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Na nova casa palmeirense, Paul McCartney aplica a tradicional goleada de hits

por em 26/11/2014
ong>Por José Flávio Júnior Diferentemente da equipe do Palmeiras, Paul McCartney triunfou em sua primeira exibição no Allianz Parque, a magnífica arena que substituiu o estádio Palestra Itália (vulgo Parque Antártica) no bairro da Barra Funda, Zona Oeste paulistana. Nem foi das partidas mais emocionantes. O maior beatle vivo sempre entra em campo com o jogo ganho. A plateia toma seus lugares ciente de que presenciará mais uma goleada. E foi o que ocorreu na terça-feira (25): os 45 mil pagantes assistiram a um vareio de hits de Paul – o 19º no país, para ser mais exato. Só que torcida mal acostumada tende ao desdém. Paul tem sido um belo visitante. Conhece mais o Brasil do que muitos nativos. Nos últimos anos, mostrou sua arte em todos os estados da região Sudeste, em todos os estados da região Sul, em metade da região Centro-Oeste e ainda disputou amistosos no Ceará e em Pernambuco. Essa frequência certamente ajudou a conter os lampejos de loucura na multidão. A reportagem de Billboard Brasil não presenciou um choro sequer, algo muito comum nas primeiras aparições de Paul por aqui. O músico que fala “valeo”, “é noix” e “pomeu, aqui tá bombando” galga parâmetros freneticamente para virar santo de casa. E santo de casa não faz milagre. paul mccartney 3 O setlist, como você acompanhou na transmissão do Multishow ou conferiu no setlist.fm, não teve nenhuma escolha inusitada. Foi a “opção A” de um roteiro que pode ser montado de outras duas ou três maneiras diferentes, dependendo da filosofia do “profexô” Paul. O que quem viu pela tv não sentiu foi o campo pesado. A chuva antes do tempo regulamentar alagou ruas no entorno do Ananias Pa, quer dizer, Allianz Parque. Houve quem permanecesse mais de duas horas em confusas filas para conseguir adentrar o recinto – e o toró vespertino contribuiu para o semicaos. Um bom pedaço da partida, que durou exatas 2h40, foi disputada sob forte garoa. Houve trégua, mas também houve momentos de pé d’água mais forte. Ruim para a turma dos cartazes, a galera que se mobiliza pelas redes sociais para levantar plaquinhas ou soltar bexigas em ocasiões estratégicas e sensibilizar Paul. Mas até essas intervenções eram mais constantes quando o inglês não passava todo ano pelo país. Que fique claro que ninguém em sã consciência acharia melhor Paul interromper a série vitoriosa de shows por aqui. Quem faz piadinha com isso, aliás, merece cartão vermelho. Que o simpático setentão (agora adepto de passar base nas unhas, típica mania de velho) conheça logo a região Norte, toque nos dois Mato Grosso e complete o mapa do Nordeste. Paul no palco é Pelé dentro das quatro linhas. Nunca é demais ter o mito entre nós, pobres mortais. Mas que foram visíveis os sinais de fastio de parte dos presentes, isso foi. Que heresia bater papo com o coleguinha enquanto Paul se esgoela em “Maybe I’m Amazed”! Rolou esse disparate. Logo mais, por volta de 21h45, se o horário de terça for mantido, a comitiva britânica se despedirá de São Paulo. Espera-se que o público trate a ocasião como um clássico, o mínimo que pode ser dito de um show do Macca. É triste reconhecer que os ingressos sequer estão esgotados para esse segundo compromisso. Mas, “haja o que hajar”, como diria o ex-jogador e hoje apresentador e comentarista Neto, teremos um espetáculo inesquecível no Allianz Patric, quer dizer, Parque. E, para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer a nova arena, vale reforçar que ela é tudo isso mesmo que estão falando. Se por acaso Paul não voltar a São Paulo em 2015, a pedida é se programar para pegar alguma partida no lindo estádio. Fique atento à tabela para saber quando o Palmeiras enfrentará Luverdense, Sampaio Corrêa e Santa Cruz em sua nova casa. paul mccartney   Créditos: Marcos Hermes/Divulgação
