NOTÍCIAS

Leia a resenha de Bob Marley, livro fotográfico de David Burnett

por em 09/01/2015
class="aligncenter size-full wp-image-18335" alt="BobMarley" src="http://billboard.uol.com.br/wp-content/uploads/2015/01/BobMarley.jpg" width="500" height="500" /> A janela da alma de Bob Marley Por Lucas Borges Teixeira Bob Marley é uma das figuras mais conhecidas da música mundial. Seu nome e o reggae estão intimamente ligados, assim como o imaginário em torno da Jamaica, seu país de origem, e a maconha. São raros, no entanto, registros da sua intimidade. Das diversas biografias internacionais sobre o músico, pouquíssimas chegaram ao Brasil. Em 1976, o fotógrafo David Burnett, famoso por cobrir eventos como a Revolução Iraniana, foi à casa de Marley em Kingston para uma matéria para a revista Time. À época, apenas duas das imagens foram publicadas na reportagem de David DeVoss. Mais de 30 anos depois, em 2009, o norte-americano decidiu publicar o trabalho completo em um livro que só chegou ao Brasil no final do ano passado, sob o título simples de Bob Marley (Ed. Madras). Com mais de 100 imagens, a obra é dividida em duas partes: a primeira, já mencionada, na Jamaica, em 1976. Marley aparece dando entrevista, tocando violão na varanda com amigos e, como era de se esperar, fumando cigarros de vários tamanhos – embora dê para notar a preferência pelos grossos. Já a segunda cobre a turnê do músico com os Wailers em 1977 pela Europa para divulgar o disco Exodus. Embora ele não esteja em casa, o capítulo na estrada mostra-se mais revelador e interessante que o anterior. Enquanto no começo, na Jamaica, vemos o homem parecido com o mito – sempre relaxado, fumando, sorrindo –, a sequência traz o humano. As fotos, tanto coloridas quanto em preto e branco, mostram Marley dormindo no ônibus, jogando futebol, aguardando a montagem do palco, testando o som sem público... Até que ele sobe em frente a uma multidão de 30 mil pessoas e, aí sim, surge o ídolo. Há textos de jornalistas convidados, com analises do legado de Marley 30 anos após sua morte, e relatos do próprio Burnett, que conta um pouco sobre a relação dele com a banda e como fazia suas fotos. Essas são mesmo o destaque do livro. Mais do que a qualidade do material, as fotografias parecem retratar algumas das coisas que o astro mais falou em suas músicas: alegria, paz e simplicidade. “Alguém sempre tinha uma bola de futebol e, se houvesse um intervalinho, cara, eles começavam a chutar aquela bola – era assim que eles se divertiam”, conta Burnett, sobre a turnê na Europa. Seria interessante ter esse contato fotográfico com outros grandes nomes da música. Ao retratar Marley de uma maneira tão simples e intimista, Burnett enfoca a dimensão da sua grandiosidade.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Leia a resenha de Bob Marley, livro fotográfico de David Burnett

por em 09/01/2015
class="aligncenter size-full wp-image-18335" alt="BobMarley" src="http://billboard.uol.com.br/wp-content/uploads/2015/01/BobMarley.jpg" width="500" height="500" /> A janela da alma de Bob Marley Por Lucas Borges Teixeira Bob Marley é uma das figuras mais conhecidas da música mundial. Seu nome e o reggae estão intimamente ligados, assim como o imaginário em torno da Jamaica, seu país de origem, e a maconha. São raros, no entanto, registros da sua intimidade. Das diversas biografias internacionais sobre o músico, pouquíssimas chegaram ao Brasil. Em 1976, o fotógrafo David Burnett, famoso por cobrir eventos como a Revolução Iraniana, foi à casa de Marley em Kingston para uma matéria para a revista Time. À época, apenas duas das imagens foram publicadas na reportagem de David DeVoss. Mais de 30 anos depois, em 2009, o norte-americano decidiu publicar o trabalho completo em um livro que só chegou ao Brasil no final do ano passado, sob o título simples de Bob Marley (Ed. Madras). Com mais de 100 imagens, a obra é dividida em duas partes: a primeira, já mencionada, na Jamaica, em 1976. Marley aparece dando entrevista, tocando violão na varanda com amigos e, como era de se esperar, fumando cigarros de vários tamanhos – embora dê para notar a preferência pelos grossos. Já a segunda cobre a turnê do músico com os Wailers em 1977 pela Europa para divulgar o disco Exodus. Embora ele não esteja em casa, o capítulo na estrada mostra-se mais revelador e interessante que o anterior. Enquanto no começo, na Jamaica, vemos o homem parecido com o mito – sempre relaxado, fumando, sorrindo –, a sequência traz o humano. As fotos, tanto coloridas quanto em preto e branco, mostram Marley dormindo no ônibus, jogando futebol, aguardando a montagem do palco, testando o som sem público... Até que ele sobe em frente a uma multidão de 30 mil pessoas e, aí sim, surge o ídolo. Há textos de jornalistas convidados, com analises do legado de Marley 30 anos após sua morte, e relatos do próprio Burnett, que conta um pouco sobre a relação dele com a banda e como fazia suas fotos. Essas são mesmo o destaque do livro. Mais do que a qualidade do material, as fotografias parecem retratar algumas das coisas que o astro mais falou em suas músicas: alegria, paz e simplicidade. “Alguém sempre tinha uma bola de futebol e, se houvesse um intervalinho, cara, eles começavam a chutar aquela bola – era assim que eles se divertiam”, conta Burnett, sobre a turnê na Europa. Seria interessante ter esse contato fotográfico com outros grandes nomes da música. Ao retratar Marley de uma maneira tão simples e intimista, Burnett enfoca a dimensão da sua grandiosidade.