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Músicas que não são sobre o que você acha que são

Independentemente da ideia inicial dos compositores, o público costuma fazer suas próprias interpretações

por Redação em 09/08/2016

Depois que uma música é lançada, sua letra não pertence mais ao compositor. Isso é o que torna a arte tão única: duas pessoas podem escutar a mesma faixa e absorver coisas completamente diferentes. Em parte, a intenção do compositor não importa, porque fãs se conectam com aquelas palavras e acham significados que se encaixam com suas experiências pessoais. É divertido comparar a interpretação mais popular com o que os compositores realmente tinham em mente. A seguir, selecionamos algumas músicas que não são sobre o que você pensa que são.

Bruce Springsteen, "Bobby Jean"

Apesar do Boss nunca ter confirmado, é muito provável que “Bobby Jean” seja sobre o músico e produtor Steven Van Zandt, que deixou a E Street Band durante a gravação de Born In The U.S.A. Springsteen e Little Steven cresceram gostando das mesmas roupas e bandas, como diz a letra. Mais do que sugerir um  relacionamento com uma garota, a letra de “Bobby Jean” fala sobre amizades poderosas que você faz na adolescência e leva consigo por toda a vida.

 

Divulgação

Bryan Adams, "Summer Of '69"

Não deixe a apóstrofe te enganar. No verão de 1969, Bryan Adams era o filho de nove anos de um casal de diplomatas que viajavam o mundo, não um jovem roqueiro vivendo os melhores dias de sua vida. A linha do tempo sugere que ele quis dizer outra coisa com “69” e, numa entrevista dada à CBS em 2008, ele confirma que o número é uma referência sexual.

 

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Semisonic, "Closing Time"

Os doces e contemplativos acordes do piano no começo da música eram um sinal de que o single de estreia do Semisonic, em 1998, não era sobre bêbados sendo expulsos de bares. “Você não precisa ficar em casa, mas não pode ficar aqui”, diz a letra. O líder e compositor da banda, Dan Wilson, já explicou diversas vezes em entrevistas que “Closing Time” foi escrita para o bebê que ele e a namorada estavam se preparando para receber. “Estava com o tema nascimento na cabeça. Fui pego pela tirada engraçada sobre ser expulso do útero”, disse o compositor.

 

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Prince, "Little Red Corvette"

A mulher experiente que Prince quer conquistar neste clássico de 1983 podia até ter um Corvette, mas essa música é mais um trocadilho sexual. Se os programadores de rádio tivessem entendido a referência às partes sexuais femininas, eles teriam se recusado a tocar a música.

 

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Beastie Boys, "(You Gotta) Fight For Your Right (To Party)”

Muitas pessoas perderam a piada por trás do single de estreia dos Beastie Boys. “Fight For Your Right” é uma música cheia de energia e muitos pensaram que a banda era formada por garotos jovens da universidade que só queriam festejar. Mas o grupo escreveu a música como piada – uma tiração de sarro com os hits de bandas como Mötley Crue e Twisted Sister.

 

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The Beatles, "Got To Get You Into My Life"

A faixa passa longe das músicas sobre drogas facilmente reconhecíveis dos Beatles, mas fala do amor de Paul McCartney pela maconha. “É uma homenagem à erva”, disse o Beatle em algumas entrevistas.

 

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Beyoncé, "Love Drought"

Quando o álbum Lemonade chegou aos ouvidos do público, em abril, fãs e críticos começaram a especular sobre problemas no casamento da cantora com Jay Z. É essa a vibe que sentimos ao ouvir “Love Drought” afinal! Mas a compositora Ingrid contou ao site Genius que os versos que mencionam mentiras e tentativas eram, na verdade, uma referência à empresa de Beyoncé, a Parkwood Entertainment, e funcionários que haviam mentido sobre a possibilidade de compor músicas para a estrela do pop. 

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Desiigner, “Tiimmy Turner”

Na sequência do sucesso do hit “Panda”, o rapper do Brooklyn Desiigner parece fazer uma homenagem para o personagem Timmy Turner, do desenho animado Padrinhos Mágicos. Mas o título diz “Tiimmy”, com duas letras I, assim como em seu nome (Desiigner). E não foi acidente. O rapper contou ao All Def Digital que a faixa, que na realidade fala sobre o desejo de um cara por uma arma não registrada, é autobiográfica. “Tiimmy Turner sou eu. Estava me referindo a mim mesmo”.

