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Leia a resenha de The Pinkprint, terceiro álbum de Nicki Minaj

por em 01/02/2015
NICK
I MINAJ THE PINKPRINT Universal Último lançamento relevante de 2014, o terceiro álbum de Nicki Minaj chega às prateleiras brasileiras numa versão deluxe que, se não ostenta (embalagem comum, em acrílico, sem luva), ao menos traz cinco músicas extras. A turbinada faz com que o CD ultrapasse os 79 minutos de duração, quase a totalidade de uma mídia tradicional. É muita ladainha! Mas um ouvinte habituado com o hip hop sai da audição sem queixas. A rapper de 32 anos equilibra bem suas duas forças: versa sobre as dificuldades que passou na vida, mas também capricha na pornografia. Ainda que conhecer seus traumas tenha valor (o que ocorre em faixas como “The Crying Game” e “All Things Go”), é difícil não focar nas baixarias que Nicki recita na maior naturalidade. Os singles “Anaconda” (sobre seu popozão) e “Only” (em que ela diz não ter transado com Drake e Lil Wayne, mas que está aberta para uma orgia com eles, com direito a deixar que papem a parte mais avantajada da sua anatomia como se fosse um cupcake – os próprios participam da faixa: Drake dizendo que quando Nicki não tiver namorado será o primeiro da fila, Wayne questionando se quem está com ela “faz direito”) foram boas introduções. Mas há outras fontes de vulgaridade no disco, como em “Feeling Myself”, que tem como cúmplice a amiga Beyoncé. “Ele diz, ‘cacete, Nicki, você é apertadinha’/ Eu digo ‘sim, negão, e você gosta’”, manda a rapper, em cima de um batidão bem cafajeste. Quem se aproximou de Nicki por meio dos hits antigos, que flertavam com a dance music, pode estranhar o clima de Pinkprint. A artista optou por graves e beats sombrios, que são mais do universo do rap mesmo – talvez para evitar comparações com Iggy Azalea, sua principal “concorrente” no mainstream. A australiana, no entanto, precisa aprender novos palavrões se quiser emparelhar com Nicki. Em matéria de ousadia, está difícil alguém chegar aos pés – ou qualquer parte do corpo – dela. (José Flávio Júnior)
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por em 01/02/2015
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I MINAJ THE PINKPRINT Universal Último lançamento relevante de 2014, o terceiro álbum de Nicki Minaj chega às prateleiras brasileiras numa versão deluxe que, se não ostenta (embalagem comum, em acrílico, sem luva), ao menos traz cinco músicas extras. A turbinada faz com que o CD ultrapasse os 79 minutos de duração, quase a totalidade de uma mídia tradicional. É muita ladainha! Mas um ouvinte habituado com o hip hop sai da audição sem queixas. A rapper de 32 anos equilibra bem suas duas forças: versa sobre as dificuldades que passou na vida, mas também capricha na pornografia. Ainda que conhecer seus traumas tenha valor (o que ocorre em faixas como “The Crying Game” e “All Things Go”), é difícil não focar nas baixarias que Nicki recita na maior naturalidade. Os singles “Anaconda” (sobre seu popozão) e “Only” (em que ela diz não ter transado com Drake e Lil Wayne, mas que está aberta para uma orgia com eles, com direito a deixar que papem a parte mais avantajada da sua anatomia como se fosse um cupcake – os próprios participam da faixa: Drake dizendo que quando Nicki não tiver namorado será o primeiro da fila, Wayne questionando se quem está com ela “faz direito”) foram boas introduções. Mas há outras fontes de vulgaridade no disco, como em “Feeling Myself”, que tem como cúmplice a amiga Beyoncé. “Ele diz, ‘cacete, Nicki, você é apertadinha’/ Eu digo ‘sim, negão, e você gosta’”, manda a rapper, em cima de um batidão bem cafajeste. Quem se aproximou de Nicki por meio dos hits antigos, que flertavam com a dance music, pode estranhar o clima de Pinkprint. A artista optou por graves e beats sombrios, que são mais do universo do rap mesmo – talvez para evitar comparações com Iggy Azalea, sua principal “concorrente” no mainstream. A australiana, no entanto, precisa aprender novos palavrões se quiser emparelhar com Nicki. Em matéria de ousadia, está difícil alguém chegar aos pés – ou qualquer parte do corpo – dela. (José Flávio Júnior)