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“O pessoal vai se chocar novamente”, diz Mel Azul sobre próximos singles

por em 13/05/2015
Por Bruna Gonçalves Serur

 

A banda Mel Azul, de São Paulo, surgiu em 2008 como um trio formado por Antonio Carvalho, Antonio Paoliello e Gustavo Prandini – também conhecidos como Dedo Sujo, MC Moleke e MC D La Veiga, seus nomes artísticos. Com uma nova formação, depois da entrada de André Bruni nos teclados e Andres Tobal – Prodígio e Dr. Herman, respectivamente – nos sintetizadores,  criaram o segundo disco, Bonde Do Esgoto. Antes disso, no entanto, o EP e primeiro disco da banda, Luz Além, resultou em duas turnês: uma pelo Brasil, com 17 shows, passando pelo litoral paulistano, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiânia e Brasília, e outra pela Bolívia – que rendeu no Hecho A Mano, documentário que retrata a cena musical independente boliviana e as possibilidades de intercâmbio cultural entre os países.

As principais referências do grupo são, principalmente, o rock psicodélico, jazz, funk, soul music e música eletrônica experimental. De Pink Floyd, Dr. John, Miles Davis, George Clinton, Parliament, Funkadelic, Beastie Boys, Medeski Martin & Wood a Titãs, Rita Lee, Secos & Molhados. Ou seja, o “rock foda”, como definido por eles mesmos. Não os conhece? "Caóticos como um trem paulistano na hora do rush" – como eles mesmos se definem –, além de excelentes instrumentistas, representam a essência da cidade de São Paulo.

Dr. Herman, Dedo Sujo, D La Veiga, MC Moleke e Prodígio. Como surgiram os nomes artísticos de vocês?

Os alteregos foram criados na segunda fase da banda, junto com o lançamento do nosso disco mais recente, Bonde Do Esgoto. Nele, criamos um universo particular onde os personagens têm um papel fundamental na condução de toda a história. As letras das músicas misturam realidade com fantasia e os personagens sustentam toda essa “loucura” que é o Bonde Do Esgoto. Na verdade, tudo se trata de uma alegoria. Nossa intenção é criar uma paródia paranoide do que vemos na produção musical mainstream, os artistas que atingem as massas.

Vocês já fizeram shows na Bolívia. Como foram recebidos? E como aconteceu o contato?

Nossa experiência na Bolívia foi incrível. Fomos muito bem recebidos e surpreendentemente tratados pelo público como celebridades. A convite de um selo de Santa Cruz de La Sierra, chamado Alta Voz, tocamos em um festival de música independente, porém bastante expressivo para a cidade. Tocamos com o Track, uma banda que para eles é como se fosse o Titãs para nós. Então era um evento em praça pública com aproximadamente duas mil pessoas. Foi muito louco, porque a galera nos recebeu como uma atração internacional de peso e o público gostou bastante do nosso show. Após o concerto, formou uma fila enorme de gente e ficamos 1 hora tirando fotos e autografando CDs, vendemos todos os que levamos. Dois anos depois voltamos para tocar no mesmo festival e havia fãs que fizemos em nossa primeira passagem por lá. Em 2011 iniciamos uma parceria com o selo e articulamos uma turnê de um grupo boliviano, o Animal De Ciudad. Além do Mel Azul, temos um estúdio de gravação chamado Freak, por isso nos envolvemos bastante na cena independente. Gravamos e produzimos discos de outras bandas, fazemos produção de eventos com foco na música ao vivo autoral e articulamos turnês de artistas de outros estados e internacionais.

[caption id="attachment_32434" align="aligncenter" width="960"]O quinteto na Bolívia, em outubro de 2014. O quinteto na Bolívia, em outubro de 2014.[/caption]

 

Quais são os próximos passos da Mel Azul?

Acabamos de lançar um clipe bem legal da música "Dr. Herman". Foi bastante árduo todo o processo até concretizarmos a ideia do clipe, mas graças à Produtora Irmãos Guerra conseguimos executar a proeza de filmar em um hospital psiquiátrico abandonado, o famoso Juquery, que fica em Franco da Rocha. O hospital serviu de locação para o filme O Bicho De Sete Cabeças e ficamos muito orgulhosos de termos filmado lá também. Agora estamos gravando dois singles que pretendemos lançar dentro de três meses. O pessoal vai se chocar novamente, porque estamos desenvolvendo algo novo, diferente do segundo disco. Mas estamos descobrindo que é isso que nos move, criar sempre algo novo, mas sempre com a nossa linguagem.

https://www.youtube.com/watch?v=Sh8dCkZ-H5s 3 NOTAS - MARCIA CASTRO 3 NOTAS - MEL AZUL 3 NOTAS - MARISE MARRA
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“O pessoal vai se chocar novamente”, diz Mel Azul sobre próximos singles

por em 13/05/2015
Por Bruna Gonçalves Serur

 

