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Lexa: “Trabalho com sensualidade, não com vulgaridade”

Cantora visitou a redação para divulgar o novo single, "Movimento", e sua participação no Dancing Brasil

por Rebecca Silva em 13/09/2017

A palavra de ordem na vida da cantora Lexa, no momento, é trabalho. A carioca está se desdobrando em várias para dar conta da divulgação do novo single, “Movimento”, das coreografias para o programa Dancing Brasil, da RecordTV e dos ensaios da escola de samba Unidos de Bangu, da qual será a Rainha de Bateria no próximo Carnaval. No meio disso tudo, Lexa ainda arranja tempo para conversar com os fãs nas redes sociais e dividir com eles um pouco de sua vida, sejam os momentos divertidos nos bastidores, sejam discussões mais sérias sobre a sociedade.

Lexa visitou a redação da Billboard Brasil para divulgar seu novo single e falar sobre a rotina atribulada em 2017.

Leia a entrevista e, abaixo, veja o Periscope com perguntas feitas pelos fãs:

O novo single, "Movimento", não foi a sua primeira música com influência do reggaeton. E este é um bom momento para a música latina... 

Sim, os DJs até dizem que é um funkton. A gente coloca o ritmo do funk e até o jeito de cantar dentro do reggaeton, com elementos de quizumba. Não sigo simplesmente as tendências, eu pego o melhor do que está em alta, o que eu acho que funciona comigo e trago para o meu trabalho. "Movimento" é uma música que fala sobre isso mesmo, se movimentar, dançar. 

E os brasileiros estão apostando forte no reggaeton. Diariamente recebemos release de artistas de diferentes gêneros que estão lançando músicas inspiradas pelas batidas do reggaeton. 

Todo mundo se rende à tendência porque é boa. E não invadiu apenas o Brasil, invadiu o mundo. Isso está abrindo portas para colaborações. O reggaeton tem uma pegada muito dançante e o brasileiro gosta de dançar. Então, a galera aderiu aqui, nas baladas estão tocando reggaeton, muitos artistas latinos que a gente não conhecia estão aparecendo. Queremos essa disseminação.

Você tem vontade de cantar em espanhol e, quem sabe, uma participação com um artista latino?

Eu sempre estou aberta às possibilidades. No momento, estou focada nesta música, mas sempre estou estudando as possibilidades. Acho que quanto mais músicas boas, animadas e dançantes, melhor. Eu canto sempre o que eu vivo, convivo, vejo. É sempre para que as pessoas se identifiquem. 

Você lançou um clipe/flash mob de "Movimento", focado em dança. Como foi o processo de criação do vídeo?

Eu queria mostrar que dançar é para todo mundo, todos os tipos de etnias, sexualidade, enfim, todo mundo pode dançar e se divertir. O nosso foco, nossa unidade, era a dança, a alegria, o movimento. A ideia foi chamar as pessoas para participarem e dançarem com a gente.

Esse é o clipe oficial? E a parceria com a Tati Zaqui?

A gente trabalhou com várias estratégias dentro do single. Lançamos primeiro só a música, o flash mob e depois vou lançar o clipe com a Tati. São três grandes e bons momentos da música. Assim, conseguimos ter três picos. A galera sente, a cada lançamento, que a música é nova. Assim, ela rende mais. 

A dança é algo que faz parte do teu trabalho. Agora, você está participando do programa Dancing Brasil. Como foi o convite e como tem sido a experiência? 

Eles já tinham me chamado para a primeira temporada, mas eu estava muito ocupada. Me chamaram de novo, fiquei meio assim, mas acabei topando. Estou me divertindo demais, estou aprendendo muito. Tenho certeza que para o meu trabalho é enriquecedor. Pensei muito mais por esse lado quando aceitei o convite, inclusive. Lá, é como se eu tivesse zerado o jogo e começado tudo de novo. Tem a postura, as regras da dança, que eu não tenho a mínima consciência do que tenho que fazer, mas elas existem. O joelho aqui, o pé ali. São mais difíceis do que eu imaginava. Não só a dança, mas o equilíbrio, paciência. 

Você já tinha experiência dançando? 

Já. Eu danço, mas minha pegada é o stiletto, não a dança de salão, com aquela postura. Então, com a dança urbana, eu adoro aquele 'dança aí que eu quero ver'. Eu acho que eu danço bem. Mas quando vai para o lado mais sério, mais técnico, eu volto para o zero [risos].

Como é para conciliar a rotina de ensaios com a sua carreira musical, divulgação de single?  

