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Maria Bethânia reúne-se a Chico Buarque em noite de homenagens

por em 28/01/2016
Show de Verão da Mangueira - 27 de janeiro - Tom Brasil/São Paulo
Por Lucas Borges Teixeira Maria Bethânia faz 70 anos em junho deste ano. A baiana, dona de uma das vozes mais respeitadas da música nacional, comemorará a data um pouco antes, em uma das avenidas mais famosas do Rio de Janeiro, a Sapucaí. A cantora será o tema deste ano do desfile da Mangueira. O Show de Verão, projeto que a escola faz para arrecadar fundos e apresentar seu samba enredo do ano, chamou a atenção do país nesta semana. O motivo: a reunião da cantora com Chico Buarque, 14 anos depois do último encontro em um palco. Primeiro no Rio de Janeiro, no Vivo Rio, terça-feira (26/01), para depois chegar a São Paulo, no Tom Brasil, no dia seguinte (27/01). Em ambas as casas, o valor estava fixado em R$ 300. O público que foi à casa de shows na capital paulista, em um dia de muita chuva e muito trânsito, era diversificado e com uma média de alta elevada. Verde e rosa e chapéus Panamá pareciam parte do figurino obrigatório. Dinâmica, a apresentação teve 11 artistas, além da homenageada, que cantaram músicas de seu repertório ou que faziam referência a ela ou a Chico, de longe o mais aguardado entre eles. mangueira-02 Fotos: Rogerio Grassia/Tom Brasil Mariene de Castro abriu a apresentação com "Mel" e "Oração De Mamãe Menininha", seguida por Tantinho da Mangueira, com "Maria Bethânia" (a que Nelson Gonçalves cantava, não a do irmão Caetano) e "Mora Na Filosofia"(esta, sim, do baiano). Única de azul em meio ao mar verde e rosa, Mart'nália cantou Rita Lee ("Baila Comigo") e Noel Rosa. "Licença Mangueira!", pediu, antes de começar "Último Desejo". O poeta é de Vila Isabel, como ela e o pai, Martinho. Pretinho da Serrinha entrou ao palco para um dueto em "Sonho Meu", que, em Àlibi (1979), Bethânia gravou com Gal Costa. Sombrinha, do Fundo de Quintal, fez um duo de Chico Buarque ("Gota D'Água" e "Apesar De Você"). Angela Ro Ro chegou com seu bom humor e irreverência, falou de o quanto a "dindinha", como chama Bethânia, foi importante para sua carreira e cantou "Gota de Sangue" e "Fogueira", duas músicas suas que a baiana gravou nos anos 80. Chamou, então, ao palco a mangueirense ferrenha Rosemary: "Eu Preciso de Você", "As Canções que Você Fez Pra Mim" e "Fera Ferida", sucessos na voz da baiana. Mas o primeiro grande momento de uma noite tão brasileira veio pela voz de uma portuguesa. Depois de "Andaluzia", Carminho fez a plateia aplaudi-la em pé, mais de uma vez, durante "Teresinha" - uma interpretação que não deveu nada às gravações de Zizi Possi e da própria homenageada. O público veio a baixo quando a mangueirense Alcione juntou-se à estrangeira em "Sangrando". A Marrom cantou ainda "Lama" e "Explode Coração" e anunciou o "guri da Mangueira". Tímido como sempre, Chico Buarque, que, como Tom Jobim, também já foi tema da escola, entrou ao som de "Anos Dourados". No primeiro trecho, reclamou repetidas vezes do retorno. Aparentemente resolvido, foi a hora de "Olhos nos Olhos". Sem ser anunciada, a homenageada entrou como um foguete para contrastar com a nada relaxada postura do carioca. "Maravilhosa!", "Eu te amo!", "Linda!" foram alguns dos gritos do público. Sorridente e, claro, descalça, Bethânia toma o palco para si. Os dois cantaram ainda "Noite dos Mascarados". Quando a música acaba, ela agradece a homenagem, mas fala mais ainda da importância do homem ao seu lado e da felicidade por estar no palco com ele depois de tanto tempo. Chico sai e ela performa sozinha "Carcará", "Vento De Lá", "Reconvexo" e "O Que É, O Que É", esta última acompanhada pela escola de samba. A festa vira, finalmente, um grande evento de carnaval. Para interpretar o samba enredo deste ano, "A Menina dos Olhos de Oyá", todos os convidados subiram ao palco. Bethânia ficou no canto, quase despercebida e claramente emocionada. Sem o microfone, ela agradecia um a um. "Eu, menina de Santo Amaro, ser enredo da Estação Primeira de Mangueira é uma honra", falou mais cedo. Talvez não seja exagero pensar que essas grandezas se igualam.
