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Luísa Sonza, a nova aposta que vem do YouTube

Cantora já acumula mais de dois milhões de inscritos em seu canal

por Rebecca Silva em 27/07/2017

Com recém-completados 19 anos, Luísa Sonza impressiona pela maturidade ao falar da própria carreira. Como muitas de sua geração, foi descoberta no YouTube, onde publicava vídeos covers e de respostas para músicas famosas.

Nova aposta da Universal Music para o público jovem, a cantora começou a carreira ainda criança e já tem bagagem suficiente para entender os prós e os contras de viver de música.

IZA: “EU NÃO PRECISO FALAR SOBRE SER NEGRA PARA MILITAR”

Sucesso na internet, Luísa conseguiu bater a marca de um milhão de visualizações no clipe do single “Olhos Castanhos” em menos de 24 horas. Apenas no Instagram são quatro milhões de seguidores; no YouTube, mais de dois milhões de inscritos em seu canal.

A Billboard Brasil conversou com a jovem no lançamento do single para saber um pouco mais sobre os primeiros passos na carreira.

SOFIA OLIVEIRA, PRONTA PARA BRILHAR

Você começou a cantar ainda criança. Isso veio de família?
Veio tanto natural, quanto com minha família me apoiando. Lembro desde que tinha uns três anos de mim cantando com meu pai, brincando. Meus pais achavam muito bonitinho. Quando eu tinha sete anos de idade, eles me inscreveram em um festival de escola, aquela coisa bobinha. Nisso, um jurado que era dono de um grupo me viu cantando, gostou e isso virou algo profissional sem querer desde que eu era muito novinha. Acho que o que minha família mais fez na vida foi me incentivar, mas foi natural meu também, que cresceu com o tempo até virar isso agora.

Então o início da tua carreira profissional foi com este grupo?
Sim, cantei com eles por 11 anos. Saí porque eu queria estudar, mas aí eu comecei a fazer vídeos no Instagram, depois no YouTube e aí aconteceu tudo. O Mino [jurado que a descobriu] é como meu segundo pai. Foi ele quem me ensinou tudo que sei de música, me ensinou a gostar de estilos diferentes de música, foi muito importante para mim.

Você diz que saiu do grupo para estudar. Em algum momento da tua vida você pensou em seguir outra profissão?
Eu sempre cantei, fiz shows. Chegava a fazer 24 shows por mês, era bem cansativo. Então tive que escolher. Não tinha como estudar, fazer shows e passar em uma faculdade. Eu estava com medo. Morava em uma cidade de seis mil habitantes, não sabia o que fazer, para onde ir. A minha ideia era estudar para ir morar fora, achava que teria mais chance de alguém me ver, assistir aos meus vídeos na internet e ter oportunidade.

O lado bom da internet foi justamente ter aberto as portas para mais pessoas mostrarem seus talentos e acabarem sendo descobertas pelas grandes gravadoras, pelo público. Você começou a fazer os vídeos no Instagram, certo? Como você teve esse estalo de se mostrar cantando na internet?
Eu nunca fui uma pessoa muito de internet, mas colegas meus me mostraram os canais da Mari Nolasco, Gabi Luthai, Sofia Oliveira e me falavam para fazer igual porque todo mundo sabia que eu cantava. Fui entrando na onda. Fiquei com aquele "vai que?" na cabeça, mas foi de forma despretensiosa. Fiz no Instagram primeiro porque era mais curto, eu tinha vergonha no começo. Não queria fazer no YouTube porque todo mundo da cidade se conhecia. Quando deu certo, tomei coragem.

Além de te seguirem pela tua música, também acompanham teu lifestyle e teu relacionamento com o Whindersson [Nunes, youtuber mais seguido do país]. Como é para você lidar com as críticas inevitáveis na internet e com a invasão de privacidade?
Na maioria das vezes é tranquilo, a gente aprende a lidar. Vira uma rotina. Mas na verdade acho que eu nem lido com críticas, eu simplesmente ignoro. Acho que é o melhor a se fazer. Quem te critica não sabe nada da sua vida, não te conhece, vê 1% só, a internet é só um pouquinho do que você é na vida real. É um ódio gratuito que você não precisa lidar, só ignorar.

No início do seu canal, os vídeos eram mais caseiros. Agora, você está investindo em uma produção maior, fazendo clipes para as suas versões. Vai seguir neste formato?
Vou manter esse lado caseiro, mas quando eu for fazer uma coisa muito pop, uma música dançante, não tenho como fazer só voz e violão, então vai ser mais produzido sim. Quero mudar um pouco para não ficar só na mesmice, uma hora cansa. Quero mostrar mais de mim.

