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O polivalente Luiz Carlos Miele

por em 14/10/2015
P
or Marcos Lauro
Morreu na manha desta terça-feira o produtor Luiz Carlos D’Ugo Miele, aos 77 anos, no Rio de Janeiro. Ativo no entretenimento brasileiro desde a década de 1950, Miele trabalhou com dezenas de artistas nacionais do mais alto quilate: acompanhou o nascimento da bossa nova, da pilantragem de Wilson Simonal e Carlos Imperial, produziu Elis Regina no auge da sua carreira e viveu todo o avanço tecnológico da TV nesses últimos anos. Veja um resumo da trajetória de Miele: Rádio Foi o início da carreira de Miele, em 1950. A mãe, Regina Macedo, era atriz e foi a responsável por levá-lo aos estúdios – os primeiros programas eram apresentados pelos dois. Depois, já como locutor, trabalhou na Excelsior, Tupi e Nacional. TV A TV apareceu na vida de Miele ainda no final da década de 1959, quando se mudou para o Rio de Janeiro e conheceu Ronaldo Bôscoli. Sempre na produção e na direção dos programas musicais, ou seja, nos bastidores, Miele foi para a frente das câmeras em 1976, quando assumiu a apresentação do programa A Praça Da Alegria (embrião d’A Praça É Nossa), na TV Globo. Fez também a direção d’O Fino Da Bossa, programa apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Com Wilson Simonal, formatou o Show Em Simonal, programa que trazia uma das grandes vozes da música brasileira na sua melhor forma. Sua última aparição na telinha foi em setembro deste ano, quando atuou no seriado Tomara Que Caia, da TV Globo. Em 2014, Miele participou da Dança Dos Famosos, quadro do programa do Faustão, e precisou sair por conta de problemas de saúde. Também em 2014, ele atuou no seriado A Teia. Música Produziu shows de mais de uma dezena de artistas brasileiros: Roberto Carlos, Elis Regina, Sérgio Mendes, Milton Nascimento, Marcos Valle, Alcione, Agnaldo Timóteo, Angela Maria, Lucinha Lins, Regina Duarte e Dzi Croquettes – não cabem todos aqui. 13 SONS COM MIELE O encontro entre Wilson Simonal e a cantora de jazz norte-americana Sarah Vaughan, na TV Tupi, também foi produzido pelo Miele. A imagem era rara até surgir nas pesquisas para o documentário Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei, lançado em 2009. https://www.youtube.com/watch?v=e26zpGgtXO0 MIele também atuou em musicais (O Mágico de Oz foi o mais recente) e lançou trabalhos como cantor e como humorista – eram comuns os discos falados, com piadas e histórias, entre os anos 1970 e 1980. Ele ainda se apresentava em bares e seu show era nesse formato: música (standards do jazz, MPB e bossa nova) e “causos”. Afinal, Miele viu um pouco de tudo que aconteceu no entretenimento brasileiro de perto – se não participou ativamente, era amigo de quem estava realizando. E entendia de jazz como poucos.
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O polivalente Luiz Carlos Miele

por em 14/10/2015
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or Marcos Lauro
Morreu na manha desta terça-feira o produtor Luiz Carlos D’Ugo Miele, aos 77 anos, no Rio de Janeiro. Ativo no entretenimento brasileiro desde a década de 1950, Miele trabalhou com dezenas de artistas nacionais do mais alto quilate: acompanhou o nascimento da bossa nova, da pilantragem de Wilson Simonal e Carlos Imperial, produziu Elis Regina no auge da sua carreira e viveu todo o avanço tecnológico da TV nesses últimos anos. Veja um resumo da trajetória de Miele: Rádio Foi o início da carreira de Miele, em 1950. A mãe, Regina Macedo, era atriz e foi a responsável por levá-lo aos estúdios – os primeiros programas eram apresentados pelos dois. Depois, já como locutor, trabalhou na Excelsior, Tupi e Nacional. TV A TV apareceu na vida de Miele ainda no final da década de 1959, quando se mudou para o Rio de Janeiro e conheceu Ronaldo Bôscoli. Sempre na produção e na direção dos programas musicais, ou seja, nos bastidores, Miele foi para a frente das câmeras em 1976, quando assumiu a apresentação do programa A Praça Da Alegria (embrião d’A Praça É Nossa), na TV Globo. Fez também a direção d’O Fino Da Bossa, programa apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Com Wilson Simonal, formatou o Show Em Simonal, programa que trazia uma das grandes vozes da música brasileira na sua melhor forma. Sua última aparição na telinha foi em setembro deste ano, quando atuou no seriado Tomara Que Caia, da TV Globo. Em 2014, Miele participou da Dança Dos Famosos, quadro do programa do Faustão, e precisou sair por conta de problemas de saúde. Também em 2014, ele atuou no seriado A Teia. Música Produziu shows de mais de uma dezena de artistas brasileiros: Roberto Carlos, Elis Regina, Sérgio Mendes, Milton Nascimento, Marcos Valle, Alcione, Agnaldo Timóteo, Angela Maria, Lucinha Lins, Regina Duarte e Dzi Croquettes – não cabem todos aqui. 13 SONS COM MIELE O encontro entre Wilson Simonal e a cantora de jazz norte-americana Sarah Vaughan, na TV Tupi, também foi produzido pelo Miele. A imagem era rara até surgir nas pesquisas para o documentário Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei, lançado em 2009. https://www.youtube.com/watch?v=e26zpGgtXO0 MIele também atuou em musicais (O Mágico de Oz foi o mais recente) e lançou trabalhos como cantor e como humorista – eram comuns os discos falados, com piadas e histórias, entre os anos 1970 e 1980. Ele ainda se apresentava em bares e seu show era nesse formato: música (standards do jazz, MPB e bossa nova) e “causos”. Afinal, Miele viu um pouco de tudo que aconteceu no entretenimento brasileiro de perto – se não participou ativamente, era amigo de quem estava realizando. E entendia de jazz como poucos.