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Músicos que participam de turnês de grandes artistas contam os bastidores

Como é estar ao lado de artistas como Beyoncé, Fifth Harmony e Camila Cabello?

por Redação em 27/07/2017

Todo mundo sabe quem são Beyoncé, The Chainsmokers e Fifth Harmony – e paga grandes quantidades de dinheiro para assistí-los ao vivo –, mas poucos sabem os nomes dos músicos que participam das turnês e fazem com que os shows sejam possíveis.

Billboard conversou com alguns dos músicos mais procurados para as turnês, incluindo Ashlee Juno (guitarrista para Camila Cabello, Fifth Harmony, Machine Gun Kelly), Arnetta Johnson (trompetista para Beyoncé), Tony Ann (tecladista para o Chainsmokers), Angie Swan (guitarrista para Fifth Harmony, Nicole Scherzinger, Will.I.Am), Francesca Simone (guitarrista para Beyoncé) e Michel’le Baptiste (baterista para Fifth Harmony, Beyoncé).

 

Am I outa my head am I outa my miiiiiiind ?❤️?❤️ ???@camila_cabello #24kmagicworldtour

Uma publicação compartilhada por JUNO ??? (@ashleejuno) em

Como os artistas para quem vocês tocam encontraram vocês?

Juno: No começo do ano passado comecei a publicar vídeos no Instagram na esperança de ser descoberta por um grande artista. Em um dia, do nada, recebi uma mensagem privada do produtor Rob Lewis perguntando se eu queria participar da turnê do Fifth Harmony. Vendi praticamente tudo que eu tinha, empacotei meu apartamento em três dias para trabalhar com elas. Depois de duas turnês juntas, comecei a receber ligações para trabalhar com outros artistas.

Ann: Os Chainsmokers me encontraram no YouTube. Em 2016, eu fazia muitos covers e queria encontrar novas músicas. Foi quando descobri a faixa deles, “Roses”. Amei tanto que decidi fazer um cover. Como adoro fazer medleys, fiz um mashup com “Don’t Let Me Down”.

Swan: Consegui a maioria dos trabalhos no boca a boca, colegas me recomendaram. Fiz testes algumas vezes.

 

Quão frequentemente esses artistas falavam de vocês nas redes sociais?

Johnson: Depende do artista. Às vezes, fotos dos bastidores são publicadas no Instagram ou nos sites oficiais. Depois, vários amigos meus viam as fotos e começavam a me marcar. Às vezes, eu aparecia em Instagram Stories ou Snapchat. Quando fiz a turnê com a Terri Lynne Carrington, fotos incríveis das nossas paradas na Europa foram publicadas.

Juno: Durante a turnê, os artistas costumavam postar sobre nós talvez uma vez por semana. Videos de ensaios ou nas viagens de ônibus, brincando. Sempre muito casual. Postavam muito no Snapchat.

Baptiste: Sou frequentemente marcada nas redes sociais do Fifth Harmony – em publicações permanentes e temporárias como Snapchat, Instagram stories. Estamos sempre na estrada, então são vídeos de performances, mas também no tempo livre.

Ann: [Postavam sobre mim] constantemente no Instagram story. Antes da turnê, divulgaram alguns covers – sempre me marcando – no Facebook. Durante a turnê, apareci em snaps e Stories, também marcada. 

 

❗️Rehearsal shots❗️with the QUEEN @beyonce and EVER SO DOPE @katrodriguezmusic ??????

Uma publicação compartilhada por Arnetta Johnson (@thattrumpetchic) em

Como os fãs destes artistas interagem com vocês nas redes sociais?

Baptiste: Normalmente comentam em fotos, curtem vídeos e também mandam mensagens privadas. Já recebi muito apoio nas redes sociais dos fãs destes artistas. Eles querem saber das novidades, de como podem ajudar a promover, querem se sentir incluídos. São atraídos a mim pelo relacionamento que tenho com o artista e continuam conectados porque se relacionam com a pessoa que sou.

Juno: São sempre muito doces e me apoiam. Não importa o que eu poste, eles sempre comentam e mostram amor. Eles amam os artistas demais e me amam porque sou conectada a eles. Eles me fazem rir muito porque não perdem nada, é como se nunca dormissem. São adoráveis, os melhores!