Com o contrato na gravadora, vai continuar tocando os vídeos? Vai conciliar os dois?
Com certeza. Nunca pensei em deixar o canal. Primeiro, é uma porta de entrada para quem quer ser cantor. Tem muita gente que me vê como inspiração. Eu gosto de falar que vim de uma cidade pequena, de um lugar que eu jamais imaginaria estar aqui hoje. Gosto de mostrar que sou gente como a gente. Ajuda muita gente. Muitas pessoas já vieram me falar que sonham com isso, mas têm vergonha como eu tinha. Então, não posso deixar isso porque vou sentir que estou deixando uma parte das pessoas.

Seu single "Olhos Castanhos" é autoral. Você sempre compôs ou foi algo que começou a se dedicar recentemente?
Não. Eu tinha vergonha, estou perdendo agora. Essa música foi a primeira que escrevi e ficou pronta. Só tinha uns rabiscos, tinha medo de ninguém gostar, da rima ser boba. Comecei a escrever há pouco.

Tanto "Olhos Castanhos" quanto "Good Vibes" são faixas românticas. O EP vai seguir esta linha?
Não, não quero seguir [risos]. Gosto desse lado romântico, mas acho que mostra muito pouco de mim. Tenho mais para mostrar e vai vir nas próximas faixas, vai ter uma mudança bem drástica. Não posso falar muito porque nem eu tenho a propriedade ainda para dizer, mas vai ser mais dançante, a letra não vai ser tão romântica. Quero muito falar sobre o preconceito contra a mulher, que não podemos nos vestir de tal forma, até temos salários menores. Quero trazer isso para a minha música também e ser uma forma de colocar em prática o que eu acredito e que quero ajudar a mudar o mundo.

Alguns famosos já participaram de vídeos teus, como Luan Santana. Tem alguma parceria em mente?
Estou disponível para quem me convidar [risos]. Tenho sim em mente, temos projetos. Só não posso falar.

Como é para você estar no palco?
É a parte que eu mais amo. O show para mim é o prêmio de todo o esforço que eu tenho. Desde muito pequena, amo me apresentar. Estar com as pessoas, ver que elas estão prestigiando, saber que estou passando uma coisa boa, se emocionando, voltando para a casa feliz, é o que mais quero fazer na minha carreira. Estou muito feliz, sempre me emociono em shows, sou chorona! Canto as minhas versões, as respostas das músicas, tenho algumas outras autorais que faço no violão. É bem diversificado. Antes, eram seis pessoas. Agora sou só eu. Na capa do disco sou só eu, no clipe, no palco. Mas acho que vou me acostumar, né? [risos]

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Luísa Sonza, a nova aposta que vem do YouTube

Cantora já acumula mais de dois milhões de inscritos em seu canal

por Rebecca Silva em 27/07/2017

Com recém-completados 19 anos, Luísa Sonza impressiona pela maturidade ao falar da própria carreira. Como muitas de sua geração, foi descoberta no YouTube, onde publicava vídeos covers e de respostas para músicas famosas.

Nova aposta da Universal Music para o público jovem, a cantora começou a carreira ainda criança e já tem bagagem suficiente para entender os prós e os contras de viver de música.

IZA: “EU NÃO PRECISO FALAR SOBRE SER NEGRA PARA MILITAR”

Sucesso na internet, Luísa conseguiu bater a marca de um milhão de visualizações no clipe do single “Olhos Castanhos” em menos de 24 horas. Apenas no Instagram são quatro milhões de seguidores; no YouTube, mais de dois milhões de inscritos em seu canal.

A Billboard Brasil conversou com a jovem no lançamento do single para saber um pouco mais sobre os primeiros passos na carreira.

SOFIA OLIVEIRA, PRONTA PARA BRILHAR

Você começou a cantar ainda criança. Isso veio de família?
Veio tanto natural, quanto com minha família me apoiando. Lembro desde que tinha uns três anos de mim cantando com meu pai, brincando. Meus pais achavam muito bonitinho. Quando eu tinha sete anos de idade, eles me inscreveram em um festival de escola, aquela coisa bobinha. Nisso, um jurado que era dono de um grupo me viu cantando, gostou e isso virou algo profissional sem querer desde que eu era muito novinha. Acho que o que minha família mais fez na vida foi me incentivar, mas foi natural meu também, que cresceu com o tempo até virar isso agora.

Então o início da tua carreira profissional foi com este grupo?
Sim, cantei com eles por 11 anos. Saí porque eu queria estudar, mas aí eu comecei a fazer vídeos no Instagram, depois no YouTube e aí aconteceu tudo. O Mino [jurado que a descobriu] é como meu segundo pai. Foi ele quem me ensinou tudo que sei de música, me ensinou a gostar de estilos diferentes de música, foi muito importante para mim.

