NOTÍCIAS

Melanie Martinez traz seu pop psicodélico ao Brasil

por em 25/11/2015
ong>Por Bruna Gonçalves Serur Quem acompanha o reality musical The Voice provavelmente conhece Melanie Martinez. A cantora, de apenas 20 anos, fez parte do time de Adam Levine na terceira temporada do programa, em 2012. Mesmo depois da eliminação, Melanie conseguiu criar uma carreira de sucesso. Seu primeiro single, “Dollhouse”, de 2014, tem mais de 27 milhões de visualizações no YouTube e o seu primeiro álbum, Cry Baby, lançado em agosto deste ano, chegou à 6ª posição do Billboard 200. Além do Top 10, o disco rendeu à cantora a abertura dos shows da turnê de Adam Lambert em 2016 e dois shows (próprios) no Brasil, que serão realizados neste fim de semana – em São Paulo no dia 27 e no Rio de Janeiro no dia 29. Melanie conversou com a Billboard Brasil por telefone para contar um pouco sobre o The Voice e o seu processo de criação. Não se engane: por trás da imagem e influências infantis existe uma compositora sombria e madura. Ouça Cry Baby como a trilha sonora da entrevista – e fique atento para “Pity Party”, principal single de Cry Baby e 12ª posição em Pop Digital Songs, que talvez soe familiar. A faixa ressuscitou o clássico de Lesley Gore, “It’s My Party”, de 1963, ao usar amostras da música. Na versão de Lesley, Johnny saiu da festa dela com outra garota. Já em “Pity Party”, Melanie convida “Johnny” e outras pessoas, mas ninguém aparece. Apesar de não ter vencido o The Voice e ter ficado na sexta posição, você terminou fazendo mais sucesso do que outros competidores – e até vencedores. O que você acha que fez certo? Eu não sei, eu simplesmente trabalhei duro para lançar um álbum que representasse bem quem eu sou como artista. Eu meio que só continuei escrevendo e me concentrando na arte e na música e no que eu queria dizer com o meu primeiro disco e eu acho que as pessoas simplesmente se identificaram.   O que você aprendeu com o The Voice? Eu aprendi muito sobre os bastidores da televisão e muito com os competidores que também estavam no programa e com os amigos que fiz. Eu aprendi muito.   Como é o seu processo de criação? O que mais te inspira? Normalmente, eu fico um tempo com um produtor apenas passando sons. Se eu ouço algo na minha cabeça – geralmente uma melodia ou letra ou algo que simplesmente comece a tocar na minha cabeça quando eu estou no banho ou em outra situação estranha –, eu gravo como um lembrete de voz e depois trabalho em cima dessa ideia. Quando eu estava compondo o álbum, eu tinha uma lista de títulos e conceitos com os quais eu queria trabalhar. Eu não sei. É sempre um processo diferente, mas geralmente ele começa com um conceito e uma melodia. Algo que simplesmente aparece na minha cabeça quando ouço sons.   Como aconteceu a escolha de amostras de “It’s My Party” para “Pity Party”? Nós estávamos apenas ouvindo várias músicas dos anos 1950 e 1960 e eu tive a ideia do conceito da música ser que ninguém apareceu para a minha festa de aniversário, basicamente, e “It’s My Party” é um encaixe perfeito. Foi muito divertido usar esse tipo de inspiração para contar essa história de uma maneira diferente.   Isso já aconteceu com você? Ninguém aparecer para a sua festa? [Risos] Não. Isso seria uma droga. Eu provavelmente reagiria assim [como na música]. Eu provavelmente surtaria. Provavelmente ficaria muito chateada. Provavelmente rasgaria todos os meus bichinhos de pelúcia, enfiaria a cara no bolo ou algo do tipo.   Como o Brasil entrou para a sua turnê? Eu recebo muitos comentários no Instagram e muitos tuites de fãs brasileiros pedindo para eu ir fazer um show, então achei que seria muito divertido e legal ir e conhecer fãs novos. Eu acho que vai ser muito divertido, estou bastante animada. Nunca estive no Brasil. Eu acho que vou ficar cinco dias por aqui, então terei uns dois dias de folga.   Qual foi a coisa mais louca que já aconteceu com você em um show? Provavelmente a minha bolsa ser roubada. Em um dos meus shows um fã roubou a minha bolsa. Ela estava no camarim e não havia segurança no local, ou a segurança não era muito boa, eu não sei.   A sua música “Carousel” fez parte da trilha sonora de American Horror Story: Freak Show. Como o criador do programa, Ryan Murphy, encontrou você? Eu sempre fui uma grande fã da série, é a minha favorita. Eu não faço ideia de como nada disso aconteceu, na verdade. Eu só vi um e-mail um dia – literalmente dois dias antes deles colocarem ao ar – e eles disseram que iam usar a minha música para o trailer e eu gritei de empolgação.   