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Mosquito pode te infectar com a febre do samba

por em 30/07/2015
(fot
o: Fernando Young / Divulgação) Por Rodrigo Amaral da Rocha Xande de Pilares aprovou. Jorge Aragão também. Assim como Arlindo Cruz e Dudu Nobre. Até Caetano Veloso caiu nas graças de seu samba. Com tantas bênçãos, o músico Pedro Assad Medeiros Torres, conhecido como Mosquito, de 27 anos, dá seus primeiros passos dentro da indústria fonográfica. O abre-alas é o álbum-homônimo, lançado nesse mês. No samba é muito comum o apadrinhamento. Quais são os seus padrinhos? Bom, tem muita gente que abraçou o meu som: Arlindo Cruz, Dudu Nobre, Jorge Aragão, mas foi o Xande de Pilares que me apresentou pra toda essa gente. Eu estava tocando em uma roda de samba como sempre e ele me viu lá. Ele entrou na roda e montamos um verso bem legal. Muita gente te compara com o Zeca Pagodinho. Você acha que esse tipo de comparação pode atrapalhar o começo de uma carreira? Eu até gosto dessa comparação, quem não gostaria de ser comparado com o Zeca? Mas acho que pode atrapalhar um pouco, sim. Eu mesmo não ia achar legal ouvir que tem um novo Zeca Pagodinho por aí, você fica um pouco com o pé atrás. Acho que ninguém pode ser um novo Zeca Pagodinho. “Dono da Favela”  é a música com a temática mais social do disco. Você conviveu com esse ambiente? O ‘dono da favela’ é um personagem que eu criei, que não é exclusividade só de um lugar, é uma realidade do país inteiro. Tive alguns amigos que foram para um caminho parecido, mas eu, felizmente, não convivi diretamente com essa realidade, cresci num ambiente bem razoável no Rio, com uma família bem estruturada. Outra letra interessante do disco é “Só Por Hoje”. Ela tem uma letra meio ambígua, que pode dar a entender que se trata tanto de uma mulher como de um vício... É, tem esse trocadilho. “Só por hoje” é um lema dos Narcóticos Anônimos e dos Alcoólicos Anônimos. Eu deixo em aberto para cada um entender do jeito que quiser. De qualquer jeito, é algo que te faz ruim [risos]. Poucas músicas do repertório do disco não são autorais, como é o caso de “Não Enche”, do Caetano Veloso. Por que decidiu gravar esta? Sempre gostei de “Não Enche”, é um samba-reggae bem animado. E ele já quis gravar uma música sua... Ele quis gravar “Só Por Hoje”, mas acabou desistindo e acabou que só eu gravei mesmo. [risos]. Com esse seu primeiro lançamento, pode-se dizer que você é um nome da nova geração do samba. Como você enxerga a nova geração de sambistas? O ritmo está em boas mãos? Acho excelente essa nova geração do samba. É a melhor em muito tempo. https://www.youtube.com/watch?v=NiAnpO1FiS4  
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Mosquito pode te infectar com a febre do samba

por em 30/07/2015
(fot
o: Fernando Young / Divulgação) Por Rodrigo Amaral da Rocha Xande de Pilares aprovou. Jorge Aragão também. Assim como Arlindo Cruz e Dudu Nobre. Até Caetano Veloso caiu nas graças de seu samba. Com tantas bênçãos, o músico Pedro Assad Medeiros Torres, conhecido como Mosquito, de 27 anos, dá seus primeiros passos dentro da indústria fonográfica. O abre-alas é o álbum-homônimo, lançado nesse mês. No samba é muito comum o apadrinhamento. Quais são os seus padrinhos? Bom, tem muita gente que abraçou o meu som: Arlindo Cruz, Dudu Nobre, Jorge Aragão, mas foi o Xande de Pilares que me apresentou pra toda essa gente. Eu estava tocando em uma roda de samba como sempre e ele me viu lá. Ele entrou na roda e montamos um verso bem legal. Muita gente te compara com o Zeca Pagodinho. Você acha que esse tipo de comparação pode atrapalhar o começo de uma carreira? Eu até gosto dessa comparação, quem não gostaria de ser comparado com o Zeca? Mas acho que pode atrapalhar um pouco, sim. Eu mesmo não ia achar legal ouvir que tem um novo Zeca Pagodinho por aí, você fica um pouco com o pé atrás. Acho que ninguém pode ser um novo Zeca Pagodinho. “Dono da Favela”  é a música com a temática mais social do disco. Você conviveu com esse ambiente? O ‘dono da favela’ é um personagem que eu criei, que não é exclusividade só de um lugar, é uma realidade do país inteiro. Tive alguns amigos que foram para um caminho parecido, mas eu, felizmente, não convivi diretamente com essa realidade, cresci num ambiente bem razoável no Rio, com uma família bem estruturada. Outra letra interessante do disco é “Só Por Hoje”. Ela tem uma letra meio ambígua, que pode dar a entender que se trata tanto de uma mulher como de um vício... É, tem esse trocadilho. “Só por hoje” é um lema dos Narcóticos Anônimos e dos Alcoólicos Anônimos. Eu deixo em aberto para cada um entender do jeito que quiser. De qualquer jeito, é algo que te faz ruim [risos]. Poucas músicas do repertório do disco não são autorais, como é o caso de “Não Enche”, do Caetano Veloso. Por que decidiu gravar esta? Sempre gostei de “Não Enche”, é um samba-reggae bem animado. E ele já quis gravar uma música sua... Ele quis gravar “Só Por Hoje”, mas acabou desistindo e acabou que só eu gravei mesmo. [risos]. Com esse seu primeiro lançamento, pode-se dizer que você é um nome da nova geração do samba. Como você enxerga a nova geração de sambistas? O ritmo está em boas mãos? Acho excelente essa nova geração do samba. É a melhor em muito tempo. https://www.youtube.com/watch?v=NiAnpO1FiS4