 

Happy Belated to this one. #21

Uma publicação compartilhada por Angie Swan (@theangieswan) em

Swan: Lembro quando entrei para a banda do Fifth Harmony e a Lauren Jauregui me disse que quando ela me seguisse no Instagram, meu número de fãs ia crescer muito. Meus seguidores foram de mil para 8 mil em uma noite. Minha caixa de mensagens lotou de recados me dando boas-vindas à família Fifth Harmony. Foi um pouco estranho porque sou uns 15 anos mais velha que os fãs e as integrantes. Sempre tem os fãs que te seguem para saber primeiro as novidades dos artistas com quem você está trabalhando. Fãs me perguntavam coisas pessoais sobre os artistas também. Meu trabalho é fazer um ótimo show e não contar aos fãs como os artistas gostam de comer ovos pela manhã. Notei que quando deixei de tocar para o Fifth Harmony, perdi uns mil seguidores no Instagram. Aprecio aqueles que continuaram comigo e que reconhecem o trabalho duro que músicos fazem para que tudo esteja em ordem. Também aprecio que eles entendam que eu não trabalho exclusivamente para um artista.

 

Vocês são reconhecidos fora do palco?

Swan: Às vezes, fãs reconhecem membros da banda fora do palco. Especialmente quando estava em turnê com o Fifth Harmony, em todo Aeroporto que passávamos, tinham fãs esperando. Eles sabiam os nossos nomes. Em uma cidade, eles sabiam até o nome do técnico da guitarra.

Juno: Depende! Sou reconhecida após muitos shows, obviamente, porque acabaram de me ver no palco. Mas às vezes, sou reconhecida em lojas, na praia ou até no aeroporto. Um fã chega e pede para tirar uma foto ou dizem ‘Meu Deus, você é a guitarrista da Camila!’. Normalmente eu digo que sim, mas uma vez eu menti porque estava muito feia e disse ‘quem é Camila?’. Mas é difícil esconder quem eu sou porque tenho dreadlocks e um lado da minha cabeça é raspada.

 

Johnson: Não acontece muito, mas de vez em quando estou em uma jam session e alguém me reconhece das redes sociais. Eles sempre mencionam um vídeo, um artigo que leram ou uma foto em que me viram. Uma vez, eu estava no aeroporto e alguém me reconheceu porque estava vendo um vídeo meu ao mesmo tempo em que me encontrou.

 

Qual a história mais maluca de interação com fãs?

Johnson: Foi quando visitei um amigo em Boston. Estávamos indo comer alguma coisa e esse garoto nos parou e disse ‘OH. MEU. DEUS. Você é a Arnetta?’. Ele fez uma chamada de vídeo com uma amiga e ela gritou feito louca. É claro que eu ri porque não estou acostumada a ter fãs. Eles me disseram que amaram meu single “Juice & Candy” e que sempre se sentem inspirados pelos meus posts nas redes sociais. Não acho que foi maluco, mas foi uma experiência para recordar.

Swan: Tenho muitas. Mais recentemente, alguns fãs nos seguiram do Japão até a China quando o Fifth Harmony fez turnê pela Ásia. Melhor ainda, na Guatemala, um dos fãs usou meu nome para tentar passar pela segurança. Fiquei nervosa porque era apenas o meu segundo show com o grupo e não queria ter problemas com os empresários.

Simone: Meu momento favorito com um fã foi em um evento para a Step Up, uma organização que tem como missão encorajar meninas do Ensino médio a entrarem na faculdade. Fiz uma palestra e depois toquei e cantei um cover e uma música original. Quando terminei, muitas garotas me perguntaram coisas enquanto tirávamos fotos. Uma delas, em particular, me abraçou por pelo menos um minute. Depois que nos separamos, percebi que ela estava chorando. Ela disse que minha apresentação foi linda e que ela queria saber tocar guitarra e cantar como eu. Há doze anos, eu era essa menina, chorando em um show do Carlos Santana porque a música dele me moveu tanto que eu quis aprender a tocar guitarra. Perceber que eu me tornei uma inspiração para outros foi tão satisfatório e um sonho que se tornou realidade.

Juno: Nunca vou esquecer de quando estava na Cidade do México e, depois de um show, sai para fazer uma ligação e a porta fechou atrás de mim, então precisei encontrar outra porta. Vi muitos fãs do lado de fora, mas não percebi que tinham me visto. Quando me virei, me senti como o Simba em O Rei Leão, quando ele é perseguido. Corri pela minha vida porque nunca vi tantos humanos vindo na minha direção. Uma garota chegou e disse ‘Ashlee, por aqui!’, pegou minha mão e me tirou dali, me levando para um estacionamento. Achei que ela fosse uma segurança e a segui, mas ela apenas uma fã. Ela me levou para um lugar seguro e salvou minha vida.