Você já começou a pensar ou até mesmo trabalhar em um segundo disco? Sim. Eu tenho pensado em ideias para ele e escrevendo um monte de coisa e sei lá, estou animada para desenvolvê-lo. É óbvio que vai levar um tempo. Só estou ganhando vantagem em elaborar um conceito e a maneira com a qual darei continuidade à história.   A vida na estrada ajuda o seu processo criativo? Sim e não. Especialmente nessa última turnê foi um pouco deprimente para mim porque o que eu mais gosto de fazer é escrever e criar música e é muito difícil fazer isso durante uma turnê a não ser que você tenha um esquema bem montado. Mas na minha situação na última turnê, eu não pude fazer isso, então foi muito difícil me expressar e tirar tudo da minha cabeça. Eu fiquei muito inspirada para escrever por causa do quão frustrada eu estava por não conseguir escrever. Eu acho que esses próximos dois meses serão incríveis porque eu poderei dizer tudo o que queria dizer enquanto estava em turnê, quando não pude escrever. Como eu disse, foi muito difícil para mim, só porque eu realmente amo escrever e eu não conseguia, mas certamente foi interessante e foi incrível conhecer pessoas novas, cantar o álbum e ouvir as pessoas cantando todas as letras.   Qual é a sua música favorita do álbum e por que? Eu acho que não tenho uma favorita de verdade. Todas são importantes porque todas juntas são a história completa, mas acho que “Mrs. Potato Head” foi a mais difícil de escrever, então eu fiquei muito feliz por ter conseguido. E acho que “Training Wheels” é provavelmente uma das minhas favoritas ou uma das mais pessoais porque eu estava genuinamente muito feliz e apaixonada quando a escrevi e pra mim essa é uma emoção meio difícil de expressar em música.   Muitos fãs perguntaram no Twitter: quando será lançado o clipe de “Mad Hatter”? Eu ainda não tenho certeza. Vou fazer todos os clipes nos próximos dois meses [antes da turnê pela Oceania, em janeiro]. Acho que vou tentar lançá-los em ordem, então “Mad Hatter” seria o último de todos.   O que você tem escutado ultimamente? O álbum Ego Death, de The Internet. Eu acho que é, na verdade, o disco que mais tenho ouvido ultimamente.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Melanie Martinez traz seu pop psicodélico ao Brasil

por em 25/11/2015
ong>Por Bruna Gonçalves Serur Quem acompanha o reality musical The Voice provavelmente conhece Melanie Martinez. A cantora, de apenas 20 anos, fez parte do time de Adam Levine na terceira temporada do programa, em 2012. Mesmo depois da eliminação, Melanie conseguiu criar uma carreira de sucesso. Seu primeiro single, “Dollhouse”, de 2014, tem mais de 27 milhões de visualizações no YouTube e o seu primeiro álbum, Cry Baby, lançado em agosto deste ano, chegou à 6ª posição do Billboard 200. Além do Top 10, o disco rendeu à cantora a abertura dos shows da turnê de Adam Lambert em 2016 e dois shows (próprios) no Brasil, que serão realizados neste fim de semana – em São Paulo no dia 27 e no Rio de Janeiro no dia 29. Melanie conversou com a Billboard Brasil por telefone para contar um pouco sobre o The Voice e o seu processo de criação. Não se engane: por trás da imagem e influências infantis existe uma compositora sombria e madura. Ouça Cry Baby como a trilha sonora da entrevista – e fique atento para “Pity Party”, principal single de Cry Baby e 12ª posição em Pop Digital Songs, que talvez soe familiar. A faixa ressuscitou o clássico de Lesley Gore, “It’s My Party”, de 1963, ao usar amostras da música. Na versão de Lesley, Johnny saiu da festa dela com outra garota. Já em “Pity Party”, Melanie convida “Johnny” e outras pessoas, mas ninguém aparece. Apesar de não ter vencido o The Voice e ter ficado na sexta posição, você terminou fazendo mais sucesso do que outros competidores – e até vencedores. O que você acha que fez certo? Eu não sei, eu simplesmente trabalhei duro para lançar um álbum que representasse bem quem eu sou como artista. Eu meio que só continuei escrevendo e me concentrando na arte e na música e no que eu queria dizer com o meu primeiro disco e eu acho que as pessoas simplesmente se identificaram.   O que você aprendeu com o The Voice? Eu aprendi muito sobre os bastidores da televisão e muito com os competidores que também estavam no programa e com os amigos que fiz. Eu aprendi muito.   