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Novo coletivo chega para cantar sobre a rua; veja clipe de “Coragem”

Quarteto com jovens músicos, mas extensa experiência, recebe o rapper Sombra como convidado do primeiro single

por Marcos Lauro em 12/06/2017

2017 parece ser o ano para se cantar a rua. Depois de trabalhos que homenageiam São Paulo, como São Paulo Não É Sopa, do Aláfia, e Cortes Curtos, de Kiko Dinucci, chega a vez do Coletivo Rua com o single “Coragem”.

Mas a rua desse novo coletivo é mais universal: “São Paulo é a savana em que a gente vive. As hienas, os leões, as gazelas, os búfalos, os crocodilos, os ratos, as cobras que a gente vê de perto, estão aqui. Mas hiena é hiena em qualquer lugar, cobra é cobra em qualquer lugar”, afirma o músico Galego, que completa o coletivo com o guitarrista e produtor Marcelo Sanches (que já trabalhou com Lanny Gordin, Andre Abujamra, Xis e Dexter), a baterista Bianca Predirei (Rashid, Tássia Reis, Thaíde e Xis) e o baixista Davi Indio (Senzala HI-TECH, Da Lua).

Veja o clipe e leia abaixo um papo com a dupla Galego e Sanches:

Com tantas influências e experiências envolvidas, como foi a escolha da sonoridade do trabalho (especialmente dessa faixa “Coragem”)?
Galego – A sonoridade deste trabalho é simplesmente uma evolução natural da nossa troca de experiências musicais e da nossa convivência. A rua é uma das principais matérias da nossa formação, é onde a gente fica cara a cara com as ideologias, com ideias que a gente admira ou despreza. É onde a gente encontra pessoalmente o respeito, a ignorância, a subversão a resistência.

Como pintou a participação do Sombra? Já trabalharam com ele antes?
Marcelo Sanches – Conheci o Sombra logo quando cheguei em São Paulo em meados de 2007. Na época eu morava no Estúdio Casa Azul e nos conhecemos fazendo música. Quem nos apresentou foi o Minari, produtor musical e parceiro do Sombra em vários trabalhos como SNJ, Senzala Hi tech e trabalho solo. Eu, a Bianca e o Davi fizemos um show histórico com o SNJ no Sesc Pompeia em 2014. Com o Coletivo Rua o convite foi super natural. Assim que a música “Coragem” ficou pronta, mostramos para o Sombra, na hora ele começou a escrever a parte dele e gravamos no mesmo dia.

O rap pode ser um gênero muito fechado, com fãs fiéis. Acham que pode rolar algum tipo de resistência por parte desses fãs?
Galego – Resistência contra a resistência? Fazemos música com a intenção de somar, de dividir com as pessoas. Porque haveria de ter? Somos fãs de rock, de samba, de rap e de muitas outras coisas. Mais do que fãs, somos amigos e parceiros. Cantamos a união, espero que muitos também possam cantar a união com a gente

O trabalho é focado em São Paulo ou a rua aparece num sentido mais universal?
Galego – Universal. São Paulo é a savana em que a gente vive. As hienas, os leões, as gazelas, os búfalos, os crocodilos, os ratos, as cobras que a gente vê de perto, estão aqui. Mas hiena é hiena em qualquer lugar, cobra é cobra em qualquer lugar.

São Paulo já foi tema de centenas de discos, alguns recentes (Kiko Dinucci, Aláfia etc). O que falta falar sobre São Paulo? O Coletivo traz algo nesse sentido?
Galego – Não sei se falta falar, talvez falte ouvir. É por isso que a gente fez esse disco.

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Novo coletivo chega para cantar sobre a rua; veja clipe de “Coragem”

Quarteto com jovens músicos, mas extensa experiência, recebe o rapper Sombra como convidado do primeiro single

por Marcos Lauro em 12/06/2017

2017 parece ser o ano para se cantar a rua. Depois de trabalhos que homenageiam São Paulo, como São Paulo Não É Sopa, do Aláfia, e Cortes Curtos, de Kiko Dinucci, chega a vez do Coletivo Rua com o single “Coragem”.

Mas a rua desse novo coletivo é mais universal: “São Paulo é a savana em que a gente vive. As hienas, os leões, as gazelas, os búfalos, os crocodilos, os ratos, as cobras que a gente vê de perto, estão aqui. Mas hiena é hiena em qualquer lugar, cobra é cobra em qualquer lugar”, afirma o músico Galego, que completa o coletivo com o guitarrista e produtor Marcelo Sanches (que já trabalhou com Lanny Gordin, Andre Abujamra, Xis e Dexter), a baterista Bianca Predirei (Rashid, Tássia Reis, Thaíde e Xis) e o baixista Davi Indio (Senzala HI-TECH, Da Lua).

Veja o clipe e leia abaixo um papo com a dupla Galego e Sanches:

Com tantas influências e experiências envolvidas, como foi a escolha da sonoridade do trabalho (especialmente dessa faixa “Coragem”)?
Galego – A sonoridade deste trabalho é simplesmente uma evolução natural da nossa troca de experiências musicais e da nossa convivência. A rua é uma das principais matérias da nossa formação, é onde a gente fica cara a cara com as ideologias, com ideias que a gente admira ou despreza. É onde a gente encontra pessoalmente o respeito, a ignorância, a subversão a resistência.

Como pintou a participação do Sombra? Já trabalharam com ele antes?
Marcelo Sanches – Conheci o Sombra logo quando cheguei em São Paulo em meados de 2007. Na época eu morava no Estúdio Casa Azul e nos conhecemos fazendo música. Quem nos apresentou foi o Minari, produtor musical e parceiro do Sombra em vários trabalhos como SNJ, Senzala Hi tech e trabalho solo. Eu, a Bianca e o Davi fizemos um show histórico com o SNJ no Sesc Pompeia em 2014. Com o Coletivo Rua o convite foi super natural. Assim que a música “Coragem” ficou pronta, mostramos para o Sombra, na hora ele começou a escrever a parte dele e gravamos no mesmo dia.

O rap pode ser um gênero muito fechado, com fãs fiéis. Acham que pode rolar algum tipo de resistência por parte desses fãs?
Galego – Resistência contra a resistência? Fazemos música com a intenção de somar, de dividir com as pessoas. Porque haveria de ter? Somos fãs de rock, de samba, de rap e de muitas outras coisas. Mais do que fãs, somos amigos e parceiros. Cantamos a união, espero que muitos também possam cantar a união com a gente

O trabalho é focado em São Paulo ou a rua aparece num sentido mais universal?
Galego – Universal. São Paulo é a savana em que a gente vive. As hienas, os leões, as gazelas, os búfalos, os crocodilos, os ratos, as cobras que a gente vê de perto, estão aqui. Mas hiena é hiena em qualquer lugar, cobra é cobra em qualquer lugar.

São Paulo já foi tema de centenas de discos, alguns recentes (Kiko Dinucci, Aláfia etc). O que falta falar sobre São Paulo? O Coletivo traz algo nesse sentido?
Galego – Não sei se falta falar, talvez falte ouvir. É por isso que a gente fez esse disco.