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por em 28/01/2016
Show de Verão da Mangueira - 27 de janeiro - Tom Brasil/São Paulo
Por Lucas Borges Teixeira Maria Bethânia faz 70 anos em junho deste ano. A baiana, dona de uma das vozes mais respeitadas da música nacional, comemorará a data um pouco antes, em uma das avenidas mais famosas do Rio de Janeiro, a Sapucaí. A cantora será o tema deste ano do desfile da Mangueira. O Show de Verão, projeto que a escola faz para arrecadar fundos e apresentar seu samba enredo do ano, chamou a atenção do país nesta semana. O motivo: a reunião da cantora com Chico Buarque, 14 anos depois do último encontro em um palco. Primeiro no Rio de Janeiro, no Vivo Rio, terça-feira (26/01), para depois chegar a São Paulo, no Tom Brasil, no dia seguinte (27/01). Em ambas as casas, o valor estava fixado em R$ 300. O público que foi à casa de shows na capital paulista, em um dia de muita chuva e muito trânsito, era diversificado e com uma média de alta elevada. Verde e rosa e chapéus Panamá pareciam parte do figurino obrigatório. Dinâmica, a apresentação teve 11 artistas, além da homenageada, que cantaram músicas de seu repertório ou que faziam referência a ela ou a Chico, de longe o mais aguardado entre eles. mangueira-02 Fotos: Rogerio Grassia/Tom Brasil Mariene de Castro abriu a apresentação com "Mel" e "Oração De Mamãe Menininha", seguida por Tantinho da Mangueira, com "Maria Bethânia" (a que Nelson Gonçalves cantava, não a do irmão Caetano) e "Mora Na Filosofia"(esta, sim, do baiano). Única de azul em meio ao mar verde e rosa, Mart'nália cantou Rita Lee ("Baila Comigo") e Noel Rosa. "Licença Mangueira!", pediu, antes de começar "Último Desejo". O poeta é de Vila Isabel, como ela e o pai, Martinho. Pretinho da Serrinha entrou ao palco para um dueto em "Sonho Meu", que, em Àlibi (1979), Bethânia gravou com Gal Costa. Sombrinha, do Fundo de Quintal, fez um duo de Chico Buarque ("Gota D'Água" e "Apesar De Você"). Angela Ro Ro chegou com seu bom humor e irreverência, falou de o quanto a "dindinha", como chama Bethânia, foi importante para sua carreira e cantou "Gota de Sangue" e "Fogueira", duas músicas suas que a baiana gravou nos anos 80. Chamou, então, ao palco a mangueirense ferrenha Rosemary: "Eu Preciso de Você", "As Canções que Você Fez Pra Mim" e "Fera Ferida", sucessos na voz da baiana. Mas o primeiro grande momento de uma noite tão brasileira veio pela voz de uma portuguesa. Depois de "Andaluzia", Carminho fez a plateia aplaudi-la em pé, mais de uma vez, durante "Teresinha" - uma interpretação que não deveu nada às gravações de Zizi Possi e da própria homenageada. O público veio a baixo quando a mangueirense Alcione juntou-se à estrangeira em "Sangrando". A Marrom cantou ainda "Lama" e "Explode Coração" e anunciou o "guri da Mangueira". Tímido como sempre, Chico Buarque, que, como Tom Jobim, também já foi tema da escola, entrou ao som de "Anos Dourados". No primeiro trecho, reclamou repetidas vezes do retorno. Aparentemente resolvido, foi a hora de "Olhos nos Olhos". Sem ser anunciada, a homenageada entrou como um foguete para contrastar com a nada relaxada postura do carioca. "Maravilhosa!", "Eu te amo!", "Linda!" foram alguns dos gritos do público. Sorridente e, claro, descalça, Bethânia toma o palco para si. Os dois cantaram ainda "Noite dos Mascarados". Quando a música acaba, ela agradece a homenagem, mas fala mais ainda da importância do homem ao seu lado e da felicidade por estar no palco com ele depois de tanto tempo. Chico sai e ela performa sozinha "Carcará", "Vento De Lá", "Reconvexo" e "O Que É, O Que É", esta última acompanhada pela escola de samba. A festa vira, finalmente, um grande evento de carnaval. Para interpretar o samba enredo deste ano, "A Menina dos Olhos de Oyá", todos os convidados subiram ao palco. Bethânia ficou no canto, quase despercebida e claramente emocionada. Sem o microfone, ela agradecia um a um. "Eu, menina de Santo Amaro, ser enredo da Estação Primeira de Mangueira é uma honra", falou mais cedo. Talvez não seja exagero pensar que essas grandezas se igualam.