A banda Mel Azul, de São Paulo, surgiu em 2008 como um trio formado por Antonio Carvalho, Antonio Paoliello e Gustavo Prandini – também conhecidos como Dedo Sujo, MC Moleke e MC D La Veiga, seus nomes artísticos. Com uma nova formação, depois da entrada de André Bruni nos teclados e Andres Tobal – Prodígio e Dr. Herman, respectivamente – nos sintetizadores,  criaram o segundo disco, Bonde Do Esgoto. Antes disso, no entanto, o EP e primeiro disco da banda, Luz Além, resultou em duas turnês: uma pelo Brasil, com 17 shows, passando pelo litoral paulistano, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiânia e Brasília, e outra pela Bolívia – que rendeu no Hecho A Mano, documentário que retrata a cena musical independente boliviana e as possibilidades de intercâmbio cultural entre os países.

As principais referências do grupo são, principalmente, o rock psicodélico, jazz, funk, soul music e música eletrônica experimental. De Pink Floyd, Dr. John, Miles Davis, George Clinton, Parliament, Funkadelic, Beastie Boys, Medeski Martin & Wood a Titãs, Rita Lee, Secos & Molhados. Ou seja, o “rock foda”, como definido por eles mesmos. Não os conhece? "Caóticos como um trem paulistano na hora do rush" – como eles mesmos se definem –, além de excelentes instrumentistas, representam a essência da cidade de São Paulo.

Dr. Herman, Dedo Sujo, D La Veiga, MC Moleke e Prodígio. Como surgiram os nomes artísticos de vocês?

Os alteregos foram criados na segunda fase da banda, junto com o lançamento do nosso disco mais recente, Bonde Do Esgoto. Nele, criamos um universo particular onde os personagens têm um papel fundamental na condução de toda a história. As letras das músicas misturam realidade com fantasia e os personagens sustentam toda essa “loucura” que é o Bonde Do Esgoto. Na verdade, tudo se trata de uma alegoria. Nossa intenção é criar uma paródia paranoide do que vemos na produção musical mainstream, os artistas que atingem as massas.

Vocês já fizeram shows na Bolívia. Como foram recebidos? E como aconteceu o contato?

Nossa experiência na Bolívia foi incrível. Fomos muito bem recebidos e surpreendentemente tratados pelo público como celebridades. A convite de um selo de Santa Cruz de La Sierra, chamado Alta Voz, tocamos em um festival de música independente, porém bastante expressivo para a cidade. Tocamos com o Track, uma banda que para eles é como se fosse o Titãs para nós. Então era um evento em praça pública com aproximadamente duas mil pessoas. Foi muito louco, porque a galera nos recebeu como uma atração internacional de peso e o público gostou bastante do nosso show. Após o concerto, formou uma fila enorme de gente e ficamos 1 hora tirando fotos e autografando CDs, vendemos todos os que levamos. Dois anos depois voltamos para tocar no mesmo festival e havia fãs que fizemos em nossa primeira passagem por lá. Em 2011 iniciamos uma parceria com o selo e articulamos uma turnê de um grupo boliviano, o Animal De Ciudad. Além do Mel Azul, temos um estúdio de gravação chamado Freak, por isso nos envolvemos bastante na cena independente. Gravamos e produzimos discos de outras bandas, fazemos produção de eventos com foco na música ao vivo autoral e articulamos turnês de artistas de outros estados e internacionais.

[caption id="attachment_32434" align="aligncenter" width="960"]O quinteto na Bolívia, em outubro de 2014. O quinteto na Bolívia, em outubro de 2014.[/caption]

 

Quais são os próximos passos da Mel Azul?

Acabamos de lançar um clipe bem legal da música "Dr. Herman". Foi bastante árduo todo o processo até concretizarmos a ideia do clipe, mas graças à Produtora Irmãos Guerra conseguimos executar a proeza de filmar em um hospital psiquiátrico abandonado, o famoso Juquery, que fica em Franco da Rocha. O hospital serviu de locação para o filme O Bicho De Sete Cabeças e ficamos muito orgulhosos de termos filmado lá também. Agora estamos gravando dois singles que pretendemos lançar dentro de três meses. O pessoal vai se chocar novamente, porque estamos desenvolvendo algo novo, diferente do segundo disco. Mas estamos descobrindo que é isso que nos move, criar sempre algo novo, mas sempre com a nossa linguagem.

https://www.youtube.com/watch?v=Sh8dCkZ-H5s 3 NOTAS - MARCIA CASTRO 3 NOTAS - MEL AZUL 3 NOTAS - MARISE MARRA