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Muse volta a São Paulo com show curto e repleto de hits

por em 25/10/2015

Muse - 24 de outubro - Allianz Parque/São Paulo

Por Daniel Rebelo Fideli

Depois de pouco mais de um ano desde o conturbado show no Lollapalooza, o Muse voltou a São Paulo neste sábado, parte da turnê do álbum Drones. Com cerca de meia-hora de atraso, a banda subiu ao palco do Allianz Parque toda vestida de preto, indicando uma nova identidade visual, contrária aos costumeiros trajes chamativos do vocalista Matthew Bellamy. Logo de cara vieram as novas “Psycho” e “Reapers”, pesadas amostras do disco que a banda vendeu como uma “volta às origens”.

 

Apesar da boa recepção às músicas de Drones, o público presente no estádio do Palmeiras se fez realmente ouvir com “Plug In Baby”, um dos primeiros grandes sucessos da banda. Na sequência, o Muse voltou ao novo álbum com “The Handler”, passando pela instrumental “The 2nd Law: Unsustainable”. “Dead Inside” proporcionou o já tradicional Flash Mob organizado pelo fã clube brasileiro, desta vez, um mar de celulares com suas luzes sincronizadas, embalando os vocais de Matthew Bellamy.

 

Assim como “Plug In Baby”, “Resistence” mostrou que, apesar do sucesso de Drones, são as músicas mais antigas que tiram o público do chão. A dobradinha “Muscle Museum” e “Citizen Erased” fez a alegria dos fãs que acompanham a banda desde o começo, e causou certa estranheza àqueles que conhecem apenas os grandes hits radiofônicos. A escolha de ambas para o meio do setlist parece ter sido proposital, preparando o público para o que viria na segunda metade do show.

 

Com “Madness”, o Muse abriu uma impressionante sequência de hits. Seguiram-se “Supermassive Black Hole”, “Time Is Running Out”, “Starlight” e “Uprising”, todas cantadas em uníssono pelo público. Ao final de “Uprising”, balões gigantes foram jogados na plateia, que entretida com a brincadeira, quase não viu a banda deixar o palco. O Muse voltou para o bis com “Mercy”, último single de Drones, e uma espécie de continuação para “Starlight”. Papéis picados tomaram o ar, indicando que a noite chegava ao seu fim.

 

Ainda deu tempo para “Knights Of Cydonia”, com o baixista Chris Wolstenholme em uma bela introdução na gaita ao som de “Man With A Harmonica” de Ennio Morricone. Em aproximadamente uma hora e meia de espetáculo, o Muse mostrou que a influência do Queen fica mais evidente ao vivo. Formada por três grandes músicos, a banda tem em seu DNA a grandiosidade e a perfeição técnica, apresentando um show impecável, condizente aos grandes estádios. Ficou um gosto de quero mais.

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Depois de pouco mais de um ano desde o conturbado show no Lollapalooza, o Muse voltou a São Paulo neste sábado, parte da turnê do álbum Drones. Com cerca de meia-hora de atraso, a banda subiu ao palco do Allianz Parque toda vestida de preto, indicando uma nova identidade visual, contrária aos costumeiros trajes chamativos do vocalista Matthew Bellamy. Logo de cara vieram as novas “Psycho” e “Reapers”, pesadas amostras do disco que a banda vendeu como uma “volta às origens”.

 

Apesar da boa recepção às músicas de Drones, o público presente no estádio do Palmeiras se fez realmente ouvir com “Plug In Baby”, um dos primeiros grandes sucessos da banda. Na sequência, o Muse voltou ao novo álbum com “The Handler”, passando pela instrumental “The 2nd Law: Unsustainable”. “Dead Inside” proporcionou o já tradicional Flash Mob organizado pelo fã clube brasileiro, desta vez, um mar de celulares com suas luzes sincronizadas, embalando os vocais de Matthew Bellamy.

 

Assim como “Plug In Baby”, “Resistence” mostrou que, apesar do sucesso de Drones, são as músicas mais antigas que tiram o público do chão. A dobradinha “Muscle Museum” e “Citizen Erased” fez a alegria dos fãs que acompanham a banda desde o começo, e causou certa estranheza àqueles que conhecem apenas os grandes hits radiofônicos. A escolha de ambas para o meio do setlist parece ter sido proposital, preparando o público para o que viria na segunda metade do show.

 

Com “Madness”, o Muse abriu uma impressionante sequência de hits. Seguiram-se “Supermassive Black Hole”, “Time Is Running Out”, “Starlight” e “Uprising”, todas cantadas em uníssono pelo público. Ao final de “Uprising”, balões gigantes foram jogados na plateia, que entretida com a brincadeira, quase não viu a banda deixar o palco. O Muse voltou para o bis com “Mercy”, último single de Drones, e uma espécie de continuação para “Starlight”. Papéis picados tomaram o ar, indicando que a noite chegava ao seu fim.

 

Ainda deu tempo para “Knights Of Cydonia”, com o baixista Chris Wolstenholme em uma bela introdução na gaita ao som de “Man With A Harmonica” de Ennio Morricone. Em aproximadamente uma hora e meia de espetáculo, o Muse mostrou que a influência do Queen fica mais evidente ao vivo. Formada por três grandes músicos, a banda tem em seu DNA a grandiosidade e a perfeição técnica, apresentando um show impecável, condizente aos grandes estádios. Ficou um gosto de quero mais.