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O k-pop à prova de balas do BTS

À frente da "dominação mundial" da neo-Hallyu, o grupo cativa legiões para seu exército de fãs e quebra paradigmas dentro e fora da Coreia do Sul

A palavra “super” se tornou adjetivo fixo para o grupo de sete meninos desde a sua estreia em 2013 pela agência Big Hit Entertainment. Os poucos meses que sucederam o lançamento de “No More Dream” – sua primeira canção da carreira – foram adornados com troféus em inúmeras premiações importantes da Ásia e destaque entre o saturado mercado fonográfico Pop sul-coreano.

K-POP: AFINAL, COMO ELE SE TORNOU TÃO GRANDE?

O Bangtan Boys (BTS) – que pode ser traduzido como ‘Garotos à prova de balas’ – fez jus ao nome, criando um escudo contra o potencialmente nocivo ambiente que permeia o cenário do k-pop. Enquanto o BTS mostra uma evolução humana, paralela a artística – pedindo desculpas públicas para conteúdo misógino nas letras mais antigas, por exemplo –, o mundo vira a atenção para alguns dos seus mais recentes feitos, ao alcançar a posição de 26º lugar na Billboard americana (inédita para um grupo de k-pop) e quebrar recorde de visualizações do YouTube em 24h com o lançamento do clipe da mais recente música de trabalho, “Blood, Sweat & Tears”.

OS 20 GRUPOS DE K-POP QUE MAIS BOMBAM NO FACEBOOK

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“Ter chegado bem perto deste alvo que foi ganhar prêmio de novato após nos esforçarmos tanto, e chegar até lá fora também me faz querer retribuir aos fãs de alguma forma.” – Park Jimin, BTS

Durante o período da chamada Trilogia Escolar, que marcou o primeiro ano e meio de trabalho do grupo, o Bangtan teve duas passagens pelo Brasil, ambas memoráveis em diversos aspectos. A euforia dos A.R.M.Ys brasileiros (nomenclatura do fã-clube oficial do grupo, que pode ser traduzida para ‘exército’, do inglês), em 2014, levou 1.500 fãs ao Via Marquês (SP), para o fanmeeting “O!RWL8” (abreviação para ‘oh, estamos atrasados?’); o encontro era uma forma de retribuir o apoio incondicional dos fãs internacionais, ao mesmo tempo em que o Bangtan se preparava para retornar com seu primeiro álbum completo, Dark & Wild. Já em 2015, Rap Monster, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e JungKook voltaram ao país para outro feito inédito: seis mil fãs lotaram o Espaço das Américas (SP) para o show que fazia parte da turnê The Red Bullet: Episode II.

OS 20 CLIPES DE K-POP MAIS POPULARES NO YOUTUBE

Jin, parte da linha vocal do grupo, confidenciou ao SarangInGayo, ainda em 2014, a vontade de trabalhar lado a lado com o trio de rappers do BTS, na composição musical: “Eu escrevi a minha parte da faixa-título do Dark & Wild, mas a minha música autoral foi cortada do álbum. Espero que na próxima vez minhas criações entrem. Ficarei muito feliz com isso”. Dois anos de trabalho após a entrevista, não só a canção de Jin entrou para a tracklist, como cada integrante do Bangtan ganhou um holofote para uma música solo (escrita e co-produzida pelos próprios idols) entre as 15 faixas de Wings – nome do segundo álbum completo da carreira do BTS, lançado ao fim de 2016.

bts wings 2Foto promocional par ao álbum “Wings”. Foto: Divulgação (Big Hit Entertainment)

O esforço coletivo de Jin, Jimin, JungKook, V, Suga e J-Hope é bem amarrado pela liderança de Rap Monster. Durante a entrevista de 2014, Kim NamJoon (nome verdadeiro do “monstro do Rap”) foi categórico ao garantir que suas habilidades como compositor e produtor musical seriam focadas apenas para o BTS: “Por enquanto vou deixar apenas para o nosso time, porque o Bangtan sempre vai vir em primeiro”. Os anos de dedicação dos sete idols foram, mais uma vez, recompensados: as recentes premiações musicais – que enaltecem os principais nomes do entretenimento sul-coreano – foram vitrine para apresentações épicas, além de conceder ao Bangtan títulos de Álbum do Ano e Artista do Ano (entre muitos outros) em premiações como Seoul Music Awards, Melon Music Awards e o MAMA (o VMA asiático).

bts mama 2016BTS (esq. para dir. Suga, Jin, Rap Monster, JungKook, V, Jimin e J-Hope) no backstage do MAMA 2016, com o troféu de Artista do Ano. Foto: Reprodução (Big Hit Entertainment)

Prestes a quebrar o próprio recorde com número de audiência em solo brasileiro para um show de k-pop, o BTS esgotou, em duas horas, 14 mil ingressos para os dois shows que estão previstos para acontecer em 19 e 20 de março, no Citibank Hall (SP). Antes mesmo da explosão do grupo aqui no país, a paixão do público brasileiro foi devidamente respondida pelo Bangtan em uníssono: “Nunca conhecemos nenhum lugar como o Brasil”.

Assista abaixo ao trailer conceitual da nova turnê 2017, BTS LIVE TRILOGY EPISODE III: THE WINGS TOUR:

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O Especial K-Pop é uma parceria entre a Billboard Brasil e o site especializado em cultura sul-coreana SarangInGayo.