Infelizmente, ainda não inventaram um clone, mas seguimos na procura [risos]. Para conseguir fazer tudo isso, dar entrevista, ensaiar, fazer o programa, lançar single, gravar clipe. Tirando as coisas da vida pessoal, né? Porque essa daí, coitada, finge que existe. No momento, é só trabalho, trabalho, trabalho. Estou focada na minha carreira e no que posso levar para as pessoas. Estou no processo de produção, de amadurecimento, de saber lidar com tanta coisa ao mesmo tempo. Minha vida já era corrida, mas do jeito que está, não tem como piorar [risos].

Qual foi o maior desafio até agora no programa? 

Controle emocional. É um turbilhão de emoções. Eu lembro de tudo isso. Da minha falta de tempo, do quanto eu queria estar com a minha família, o meu noivo, de quanto queria trabalhar ainda mais. Passa um filme na minha cabeça na hora em que ouço as avaliações dos jurados, tipo "eu esperava mais". Eu escuto de boa, entendo o lado das pessoas que estão ali para julgar, mas também tem que entender o meu, né? A emoção aflora, eu sou isso, mostro o que eu sou, choro mesmo. 

Qual o seu signo? 

Eu sou pisciana! Eu sou um mar de emoções!

Então tá explicado... 

Na próxima vez eu falo isso! [risos]

Você tem uma relação especial com a Xuxa e agora está tendo a oportunidade de conviver com ela. Como é isso para você?

A Xuxa é aquela pessoa fora da curva, sabe? É aquele brilho além. Ela é especial demais. Estar com ela, ver como ela é profissional nos bastidores. Isso acrescenta muito para mim, além de poder estar ao lado de uma pessoa que gosto muito.

Depois de "Movimento", quais os próximos passos para este ano? 

Está certo para lançar mais um single. Eu queria lançar dois. A gente já até sabe qual a música, mas eu sempre quero trazer alguma coisa nova. Por isso eu não falo muito, quero que as pessoas se surpreendam. Meu trabalho é feito disso, de surpreender, encantar. De ser fênix mesmo, se reinventar sempre. E esse é o legal, poder ousar e abusar, sem ter medo. O pop te dá essa possibilidade muito grande.

Esses trabalhos serão lançados de forma avulsa ou vem EP por aí? 

Sim, vou lançar um EP. Já tenho várias músicas gravadas, todas lindas e maravilhosas, o pessoal vai amar. Dali, eu quero ter um feedback, em relação a cada música. Não tem nada melhor, parâmetro melhor do que fã, para você saber qual direção seguir. O fã te conhece mais do que você porque ele conhece o seu melhor. 

Recentemente, você publicou no seu Instagram sobre os casos de assédio sexual no transporte público que circularam na mídia. Você também costuma se manifestar sobre machismo. Se sente confortável falando sobre esses assuntos?

Tem coisas que não tem como se calar, essa é uma delas porque eu vivo isso. Eu tenho problemas com isso, ainda que hoje em dia eles sejam menores. Existe uma falta de respeito muito grande. Eu defendo as mulheres do desrespeito. A gente faz o que qualquer outra pessoa faz. Eu luto muito pela igualdade social, respeito mútuo, educação, pelo mínimo, porque isso nada mais é que o mínimo. O respeito à opinião, ao corpo, a moral das mulheres. Esse caso que aconteceu, olha a que ponto chegou. As pessoas falam "século XXI, melhorou muito". Até melhorou, mas está longe de chegar no ideal. Se isso acontece hoje, imagina quantas coisas não aconteceram, quantas mulheres já não ficaram caladas e oprimidas? A gente vive em um país em que precisamos gritar mesmo que somos feministas para que olhem para a gente. Acham que lugar de mulher é abaixo do homem e isso não existe. Sou mulher, tenho 22 anos e falo com maturidade porque já passei por muita coisa. Trabalhei desde nova em uma padaria, onde vários homens entravam e, por eu estar em uma situação de trabalho, eu tinha que ficar calada e ouvia muita coisa que eu não deveria. Hoje, no meu trabalho, usando roupas curtas eu continuo ouvindo coisas que não deveria porque não estou dando a liberdade de ninguém colocar a mão em lugar nenhum, simplesmente estou na minha posição fazendo o meu trabalho. Eu trabalho com sensualidade, não com vulgaridade.

Além de tudo isso que você está fazendo, ainda foi coroada Rainha da Bateria da Unidos de Bangu. Como é essa responsabilidade? 

A minha vida é assim, vou acumulando responsabilidades cada vez maiores. Já até falei para a equipe que trabalha comigo que não topo mais nada, acabou, game over. Se não vou começar a cancelar banho, sono e comida. Não posso largar mão disso [risos]. Estou muito feliz, amo samba, desde pequena sou admiradora do carnaval, legítima carioca.

