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Ludmilla: “Falavam que negra não podia fazer tatuagem; fui lá e fiz”

Cantora se firma como forte nome no pop nacional com disco para empoderar as mulheres

por Rebecca Silva em 21/10/2016

Cinco anos após surgir na internet usando o nome MC Beyoncé, Ludmilla lança nesta sexta-feira (21/10) seu segundo álbum de estúdio, A Danada Sou Eu, mais confiante, madura e determinada que nunca e se firma como forte nome do pop nacional. O novo disco traz o funk pelo qual ficou conhecida, o pop que já apresentou no álbum anterior e raízes latinas com um toque de reggaeton em 16 faixas inéditas (duas delas só serão lançadas digitalmente). O cantor sertanejo Gusttavo Lima, o rapper carioca Filipe Ret e o americano Jeremih fazem participações especiais. Ludmilla recebeu a Billboard Brasil para bater um papo sobre a nova fase da carreira e o amadurecimento de seu som e estilo.

Como surgiu a ideia das participações do álbum?
O nome do Gusttavo Lima só surgiu depois que eu já tinha terminado de gravar a minha parte. O tom era muito alto e só ele conseguiria cantar tão tranquilo. Fizemos o convite e ele topou. A música do Filipe Ret, precisava de um homem. Eu queria que fosse um rapper brasileiro. Começamos a procurar e a voz do Ret se encaixou perfeitamente. É uma música bem tranquila, ela não altera, é no mesmo tom. Ele tem uma voz grossa, sensual, rouca, que combinava com a música. Já com o Jeremih, buscamos uma participação internacional. Ele vai vir para o Brasil através de um amigo do meu empresário e queria gravar com alguém daqui, então juntamos o útil ao agradável.

Uma das suas primeiras músicas que saíram na internet, no começo da carreira, era uma versão sua para “We Found Love”, da Rihanna. Anos depois, você está fazendo parcerias internacionais. Como vê esse crescimento?
Quando eu paro e olho para trás, vejo tudo que aconteceu na minha carreira, como era no começo e como é agora, eu fico feliz da vida, saltitante. Saiu melhor do que eu esperava.

Você chegou a pensar em mulheres para parcerias no disco?
Eu queria ter feito parceria com duas mulheres, mas nossas agendas estavam muito ocupadas e não conseguimos conciliar, tinha uma data para terminar o disco.

Quais foram as influências e referências para A Danada Sou Eu?
A influência internacional é mais na batida. Lá fora isso é muito normal, eles se inspiram um no outro e ninguém sai falando que é cópia, eles se ajudam desde sempre. No meu disco, tem a faixa “Abusa”. Tentei fazer bem parecido com “Work” da Rihanna, com essa pegada que ela trouxe no novo álbum. A batida lembra bastante.

As pessoas por aqui têm essa cultura de julgar os artistas que se inspiram nos cantores internacionais, né?
Sim e lá fora eles fazem isso direto. Rihanna se inspira em Beyoncé, Beyoncé usa trechos de coisas antigas. O pessoal que não conhece, não investiga, acha que ela inventou. Gosto muito do que fazem nos Estados Unidos.

Todo mundo sabe que você adora a Beyoncé e a Rihanna e com certeza faria parceria com elas. Se tivesse a oportunidade de cantar com cada uma, qual música escolheria?
Com a Beyoncé, “Best Thing I Never Had” e com a Rihanna “Kiss It Better”.

As letras das músicas do disco focam muito em diversão, em fazer o que der vontade e viver como se não houvesse amanhã. No que você se inspirou?
Eu sempre fui aquela amiga para quem ligavam quando terminavam namoro, quando queriam ir para a balada. Vi a oportunidade de colocar isso nas letras e ser essa pessoa para quem não me conhecia pessoalmente. Me joguei nessa ideia. Gosto dessa linha “pega, mas não se apega”. As letras refletem o momento que eu estava vivendo. As pessoas me mandavam as composições e escolhi de acordo com o que eu queria cantar, tanto a letra, quanto a melodia.

Nesse ano,  Beyoncé e sua irmã, Solange, lançaram álbuns que discutem a questão dos negros nos Estados Unidos. Você vê o seu trabalho caminhando para esse lado mais ativista algum dia?
Não. Faço música para as mulheres se empoderarem, independente da raça, da crença, da idade. Não pretendo fazer isso com a minha música. Quero que seja amplo e faça todos se sentirem bem.