Qual sua lembrança favorita de estar em turnê?

Simone: Meu momento favorito foi tocar solo no palco pela primeira vez em frente a 36 mil pessoas em Miami. Antes de tocar para Beyoncé, meu maior público foi de 500 pessoas. Ela me deu a oportunidade da minha vida quando deixou que eu tocasse enquanto ela trocava de roupa. Estava muito ansiosa antes do solo – meu coração batia tão forte, minhas mãos e pernas tremiam. Mas quando entrei no palco e toquei a primeira nota, toda a ansiedade desapareceu. Quando ouvi o público gritando, quase chorei. Meu coração sorria. Quanto mais energia eu entregava para o público, mais eles gritavam de volta para mim. Foi muito divertido!

Ann: Foi durante o último show da turnê Memories… Do Not Open, quando eles levaram a banda até a passarela para uma foto em grupo com o público. Foi memorável porque era o último show. Todos estavam emocionados e foi a forma perfeita de terminar uma turnê incrível.

Johnson: Lembro de quando eu fazia longas viagens de ônibus para voltar da escola e, em cada viagem, eu fechava meus olhos e me imaginava a caminho do primeiro show da minha turnê. Minha memória favorita foi quando peguei meu primeiro voo internacional e pensei ‘sabia que aquelas longas viagens de ônibus seriam compensadas’. Pode parecer pouco para alguns, mas foi importante para mim.

Juno: Com certeza sair em turnê na Europa. Nunca fui para nenhum lugar do mundo e lembro de estar em um novo país a cada dia. Foi surreal. Foi o momento em que eu percebi que tudo que eu sempre sonhei estava acontecendo. Não podia acreditar que estava em Paris e nunca esquecerei o momento em que pisei na Torre Eiffel. Foi o sentimento mais incrível do mundo.

Baptiste: Ter a oportunidade de viajar por todo o mundo, explorar novas culturas e fazer memórias são bênçãos. Mas, de longe, as melhores memórias que tenho são as pegadinhas que fazíamos uns com os outros no fim de cada turnê. No fim da turnê do Fifth Harmony pelos Estados Unidos em 2016, uma das garotas achou que seria engraçado jogar uma torta na minha cara. A melhor parte foi que tudo que vai, volta!

  • HOT 100
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    200
  • HOT 100
    EUA
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
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Músicos que participam de turnês de grandes artistas contam os bastidores

Como é estar ao lado de artistas como Beyoncé, Fifth Harmony e Camila Cabello?

por Redação em 27/07/2017

Todo mundo sabe quem são Beyoncé, The Chainsmokers e Fifth Harmony – e paga grandes quantidades de dinheiro para assistí-los ao vivo –, mas poucos sabem os nomes dos músicos que participam das turnês e fazem com que os shows sejam possíveis.

Billboard conversou com alguns dos músicos mais procurados para as turnês, incluindo Ashlee Juno (guitarrista para Camila Cabello, Fifth Harmony, Machine Gun Kelly), Arnetta Johnson (trompetista para Beyoncé), Tony Ann (tecladista para o Chainsmokers), Angie Swan (guitarrista para Fifth Harmony, Nicole Scherzinger, Will.I.Am), Francesca Simone (guitarrista para Beyoncé) e Michel’le Baptiste (baterista para Fifth Harmony, Beyoncé).

 

Am I outa my head am I outa my miiiiiiind ?❤️?❤️ ???@camila_cabello #24kmagicworldtour

Uma publicação compartilhada por JUNO ??? (@ashleejuno) em

Como os artistas para quem vocês tocam encontraram vocês?

Juno: No começo do ano passado comecei a publicar vídeos no Instagram na esperança de ser descoberta por um grande artista. Em um dia, do nada, recebi uma mensagem privada do produtor Rob Lewis perguntando se eu queria participar da turnê do Fifth Harmony. Vendi praticamente tudo que eu tinha, empacotei meu apartamento em três dias para trabalhar com elas. Depois de duas turnês juntas, comecei a receber ligações para trabalhar com outros artistas.

Ann: Os Chainsmokers me encontraram no YouTube. Em 2016, eu fazia muitos covers e queria encontrar novas músicas. Foi quando descobri a faixa deles, “Roses”. Amei tanto que decidi fazer um cover. Como adoro fazer medleys, fiz um mashup com “Don’t Let Me Down”.

Swan: Consegui a maioria dos trabalhos no boca a boca, colegas me recomendaram. Fiz testes algumas vezes.

 

Quão frequentemente esses artistas falavam de vocês nas redes sociais?

