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Mika e seu jeito leve de viver a vida

Cantor acaba de lançar seu segundo EP, Para Elas

por Rebecca Silva em 02/09/2016

O cantor e ator Mika, 27 anos, reúne todos os itens que compõem o típico estereótipo carioca: visual despojado, descontração, aquela desinibição de quem conversa com alguém como se já o conhecesse há anos e a transmissão, pela voz, da tranquilidade de quem sabe viver a vida de um jeito leve. A Billboard Brasil conversou com ele após o lançamento de seu segundo EP, Pra Elas, para saber mais sobre o processo criativo do trabalho e responder perguntas de fãs do Twitter. Terminamos trocando figurinhas sobre as descobertas do pequeno Zion, filho do cantor com Heloisy Oliveira.

 

 

Sua música é romântica de um jeito descontraído e animado, com elementos da vida carioca. Quais são suas referências?

Escuto muita coisa nacional e um pouco internacional. Minhas referências são Seu Jorge, Jorge Ben Jor, Rael. Lá de fora, ouço muito Chance The Rapper, Kanye West. Escuto de tudo porque posso pegar algum detalhe, uma melodia diferente e aplicar no meu estilo, no que curto fazer.

 

E tem alguma coisa que você escuta que ninguém imaginaria?

Talvez não imaginem que eu gosto bastante de jazz e blues.


Você compôs as músicas do novo EP. Como é o seu processo de composição?

Já costumo escrever no meu dia-a-dia. Sempre que tenho alguma ideia nova, coloco no papel. Isso acontece muito também porque às vezes algum amigo está precisando e aí eu envio as minhas composições. Estou criando a todo momento. Não sou do tipo que precisa se trancar e forçar para as músicas saírem. São coisas do meu cotidiano que me inspiram. Enquanto estava compondo, percebi que falo muito das mulheres nas músicas, por isso o nome Pra Elas. 


No primeiro single, “Sinal”, você utilizou samples de Lulu Santos. Como surgiu essa ideia e como aconteceu a parceria com o DJ Kalfani (da banda Pollo), responsável pela faixa?

Eu e o Kalfani já nos conhecíamos. Ele mandou o beat com a melodia e eu sugeri o sample. Já estava com aquilo na cabeça há um tempo. Curti o resultado quando gravamos, mas ele ficou falando da burocracia que seria conseguir uma autorização do Lulu. Mandamos mesmo assim e eu achava que ele iria negar o uso por ser tão experiente, exigente. Me senti no The Voice, esperando para ver se ele viraria a cadeira para a minha música. Para nossa surpresa, um dia depois, ele postou no próprio Twitter, em destaque, que tinha curtido e aprovado. Sou muito fã dele pelo artista que é, pela maneira como transita entre tantas gerações.

 

 

Esse é o seu segundo EP. Pretende lançar algum álbum?

Não sei. As coisas mudaram. Acho um álbum legal quando tem uma capa pensada, um encarte, quando traz alguma surpresa. O acesso à música mudou, tudo ficou mais rápido. O artista passa um tempão para gravar um disco e o público pode acabar comprando faixas separadas, apenas as que mais gostaram. Eu gravei o EP inteiro em um dia. A pré-produção rolou em uma semana. Os instrumentais ficaram prontos e passei quatro horas no estúdio colocando a voz. Quando são menos faixas, o público escuta com mais atenção. Um dia quero sim lançar um álbum, mas ele virá com algo de diferente para os fãs.

 

Antes da carreira solo, você participou do grupo Melanina Carioca e dos Rebeldes. O que traz daquela época?

O Melanina já tinha bastante show, eu já tinha alguma experiência de palco quando os Rebeldes começaram a fazer apresentações. Mas o jogo virou porque os shows dos Rebeldes eram gigantescos. Aprendi muito sobre calma, concentração, me apresentar sem nem conseguir ouvir o que eu estava cantando. Mais importante: aprendi a me comunicar melhor com o público, captar o que eles estão pedindo.

 

Quando sai o próximo single?

Se dependesse de mim, sairia amanhã. Mas sei que será “Vou Me Render”. Já estamos em reunião, mas não há uma data de lançamento definida ainda.

 

Pensa em gravar alguma música com seu filho Zion?

É meu sonho. Se ele quiser, claro. Ele gosta muito de música. Não forço nada. Mas não sei se ele vai cantar, ele gosta de instrumentos, de tocar. Sabe todas as minhas músicas e canta do jeito dele.

 

Depois do lançamento do EP, quais os planos para a carreira? Pretende voltar a atuar?

No momento não, estou 100% focado na música. São atividades que demandam muita atenção. Prefiro fazer uma coisa de cada vez para me dedicar inteiramente.