Você faz parte de um grupo de jovens negras que estão se destacando na música e servindo de inspiração para outras meninas. Como é para você estar vivendo esse momento?
Eu fico muito feliz. Tem várias meninas que sabem cantar, dançar, são estilosas, têm talento, mas elas não tinham um ícone, ninguém na música para se inspirar. Temos atrizes negras, mas e as cantoras negras, jovens? Antigamente falavam que negra não podia fazer tatuagem porque não ia aparecer direito na pele. Fui lá e fiz uma enorme. Elas ficam felizes, querem fazer também. Também tinham preconceito com lace [aplique capilar], falavam que era peruca. Lá fora isso é supernormal. Aqui, só fazia quem tinha coragem e peitava. Mas não tinha uma mulher na mídia para colocar a cara a tapa. Quando vejo as meninas fazendo também, fico feliz da vida.

Você faz muito sucesso entre o público gay. Pensa neles quando está trabalhando em estúdio?
Sim! Adoro meu público gay. Lembramos deles principalmente quando gravamos as músicas mais animadas, com batidas fortes.

Seu estilo mudou bastante desde o começo da carreira. Alguém te ajuda com seus looks, seus penteados? Em quem você se inspira na moda?
Glória a Deus!!! [risos] Me inspiro em várias pessoas. Às vezes, estou dentro do carro, vejo alguém estiloso, tiro a foto com meu celular e peço um look igual. Tenho um personal stylist que está sempre comigo, planejamos juntos. É bem legal.

E rolou algum planejamento para seu estilo no novo álbum?
A ideia era me mostrar de uma forma mais sensual. Eu sempre fui muito molecona. Mas agora estou mais velha, mais mulher e a gente precisava mostrar isso para o pessoal. Foi essa linha que seguimos.

Fizemos uma galeria no nosso site com alguns de seus tuítes filosofando sobre a vida. É você mesma que a atualiza sua página?
Sou eu e minha equipe, mas essas frases assim sou eu que posto. São coisas que vem na minha cabeça e eu escrevo, ou então vi em algum lugar e gostei. Às vezes coloco umas músicas que ainda não lancei e o pessoal vai procurar no Google e não encontram [risos].

Ludmilla adora postar indiretas no Twitter

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Nesse tuíte, ela faz uma reflexão sobre o Dia Dos Namorados.

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E manda indireta para as recalcadas.

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O papo também é reto com quem é vacilão!

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Também tem recado para quem tem preconceito com o funk!

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Rainha dos trocadilhos!

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Fazendo jus ao nome do novo disco. Danada!

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O "boa tarde" mais honesto do Twitter.

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Mais uma indireta, né? Gente como a gente

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E fez escola! Quem nunca usou o bordão "É hoje!"?

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Ludmilla: “Falavam que negra não podia fazer tatuagem; fui lá e fiz”

Cantora se firma como forte nome no pop nacional com disco para empoderar as mulheres

por Rebecca Silva em 21/10/2016

Cinco anos após surgir na internet usando o nome MC Beyoncé, Ludmilla lança nesta sexta-feira (21/10) seu segundo álbum de estúdio, A Danada Sou Eu, mais confiante, madura e determinada que nunca e se firma como forte nome do pop nacional. O novo disco traz o funk pelo qual ficou conhecida, o pop que já apresentou no álbum anterior e raízes latinas com um toque de reggaeton em 16 faixas inéditas (duas delas só serão lançadas digitalmente). O cantor sertanejo Gusttavo Lima, o rapper carioca Filipe Ret e o americano Jeremih fazem participações especiais. Ludmilla recebeu a Billboard Brasil para bater um papo sobre a nova fase da carreira e o amadurecimento de seu som e estilo.

Como surgiu a ideia das participações do álbum?
O nome do Gusttavo Lima só surgiu depois que eu já tinha terminado de gravar a minha parte. O tom era muito alto e só ele conseguiria cantar tão tranquilo. Fizemos o convite e ele topou. A música do Filipe Ret, precisava de um homem. Eu queria que fosse um rapper brasileiro. Começamos a procurar e a voz do Ret se encaixou perfeitamente. É uma música bem tranquila, ela não altera, é no mesmo tom. Ele tem uma voz grossa, sensual, rouca, que combinava com a música. Já com o Jeremih, buscamos uma participação internacional. Ele vai vir para o Brasil através de um amigo do meu empresário e queria gravar com alguém daqui, então juntamos o útil ao agradável.

Uma das suas primeiras músicas que saíram na internet, no começo da carreira, era uma versão sua para “We Found Love”, da Rihanna. Anos depois, você está fazendo parcerias internacionais. Como vê esse crescimento?
Quando eu paro e olho para trás, vejo tudo que aconteceu na minha carreira, como era no começo e como é agora, eu fico feliz da vida, saltitante. Saiu melhor do que eu esperava.

Você chegou a pensar em mulheres para parcerias no disco?
Eu queria ter feito parceria com duas mulheres, mas nossas agendas estavam muito ocupadas e não conseguimos conciliar, tinha uma data para terminar o disco.