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Na nova casa palmeirense, Paul McCartney aplica a tradicional goleada de hits

por em 26/11/2014
ong>Por José Flávio Júnior Diferentemente da equipe do Palmeiras, Paul McCartney triunfou em sua primeira exibição no Allianz Parque, a magnífica arena que substituiu o estádio Palestra Itália (vulgo Parque Antártica) no bairro da Barra Funda, Zona Oeste paulistana. Nem foi das partidas mais emocionantes. O maior beatle vivo sempre entra em campo com o jogo ganho. A plateia toma seus lugares ciente de que presenciará mais uma goleada. E foi o que ocorreu na terça-feira (25): os 45 mil pagantes assistiram a um vareio de hits de Paul – o 19º no país, para ser mais exato. Só que torcida mal acostumada tende ao desdém. Paul tem sido um belo visitante. Conhece mais o Brasil do que muitos nativos. Nos últimos anos, mostrou sua arte em todos os estados da região Sudeste, em todos os estados da região Sul, em metade da região Centro-Oeste e ainda disputou amistosos no Ceará e em Pernambuco. Essa frequência certamente ajudou a conter os lampejos de loucura na multidão. A reportagem de Billboard Brasil não presenciou um choro sequer, algo muito comum nas primeiras aparições de Paul por aqui. O músico que fala “valeo”, “é noix” e “pomeu, aqui tá bombando” galga parâmetros freneticamente para virar santo de casa. E santo de casa não faz milagre. paul mccartney 3 O setlist, como você acompanhou na transmissão do Multishow ou conferiu no setlist.fm, não teve nenhuma escolha inusitada. Foi a “opção A” de um roteiro que pode ser montado de outras duas ou três maneiras diferentes, dependendo da filosofia do “profexô” Paul. O que quem viu pela tv não sentiu foi o campo pesado. A chuva antes do tempo regulamentar alagou ruas no entorno do Ananias Pa, quer dizer, Allianz Parque. Houve quem permanecesse mais de duas horas em confusas filas para conseguir adentrar o recinto – e o toró vespertino contribuiu para o semicaos. Um bom pedaço da partida, que durou exatas 2h40, foi disputada sob forte garoa. Houve trégua, mas também houve momentos de pé d’água mais forte. Ruim para a turma dos cartazes, a galera que se mobiliza pelas redes sociais para levantar plaquinhas ou soltar bexigas em ocasiões estratégicas e sensibilizar Paul. Mas até essas intervenções eram mais constantes quando o inglês não passava todo ano pelo país. Que fique claro que ninguém em sã consciência acharia melhor Paul interromper a série vitoriosa de shows por aqui. Quem faz piadinha com isso, aliás, merece cartão vermelho. Que o simpático setentão (agora adepto de passar base nas unhas, típica mania de velho) conheça logo a região Norte, toque nos dois Mato Grosso e complete o mapa do Nordeste. Paul no palco é Pelé dentro das quatro linhas. Nunca é demais ter o mito entre nós, pobres mortais. Mas que foram visíveis os sinais de fastio de parte dos presentes, isso foi. Que heresia bater papo com o coleguinha enquanto Paul se esgoela em “Maybe I’m Amazed”! Rolou esse disparate. Logo mais, por volta de 21h45, se o horário de terça for mantido, a comitiva britânica se despedirá de São Paulo. Espera-se que o público trate a ocasião como um clássico, o mínimo que pode ser dito de um show do Macca. É triste reconhecer que os ingressos sequer estão esgotados para esse segundo compromisso. Mas, “haja o que hajar”, como diria o ex-jogador e hoje apresentador e comentarista Neto, teremos um espetáculo inesquecível no Allianz Patric, quer dizer, Parque. E, para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer a nova arena, vale reforçar que ela é tudo isso mesmo que estão falando. Se por acaso Paul não voltar a São Paulo em 2015, a pedida é se programar para pegar alguma partida no lindo estádio. Fique atento à tabela para saber quando o Palmeiras enfrentará Luverdense, Sampaio Corrêa e Santa Cruz em sua nova casa. paul mccartney   Créditos: Marcos Hermes/Divulgação