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Cantora visitou a redação para divulgar o novo single, "Movimento", e sua participação no Dancing Brasil

por Rebecca Silva em 13/09/2017

A palavra de ordem na vida da cantora Lexa, no momento, é trabalho. A carioca está se desdobrando em várias para dar conta da divulgação do novo single, “Movimento”, das coreografias para o programa Dancing Brasil, da RecordTV e dos ensaios da escola de samba Unidos de Bangu, da qual será a Rainha de Bateria no próximo Carnaval. No meio disso tudo, Lexa ainda arranja tempo para conversar com os fãs nas redes sociais e dividir com eles um pouco de sua vida, sejam os momentos divertidos nos bastidores, sejam discussões mais sérias sobre a sociedade.

Lexa visitou a redação da Billboard Brasil para divulgar seu novo single e falar sobre a rotina atribulada em 2017.

Leia a entrevista e, abaixo, veja o Periscope com perguntas feitas pelos fãs:

O novo single, "Movimento", não foi a sua primeira música com influência do reggaeton. E este é um bom momento para a música latina... 

Sim, os DJs até dizem que é um funkton. A gente coloca o ritmo do funk e até o jeito de cantar dentro do reggaeton, com elementos de quizumba. Não sigo simplesmente as tendências, eu pego o melhor do que está em alta, o que eu acho que funciona comigo e trago para o meu trabalho. "Movimento" é uma música que fala sobre isso mesmo, se movimentar, dançar. 

E os brasileiros estão apostando forte no reggaeton. Diariamente recebemos release de artistas de diferentes gêneros que estão lançando músicas inspiradas pelas batidas do reggaeton. 

Todo mundo se rende à tendência porque é boa. E não invadiu apenas o Brasil, invadiu o mundo. Isso está abrindo portas para colaborações. O reggaeton tem uma pegada muito dançante e o brasileiro gosta de dançar. Então, a galera aderiu aqui, nas baladas estão tocando reggaeton, muitos artistas latinos que a gente não conhecia estão aparecendo. Queremos essa disseminação.

Você tem vontade de cantar em espanhol e, quem sabe, uma participação com um artista latino?

Eu sempre estou aberta às possibilidades. No momento, estou focada nesta música, mas sempre estou estudando as possibilidades. Acho que quanto mais músicas boas, animadas e dançantes, melhor. Eu canto sempre o que eu vivo, convivo, vejo. É sempre para que as pessoas se identifiquem. 

Você lançou um clipe/flash mob de "Movimento", focado em dança. Como foi o processo de criação do vídeo?

Eu queria mostrar que dançar é para todo mundo, todos os tipos de etnias, sexualidade, enfim, todo mundo pode dançar e se divertir. O nosso foco, nossa unidade, era a dança, a alegria, o movimento. A ideia foi chamar as pessoas para participarem e dançarem com a gente.

Esse é o clipe oficial? E a parceria com a Tati Zaqui?

A gente trabalhou com várias estratégias dentro do single. Lançamos primeiro só a música, o flash mob e depois vou lançar o clipe com a Tati. São três grandes e bons momentos da música. Assim, conseguimos ter três picos. A galera sente, a cada lançamento, que a música é nova. Assim, ela rende mais. 

A dança é algo que faz parte do teu trabalho. Agora, você está participando do programa Dancing Brasil. Como foi o convite e como tem sido a experiência? 

Eles já tinham me chamado para a primeira temporada, mas eu estava muito ocupada. Me chamaram de novo, fiquei meio assim, mas acabei topando. Estou me divertindo demais, estou aprendendo muito. Tenho certeza que para o meu trabalho é enriquecedor. Pensei muito mais por esse lado quando aceitei o convite, inclusive. Lá, é como se eu tivesse zerado o jogo e começado tudo de novo. Tem a postura, as regras da dança, que eu não tenho a mínima consciência do que tenho que fazer, mas elas existem. O joelho aqui, o pé ali. São mais difíceis do que eu imaginava. Não só a dança, mas o equilíbrio, paciência. 

Você já tinha experiência dançando? 

Já. Eu danço, mas minha pegada é o stiletto, não a dança de salão, com aquela postura. Então, com a dança urbana, eu adoro aquele 'dança aí que eu quero ver'. Eu acho que eu danço bem. Mas quando vai para o lado mais sério, mais técnico, eu volto para o zero [risos].

Como é para conciliar a rotina de ensaios com a sua carreira musical, divulgação de single?  

