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Novo filme de Tim Burton terá duas músicas de Lana Del Rey

por em 19/11/2014
Lana
Del Rey alcançou o Top 10 do Hot 100 no ano passado com o single “Summertime Sadness” e, no próximo mês, será a responsável pela trilha sonora da tristeza da personagem de Amy Adams na nova produção de Tim Burton, Big Eyes. Suas contribuições são duas faixas completamente inéditas, que não serão divulgadas até o dia do lançamento do filme nos Estados Unidos, em 25 de dezembro. Ainda não é possível saber se com essas duas músicas a cantora está dobrando suas chances de ser nomeada para o Oscar. Um representante do Weinstein Company diz que o estúdio ainda não determinou qual das duas composições é sua preferida para concorrer à estatueta, “Big Eyes” ou “I Can Fly”. As duas músicas foram escritas do ponto de vista na heroína do filme, Margaret Keane, e podem ser uma surpresa agradável para aqueles que não ficaram contentes com “Young And Beatiful”, feita para O Grande Gatsby. “Tim mostrou o filme a ela, que se apaixonou”, disse Larry Karaszewski, um dos produtores e escritores de Big Eye. Enquanto o enredo da película equilibra-se entre uma sátira e um arquétipo da “imagem das mulheres”, as músicas de Lana estão em perfeita sintonia com o tom mais dramático e as inclinações feministas da história. “Mulheres em particular parecem entender o filme e Lana realmente o entendeu”, continuou Karaszewski. “É sobre uma mulher que não consegue achar sua voz”, explica, “e quando a faixa-título – que diz no refrão “olhos grandes, mentiras grandes” – toca em um momento crítico, o filme torna-se praticamente um musical. A canção de Lana expressa o que Margaret está sentindo tão perfeitamente que é como um monólogo de seus pensamentos”. “Big Eyes” não estava originalmente programada para tocar no meio da história. Lana e seu parceiro na composição, Daniel Heath, pensaram na faixa para tocar nos créditos finais, mas a melodia é muito triste e a intenção era concluir o filme com um tom mais otimista. Então foi decidido que a música encaixava-se perfeitamente em um momento que Karaszewski descreve como “um número central” quase sem diálogos. Uma melodia instrumental começa quando a protagonista vê sua pintura ser vendida em um supermercado; uma batida mais forte e os vocais entram quando ela retorna para casa determinada a desenvolver um novo estilo de pintura; os vocais somem novamente quando seu marido, interpretado por Christoph Waltz, confronta sua esposa. Para não deixar Tim Burton na mão depois das mudanças de planos em relação a “Big Eyes”, Lana uniu-se a Rick Nowels e, juntos, escreveram “I Can Fly” para os créditos finais. Com uma letra que diz “Eu tinha um sonho de que eu estava bem/Eu não estava louca, eu estava divina”, a música é o mais próximo de um tom “melancólico-feliz” que a cantora consegue chegar para celebrar a fuga da personagem Margaret de uma jaula pré-feminista. Uma das obras terá um empurrãozinho para concorrer ao Oscar, mas ainda não se sabe qual será. Apesar de “I Can Fly” parecer ter um apelo maior para as rádios, é mais provável que o estúdio escolha “Big Eyes” para enfrentar alguns concorrentes de peso, como Coldplay e Common, e conquistar uma vaga entre os indicados na categoria de Melhor Canção Original em 2015.
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Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
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Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
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Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Novo filme de Tim Burton terá duas músicas de Lana Del Rey

por em 19/11/2014
Lana
Del Rey alcançou o Top 10 do Hot 100 no ano passado com o single “Summertime Sadness” e, no próximo mês, será a responsável pela trilha sonora da tristeza da personagem de Amy Adams na nova produção de Tim Burton, Big Eyes. Suas contribuições são duas faixas completamente inéditas, que não serão divulgadas até o dia do lançamento do filme nos Estados Unidos, em 25 de dezembro. Ainda não é possível saber se com essas duas músicas a cantora está dobrando suas chances de ser nomeada para o Oscar. Um representante do Weinstein Company diz que o estúdio ainda não determinou qual das duas composições é sua preferida para concorrer à estatueta, “Big Eyes” ou “I Can Fly”. As duas músicas foram escritas do ponto de vista na heroína do filme, Margaret Keane, e podem ser uma surpresa agradável para aqueles que não ficaram contentes com “Young And Beatiful”, feita para O Grande Gatsby. “Tim mostrou o filme a ela, que se apaixonou”, disse Larry Karaszewski, um dos produtores e escritores de Big Eye. Enquanto o enredo da película equilibra-se entre uma sátira e um arquétipo da “imagem das mulheres”, as músicas de Lana estão em perfeita sintonia com o tom mais dramático e as inclinações feministas da história. “Mulheres em particular parecem entender o filme e Lana realmente o entendeu”, continuou Karaszewski. “É sobre uma mulher que não consegue achar sua voz”, explica, “e quando a faixa-título – que diz no refrão “olhos grandes, mentiras grandes” – toca em um momento crítico, o filme torna-se praticamente um musical. A canção de Lana expressa o que Margaret está sentindo tão perfeitamente que é como um monólogo de seus pensamentos”. “Big Eyes” não estava originalmente programada para tocar no meio da história. Lana e seu parceiro na composição, Daniel Heath, pensaram na faixa para tocar nos créditos finais, mas a melodia é muito triste e a intenção era concluir o filme com um tom mais otimista. Então foi decidido que a música encaixava-se perfeitamente em um momento que Karaszewski descreve como “um número central” quase sem diálogos. Uma melodia instrumental começa quando a protagonista vê sua pintura ser vendida em um supermercado; uma batida mais forte e os vocais entram quando ela retorna para casa determinada a desenvolver um novo estilo de pintura; os vocais somem novamente quando seu marido, interpretado por Christoph Waltz, confronta sua esposa. Para não deixar Tim Burton na mão depois das mudanças de planos em relação a “Big Eyes”, Lana uniu-se a Rick Nowels e, juntos, escreveram “I Can Fly” para os créditos finais. Com uma letra que diz “Eu tinha um sonho de que eu estava bem/Eu não estava louca, eu estava divina”, a música é o mais próximo de um tom “melancólico-feliz” que a cantora consegue chegar para celebrar a fuga da personagem Margaret de uma jaula pré-feminista. Uma das obras terá um empurrãozinho para concorrer ao Oscar, mas ainda não se sabe qual será. Apesar de “I Can Fly” parecer ter um apelo maior para as rádios, é mais provável que o estúdio escolha “Big Eyes” para enfrentar alguns concorrentes de peso, como Coldplay e Common, e conquistar uma vaga entre os indicados na categoria de Melhor Canção Original em 2015.