Você diz que saiu do grupo para estudar. Em algum momento da tua vida você pensou em seguir outra profissão?
Eu sempre cantei, fiz shows. Chegava a fazer 24 shows por mês, era bem cansativo. Então tive que escolher. Não tinha como estudar, fazer shows e passar em uma faculdade. Eu estava com medo. Morava em uma cidade de seis mil habitantes, não sabia o que fazer, para onde ir. A minha ideia era estudar para ir morar fora, achava que teria mais chance de alguém me ver, assistir aos meus vídeos na internet e ter oportunidade.

O lado bom da internet foi justamente ter aberto as portas para mais pessoas mostrarem seus talentos e acabarem sendo descobertas pelas grandes gravadoras, pelo público. Você começou a fazer os vídeos no Instagram, certo? Como você teve esse estalo de se mostrar cantando na internet?
Eu nunca fui uma pessoa muito de internet, mas colegas meus me mostraram os canais da Mari Nolasco, Gabi Luthai, Sofia Oliveira e me falavam para fazer igual porque todo mundo sabia que eu cantava. Fui entrando na onda. Fiquei com aquele "vai que?" na cabeça, mas foi de forma despretensiosa. Fiz no Instagram primeiro porque era mais curto, eu tinha vergonha no começo. Não queria fazer no YouTube porque todo mundo da cidade se conhecia. Quando deu certo, tomei coragem.

Além de te seguirem pela tua música, também acompanham teu lifestyle e teu relacionamento com o Whindersson [Nunes, youtuber mais seguido do país]. Como é para você lidar com as críticas inevitáveis na internet e com a invasão de privacidade?
Na maioria das vezes é tranquilo, a gente aprende a lidar. Vira uma rotina. Mas na verdade acho que eu nem lido com críticas, eu simplesmente ignoro. Acho que é o melhor a se fazer. Quem te critica não sabe nada da sua vida, não te conhece, vê 1% só, a internet é só um pouquinho do que você é na vida real. É um ódio gratuito que você não precisa lidar, só ignorar.

No início do seu canal, os vídeos eram mais caseiros. Agora, você está investindo em uma produção maior, fazendo clipes para as suas versões. Vai seguir neste formato?
Vou manter esse lado caseiro, mas quando eu for fazer uma coisa muito pop, uma música dançante, não tenho como fazer só voz e violão, então vai ser mais produzido sim. Quero mudar um pouco para não ficar só na mesmice, uma hora cansa. Quero mostrar mais de mim.

Com o contrato na gravadora, vai continuar tocando os vídeos? Vai conciliar os dois?
Com certeza. Nunca pensei em deixar o canal. Primeiro, é uma porta de entrada para quem quer ser cantor. Tem muita gente que me vê como inspiração. Eu gosto de falar que vim de uma cidade pequena, de um lugar que eu jamais imaginaria estar aqui hoje. Gosto de mostrar que sou gente como a gente. Ajuda muita gente. Muitas pessoas já vieram me falar que sonham com isso, mas têm vergonha como eu tinha. Então, não posso deixar isso porque vou sentir que estou deixando uma parte das pessoas.

Seu single "Olhos Castanhos" é autoral. Você sempre compôs ou foi algo que começou a se dedicar recentemente?
Não. Eu tinha vergonha, estou perdendo agora. Essa música foi a primeira que escrevi e ficou pronta. Só tinha uns rabiscos, tinha medo de ninguém gostar, da rima ser boba. Comecei a escrever há pouco.

Tanto "Olhos Castanhos" quanto "Good Vibes" são faixas românticas. O EP vai seguir esta linha?
Não, não quero seguir [risos]. Gosto desse lado romântico, mas acho que mostra muito pouco de mim. Tenho mais para mostrar e vai vir nas próximas faixas, vai ter uma mudança bem drástica. Não posso falar muito porque nem eu tenho a propriedade ainda para dizer, mas vai ser mais dançante, a letra não vai ser tão romântica. Quero muito falar sobre o preconceito contra a mulher, que não podemos nos vestir de tal forma, até temos salários menores. Quero trazer isso para a minha música também e ser uma forma de colocar em prática o que eu acredito e que quero ajudar a mudar o mundo.

Alguns famosos já participaram de vídeos teus, como Luan Santana. Tem alguma parceria em mente?
Estou disponível para quem me convidar [risos]. Tenho sim em mente, temos projetos. Só não posso falar.

Como é para você estar no palco?
É a parte que eu mais amo. O show para mim é o prêmio de todo o esforço que eu tenho. Desde muito pequena, amo me apresentar. Estar com as pessoas, ver que elas estão prestigiando, saber que estou passando uma coisa boa, se emocionando, voltando para a casa feliz, é o que mais quero fazer na minha carreira. Estou muito feliz, sempre me emociono em shows, sou chorona! Canto as minhas versões, as respostas das músicas, tenho algumas outras autorais que faço no violão. É bem diversificado. Antes, eram seis pessoas. Agora sou só eu. Na capa do disco sou só eu, no clipe, no palco. Mas acho que vou me acostumar, né? [risos]