NOTÍCIAS

Os 10 artistas do pop nacional que merecem mais uma chance

Felipe Dylon, Vanessa Rangel e Vinny estão na lista

por Marcos Lauro em 10/08/2016

O cantor Felipe Dylon está prestes a lançar um novo trabalho depois de 10 anos. O primeiro single, "Ligação Astral", já entrega um cantor mais maduro do que o rapaz de "Musa Do Verão".

Além de Dylon, outros artistas que estouraram e hoje mal aparecem na mídia merecem mais uma chance para mostrar o seu real valor e aparecer novamente no topo das paradas. Listamos 10 na galeria abaixo:

Vinny
Depois de Vinny, o nome Heloísa nunca mais foi dito sem o sobrenome Mexe a Cadeira. “Heloísa, Mexe A Cadeira” foi seu hit de 1997, que o colocou na MTV e nas rádios de todo o país. Vieram outros hits, mas sem a mesma grandeza de “Heloísa...”. Depois, sua carreira foi para o rock, eletrônico, lançou acústico e Vinny sumiu. Em 2009, o cantor se formou em Filosofia e precisamos saber como será a junção desse conhecimento aprofundado na essência humana com a música pop.

Reprodução

Fernanda Porto
A cantora foi a grande voz do movimento drum ‘n’ bossa, que estourou no fim da década de 1990 com sua mistura de drum ‘n’ bass com MPB e bossa nova. “Sambassim” e “Só Tinha De Ser Com Você’ (versão pra música de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, famosa na voz de Elis Regina) são bons exemplos dessa junção, que ganhou as pistas no Brasil e também na Europa – Londres, até hoje, é o grande centro do drum ‘n’ bass mundial. Fernanda Porto também é responsável por trilhas sonoras de filmes nacionais e tem um trabalho autoral que merece uma segunda oportunidade.

Reprodução

Maurício Manieri
Esse é um caso clássico de injustiça no pop. Por algum motivo, Maurício Manieri foi vendido para o grande público como um cantor romântico, que beirava o brega. Essa fama pegou e pouca gente soube reconhecer que o talento de Manieri podia durar mais do que dois ou três hits. “Bem Querer”, talvez o grande sucesso do cantor, é soul music na veia, com um arranjo bem minimalista para valorizar a letra e os ótimos vocais. Exagero ou não, lembra Simply Red.

Reprodução

LS Jack
A trajetória da banda foi abalada por uma tragédia pessoal. O vocalista Marcus Menna teve uma reação alérgica no pós-operatório de uma lipoaspiração e ficou em coma e com sequelas motoras. Isso foi em 2004 e a banda retornou aos palcos com Menna somente em 2010. Antes dessa pausa forçada de seis anos, o LS Jack lotou as rádios com melodias pop e ótimas canções que combinam perfeitamente com os dias atuais.

Reprodução

Sampa Crew
Que atire a primeira pedra o ser humano que cresceu nos anos 1990 e nunca cantarolou “Mesmo Assim”. É o maior hit do Sampa Crew, lançado em 1994. E se você pensa que a banda não existe mais, se engana: a atual agenda de shows do grupo chega a ter duas apresentações no mesmo dia, de tão concorrida. Só falta mesmo mais um hit, já que o charm, principal gênero musical dos sons do Sampa Crew, ganhou fôlego nas paradas – até caras como Justin Timberlake gravaram o estilo ultimamente.

Reprodução

Tantra
O Tantra é um grande exemplo da geração MTV: bandas que fizeram sucesso no vídeo, mas que não conseguiram dar continuidade em suas carreiras. O grupo já nasceu num ambiente de estrondoso sucesso, afinal pelo menos dois dos seus integrantes faziam parte da banda de apoio da Legião Urbana. Em 1996, lançaram seu primeiro disco, com dois hits: “Corvos Sobre O Campo” e “Tropicália”, cover da composição de Caetano Veloso que dá nome a um dos mais importantes movimentos culturais brasileiros. Depois do primeiro CD, os integrantes foram tocar seus projetos e a banda chegou a se reunir novamente para uma turnê em 2000.

Reprodução

O Surto
“Eu tava aliiiiiiiiiiii...”. Se você ouviu rádio ou viu TV em 2001, se deparou com essa frase abrindo o hit “A Cera”. No mesmo ano, a banda tocou no Rock in Rio III. Produzida por Rick Bonadio, o grupo implodiu em 2004 depois de diversas trocas de integrantes e não conseguiu mais alcançar o sucesso de “A Cera”. O som era rock ‘n’ roll, à lá Charlie Brown Jr. (inclusive nas temáticas). Talvez Chorão e sua turma tenham eclipsado a banda, que pode voltar e mostrar o que o rock cearense tem a oferecer.

