com as palavras que uso nas minhas músicas. E os jovens que seguem esse caminho estão sintonizados a isso. Aqueles que colocam quaisquer palavras nos seus discos apenas para vender não prosperam. As palavras têm efeito!

Lee Fields & The Expressions
Oi Casa Grande – Rio de Janeiro
07/06 – 21h
Ingressos:
R$ 120 via Queremos

Cine Joia – São Paulo
08/06 – 22h
Ingressos:
de R$ 60 a R$ 140 nas bilheterias ou pelo site