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“Me incomoda quando dizem que somos o maior nome do ‘novo rock’”, diz Gustavo Bertoni, da Scalene

Banda estreia show do novo álbum, magnetite, em São Paulo no fim de novembro

por Marcos Lauro em 17/11/2017

Scalene está na ativa desde 2009. De Brasília, a banda carrega a responsabilidade de defender o rock da capital do país, uma das principais fontes do que conhecemos como rock brasileiro produzido nos anos 1980. Mas, ao fazer o seu trabalho, eles querem mudar isso. “Nós trazemos uma renovação até de estereótipo do ‘roqueiro brasileiro’. São novas convenções musicais, outro discurso e outra estética. Nossa geração notou que o rock segregava, sendo que é o contrário: rock é liberdade. Então, foda-se o estereótipo”, diz o vocalista e guitarrista Gustavo Bertoni em conversa com a Billboard Brasil.

SCALENE LANÇA DVD AO VIVO NA REDAÇÃO DA BILLBOARD BRASIL

A banda lançou, em agosto, seu álbum mais recente, magnetite, que mantém a pegada stoner rock dos trabalhos anteriores. No final de novembro, o show com o novo repertório chega a São Paulo.  “A gente abre o show com a música que também abre o CD [“extremos pueris”] e as pessoas já cantam bem alto... o verso nem é tão animado assim, mas as pessoas se empolgam. Já fizemos Nordeste, Minas Gerais... está dando pra sentir bem o retorno desse disco”, comenta Gustavo.

O fato é que a era do streaming, que já está estabelecida e a todo vapor, mudou também a relação do artista com um repertório novo. Enquanto há pouco mais de 10 anos, um artista tinha que esperar a música nova chegar ao público para, aí sim, sentir o retorno nos shows, hoje essa relação é quase instantânea. Scalene ajuda nesse processo por fugir do padrão, como comenta o guitarrista: “A gente desapega fácil do repertório porque gosta de mudar as coisas. Acho que quem nos conhece até espera isso”.

O termo “novo rock” já é conhecido e serve para identificar bandas como a Scalene. Diferente do termo “RockBR”, que serviu para rotular o rock nacional oitentista e seu intenso investimento em marketing e divulgação, o novo apelido agrupa bandas de porte médio, ou seja, que não alcança a grande massa, mas que vivem do seu trabalho e tocam no país inteiro, seja em shows solo ou festivais. “Fico incomodado quando dizem que a gente é o maior nome do ‘novo rock’ porque, na verdade, somos só um núcleo de uma cena grande e diversa”, comenta Gustavo, que garante que o “novo rock” é, de fato, uma cena, com os artistas unidos, se conversando e trabalhando juntos: “A gente se interessa muito pelo business da música e por conhecer as pessoas por trás dos artistas. Essa cena surgiu naturalmente, porque sentimos falta dessa união. O ambiente de competição cansa demais”.

DE SCALENE À PITTY: OUÇA 4 HORAS DE ROCK NACIONAL

A responsabilidade de ser de Brasília pesou no começo, especialmente nas entrevistas. “Demorou cinco anos pra pararem de perguntar sobre Legião Urbana, sabe? Nós gostamos de Legião, mas é outra história”, conclui Gustavo.

Mas afinal, qual é a meta de uma banda como a Scalene? Chegar ao mainstream? Não necessariamente. Segundo Gustavo, o objetivo do “novo rock” é “criar um ambiente sustentável para o chamado ‘midstream’ [as bandas que não alcançaram o mainstream, de médio porte]. Queremos que essas bandas vivam dos seus trabalhos e isso perdure, seja a longo prazo. Bandas médias acabam rápido demais no Brasil”. explica.

Serviço:
Scalene
Cine Joia – São Paulo/SP
26/11 – 17h
Ingressos: de R$ 25 a R$ 120 nas bilheterias ou pelo site Eventbrite

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Scalene está na ativa desde 2009. De Brasília, a banda carrega a responsabilidade de defender o rock da capital do país, uma das principais fontes do que conhecemos como rock brasileiro produzido nos anos 1980. Mas, ao fazer o seu trabalho, eles querem mudar isso. “Nós trazemos uma renovação até de estereótipo do ‘roqueiro brasileiro’. São novas convenções musicais, outro discurso e outra estética. Nossa geração notou que o rock segregava, sendo que é o contrário: rock é liberdade. Então, foda-se o estereótipo”, diz o vocalista e guitarrista Gustavo Bertoni em conversa com a Billboard Brasil.

SCALENE LANÇA DVD AO VIVO NA REDAÇÃO DA BILLBOARD BRASIL

A banda lançou, em agosto, seu álbum mais recente, magnetite, que mantém a pegada stoner rock dos trabalhos anteriores. No final de novembro, o show com o novo repertório chega a São Paulo.  “A gente abre o show com a música que também abre o CD [“extremos pueris”] e as pessoas já cantam bem alto... o verso nem é tão animado assim, mas as pessoas se empolgam. Já fizemos Nordeste, Minas Gerais... está dando pra sentir bem o retorno desse disco”, comenta Gustavo.

O fato é que a era do streaming, que já está estabelecida e a todo vapor, mudou também a relação do artista com um repertório novo. Enquanto há pouco mais de 10 anos, um artista tinha que esperar a música nova chegar ao público para, aí sim, sentir o retorno nos shows, hoje essa relação é quase instantânea. Scalene ajuda nesse processo por fugir do padrão, como comenta o guitarrista: “A gente desapega fácil do repertório porque gosta de mudar as coisas. Acho que quem nos conhece até espera isso”.

O termo “novo rock” já é conhecido e serve para identificar bandas como a Scalene. Diferente do termo “RockBR”, que serviu para rotular o rock nacional oitentista e seu intenso investimento em marketing e divulgação, o novo apelido agrupa bandas de porte médio, ou seja, que não alcança a grande massa, mas que vivem do seu trabalho e tocam no país inteiro, seja em shows solo ou festivais. “Fico incomodado quando dizem que a gente é o maior nome do ‘novo rock’ porque, na verdade, somos só um núcleo de uma cena grande e diversa”, comenta Gustavo, que garante que o “novo rock” é, de fato, uma cena, com os artistas unidos, se conversando e trabalhando juntos: “A gente se interessa muito pelo business da música e por conhecer as pessoas por trás dos artistas. Essa cena surgiu naturalmente, porque sentimos falta dessa união. O ambiente de competição cansa demais”.

DE SCALENE À PITTY: OUÇA 4 HORAS DE ROCK NACIONAL

A responsabilidade de ser de Brasília pesou no começo, especialmente nas entrevistas. “Demorou cinco anos pra pararem de perguntar sobre Legião Urbana, sabe? Nós gostamos de Legião, mas é outra história”, conclui Gustavo.

Mas afinal, qual é a meta de uma banda como a Scalene? Chegar ao mainstream? Não necessariamente. Segundo Gustavo, o objetivo do “novo rock” é “criar um ambiente sustentável para o chamado ‘midstream’ [as bandas que não alcançaram o mainstream, de médio porte]. Queremos que essas bandas vivam dos seus trabalhos e isso perdure, seja a longo prazo. Bandas médias acabam rápido demais no Brasil”. explica.

Serviço:
Scalene
Cine Joia – São Paulo/SP
26/11 – 17h
Ingressos: de R$ 25 a R$ 120 nas bilheterias ou pelo site Eventbrite