Reprodução

Felipe Dylon
Aos 15 anos, Felipe Dylon começou sua disparada rumo ao topo! Em três anos, lançou dois discos de estúdio e um DVD e perpetuou alguns hits por onde tocou. Ao fazer 18 anos, aquele drama que acomete os artistas que chegam à vida adulta nos palcos: fazer ou não um som mais adulto? Dylon optou por arriscar uma sonoridade mais adulta e incluiu o reggae no seu trabalho. A queda na popularidade culminou ou coincidiu com a pausa que deu em sua carreira musical e dedicação total ao cinema e à TV. Agora, o mainstream está pronto para receber um Felipe Dylon adulto e mais experiente.

Reprodução

Patrícia Marx
30 anos de carreira é o suficiente para ver alguém crescendo diante dos seus olhos e ouvidos. Patrícia Marx alcançou essa marca em 2013. Ex-integrante do Trem da Alegria, grupo infantil dos anos 1980, Patrícia foi hit quando criança e também depois de adulta. Enquanto “Certo Ou Errado” representa a fase inicial, pós-Trem, em 1988, “Espelhos D’Água” é o maior sucesso da fase já crescida, de 1995. No disco Trinta, de 2013, a cantora regravou dez faixas da sua carreira e mostrou sua evolução musical.

Reprodução

Vanessa Rangel
O pop pode ser perverso. Imagine você uma cantora novata, que ainda nem lançou seu primeiro disco, ter sua música tocada todos os dias no canal de TV de maior audiência e ainda em horário nobre. E o que acontece depois? Assim que a novela Por Amor, de 1997, acabou, e a música “Palpite” saiu do ar, Vanessa Rangel não conseguiu mais nenhum êxito. Ela chegou a lançar um segundo disco, que não aconteceu. A cantora de voz doce à lá Adriana Calcanhotto tinha tudo para se encaixar na chamada “nova MPB”. Mas, agora, só com uma segunda chance.

Reprodução

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Beber Com Emergência
Jefferson Moraes
4
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Os 10 artistas do pop nacional que merecem mais uma chance

Felipe Dylon, Vanessa Rangel e Vinny estão na lista

por Marcos Lauro em 10/08/2016

O cantor Felipe Dylon está prestes a lançar um novo trabalho depois de 10 anos. O primeiro single, "Ligação Astral", já entrega um cantor mais maduro do que o rapaz de "Musa Do Verão".

Além de Dylon, outros artistas que estouraram e hoje mal aparecem na mídia merecem mais uma chance para mostrar o seu real valor e aparecer novamente no topo das paradas. Listamos 10 na galeria abaixo:

Vinny
Depois de Vinny, o nome Heloísa nunca mais foi dito sem o sobrenome Mexe a Cadeira. “Heloísa, Mexe A Cadeira” foi seu hit de 1997, que o colocou na MTV e nas rádios de todo o país. Vieram outros hits, mas sem a mesma grandeza de “Heloísa...”. Depois, sua carreira foi para o rock, eletrônico, lançou acústico e Vinny sumiu. Em 2009, o cantor se formou em Filosofia e precisamos saber como será a junção desse conhecimento aprofundado na essência humana com a música pop.

Reprodução

Fernanda Porto
A cantora foi a grande voz do movimento drum ‘n’ bossa, que estourou no fim da década de 1990 com sua mistura de drum ‘n’ bass com MPB e bossa nova. “Sambassim” e “Só Tinha De Ser Com Você’ (versão pra música de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, famosa na voz de Elis Regina) são bons exemplos dessa junção, que ganhou as pistas no Brasil e também na Europa – Londres, até hoje, é o grande centro do drum ‘n’ bass mundial. Fernanda Porto também é responsável por trilhas sonoras de filmes nacionais e tem um trabalho autoral que merece uma segunda oportunidade.

Reprodução

Maurício Manieri
Esse é um caso clássico de injustiça no pop. Por algum motivo, Maurício Manieri foi vendido para o grande público como um cantor romântico, que beirava o brega. Essa fama pegou e pouca gente soube reconhecer que o talento de Manieri podia durar mais do que dois ou três hits. “Bem Querer”, talvez o grande sucesso do cantor, é soul music na veia, com um arranjo bem minimalista para valorizar a letra e os ótimos vocais. Exagero ou não, lembra Simply Red.

