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Muito pique para acompanhar Sir Paul McCartney

Ex-Beatle se apresentou na noite desse domingo (15/10) em São Paulo

por Marcos Lauro em 16/10/2017

Você pode até dizer que o show do Paul McCartney é praticamente o mesmo há anos, que as piadas são parecidas, que ele vai tentar falar português (e vai conseguir várias vezes...), mas nada disso é um motivo válido para deixar de ver o show do ex-Beatles. Afinal, ver um show de Paul é, de alguma forma, ver a história do pop como conhecemos hoje. E o Allianz Parque recebeu essa aula na noite desse domingo (15/10).

A começar pela introdução. Durante meia hora, os telões mostram diversas imagens de Paul, sem se preocupar muito com a ordem cronológica, mas procurando agrupar as imagens por épocas. Um artifício conhecido das suas turnês, apenas com um design um pouco diferente dessa vez. Na trilha sonora, clássicos dos anos 1950, 1960 e alguns sons dos Beatles que não aparecem no palco após a entrada de Paul.

paul-mccartney

Para lembrar que a noite não seria fácil, Paul já abre o show com “A Hard Day’s Night”. Afinal, não é fácil acompanhar o pique desse senhor de 75 anos. Mesmo que o show tenha diminuído um pouco em relação aos anteriores – 2h38, menos do que as 3h já alcançadas –, a tarefa é árdua. Em alguns momentos, a voz de Paul soa mais envelhecida do que nos últimos encontros com a plateia paulistana, mas mostra fôlego em outros. Claro que alcançar as notas de “Maybe I’m Amazed” ou “Live And Let Die” é pedir demais para quem já está na estrada há tantos anos, mas, de qualquer forma, momentos sublimes como a dobradinha “Black Bird” e “Here Today” (em homenagem a John Lennon) compensam qualquer desafinada ou segurada no tom.

A plateia participou ativamente de pelo menos dois momentos, já no final da primeira parte do show. Em “Let It Be”, as lanternas dos celulares de todo o estádio foram acesas e compuseram um momento único. A intensidade das luzes foi tanta que iluminou a estrutura do palco. Duas músicas depois, na sequência do fogaréu de “Live And Let Die”, a plateia levantou cartazes com “Na na na na” para ilustrar “Hey Jude”.

No bis, “Yesterday” foi a responsável por abrir e a trilogia “Golden Slumbers”, “Carry That Weight” e “The End” por fechar. Na saída, o frio e uma quase-garoa marcavam mais uma passagem de Sir Paul McCartney por São Paulo. Além de um público que ainda vibrava por ter acabado de ver parte importante da história do pop diante dos seus olhos.

Paul segue para Belo Horizonte onde se apresenta na próxima terça (17/10) e encerra a turnê brasileira, que já passou por Porto Alegre.

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Muito pique para acompanhar Sir Paul McCartney

Ex-Beatle se apresentou na noite desse domingo (15/10) em São Paulo

por Marcos Lauro em 16/10/2017

Você pode até dizer que o show do Paul McCartney é praticamente o mesmo há anos, que as piadas são parecidas, que ele vai tentar falar português (e vai conseguir várias vezes...), mas nada disso é um motivo válido para deixar de ver o show do ex-Beatles. Afinal, ver um show de Paul é, de alguma forma, ver a história do pop como conhecemos hoje. E o Allianz Parque recebeu essa aula na noite desse domingo (15/10).

A começar pela introdução. Durante meia hora, os telões mostram diversas imagens de Paul, sem se preocupar muito com a ordem cronológica, mas procurando agrupar as imagens por épocas. Um artifício conhecido das suas turnês, apenas com um design um pouco diferente dessa vez. Na trilha sonora, clássicos dos anos 1950, 1960 e alguns sons dos Beatles que não aparecem no palco após a entrada de Paul.

paul-mccartney

Para lembrar que a noite não seria fácil, Paul já abre o show com “A Hard Day’s Night”. Afinal, não é fácil acompanhar o pique desse senhor de 75 anos. Mesmo que o show tenha diminuído um pouco em relação aos anteriores – 2h38, menos do que as 3h já alcançadas –, a tarefa é árdua. Em alguns momentos, a voz de Paul soa mais envelhecida do que nos últimos encontros com a plateia paulistana, mas mostra fôlego em outros. Claro que alcançar as notas de “Maybe I’m Amazed” ou “Live And Let Die” é pedir demais para quem já está na estrada há tantos anos, mas, de qualquer forma, momentos sublimes como a dobradinha “Black Bird” e “Here Today” (em homenagem a John Lennon) compensam qualquer desafinada ou segurada no tom.

A plateia participou ativamente de pelo menos dois momentos, já no final da primeira parte do show. Em “Let It Be”, as lanternas dos celulares de todo o estádio foram acesas e compuseram um momento único. A intensidade das luzes foi tanta que iluminou a estrutura do palco. Duas músicas depois, na sequência do fogaréu de “Live And Let Die”, a plateia levantou cartazes com “Na na na na” para ilustrar “Hey Jude”.

No bis, “Yesterday” foi a responsável por abrir e a trilogia “Golden Slumbers”, “Carry That Weight” e “The End” por fechar. Na saída, o frio e uma quase-garoa marcavam mais uma passagem de Sir Paul McCartney por São Paulo. Além de um público que ainda vibrava por ter acabado de ver parte importante da história do pop diante dos seus olhos.

Paul segue para Belo Horizonte onde se apresenta na próxima terça (17/10) e encerra a turnê brasileira, que já passou por Porto Alegre.