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Metallica faz as pazes com o Napster

16 anos depois da briga histórica, banda aceita liberar sua discografia para o aplicativo

por Redação em 18/11/2016

Mais de uma década antes de Taylor Swift decidir retirar suas músicas do Spotify – quando não era tão fácil ouvir as suas faixas favoritas apenas com um clique nas plataformas de streaming –, o mundo acompanhou a briga entre a banda Metallica e o aplicativo de download de músicas Napster.

Nesta sexta-feira (18/11), 16 anos depois de toda a confusão judicial, o Metallica resolveu fazer as pazes com o Napster. Junto com o lançamento do álbum Hardwired... To Self-Destruct, a banda disponibilizará toda a sua discografia no serviço. Mas, afinal, o que mudou?

O Napster foi criado em 1999 pelo estudante Shawn Fanning com um objetivo bem simples: permitir a troca de arquivos MP3 entre os usuários. Isso significava downloads ilegais e pirataria. Rapidamente, o programa, inovador para a época, virou uma febre e chegou a ter mais de 50 milhões de usuários. A indústria musical se viu em um cenário nunca antes imaginado. As pessoas não pagavam mais para ouvir música – elas tinham acesso livre pela internet.

A questão com o Metallica foi mais complicada do que com outros grandes nomes: uma faixa inédita da banda, “I Disappear”, parte da trilha sonora do filme Missão Impossível 2, caiu na rede do Napster e foi executada por uma rádio, antes mesmo de seu lançamento. Hoje, os “vazamentos” de músicas são comuns, mas imagine a situação há 16 anos?

A banda resolveu processar o Napster por infração de direitos autorais, movimento seguido por vários outros artistas e gravadoras. O Metallica ganhou e o Napster teve que filtrar todas as músicas da banda e banir todos os usuários que fizeram download das faixas do grupo. Pouco depois, o Napster faliu e foi comprado por outras empresas.

Atualmente, ele funciona como uma plataforma de streaming, com vendas de assinaturas e pacotes. Seu caráter pirata e ilegal ficou para trás, apesar de ter aberto caminho para muitos outros programas com o mesmo objetivo.

 

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16 anos depois da briga histórica, banda aceita liberar sua discografia para o aplicativo

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Mais de uma década antes de Taylor Swift decidir retirar suas músicas do Spotify – quando não era tão fácil ouvir as suas faixas favoritas apenas com um clique nas plataformas de streaming –, o mundo acompanhou a briga entre a banda Metallica e o aplicativo de download de músicas Napster.

Nesta sexta-feira (18/11), 16 anos depois de toda a confusão judicial, o Metallica resolveu fazer as pazes com o Napster. Junto com o lançamento do álbum Hardwired... To Self-Destruct, a banda disponibilizará toda a sua discografia no serviço. Mas, afinal, o que mudou?

O Napster foi criado em 1999 pelo estudante Shawn Fanning com um objetivo bem simples: permitir a troca de arquivos MP3 entre os usuários. Isso significava downloads ilegais e pirataria. Rapidamente, o programa, inovador para a época, virou uma febre e chegou a ter mais de 50 milhões de usuários. A indústria musical se viu em um cenário nunca antes imaginado. As pessoas não pagavam mais para ouvir música – elas tinham acesso livre pela internet.

A questão com o Metallica foi mais complicada do que com outros grandes nomes: uma faixa inédita da banda, “I Disappear”, parte da trilha sonora do filme Missão Impossível 2, caiu na rede do Napster e foi executada por uma rádio, antes mesmo de seu lançamento. Hoje, os “vazamentos” de músicas são comuns, mas imagine a situação há 16 anos?

A banda resolveu processar o Napster por infração de direitos autorais, movimento seguido por vários outros artistas e gravadoras. O Metallica ganhou e o Napster teve que filtrar todas as músicas da banda e banir todos os usuários que fizeram download das faixas do grupo. Pouco depois, o Napster faliu e foi comprado por outras empresas.

Atualmente, ele funciona como uma plataforma de streaming, com vendas de assinaturas e pacotes. Seu caráter pirata e ilegal ficou para trás, apesar de ter aberto caminho para muitos outros programas com o mesmo objetivo.