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Leia a resenha de The Art Of McCartney, tributo a Paul McCartney

por em 19/02/2015
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IOS ARTISTAS THE ART OF MCCARTNEY Sony Capitaneado pelo produtor Ralph Sall, The Art Of McCartney não é um tributo tradicional. Pelo menos não no sentido de reunir releituras para homenagear um artista em um disco protocolar, como geralmente acontece nesse tipo de empreitada. Sall dedicou muito tempo de sua vida ao projeto. Do dia em que Brian Wilson apareceu para registrar sua versão de “Wanderlust” até a chegada do tributo às prateleiras passaram-se mais de dez anos. O longo período é justificável quando se analisa os convidados que participam do tributo: Bob Dylan, Willie Nelson, Roger Daltrey (The Who), B.B. King, os cabeças do Kiss... Talvez seja o elenco mais estrelado a se envolver com uma iniciativa do tipo em todos os tempos. O CD duplo reúne 34 faixas (Billy Joel e Joe Elliott, do Def Leppard, são os únicos a interpretar duas canções), mas existem mais oito que foram ofertadas com exclusividade para clientes da Amazon, Best Buy e Target. Chama a atenção a reverencia de todas as regravações. Ninguém quis mexer muito nas composições de Macca – nem quem pegou a fase Beatles, nem quem pegou Wings ou carreira solo. Como nenhum pupilo foi tão petulante, os que acabam se destacando são os que preferiram temas menos batidos do repertório de Paul. Enquanto Chrissie Hynde (Pretenders) assume a árdua tarefa de reler “Let It Be”, por exemplo, os britânicos Jamie Cullum e Corinne Bailey Rae se dão bem melhor; ele com “Every Night”, ela, que já havia gravado “My Love” lindamente num EP, com “Bluebird”. Entre os veteranos, vale mencionar a dobradinha Nova Orleans no CD 2: Allen Toussaint com “Lady Madonna” e Dr. John com “Let’Em In”. Mas é em “Junk”, a cargo de Jeff Lynne, que dá para imaginar a emoção de Macca. Não em pé, batendo palminhas, como ele fez no último Grammy, quando Lynne surgiu em cena com a Electric Light Orchestra. Afinal, estamos falando de uma música extremamente delicada. Mas uma lagrimazinha deve ter escorrido pelo rosto do homenageado ao ouvir a versão do amigo pela primeira vez. (José Flávio Júnior) https://www.youtube.com/watch?v=qdiRjbmO7NM
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Leia a resenha de The Art Of McCartney, tributo a Paul McCartney

por em 19/02/2015
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IOS ARTISTAS THE ART OF MCCARTNEY Sony Capitaneado pelo produtor Ralph Sall, The Art Of McCartney não é um tributo tradicional. Pelo menos não no sentido de reunir releituras para homenagear um artista em um disco protocolar, como geralmente acontece nesse tipo de empreitada. Sall dedicou muito tempo de sua vida ao projeto. Do dia em que Brian Wilson apareceu para registrar sua versão de “Wanderlust” até a chegada do tributo às prateleiras passaram-se mais de dez anos. O longo período é justificável quando se analisa os convidados que participam do tributo: Bob Dylan, Willie Nelson, Roger Daltrey (The Who), B.B. King, os cabeças do Kiss... Talvez seja o elenco mais estrelado a se envolver com uma iniciativa do tipo em todos os tempos. O CD duplo reúne 34 faixas (Billy Joel e Joe Elliott, do Def Leppard, são os únicos a interpretar duas canções), mas existem mais oito que foram ofertadas com exclusividade para clientes da Amazon, Best Buy e Target. Chama a atenção a reverencia de todas as regravações. Ninguém quis mexer muito nas composições de Macca – nem quem pegou a fase Beatles, nem quem pegou Wings ou carreira solo. Como nenhum pupilo foi tão petulante, os que acabam se destacando são os que preferiram temas menos batidos do repertório de Paul. Enquanto Chrissie Hynde (Pretenders) assume a árdua tarefa de reler “Let It Be”, por exemplo, os britânicos Jamie Cullum e Corinne Bailey Rae se dão bem melhor; ele com “Every Night”, ela, que já havia gravado “My Love” lindamente num EP, com “Bluebird”. Entre os veteranos, vale mencionar a dobradinha Nova Orleans no CD 2: Allen Toussaint com “Lady Madonna” e Dr. John com “Let’Em In”. Mas é em “Junk”, a cargo de Jeff Lynne, que dá para imaginar a emoção de Macca. Não em pé, batendo palminhas, como ele fez no último Grammy, quando Lynne surgiu em cena com a Electric Light Orchestra. Afinal, estamos falando de uma música extremamente delicada. Mas uma lagrimazinha deve ter escorrido pelo rosto do homenageado ao ouvir a versão do amigo pela primeira vez. (José Flávio Júnior) https://www.youtube.com/watch?v=qdiRjbmO7NM