Quais foram as influências e referências para A Danada Sou Eu?
A influência internacional é mais na batida. Lá fora isso é muito normal, eles se inspiram um no outro e ninguém sai falando que é cópia, eles se ajudam desde sempre. No meu disco, tem a faixa “Abusa”. Tentei fazer bem parecido com “Work” da Rihanna, com essa pegada que ela trouxe no novo álbum. A batida lembra bastante.

As pessoas por aqui têm essa cultura de julgar os artistas que se inspiram nos cantores internacionais, né?
Sim e lá fora eles fazem isso direto. Rihanna se inspira em Beyoncé, Beyoncé usa trechos de coisas antigas. O pessoal que não conhece, não investiga, acha que ela inventou. Gosto muito do que fazem nos Estados Unidos.

Todo mundo sabe que você adora a Beyoncé e a Rihanna e com certeza faria parceria com elas. Se tivesse a oportunidade de cantar com cada uma, qual música escolheria?
Com a Beyoncé, “Best Thing I Never Had” e com a Rihanna “Kiss It Better”.

As letras das músicas do disco focam muito em diversão, em fazer o que der vontade e viver como se não houvesse amanhã. No que você se inspirou?
Eu sempre fui aquela amiga para quem ligavam quando terminavam namoro, quando queriam ir para a balada. Vi a oportunidade de colocar isso nas letras e ser essa pessoa para quem não me conhecia pessoalmente. Me joguei nessa ideia. Gosto dessa linha “pega, mas não se apega”. As letras refletem o momento que eu estava vivendo. As pessoas me mandavam as composições e escolhi de acordo com o que eu queria cantar, tanto a letra, quanto a melodia.

Nesse ano,  Beyoncé e sua irmã, Solange, lançaram álbuns que discutem a questão dos negros nos Estados Unidos. Você vê o seu trabalho caminhando para esse lado mais ativista algum dia?
Não. Faço música para as mulheres se empoderarem, independente da raça, da crença, da idade. Não pretendo fazer isso com a minha música. Quero que seja amplo e faça todos se sentirem bem.

Você faz parte de um grupo de jovens negras que estão se destacando na música e servindo de inspiração para outras meninas. Como é para você estar vivendo esse momento?
Eu fico muito feliz. Tem várias meninas que sabem cantar, dançar, são estilosas, têm talento, mas elas não tinham um ícone, ninguém na música para se inspirar. Temos atrizes negras, mas e as cantoras negras, jovens? Antigamente falavam que negra não podia fazer tatuagem porque não ia aparecer direito na pele. Fui lá e fiz uma enorme. Elas ficam felizes, querem fazer também. Também tinham preconceito com lace [aplique capilar], falavam que era peruca. Lá fora isso é supernormal. Aqui, só fazia quem tinha coragem e peitava. Mas não tinha uma mulher na mídia para colocar a cara a tapa. Quando vejo as meninas fazendo também, fico feliz da vida.

Você faz muito sucesso entre o público gay. Pensa neles quando está trabalhando em estúdio?
Sim! Adoro meu público gay. Lembramos deles principalmente quando gravamos as músicas mais animadas, com batidas fortes.

Seu estilo mudou bastante desde o começo da carreira. Alguém te ajuda com seus looks, seus penteados? Em quem você se inspira na moda?
Glória a Deus!!! [risos] Me inspiro em várias pessoas. Às vezes, estou dentro do carro, vejo alguém estiloso, tiro a foto com meu celular e peço um look igual. Tenho um personal stylist que está sempre comigo, planejamos juntos. É bem legal.

E rolou algum planejamento para seu estilo no novo álbum?
A ideia era me mostrar de uma forma mais sensual. Eu sempre fui muito molecona. Mas agora estou mais velha, mais mulher e a gente precisava mostrar isso para o pessoal. Foi essa linha que seguimos.

Fizemos uma galeria no nosso site com alguns de seus tuítes filosofando sobre a vida. É você mesma que a atualiza sua página?
Sou eu e minha equipe, mas essas frases assim sou eu que posto. São coisas que vem na minha cabeça e eu escrevo, ou então vi em algum lugar e gostei. Às vezes coloco umas músicas que ainda não lancei e o pessoal vai procurar no Google e não encontram [risos].

Ludmilla adora postar indiretas no Twitter

Reprodução

Nesse tuíte, ela faz uma reflexão sobre o Dia Dos Namorados.

Reprodução

E manda indireta para as recalcadas.

Reprodução

O papo também é reto com quem é vacilão!

Reprodução

Também tem recado para quem tem preconceito com o funk!

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Rainha dos trocadilhos!

Reprodução

Fazendo jus ao nome do novo disco. Danada!

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O "boa tarde" mais honesto do Twitter.

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Mais uma indireta, né? Gente como a gente

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E fez escola! Quem nunca usou o bordão "É hoje!"?

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