 

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Gusttavo LIma
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Independentemente da ideia inicial dos compositores, o público costuma fazer suas próprias interpretações

por Redação em 09/08/2016

Depois que uma música é lançada, sua letra não pertence mais ao compositor. Isso é o que torna a arte tão única: duas pessoas podem escutar a mesma faixa e absorver coisas completamente diferentes. Em parte, a intenção do compositor não importa, porque fãs se conectam com aquelas palavras e acham significados que se encaixam com suas experiências pessoais. É divertido comparar a interpretação mais popular com o que os compositores realmente tinham em mente. A seguir, selecionamos algumas músicas que não são sobre o que você pensa que são.

Bruce Springsteen, "Bobby Jean"

Apesar do Boss nunca ter confirmado, é muito provável que “Bobby Jean” seja sobre o músico e produtor Steven Van Zandt, que deixou a E Street Band durante a gravação de Born In The U.S.A. Springsteen e Little Steven cresceram gostando das mesmas roupas e bandas, como diz a letra. Mais do que sugerir um  relacionamento com uma garota, a letra de “Bobby Jean” fala sobre amizades poderosas que você faz na adolescência e leva consigo por toda a vida.

 

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Bryan Adams, "Summer Of '69"

Não deixe a apóstrofe te enganar. No verão de 1969, Bryan Adams era o filho de nove anos de um casal de diplomatas que viajavam o mundo, não um jovem roqueiro vivendo os melhores dias de sua vida. A linha do tempo sugere que ele quis dizer outra coisa com “69” e, numa entrevista dada à CBS em 2008, ele confirma que o número é uma referência sexual.

 

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Semisonic, "Closing Time"

Os doces e contemplativos acordes do piano no começo da música eram um sinal de que o single de estreia do Semisonic, em 1998, não era sobre bêbados sendo expulsos de bares. “Você não precisa ficar em casa, mas não pode ficar aqui”, diz a letra. O líder e compositor da banda, Dan Wilson, já explicou diversas vezes em entrevistas que “Closing Time” foi escrita para o bebê que ele e a namorada estavam se preparando para receber. “Estava com o tema nascimento na cabeça. Fui pego pela tirada engraçada sobre ser expulso do útero”, disse o compositor.

 

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Prince, "Little Red Corvette"

A mulher experiente que Prince quer conquistar neste clássico de 1983 podia até ter um Corvette, mas essa música é mais um trocadilho sexual. Se os programadores de rádio tivessem entendido a referência às partes sexuais femininas, eles teriam se recusado a tocar a música.

 

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Beastie Boys, "(You Gotta) Fight For Your Right (To Party)”

Muitas pessoas perderam a piada por trás do single de estreia dos Beastie Boys. “Fight For Your Right” é uma música cheia de energia e muitos pensaram que a banda era formada por garotos jovens da universidade que só queriam festejar. Mas o grupo escreveu a música como piada – uma tiração de sarro com os hits de bandas como Mötley Crue e Twisted Sister.

 

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A faixa passa longe das músicas sobre drogas facilmente reconhecíveis dos Beatles, mas fala do amor de Paul McCartney pela maconha. “É uma homenagem à erva”, disse o Beatle em algumas entrevistas.

 

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Quando o álbum Lemonade chegou aos ouvidos do público, em abril, fãs e críticos começaram a especular sobre problemas no casamento da cantora com Jay Z. É essa a vibe que sentimos ao ouvir “Love Drought” afinal! Mas a compositora Ingrid contou ao site Genius que os versos que mencionam mentiras e tentativas eram, na verdade, uma referência à empresa de Beyoncé, a Parkwood Entertainment, e funcionários que haviam mentido sobre a possibilidade de compor músicas para a estrela do pop. 

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Desiigner, “Tiimmy Turner”

Na sequência do sucesso do hit “Panda”, o rapper do Brooklyn Desiigner parece fazer uma homenagem para o personagem Timmy Turner, do desenho animado Padrinhos Mágicos. Mas o título diz “Tiimmy”, com duas letras I, assim como em seu nome (Desiigner). E não foi acidente. O rapper contou ao All Def Digital que a faixa, que na realidade fala sobre o desejo de um cara por uma arma não registrada, é autobiográfica. “Tiimmy Turner sou eu. Estava me referindo a mim mesmo”.

 

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