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O k-pop à prova de balas do BTS

À frente da "dominação mundial" da neo-Hallyu, o grupo cativa legiões para seu exército de fãs e quebra paradigmas dentro e fora da Coreia do Sul

por Érica Imenes, com tradução de Hena Cho em 26/01/2017

A palavra “super” se tornou adjetivo fixo para o grupo de sete meninos desde a sua estreia em 2013 pela agência Big Hit Entertainment. Os poucos meses que sucederam o lançamento de “No More Dream” – sua primeira canção da carreira – foram adornados com troféus em inúmeras premiações importantes da Ásia e destaque entre o saturado mercado fonográfico Pop sul-coreano.

K-POP: AFINAL, COMO ELE SE TORNOU TÃO GRANDE?

O Bangtan Boys (BTS) – que pode ser traduzido como ‘Garotos à prova de balas’ – fez jus ao nome, criando um escudo contra o potencialmente nocivo ambiente que permeia o cenário do k-pop. Enquanto o BTS mostra uma evolução humana, paralela a artística – pedindo desculpas públicas para conteúdo misógino nas letras mais antigas, por exemplo –, o mundo vira a atenção para alguns dos seus mais recentes feitos, ao alcançar a posição de 26º lugar na Billboard americana (inédita para um grupo de k-pop) e quebrar recorde de visualizações do YouTube em 24h com o lançamento do clipe da mais recente música de trabalho, “Blood, Sweat & Tears”.

OS 20 GRUPOS DE K-POP QUE MAIS BOMBAM NO FACEBOOK

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“Ter chegado bem perto deste alvo que foi ganhar prêmio de novato após nos esforçarmos tanto, e chegar até lá fora também me faz querer retribuir aos fãs de alguma forma.” – Park Jimin, BTS

Durante o período da chamada Trilogia Escolar, que marcou o primeiro ano e meio de trabalho do grupo, o Bangtan teve duas passagens pelo Brasil, ambas memoráveis em diversos aspectos. A euforia dos A.R.M.Ys brasileiros (nomenclatura do fã-clube oficial do grupo, que pode ser traduzida para ‘exército’, do inglês), em 2014, levou 1.500 fãs ao Via Marquês (SP), para o fanmeeting “O!RWL8” (abreviação para ‘oh, estamos atrasados?’); o encontro era uma forma de retribuir o apoio incondicional dos fãs internacionais, ao mesmo tempo em que o Bangtan se preparava para retornar com seu primeiro álbum completo, Dark & Wild. Já em 2015, Rap Monster, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e JungKook voltaram ao país para outro feito inédito: seis mil fãs lotaram o Espaço das Américas (SP) para o show que fazia parte da turnê The Red Bullet: Episode II.

OS 20 CLIPES DE K-POP MAIS POPULARES NO YOUTUBE

Jin, parte da linha vocal do grupo, confidenciou ao SarangInGayo, ainda em 2014, a vontade de trabalhar lado a lado com o trio de rappers do BTS, na composição musical: “Eu escrevi a minha parte da faixa-título do Dark & Wild, mas a minha música autoral foi cortada do álbum. Espero que na próxima vez minhas criações entrem. Ficarei muito feliz com isso”. Dois anos de trabalho após a entrevista, não só a canção de Jin entrou para a tracklist, como cada integrante do Bangtan ganhou um holofote para uma música solo (escrita e co-produzida pelos próprios idols) entre as 15 faixas de Wings – nome do segundo álbum completo da carreira do BTS, lançado ao fim de 2016.

bts wings 2Foto promocional par ao álbum “Wings”. Foto: Divulgação (Big Hit Entertainment)

O esforço coletivo de Jin, Jimin, JungKook, V, Suga e J-Hope é bem amarrado pela liderança de Rap Monster. Durante a entrevista de 2014, Kim NamJoon (nome verdadeiro do “monstro do Rap”) foi categórico ao garantir que suas habilidades como compositor e produtor musical seriam focadas apenas para o BTS: “Por enquanto vou deixar apenas para o nosso time, porque o Bangtan sempre vai vir em primeiro”. Os anos de dedicação dos sete idols foram, mais uma vez, recompensados: as recentes premiações musicais – que enaltecem os principais nomes do entretenimento sul-coreano – foram vitrine para apresentações épicas, além de conceder ao Bangtan títulos de Álbum do Ano e Artista do Ano (entre muitos outros) em premiações como Seoul Music Awards, Melon Music Awards e o MAMA (o VMA asiático).

bts mama 2016BTS (esq. para dir. Suga, Jin, Rap Monster, JungKook, V, Jimin e J-Hope) no backstage do MAMA 2016, com o troféu de Artista do Ano. Foto: Reprodução (Big Hit Entertainment)

Prestes a quebrar o próprio recorde com número de audiência em solo brasileiro para um show de k-pop, o BTS esgotou, em duas horas, 14 mil ingressos para os dois shows que estão previstos para acontecer em 19 e 20 de março, no Citibank Hall (SP). Antes mesmo da explosão do grupo aqui no país, a paixão do público brasileiro foi devidamente respondida pelo Bangtan em uníssono: “Nunca conhecemos nenhum lugar como o Brasil”.

Assista abaixo ao trailer conceitual da nova turnê 2017, BTS LIVE TRILOGY EPISODE III: THE WINGS TOUR:

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O Especial K-Pop é uma parceria entre a Billboard Brasil e o site especializado em cultura sul-coreana SarangInGayo.