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Michael Angelakos, do Passion Pit, fala sobre ser bipolar: “Gostaria de ter poder sobre isso”

por em 06/05/2015
Mich
ael Angelakos, da banda Passion Pit, falou com a Billboard sobre a gravação do último álbum Kindred, que estreou na 23ª posição noBillboard 200, e sobre a influência de seu transtorno bipolar em suas composições. Como começou o Passion Pit? Eu fui a todos os bailes da faculdade em 2005 e 2006, depois comecei a ouvir Hot Chip, LCD Soundsystem e todo som que começou a me abrir esse mundo alternativo. Naquela época eu ainda fazia slowcore [um subgênero do rock]. Eu comprei um Ableton (software de produção musical), reuní uns amigos, ficamos chapados e comecei a tocar “I’ve Got Your Number” e todos começaram a dançar. Quando eu escrevi “Sleepyhead”, eles também gostaram e falaram para eu colocar no MySpace, mas eu pensava: “não, isso é o que fazem as bandas emo”. Como foi gravar com o Skrillex e Madeon? Eu estava nervoso porque não sabia no que eu estava me metendo. Madeon me disse: “Por que você não dá uma ouvida nisso e vê se não consegue cantar algo em cima?”. Eu enviei minha versão de volta e ele me fez regravá-la porque eu resmungava muito. Onde você gravou Kindred? Eu e mais três caras nos trancamos em um estúdio em Nothampton. Nesse estúdio assistíamos TV, víamos algumas comédias estúpidas, fumávamos maconha e íamos para cama. Nós terminamos “10 Feet Tall”, mas estava congelante lá e quente em Nova Iorque, então nós voltamos. Meu cérebro está sempre indo, mas quando estou aqui, só de saber que eu posso acessar essa energia já não me sentir tão maluco. Muitas pessoas entendem Kindred como uma crônica de ser bipolar. Alguém escreveu que “Five Foot Ten” é sobre ser depressivo e “Tem Feet Tall” sobre ser maníaco. Eu fiquei como: “Ok, exageraram, mas é com isso que eu tenho que lidar”. É fato que eu tenho essas falhas. Eu desejaria que fosse natural, do tipo “eu tenho poder sobre isso”.
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
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Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
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Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Michael Angelakos, do Passion Pit, fala sobre ser bipolar: “Gostaria de ter poder sobre isso”

por em 06/05/2015
Mich
ael Angelakos, da banda Passion Pit, falou com a Billboard sobre a gravação do último álbum Kindred, que estreou na 23ª posição noBillboard 200, e sobre a influência de seu transtorno bipolar em suas composições. Como começou o Passion Pit? Eu fui a todos os bailes da faculdade em 2005 e 2006, depois comecei a ouvir Hot Chip, LCD Soundsystem e todo som que começou a me abrir esse mundo alternativo. Naquela época eu ainda fazia slowcore [um subgênero do rock]. Eu comprei um Ableton (software de produção musical), reuní uns amigos, ficamos chapados e comecei a tocar “I’ve Got Your Number” e todos começaram a dançar. Quando eu escrevi “Sleepyhead”, eles também gostaram e falaram para eu colocar no MySpace, mas eu pensava: “não, isso é o que fazem as bandas emo”. Como foi gravar com o Skrillex e Madeon? Eu estava nervoso porque não sabia no que eu estava me metendo. Madeon me disse: “Por que você não dá uma ouvida nisso e vê se não consegue cantar algo em cima?”. Eu enviei minha versão de volta e ele me fez regravá-la porque eu resmungava muito. Onde você gravou Kindred? Eu e mais três caras nos trancamos em um estúdio em Nothampton. Nesse estúdio assistíamos TV, víamos algumas comédias estúpidas, fumávamos maconha e íamos para cama. Nós terminamos “10 Feet Tall”, mas estava congelante lá e quente em Nova Iorque, então nós voltamos. Meu cérebro está sempre indo, mas quando estou aqui, só de saber que eu posso acessar essa energia já não me sentir tão maluco. Muitas pessoas entendem Kindred como uma crônica de ser bipolar. Alguém escreveu que “Five Foot Ten” é sobre ser depressivo e “Tem Feet Tall” sobre ser maníaco. Eu fiquei como: “Ok, exageraram, mas é com isso que eu tenho que lidar”. É fato que eu tenho essas falhas. Eu desejaria que fosse natural, do tipo “eu tenho poder sobre isso”.