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O conto de fadas de Anavitória

Duo de Tocantins lanca primeiro album, homonimo, e conquista com seu pop romantico

por Rebecca Silva em 30/09/2016

Pare e pense nos sonhos que tinha quando ainda estava na escola. Quantos deles você dividia com seus amigos mais próximos? Quantos deles deram certo? Os de Ana Caetano e Vitória Falcão se realizaram. Como em um roteiro de filme adolescente da sessão da tarde, as meninas decidiram se arriscar e enviaram um vídeo interpretando uma música de Tiago Iorc para o próprio. O cantor não só viu o material, como resolveu produzir o EP das meninas. Em pouco tempo, elas viraram uma dupla, largaram a faculdade, vieram para São Paulo, assinaram com a gravadora Universal Music e agora estão lançando seu primeiro álbum, ANAVITÓRIA. A Billboard Brasil conversou com a dupla sobre o início da carreira e suas inspirações.

O repertório autoral – dez das 11 faixas do álbum foram escritas por Ana – fala, basicamente, sobre amor e os desafios e fases de todo relacionamento. Algumas músicas já eram conhecidas pelo público que acompanha a dupla, já que fizeram parte do EP anterior. “Em alguns casos, me inspirei em coisas que estava vivendo. Em outros, me propus a me imaginar em uma determinada situação. Foi a primeira vez que compus dessa forma. Uma das músicas é ‘Agora Eu Quero Ir’. Mandamos todas para o Tiago [Iorc] e ele nos ajudou a encontrar a coesão. As faixas conversam entre si”, disse Ana, responsável pelas composições da dupla.

Quando perguntada sobre as referências musicais usadas para chegar ao “Pop Rural”, como as meninas gostam de definir o próprio som, Ana não pensa duas vezes antes de citar o nome de Mallu Magalhães. “Mas ouvimos de tudo. Somos muito abertas. Rock, sertanejo, pop. Todo tipo de som foi referência pra nós”, disse a compositora. Para Vitória, a resposta demorou mais a sair. “Não consigo dar nome aos bois. Tudo me inspira, tudo que é arte. A Ana é uma grande inspiração, o Tiago também”, responde a garota. Tiago, inclusive, faz parceria com as meninas na faixa “Trevo (Tu)”, além de ter atuado como produtor do disco.

Talvez essa inspiração recíproca explique a sintonia da dupla, marcada no nome. Nascidas no estado do Tocantins, elas foram para São Paulo para se dedicar à carreira musical, mas não quiseram perder as referências de música de raiz que trouxeram da terra natal. “Felipe Simas, nosso produtor executivo, sugeriu que o nosso estilo fosse chamado de ‘Pop Rural’ porque, afinal, para tudo se precisa de um nome. Gerou curiosidade e abraçamos porque achamos que define muito nosso som. Ele é pop, mas não perde os traços da nossa raiz de interior.”

E elas nos apresentam o seu “Pop Rural” com vozes doces, letras românticas e simples, mas marcantes, daquelas que você se pega cantando sozinho. E parece ter dado certo. O disco foi fruto de financiamento coletivo que acabou arrecadando mais do que o pedido (a meta era R$ 48 mil e foi arrecadado mais de R$ 61 mil). “A internet é muito democrática. Se você faz um trabalho legal, as pessoas ouvem, independentemente de onde você seja”, diz Vitória.

Agora, as duas estão viajando pelo país em turnê para divulgar o álbum. Sobre a sensação de subir no palco e apresentar as músicas, elas se animam ao responder. “É a coisa mais linda do mundo!”, garante Vitória.

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2
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3
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4
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Maiara & Maraisa
5
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O repertório autoral – dez das 11 faixas do álbum foram escritas por Ana – fala, basicamente, sobre amor e os desafios e fases de todo relacionamento. Algumas músicas já eram conhecidas pelo público que acompanha a dupla, já que fizeram parte do EP anterior. “Em alguns casos, me inspirei em coisas que estava vivendo. Em outros, me propus a me imaginar em uma determinada situação. Foi a primeira vez que compus dessa forma. Uma das músicas é ‘Agora Eu Quero Ir’. Mandamos todas para o Tiago [Iorc] e ele nos ajudou a encontrar a coesão. As faixas conversam entre si”, disse Ana, responsável pelas composições da dupla.

Quando perguntada sobre as referências musicais usadas para chegar ao “Pop Rural”, como as meninas gostam de definir o próprio som, Ana não pensa duas vezes antes de citar o nome de Mallu Magalhães. “Mas ouvimos de tudo. Somos muito abertas. Rock, sertanejo, pop. Todo tipo de som foi referência pra nós”, disse a compositora. Para Vitória, a resposta demorou mais a sair. “Não consigo dar nome aos bois. Tudo me inspira, tudo que é arte. A Ana é uma grande inspiração, o Tiago também”, responde a garota. Tiago, inclusive, faz parceria com as meninas na faixa “Trevo (Tu)”, além de ter atuado como produtor do disco.

Talvez essa inspiração recíproca explique a sintonia da dupla, marcada no nome. Nascidas no estado do Tocantins, elas foram para São Paulo para se dedicar à carreira musical, mas não quiseram perder as referências de música de raiz que trouxeram da terra natal. “Felipe Simas, nosso produtor executivo, sugeriu que o nosso estilo fosse chamado de ‘Pop Rural’ porque, afinal, para tudo se precisa de um nome. Gerou curiosidade e abraçamos porque achamos que define muito nosso som. Ele é pop, mas não perde os traços da nossa raiz de interior.”

E elas nos apresentam o seu “Pop Rural” com vozes doces, letras românticas e simples, mas marcantes, daquelas que você se pega cantando sozinho. E parece ter dado certo. O disco foi fruto de financiamento coletivo que acabou arrecadando mais do que o pedido (a meta era R$ 48 mil e foi arrecadado mais de R$ 61 mil). “A internet é muito democrática. Se você faz um trabalho legal, as pessoas ouvem, independentemente de onde você seja”, diz Vitória.

Agora, as duas estão viajando pelo país em turnê para divulgar o álbum. Sobre a sensação de subir no palco e apresentar as músicas, elas se animam ao responder. “É a coisa mais linda do mundo!”, garante Vitória.