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Música: Mercado recua 2,8% no Brasil, aponta relatório internacional

Por outro lado, a América Latina teve o maior crescimento entre todos os continentes, com 12%

por Marcos Lauro em 28/04/2017

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) divulgou durante a semana o IFPI Digital Music Report, anuário com a panorâmica do mercado mundial de música. Nele, é possível saber onde e como as pessoas consomem música.

O cenário não é muito diferente de 2015: Crescimento mundial contido, queda do consumo do formato físico e do download pago e crescimento do streaming.

Outro ponto importante, que o relatório cita em diversos momentos: o combate ao “value gap”, a diferença de valores pagos por streaming em áudio (Spotify, Deezer, Apple Music, TIDAL etc) e em vídeo (YouTube). Mesmo com mais usuários, o streaming em vídeo é o que menos repassa pagamentos para artistas e compositores. O relatório chega a falar até em “ações legais” para que essa situação seja contornada.

Números gerais

Em 2016, o mercado da música cresceu, somando-se todos os formatos, 5,9% - a própria CEO da IFPI, Frances Moore, chama o número de “crescimento modesto”. O total arrecadado pela indústria foi de US$ 15,7 bilhões.

Formatos

O mercado mundial, hoje, é dividido em: 50% digital, 34% físico, 14% direitos autorais e 2% uso em publicidade.

Em relação a 2015, os formatos físicos caíram 7,6%. Os formatos digitais cresceram 17,7% - dentro desse número, o streaming cresceu 60,4%, maior valor em oito anos, e os downloads caíram 20,5%. Os direitos autorais de músicas executadas publicamente (rádios, TV, shows etc) cresceram 7% e o uso em publicidade, filmes e jogos cresceu 2,8%.

Brasil

O mercado brasileiro diminuiu 2,8% em relação a 2015, contrariando o crescimento no continente (de 12%, o maior se comparado a outras regiões).

Mesmo assim, o streaming aposta no país como um mercado a ser explorado. O Spotify, segundo o relatório, afirma isso: “Estamos observando a possibilidade de Brasil e México poderem ultrapassar o Reino Unido e a Alemanha em números de usuários. E não é por conta de uma queda nos países europeus, é pelo inesperado e excepcional desempenho do Brasil e do México. São países grandes, claro, mas com infraestrutura menor. O uso dos smartphones está aumentando o ritmo e permitindo o acesso a serviços como Spotify”.

“Value gap”

Uma comparação simples explica o que é o “value gap”: Enquanto o streaming em áudio tem 212 milhões de usuários e converte US$ 3,09 bilhões para a indústria, o streaming em vídeo tem 900 milhões de usuários e paga apena US$ 553 milhões. Outra comparação: Enquanto o Spotify paga, em média, US$ 20 por usuário, o YouTube paga menos de US$ 1.

O relatório deixa claro que acabar com essa diferença é o próximo desafio da indústria. O próprio YouTube desenvolveu ferramentas em 2016 para monetizar conteúdos musicais em canais que não sejam os oficiais dos artistas, mas o resultado disso ainda não é perceptível no mercado mundial. O relatório chega a citar que são necessárias “ações legais” para diminuir ou acabar com o “value gap”.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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Por outro lado, a América Latina teve o maior crescimento entre todos os continentes, com 12%

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A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) divulgou durante a semana o IFPI Digital Music Report, anuário com a panorâmica do mercado mundial de música. Nele, é possível saber onde e como as pessoas consomem música.

O cenário não é muito diferente de 2015: Crescimento mundial contido, queda do consumo do formato físico e do download pago e crescimento do streaming.

Outro ponto importante, que o relatório cita em diversos momentos: o combate ao “value gap”, a diferença de valores pagos por streaming em áudio (Spotify, Deezer, Apple Music, TIDAL etc) e em vídeo (YouTube). Mesmo com mais usuários, o streaming em vídeo é o que menos repassa pagamentos para artistas e compositores. O relatório chega a falar até em “ações legais” para que essa situação seja contornada.

Números gerais

Em 2016, o mercado da música cresceu, somando-se todos os formatos, 5,9% - a própria CEO da IFPI, Frances Moore, chama o número de “crescimento modesto”. O total arrecadado pela indústria foi de US$ 15,7 bilhões.

Formatos

O mercado mundial, hoje, é dividido em: 50% digital, 34% físico, 14% direitos autorais e 2% uso em publicidade.

Em relação a 2015, os formatos físicos caíram 7,6%. Os formatos digitais cresceram 17,7% - dentro desse número, o streaming cresceu 60,4%, maior valor em oito anos, e os downloads caíram 20,5%. Os direitos autorais de músicas executadas publicamente (rádios, TV, shows etc) cresceram 7% e o uso em publicidade, filmes e jogos cresceu 2,8%.

Brasil

O mercado brasileiro diminuiu 2,8% em relação a 2015, contrariando o crescimento no continente (de 12%, o maior se comparado a outras regiões).

Mesmo assim, o streaming aposta no país como um mercado a ser explorado. O Spotify, segundo o relatório, afirma isso: “Estamos observando a possibilidade de Brasil e México poderem ultrapassar o Reino Unido e a Alemanha em números de usuários. E não é por conta de uma queda nos países europeus, é pelo inesperado e excepcional desempenho do Brasil e do México. São países grandes, claro, mas com infraestrutura menor. O uso dos smartphones está aumentando o ritmo e permitindo o acesso a serviços como Spotify”.

“Value gap”

Uma comparação simples explica o que é o “value gap”: Enquanto o streaming em áudio tem 212 milhões de usuários e converte US$ 3,09 bilhões para a indústria, o streaming em vídeo tem 900 milhões de usuários e paga apena US$ 553 milhões. Outra comparação: Enquanto o Spotify paga, em média, US$ 20 por usuário, o YouTube paga menos de US$ 1.

O relatório deixa claro que acabar com essa diferença é o próximo desafio da indústria. O próprio YouTube desenvolveu ferramentas em 2016 para monetizar conteúdos musicais em canais que não sejam os oficiais dos artistas, mas o resultado disso ainda não é perceptível no mercado mundial. O relatório chega a citar que são necessárias “ações legais” para diminuir ou acabar com o “value gap”.