Johnson: Depende do artista. Às vezes, fotos dos bastidores são publicadas no Instagram ou nos sites oficiais. Depois, vários amigos meus viam as fotos e começavam a me marcar. Às vezes, eu aparecia em Instagram Stories ou Snapchat. Quando fiz a turnê com a Terri Lynne Carrington, fotos incríveis das nossas paradas na Europa foram publicadas.

Juno: Durante a turnê, os artistas costumavam postar sobre nós talvez uma vez por semana. Videos de ensaios ou nas viagens de ônibus, brincando. Sempre muito casual. Postavam muito no Snapchat.

Baptiste: Sou frequentemente marcada nas redes sociais do Fifth Harmony – em publicações permanentes e temporárias como Snapchat, Instagram stories. Estamos sempre na estrada, então são vídeos de performances, mas também no tempo livre.

Ann: [Postavam sobre mim] constantemente no Instagram story. Antes da turnê, divulgaram alguns covers – sempre me marcando – no Facebook. Durante a turnê, apareci em snaps e Stories, também marcada. 

 

❗️Rehearsal shots❗️with the QUEEN @beyonce and EVER SO DOPE @katrodriguezmusic ??????

Uma publicação compartilhada por Arnetta Johnson (@thattrumpetchic) em

Como os fãs destes artistas interagem com vocês nas redes sociais?

Baptiste: Normalmente comentam em fotos, curtem vídeos e também mandam mensagens privadas. Já recebi muito apoio nas redes sociais dos fãs destes artistas. Eles querem saber das novidades, de como podem ajudar a promover, querem se sentir incluídos. São atraídos a mim pelo relacionamento que tenho com o artista e continuam conectados porque se relacionam com a pessoa que sou.

Juno: São sempre muito doces e me apoiam. Não importa o que eu poste, eles sempre comentam e mostram amor. Eles amam os artistas demais e me amam porque sou conectada a eles. Eles me fazem rir muito porque não perdem nada, é como se nunca dormissem. São adoráveis, os melhores!

 

Happy Belated to this one. #21

Uma publicação compartilhada por Angie Swan (@theangieswan) em

Swan: Lembro quando entrei para a banda do Fifth Harmony e a Lauren Jauregui me disse que quando ela me seguisse no Instagram, meu número de fãs ia crescer muito. Meus seguidores foram de mil para 8 mil em uma noite. Minha caixa de mensagens lotou de recados me dando boas-vindas à família Fifth Harmony. Foi um pouco estranho porque sou uns 15 anos mais velha que os fãs e as integrantes. Sempre tem os fãs que te seguem para saber primeiro as novidades dos artistas com quem você está trabalhando. Fãs me perguntavam coisas pessoais sobre os artistas também. Meu trabalho é fazer um ótimo show e não contar aos fãs como os artistas gostam de comer ovos pela manhã. Notei que quando deixei de tocar para o Fifth Harmony, perdi uns mil seguidores no Instagram. Aprecio aqueles que continuaram comigo e que reconhecem o trabalho duro que músicos fazem para que tudo esteja em ordem. Também aprecio que eles entendam que eu não trabalho exclusivamente para um artista.

 

Vocês são reconhecidos fora do palco?

Swan: Às vezes, fãs reconhecem membros da banda fora do palco. Especialmente quando estava em turnê com o Fifth Harmony, em todo Aeroporto que passávamos, tinham fãs esperando. Eles sabiam os nossos nomes. Em uma cidade, eles sabiam até o nome do técnico da guitarra.

Juno: Depende! Sou reconhecida após muitos shows, obviamente, porque acabaram de me ver no palco. Mas às vezes, sou reconhecida em lojas, na praia ou até no aeroporto. Um fã chega e pede para tirar uma foto ou dizem ‘Meu Deus, você é a guitarrista da Camila!’. Normalmente eu digo que sim, mas uma vez eu menti porque estava muito feia e disse ‘quem é Camila?’. Mas é difícil esconder quem eu sou porque tenho dreadlocks e um lado da minha cabeça é raspada.

 

Johnson: Não acontece muito, mas de vez em quando estou em uma jam session e alguém me reconhece das redes sociais. Eles sempre mencionam um vídeo, um artigo que leram ou uma foto em que me viram. Uma vez, eu estava no aeroporto e alguém me reconheceu porque estava vendo um vídeo meu ao mesmo tempo em que me encontrou.

 

Qual a história mais maluca de interação com fãs?

