NOTÍCIAS

Morrissey toca para plateia fria em São Paulo

por Marcos Lauro em 22/11/2015

Morrissey - 21 de ovembro - Citibank Hall/São Paulo

 São Paulo recebeu na noite deste sábado (21/11) o segundo show de Morrissey, desta vez no Citibank Hall – no meio da semana ele fez seu show no inusitado Teatro Renault, palco hoje conhecido por seus espetáculos teatrais/musicais.

A casa estava bastante cheia e o caos do trânsito nos arredores fez com que muitas pessoas estivessem na fila por volta das 22h30, início do show. Morrissey não quis saber de brincadeira: “Suedehead” e “Alma Matters”, dois dos hits da sua carreira solo, abriram o show para deleite dos saudosos pelos anos 1990. E, falando em carreira solo, esse foi um dos “problemas” do show.

É notório que Morrissey não canta os sucessos da sua ex-banda, The Smiths – qualquer um que acompanha minimamente a sua carreira sabe disso. Mas na pista, pelo menos, havia um tom de decepção. A cada música desconhecida pelo grande público, o clima ficava mais frio. A reportagem presenciou verdadeiros debates sobre isso em diversos lugares da pista.

Decepcionados reclamavam da falta dos Smiths, enquanto esclarecidos argumentavam que era assim mesmo e estava tudo bem. “Quem não estiver gostando pode ir embora”, disse uma mulher para duas amigas. Morrissey seguia seu show.

Durante “Ganglord”, imagens de violência policial apareciam no telão. Um pouco depois, o cantor mandou “The Bullfighter Dies”, sobre “a vergonha da Espanha”, as touradas. Como não podia ser diferentes, Morrissey é daqueles que torcem pelo touro.

Fechando a primeira parte do show, “Meat is Murder”, música dos Smiths (vejam só!) que virou praticamente o bordão do Morrissey – na entrada, uma barraca da ONG PETA informava sobre suas ações mundo afora a favor da causa animal e trazia plaquinhas com essa frase.

No bis, duas músicas: “I'm Throwing My Arms Around Paris” e “The Queen Is Dead”, outra dos Smithis, que trazia uma simpática Rainha Elisabeth no telão com o dedo do meio erguido para a audiência.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Morrissey toca para plateia fria em São Paulo

por Marcos Lauro em 22/11/2015

Morrissey - 21 de ovembro - Citibank Hall/São Paulo

 São Paulo recebeu na noite deste sábado (21/11) o segundo show de Morrissey, desta vez no Citibank Hall – no meio da semana ele fez seu show no inusitado Teatro Renault, palco hoje conhecido por seus espetáculos teatrais/musicais.

A casa estava bastante cheia e o caos do trânsito nos arredores fez com que muitas pessoas estivessem na fila por volta das 22h30, início do show. Morrissey não quis saber de brincadeira: “Suedehead” e “Alma Matters”, dois dos hits da sua carreira solo, abriram o show para deleite dos saudosos pelos anos 1990. E, falando em carreira solo, esse foi um dos “problemas” do show.

É notório que Morrissey não canta os sucessos da sua ex-banda, The Smiths – qualquer um que acompanha minimamente a sua carreira sabe disso. Mas na pista, pelo menos, havia um tom de decepção. A cada música desconhecida pelo grande público, o clima ficava mais frio. A reportagem presenciou verdadeiros debates sobre isso em diversos lugares da pista.

Decepcionados reclamavam da falta dos Smiths, enquanto esclarecidos argumentavam que era assim mesmo e estava tudo bem. “Quem não estiver gostando pode ir embora”, disse uma mulher para duas amigas. Morrissey seguia seu show.

Durante “Ganglord”, imagens de violência policial apareciam no telão. Um pouco depois, o cantor mandou “The Bullfighter Dies”, sobre “a vergonha da Espanha”, as touradas. Como não podia ser diferentes, Morrissey é daqueles que torcem pelo touro.

Fechando a primeira parte do show, “Meat is Murder”, música dos Smiths (vejam só!) que virou praticamente o bordão do Morrissey – na entrada, uma barraca da ONG PETA informava sobre suas ações mundo afora a favor da causa animal e trazia plaquinhas com essa frase.

No bis, duas músicas: “I'm Throwing My Arms Around Paris” e “The Queen Is Dead”, outra dos Smithis, que trazia uma simpática Rainha Elisabeth no telão com o dedo do meio erguido para a audiência.