Reprodução

LS Jack
A trajetória da banda foi abalada por uma tragédia pessoal. O vocalista Marcus Menna teve uma reação alérgica no pós-operatório de uma lipoaspiração e ficou em coma e com sequelas motoras. Isso foi em 2004 e a banda retornou aos palcos com Menna somente em 2010. Antes dessa pausa forçada de seis anos, o LS Jack lotou as rádios com melodias pop e ótimas canções que combinam perfeitamente com os dias atuais.

Reprodução

Sampa Crew
Que atire a primeira pedra o ser humano que cresceu nos anos 1990 e nunca cantarolou “Mesmo Assim”. É o maior hit do Sampa Crew, lançado em 1994. E se você pensa que a banda não existe mais, se engana: a atual agenda de shows do grupo chega a ter duas apresentações no mesmo dia, de tão concorrida. Só falta mesmo mais um hit, já que o charm, principal gênero musical dos sons do Sampa Crew, ganhou fôlego nas paradas – até caras como Justin Timberlake gravaram o estilo ultimamente.

Reprodução

Tantra
O Tantra é um grande exemplo da geração MTV: bandas que fizeram sucesso no vídeo, mas que não conseguiram dar continuidade em suas carreiras. O grupo já nasceu num ambiente de estrondoso sucesso, afinal pelo menos dois dos seus integrantes faziam parte da banda de apoio da Legião Urbana. Em 1996, lançaram seu primeiro disco, com dois hits: “Corvos Sobre O Campo” e “Tropicália”, cover da composição de Caetano Veloso que dá nome a um dos mais importantes movimentos culturais brasileiros. Depois do primeiro CD, os integrantes foram tocar seus projetos e a banda chegou a se reunir novamente para uma turnê em 2000.

Reprodução

O Surto
“Eu tava aliiiiiiiiiiii...”. Se você ouviu rádio ou viu TV em 2001, se deparou com essa frase abrindo o hit “A Cera”. No mesmo ano, a banda tocou no Rock in Rio III. Produzida por Rick Bonadio, o grupo implodiu em 2004 depois de diversas trocas de integrantes e não conseguiu mais alcançar o sucesso de “A Cera”. O som era rock ‘n’ roll, à lá Charlie Brown Jr. (inclusive nas temáticas). Talvez Chorão e sua turma tenham eclipsado a banda, que pode voltar e mostrar o que o rock cearense tem a oferecer.

Reprodução

Felipe Dylon
Aos 15 anos, Felipe Dylon começou sua disparada rumo ao topo! Em três anos, lançou dois discos de estúdio e um DVD e perpetuou alguns hits por onde tocou. Ao fazer 18 anos, aquele drama que acomete os artistas que chegam à vida adulta nos palcos: fazer ou não um som mais adulto? Dylon optou por arriscar uma sonoridade mais adulta e incluiu o reggae no seu trabalho. A queda na popularidade culminou ou coincidiu com a pausa que deu em sua carreira musical e dedicação total ao cinema e à TV. Agora, o mainstream está pronto para receber um Felipe Dylon adulto e mais experiente.

Reprodução

Patrícia Marx
30 anos de carreira é o suficiente para ver alguém crescendo diante dos seus olhos e ouvidos. Patrícia Marx alcançou essa marca em 2013. Ex-integrante do Trem da Alegria, grupo infantil dos anos 1980, Patrícia foi hit quando criança e também depois de adulta. Enquanto “Certo Ou Errado” representa a fase inicial, pós-Trem, em 1988, “Espelhos D’Água” é o maior sucesso da fase já crescida, de 1995. No disco Trinta, de 2013, a cantora regravou dez faixas da sua carreira e mostrou sua evolução musical.

Reprodução

Vanessa Rangel
O pop pode ser perverso. Imagine você uma cantora novata, que ainda nem lançou seu primeiro disco, ter sua música tocada todos os dias no canal de TV de maior audiência e ainda em horário nobre. E o que acontece depois? Assim que a novela Por Amor, de 1997, acabou, e a música “Palpite” saiu do ar, Vanessa Rangel não conseguiu mais nenhum êxito. Ela chegou a lançar um segundo disco, que não aconteceu. A cantora de voz doce à lá Adriana Calcanhotto tinha tudo para se encaixar na chamada “nova MPB”. Mas, agora, só com uma segunda chance.

Reprodução