Infelizmente, ainda não inventaram um clone, mas seguimos na procura [risos]. Para conseguir fazer tudo isso, dar entrevista, ensaiar, fazer o programa, lançar single, gravar clipe. Tirando as coisas da vida pessoal, né? Porque essa daí, coitada, finge que existe. No momento, é só trabalho, trabalho, trabalho. Estou focada na minha carreira e no que posso levar para as pessoas. Estou no processo de produção, de amadurecimento, de saber lidar com tanta coisa ao mesmo tempo. Minha vida já era corrida, mas do jeito que está, não tem como piorar [risos].

Qual foi o maior desafio até agora no programa? 

Controle emocional. É um turbilhão de emoções. Eu lembro de tudo isso. Da minha falta de tempo, do quanto eu queria estar com a minha família, o meu noivo, de quanto queria trabalhar ainda mais. Passa um filme na minha cabeça na hora em que ouço as avaliações dos jurados, tipo "eu esperava mais". Eu escuto de boa, entendo o lado das pessoas que estão ali para julgar, mas também tem que entender o meu, né? A emoção aflora, eu sou isso, mostro o que eu sou, choro mesmo. 

Qual o seu signo? 

Eu sou pisciana! Eu sou um mar de emoções!

Então tá explicado... 

Na próxima vez eu falo isso! [risos]

Você tem uma relação especial com a Xuxa e agora está tendo a oportunidade de conviver com ela. Como é isso para você?

A Xuxa é aquela pessoa fora da curva, sabe? É aquele brilho além. Ela é especial demais. Estar com ela, ver como ela é profissional nos bastidores. Isso acrescenta muito para mim, além de poder estar ao lado de uma pessoa que gosto muito.

Depois de "Movimento", quais os próximos passos para este ano? 

Está certo para lançar mais um single. Eu queria lançar dois. A gente já até sabe qual a música, mas eu sempre quero trazer alguma coisa nova. Por isso eu não falo muito, quero que as pessoas se surpreendam. Meu trabalho é feito disso, de surpreender, encantar. De ser fênix mesmo, se reinventar sempre. E esse é o legal, poder ousar e abusar, sem ter medo. O pop te dá essa possibilidade muito grande.

Esses trabalhos serão lançados de forma avulsa ou vem EP por aí? 

Sim, vou lançar um EP. Já tenho várias músicas gravadas, todas lindas e maravilhosas, o pessoal vai amar. Dali, eu quero ter um feedback, em relação a cada música. Não tem nada melhor, parâmetro melhor do que fã, para você saber qual direção seguir. O fã te conhece mais do que você porque ele conhece o seu melhor. 

Recentemente, você publicou no seu Instagram sobre os casos de assédio sexual no transporte público que circularam na mídia. Você também costuma se manifestar sobre machismo. Se sente confortável falando sobre esses assuntos?

Tem coisas que não tem como se calar, essa é uma delas porque eu vivo isso. Eu tenho problemas com isso, ainda que hoje em dia eles sejam menores. Existe uma falta de respeito muito grande. Eu defendo as mulheres do desrespeito. A gente faz o que qualquer outra pessoa faz. Eu luto muito pela igualdade social, respeito mútuo, educação, pelo mínimo, porque isso nada mais é que o mínimo. O respeito à opinião, ao corpo, a moral das mulheres. Esse caso que aconteceu, olha a que ponto chegou. As pessoas falam "século XXI, melhorou muito". Até melhorou, mas está longe de chegar no ideal. Se isso acontece hoje, imagina quantas coisas não aconteceram, quantas mulheres já não ficaram caladas e oprimidas? A gente vive em um país em que precisamos gritar mesmo que somos feministas para que olhem para a gente. Acham que lugar de mulher é abaixo do homem e isso não existe. Sou mulher, tenho 22 anos e falo com maturidade porque já passei por muita coisa. Trabalhei desde nova em uma padaria, onde vários homens entravam e, por eu estar em uma situação de trabalho, eu tinha que ficar calada e ouvia muita coisa que eu não deveria. Hoje, no meu trabalho, usando roupas curtas eu continuo ouvindo coisas que não deveria porque não estou dando a liberdade de ninguém colocar a mão em lugar nenhum, simplesmente estou na minha posição fazendo o meu trabalho. Eu trabalho com sensualidade, não com vulgaridade.

Além de tudo isso que você está fazendo, ainda foi coroada Rainha da Bateria da Unidos de Bangu. Como é essa responsabilidade? 

A minha vida é assim, vou acumulando responsabilidades cada vez maiores. Já até falei para a equipe que trabalha comigo que não topo mais nada, acabou, game over. Se não vou começar a cancelar banho, sono e comida. Não posso largar mão disso [risos]. Estou muito feliz, amo samba, desde pequena sou admiradora do carnaval, legítima carioca.