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Leia entrevista com Vanessa Bumagny, que faz show hoje, em São Paulo

por em 30/04/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Nesta quinta-feira (30/04), às 20h, a cantora paulistana Vanessa Bumagny vai fazer um show gratuito de seu terceiro álbum, O Segundo Sexo, lançado no ano passado, no Itaú Cultural, em São Paulo. O disco tem sons variados, como eletrônico, pop, música nordestina, rap e flamenco, e conta com a parceria e participação especial de Zeca Baleiro.

A paulistana, que além de cantar também atua, já havia trabalhado com Zeca e com Chico Cesar. Lançou o seu primeiro disco em 2003, De Papel. O segundo, Pétala Por Pétala, de 2009, foi produzido por Zeca Baleiro – que também foi coautor de duas músicas –, e teve parcerias com Chico César e Dominguinhos.

Vanessa é apaixonada pela música nordestina. Sua primeira banda foi de forró. “Meu pai sempre cantou Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga. Aí eu cresci amando. Meu primeiro disco foi de Luiz Gonzaga.”

Saiba mais sobre O Segundo Sexo e os próximos projetos da cantora:

BB: O Segundo Sexo é o título de um livro da filósofa feminista francesa Simone de Beauvoir. Ele foi uma inspiração para o disco?

VB: É, ele veio da leitura do livro. Eu achei que foi um marco na minha vida. E é como se eu tivesse sentido que aquele livro me definia, que a partir dali eu consegui entender o que era ser mulher no mundo. E eu falei: ‘Bom, a coisa mais importante que eu faço no mundo é a minha música, então eu quero falar sobre isso’”. Além de mostrar, na verdade, que a gente está sempre inserido em um contexto sociocultural, ninguém é uma ilha, completamente isento de tudo. Eu sou muito influenciada por todas as coisas que a Simone cita no livro. É como se o disco explicasse um pouco do que é o segundo sexo. Para saber mais, leia o livro da Simone.

BB: Você acha que a mulher ainda sofre muito no meio musical?

VB: Eu acho que os homens têm mais espaço em todas as áreas. Mais poder. A Simone explica muito bem o quanto caminhamos e o quando ainda falta caminhar. O que eu vejo é que o homem sempre tem um espaço maior. É como se como se você tivesse que provar um pouco mais. A mulher tem que trabalhar mais para se provar, para deixar de ser vista só como uma mulherzinha ou só como bonitinha. Ela tem que trabalhar o dobro do homem para mostrar que realmente tem talento, que a música é boa. Eu já passei por algumas dificuldades por ser mulher, porque, às vezes, quando o homem tem poder, ele quer usar esse poder para fazer com que você se envolva com ele.

BB: Quais são os seus próximos projetos?

VB: Eu estou na fase de captação de recursos para fazer um DVD sobre a minha trajetória. E tem um de teatro infantil, eu estou musicando uns poemas da Cecília Meireles, do Fernando Pessoa e do Lorca [Federico García Lorca, poeta espanhol]. Eu ganhei três discos com poemas musicados, e aí eu falei ‘caramba!’. Na verdade, eu ganhei um livro com poemas do Pessoa, do Lorca e vários poetas. É um desafio. Eu espero que saia ainda neste ano.

https://www.youtube.com/watch?v=cgS8slWfJwY
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por em 30/04/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Nesta quinta-feira (30/04), às 20h, a cantora paulistana Vanessa Bumagny vai fazer um show gratuito de seu terceiro álbum, O Segundo Sexo, lançado no ano passado, no Itaú Cultural, em São Paulo. O disco tem sons variados, como eletrônico, pop, música nordestina, rap e flamenco, e conta com a parceria e participação especial de Zeca Baleiro.

A paulistana, que além de cantar também atua, já havia trabalhado com Zeca e com Chico Cesar. Lançou o seu primeiro disco em 2003, De Papel. O segundo, Pétala Por Pétala, de 2009, foi produzido por Zeca Baleiro – que também foi coautor de duas músicas –, e teve parcerias com Chico César e Dominguinhos.

Vanessa é apaixonada pela música nordestina. Sua primeira banda foi de forró. “Meu pai sempre cantou Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga. Aí eu cresci amando. Meu primeiro disco foi de Luiz Gonzaga.”

Saiba mais sobre O Segundo Sexo e os próximos projetos da cantora:

BB: O Segundo Sexo é o título de um livro da filósofa feminista francesa Simone de Beauvoir. Ele foi uma inspiração para o disco?

VB: É, ele veio da leitura do livro. Eu achei que foi um marco na minha vida. E é como se eu tivesse sentido que aquele livro me definia, que a partir dali eu consegui entender o que era ser mulher no mundo. E eu falei: ‘Bom, a coisa mais importante que eu faço no mundo é a minha música, então eu quero falar sobre isso’”. Além de mostrar, na verdade, que a gente está sempre inserido em um contexto sociocultural, ninguém é uma ilha, completamente isento de tudo. Eu sou muito influenciada por todas as coisas que a Simone cita no livro. É como se o disco explicasse um pouco do que é o segundo sexo. Para saber mais, leia o livro da Simone.

BB: Você acha que a mulher ainda sofre muito no meio musical?

VB: Eu acho que os homens têm mais espaço em todas as áreas. Mais poder. A Simone explica muito bem o quanto caminhamos e o quando ainda falta caminhar. O que eu vejo é que o homem sempre tem um espaço maior. É como se como se você tivesse que provar um pouco mais. A mulher tem que trabalhar mais para se provar, para deixar de ser vista só como uma mulherzinha ou só como bonitinha. Ela tem que trabalhar o dobro do homem para mostrar que realmente tem talento, que a música é boa. Eu já passei por algumas dificuldades por ser mulher, porque, às vezes, quando o homem tem poder, ele quer usar esse poder para fazer com que você se envolva com ele.

BB: Quais são os seus próximos projetos?

VB: Eu estou na fase de captação de recursos para fazer um DVD sobre a minha trajetória. E tem um de teatro infantil, eu estou musicando uns poemas da Cecília Meireles, do Fernando Pessoa e do Lorca [Federico García Lorca, poeta espanhol]. Eu ganhei três discos com poemas musicados, e aí eu falei ‘caramba!’. Na verdade, eu ganhei um livro com poemas do Pessoa, do Lorca e vários poetas. É um desafio. Eu espero que saia ainda neste ano.

https://www.youtube.com/watch?v=cgS8slWfJwY