 

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Cantor acaba de lançar seu segundo EP, Para Elas

por Rebecca Silva em 02/09/2016

O cantor e ator Mika, 27 anos, reúne todos os itens que compõem o típico estereótipo carioca: visual despojado, descontração, aquela desinibição de quem conversa com alguém como se já o conhecesse há anos e a transmissão, pela voz, da tranquilidade de quem sabe viver a vida de um jeito leve. A Billboard Brasil conversou com ele após o lançamento de seu segundo EP, Pra Elas, para saber mais sobre o processo criativo do trabalho e responder perguntas de fãs do Twitter. Terminamos trocando figurinhas sobre as descobertas do pequeno Zion, filho do cantor com Heloisy Oliveira.

 

 

Sua música é romântica de um jeito descontraído e animado, com elementos da vida carioca. Quais são suas referências?

Escuto muita coisa nacional e um pouco internacional. Minhas referências são Seu Jorge, Jorge Ben Jor, Rael. Lá de fora, ouço muito Chance The Rapper, Kanye West. Escuto de tudo porque posso pegar algum detalhe, uma melodia diferente e aplicar no meu estilo, no que curto fazer.

 

E tem alguma coisa que você escuta que ninguém imaginaria?

Talvez não imaginem que eu gosto bastante de jazz e blues.


Você compôs as músicas do novo EP. Como é o seu processo de composição?

Já costumo escrever no meu dia-a-dia. Sempre que tenho alguma ideia nova, coloco no papel. Isso acontece muito também porque às vezes algum amigo está precisando e aí eu envio as minhas composições. Estou criando a todo momento. Não sou do tipo que precisa se trancar e forçar para as músicas saírem. São coisas do meu cotidiano que me inspiram. Enquanto estava compondo, percebi que falo muito das mulheres nas músicas, por isso o nome Pra Elas. 


No primeiro single, “Sinal”, você utilizou samples de Lulu Santos. Como surgiu essa ideia e como aconteceu a parceria com o DJ Kalfani (da banda Pollo), responsável pela faixa?

Eu e o Kalfani já nos conhecíamos. Ele mandou o beat com a melodia e eu sugeri o sample. Já estava com aquilo na cabeça há um tempo. Curti o resultado quando gravamos, mas ele ficou falando da burocracia que seria conseguir uma autorização do Lulu. Mandamos mesmo assim e eu achava que ele iria negar o uso por ser tão experiente, exigente. Me senti no The Voice, esperando para ver se ele viraria a cadeira para a minha música. Para nossa surpresa, um dia depois, ele postou no próprio Twitter, em destaque, que tinha curtido e aprovado. Sou muito fã dele pelo artista que é, pela maneira como transita entre tantas gerações.

 

 

Esse é o seu segundo EP. Pretende lançar algum álbum?

Não sei. As coisas mudaram. Acho um álbum legal quando tem uma capa pensada, um encarte, quando traz alguma surpresa. O acesso à música mudou, tudo ficou mais rápido. O artista passa um tempão para gravar um disco e o público pode acabar comprando faixas separadas, apenas as que mais gostaram. Eu gravei o EP inteiro em um dia. A pré-produção rolou em uma semana. Os instrumentais ficaram prontos e passei quatro horas no estúdio colocando a voz. Quando são menos faixas, o público escuta com mais atenção. Um dia quero sim lançar um álbum, mas ele virá com algo de diferente para os fãs.

 

Antes da carreira solo, você participou do grupo Melanina Carioca e dos Rebeldes. O que traz daquela época?

O Melanina já tinha bastante show, eu já tinha alguma experiência de palco quando os Rebeldes começaram a fazer apresentações. Mas o jogo virou porque os shows dos Rebeldes eram gigantescos. Aprendi muito sobre calma, concentração, me apresentar sem nem conseguir ouvir o que eu estava cantando. Mais importante: aprendi a me comunicar melhor com o público, captar o que eles estão pedindo.

 

Quando sai o próximo single?

Se dependesse de mim, sairia amanhã. Mas sei que será “Vou Me Render”. Já estamos em reunião, mas não há uma data de lançamento definida ainda.

 

Pensa em gravar alguma música com seu filho Zion?

É meu sonho. Se ele quiser, claro. Ele gosta muito de música. Não forço nada. Mas não sei se ele vai cantar, ele gosta de instrumentos, de tocar. Sabe todas as minhas músicas e canta do jeito dele.

 

Depois do lançamento do EP, quais os planos para a carreira? Pretende voltar a atuar?

No momento não, estou 100% focado na música. São atividades que demandam muita atenção. Prefiro fazer uma coisa de cada vez para me dedicar inteiramente.