Johnson: Foi quando visitei um amigo em Boston. Estávamos indo comer alguma coisa e esse garoto nos parou e disse ‘OH. MEU. DEUS. Você é a Arnetta?’. Ele fez uma chamada de vídeo com uma amiga e ela gritou feito louca. É claro que eu ri porque não estou acostumada a ter fãs. Eles me disseram que amaram meu single “Juice & Candy” e que sempre se sentem inspirados pelos meus posts nas redes sociais. Não acho que foi maluco, mas foi uma experiência para recordar.

Swan: Tenho muitas. Mais recentemente, alguns fãs nos seguiram do Japão até a China quando o Fifth Harmony fez turnê pela Ásia. Melhor ainda, na Guatemala, um dos fãs usou meu nome para tentar passar pela segurança. Fiquei nervosa porque era apenas o meu segundo show com o grupo e não queria ter problemas com os empresários.

Simone: Meu momento favorito com um fã foi em um evento para a Step Up, uma organização que tem como missão encorajar meninas do Ensino médio a entrarem na faculdade. Fiz uma palestra e depois toquei e cantei um cover e uma música original. Quando terminei, muitas garotas me perguntaram coisas enquanto tirávamos fotos. Uma delas, em particular, me abraçou por pelo menos um minute. Depois que nos separamos, percebi que ela estava chorando. Ela disse que minha apresentação foi linda e que ela queria saber tocar guitarra e cantar como eu. Há doze anos, eu era essa menina, chorando em um show do Carlos Santana porque a música dele me moveu tanto que eu quis aprender a tocar guitarra. Perceber que eu me tornei uma inspiração para outros foi tão satisfatório e um sonho que se tornou realidade.

Juno: Nunca vou esquecer de quando estava na Cidade do México e, depois de um show, sai para fazer uma ligação e a porta fechou atrás de mim, então precisei encontrar outra porta. Vi muitos fãs do lado de fora, mas não percebi que tinham me visto. Quando me virei, me senti como o Simba em O Rei Leão, quando ele é perseguido. Corri pela minha vida porque nunca vi tantos humanos vindo na minha direção. Uma garota chegou e disse ‘Ashlee, por aqui!’, pegou minha mão e me tirou dali, me levando para um estacionamento. Achei que ela fosse uma segurança e a segui, mas ela apenas uma fã. Ela me levou para um lugar seguro e salvou minha vida.

Qual sua lembrança favorita de estar em turnê?

Simone: Meu momento favorito foi tocar solo no palco pela primeira vez em frente a 36 mil pessoas em Miami. Antes de tocar para Beyoncé, meu maior público foi de 500 pessoas. Ela me deu a oportunidade da minha vida quando deixou que eu tocasse enquanto ela trocava de roupa. Estava muito ansiosa antes do solo – meu coração batia tão forte, minhas mãos e pernas tremiam. Mas quando entrei no palco e toquei a primeira nota, toda a ansiedade desapareceu. Quando ouvi o público gritando, quase chorei. Meu coração sorria. Quanto mais energia eu entregava para o público, mais eles gritavam de volta para mim. Foi muito divertido!

Ann: Foi durante o último show da turnê Memories… Do Not Open, quando eles levaram a banda até a passarela para uma foto em grupo com o público. Foi memorável porque era o último show. Todos estavam emocionados e foi a forma perfeita de terminar uma turnê incrível.

Johnson: Lembro de quando eu fazia longas viagens de ônibus para voltar da escola e, em cada viagem, eu fechava meus olhos e me imaginava a caminho do primeiro show da minha turnê. Minha memória favorita foi quando peguei meu primeiro voo internacional e pensei ‘sabia que aquelas longas viagens de ônibus seriam compensadas’. Pode parecer pouco para alguns, mas foi importante para mim.

Juno: Com certeza sair em turnê na Europa. Nunca fui para nenhum lugar do mundo e lembro de estar em um novo país a cada dia. Foi surreal. Foi o momento em que eu percebi que tudo que eu sempre sonhei estava acontecendo. Não podia acreditar que estava em Paris e nunca esquecerei o momento em que pisei na Torre Eiffel. Foi o sentimento mais incrível do mundo.

Baptiste: Ter a oportunidade de viajar por todo o mundo, explorar novas culturas e fazer memórias são bênçãos. Mas, de longe, as melhores memórias que tenho são as pegadinhas que fazíamos uns com os outros no fim de cada turnê. No fim da turnê do Fifth Harmony pelos Estados Unidos em 2016, uma das garotas achou que seria engraçado jogar uma torta na minha cara. A melhor parte foi que tudo que vai, volta!