Como é o seu processo de criação? O que mais te inspira? Normalmente, eu fico um tempo com um produtor apenas passando sons. Se eu ouço algo na minha cabeça – geralmente uma melodia ou letra ou algo que simplesmente comece a tocar na minha cabeça quando eu estou no banho ou em outra situação estranha –, eu gravo como um lembrete de voz e depois trabalho em cima dessa ideia. Quando eu estava compondo o álbum, eu tinha uma lista de títulos e conceitos com os quais eu queria trabalhar. Eu não sei. É sempre um processo diferente, mas geralmente ele começa com um conceito e uma melodia. Algo que simplesmente aparece na minha cabeça quando ouço sons.   Como aconteceu a escolha de amostras de “It’s My Party” para “Pity Party”? Nós estávamos apenas ouvindo várias músicas dos anos 1950 e 1960 e eu tive a ideia do conceito da música ser que ninguém apareceu para a minha festa de aniversário, basicamente, e “It’s My Party” é um encaixe perfeito. Foi muito divertido usar esse tipo de inspiração para contar essa história de uma maneira diferente.   Isso já aconteceu com você? Ninguém aparecer para a sua festa? [Risos] Não. Isso seria uma droga. Eu provavelmente reagiria assim [como na música]. Eu provavelmente surtaria. Provavelmente ficaria muito chateada. Provavelmente rasgaria todos os meus bichinhos de pelúcia, enfiaria a cara no bolo ou algo do tipo.   Como o Brasil entrou para a sua turnê? Eu recebo muitos comentários no Instagram e muitos tuites de fãs brasileiros pedindo para eu ir fazer um show, então achei que seria muito divertido e legal ir e conhecer fãs novos. Eu acho que vai ser muito divertido, estou bastante animada. Nunca estive no Brasil. Eu acho que vou ficar cinco dias por aqui, então terei uns dois dias de folga.   Qual foi a coisa mais louca que já aconteceu com você em um show? Provavelmente a minha bolsa ser roubada. Em um dos meus shows um fã roubou a minha bolsa. Ela estava no camarim e não havia segurança no local, ou a segurança não era muito boa, eu não sei.   A sua música “Carousel” fez parte da trilha sonora de American Horror Story: Freak Show. Como o criador do programa, Ryan Murphy, encontrou você? Eu sempre fui uma grande fã da série, é a minha favorita. Eu não faço ideia de como nada disso aconteceu, na verdade. Eu só vi um e-mail um dia – literalmente dois dias antes deles colocarem ao ar – e eles disseram que iam usar a minha música para o trailer e eu gritei de empolgação.   Você já começou a pensar ou até mesmo trabalhar em um segundo disco? Sim. Eu tenho pensado em ideias para ele e escrevendo um monte de coisa e sei lá, estou animada para desenvolvê-lo. É óbvio que vai levar um tempo. Só estou ganhando vantagem em elaborar um conceito e a maneira com a qual darei continuidade à história.   A vida na estrada ajuda o seu processo criativo? Sim e não. Especialmente nessa última turnê foi um pouco deprimente para mim porque o que eu mais gosto de fazer é escrever e criar música e é muito difícil fazer isso durante uma turnê a não ser que você tenha um esquema bem montado. Mas na minha situação na última turnê, eu não pude fazer isso, então foi muito difícil me expressar e tirar tudo da minha cabeça. Eu fiquei muito inspirada para escrever por causa do quão frustrada eu estava por não conseguir escrever. Eu acho que esses próximos dois meses serão incríveis porque eu poderei dizer tudo o que queria dizer enquanto estava em turnê, quando não pude escrever. Como eu disse, foi muito difícil para mim, só porque eu realmente amo escrever e eu não conseguia, mas certamente foi interessante e foi incrível conhecer pessoas novas, cantar o álbum e ouvir as pessoas cantando todas as letras.   Qual é a sua música favorita do álbum e por que? Eu acho que não tenho uma favorita de verdade. Todas são importantes porque todas juntas são a história completa, mas acho que “Mrs. Potato Head” foi a mais difícil de escrever, então eu fiquei muito feliz por ter conseguido. E acho que “Training Wheels” é provavelmente uma das minhas favoritas ou uma das mais pessoais porque eu estava genuinamente muito feliz e apaixonada quando a escrevi e pra mim essa é uma emoção meio difícil de expressar em música.   Muitos fãs perguntaram no Twitter: quando será lançado o clipe de “Mad Hatter”? Eu ainda não tenho certeza. Vou fazer todos os clipes nos próximos dois meses [antes da turnê pela Oceania, em janeiro]. Acho que vou tentar lançá-los em ordem, então “Mad Hatter” seria o último de todos.   O que você tem escutado ultimamente? O álbum Ego Death, de The Internet. Eu acho que é, na verdade, o disco que mais tenho ouvido ultimamente.