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Os brinquedos atacam novamente no Pato Fu

Banda lança volume 2 do premiado Música de Brinquedo

por Marcos Lauro em 11/09/2017

Sete anos se passaram e o Pato Fu ataca de novo com seus brinquedos. Em Música de Brinquedo 2, a banda recebeu filhos de fãs para os vocais. E, claro, Nina Takai, filha do casal à frente da banda, Fernanda Takai e John Ulhoa.

Conversamos com Fernanda sobre o projeto. Ouça o álbum e leia abaixo:

Nina está sete anos mais velha em relação ao Música de Brinquedo anterior. Isso influenciou de alguma forma a escolha das músicas?
Não, mas sabemos que o repertório veio mais envenenado em temáticas e palavras. Aconteceu espontaneamente quando estávamos fazendo a lista das canções. Talvez o próprio sucesso do primeiro álbum nos deu lastro pra ousar mais.

John está sempre no modo Professor Pardal, mesmo nos trabalhos mais convencionais do Pato Fu. Qual a invenção/adaptação mais surpreendente para esse disco?
Ele bolou uma traquitana pra segurar uns sinos de metal. Usou uma estante de pratos, um suporte de tevê, furou e serrou daqui e dali. Também tocou uma cuíca de boca com um negócio que o pessoal usa pra fazer barulho em jogos de futebol. E nosso roadie, Rafael, instalou adaptadores para ligar cabos nos instrumentinhos de plástico, preservando a "ruindade" do som.

A estrutura do show é bem grande, o que limitou um pouco a agenda. Isso deve continuar?
Viajamos com 18 pessoas para o primeiro "Música de Brinquedo", fizemos muitos shows e estamos tentando manter a trupe com esse número. Se você comparar com qualquer banda na estrada, nem é muito, o Pato Fu convencional viaja com 13 pessoas. O espetáculo que tem uma logística maior é Alice - live, com o Giramundo. Aí somos em 22 nas viagens.

Alguma ideia para show “pocket”?
Por enquanto, não. O melhor dessa sonoridade é quando vários instrumentos em miniatura e brinquedinhos são tocados por sete músicos ao vivo. E ainda temos os dois monstros cantando, né?

Essa série é algo inesgotável. Devem aparecer mais “músicas de brinquedo” na discografia do grupo?
Uma pergunta que não sabemos responder pelo menos pelos próximos sete anos. Temos outros projetos musicais em grupo e individualmente. Não é nosso objetivo abandonar a sonoridade e os shows com instrumentos convencionais. O melhor é poder ter vários espetáculos no menu!

As duas músicas mais ouvidas do grupo no Spotify são “My Girl” e “Love Me Tender” – superam até “Ando Meio Desligado”, que foi trilha de novela. O que explica esse sucesso? As próprias músicas, o arranjo...?
Acredito isso aconteça pela popularidade das próprias músicas que acabam caindo na busca mundial. Aí acho que quando descobrem, sejam fãs do Pato Fu ou não, entram na biblioteca cativa das pessoas.

Algum instrumento de brinquedo deu tão certo que foi parar nos shows “normais” do Pato Fu?
Ainda não! Por favor, não dê esse tipo de ideia pois estamos lutando para reduzir o excesso de bagagem na estrada [risos]!

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Os brinquedos atacam novamente no Pato Fu

Banda lança volume 2 do premiado Música de Brinquedo

por Marcos Lauro em 11/09/2017

Sete anos se passaram e o Pato Fu ataca de novo com seus brinquedos. Em Música de Brinquedo 2, a banda recebeu filhos de fãs para os vocais. E, claro, Nina Takai, filha do casal à frente da banda, Fernanda Takai e John Ulhoa.

Conversamos com Fernanda sobre o projeto. Ouça o álbum e leia abaixo:

Nina está sete anos mais velha em relação ao Música de Brinquedo anterior. Isso influenciou de alguma forma a escolha das músicas?
Não, mas sabemos que o repertório veio mais envenenado em temáticas e palavras. Aconteceu espontaneamente quando estávamos fazendo a lista das canções. Talvez o próprio sucesso do primeiro álbum nos deu lastro pra ousar mais.

John está sempre no modo Professor Pardal, mesmo nos trabalhos mais convencionais do Pato Fu. Qual a invenção/adaptação mais surpreendente para esse disco?
Ele bolou uma traquitana pra segurar uns sinos de metal. Usou uma estante de pratos, um suporte de tevê, furou e serrou daqui e dali. Também tocou uma cuíca de boca com um negócio que o pessoal usa pra fazer barulho em jogos de futebol. E nosso roadie, Rafael, instalou adaptadores para ligar cabos nos instrumentinhos de plástico, preservando a "ruindade" do som.

A estrutura do show é bem grande, o que limitou um pouco a agenda. Isso deve continuar?
Viajamos com 18 pessoas para o primeiro "Música de Brinquedo", fizemos muitos shows e estamos tentando manter a trupe com esse número. Se você comparar com qualquer banda na estrada, nem é muito, o Pato Fu convencional viaja com 13 pessoas. O espetáculo que tem uma logística maior é Alice - live, com o Giramundo. Aí somos em 22 nas viagens.

Alguma ideia para show “pocket”?
Por enquanto, não. O melhor dessa sonoridade é quando vários instrumentos em miniatura e brinquedinhos são tocados por sete músicos ao vivo. E ainda temos os dois monstros cantando, né?

Essa série é algo inesgotável. Devem aparecer mais “músicas de brinquedo” na discografia do grupo?
Uma pergunta que não sabemos responder pelo menos pelos próximos sete anos. Temos outros projetos musicais em grupo e individualmente. Não é nosso objetivo abandonar a sonoridade e os shows com instrumentos convencionais. O melhor é poder ter vários espetáculos no menu!

As duas músicas mais ouvidas do grupo no Spotify são “My Girl” e “Love Me Tender” – superam até “Ando Meio Desligado”, que foi trilha de novela. O que explica esse sucesso? As próprias músicas, o arranjo...?
Acredito isso aconteça pela popularidade das próprias músicas que acabam caindo na busca mundial. Aí acho que quando descobrem, sejam fãs do Pato Fu ou não, entram na biblioteca cativa das pessoas.

Algum instrumento de brinquedo deu tão certo que foi parar nos shows “normais” do Pato Fu?
Ainda não! Por favor, não dê esse tipo de ideia pois estamos lutando para reduzir o excesso de bagagem na estrada [risos]!