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Os melhores clipes de 2017

Redação da Billboard Brasil escolheu os melhores trabalhos audiovisuais do ano; lista tem Kendrick Lamar, Camila Cabello e Lorde, entre outros

por Redação em 07/12/2017

Em 2017, muita gente caprichou em suas produções audiovisuais e conseguiu destaque entre o público que não se contenta apenas com o som – basta reparar nos números milionários do YouTube e na vontade do Facebook em investir em vídeo para perceber que o formato é imprescindível nos dias de hoje. Um clipe bem feito e bem divulgado é sinônimo de sucesso para um single.

A redação da Billboard Brasil selecionou 12 clipes que chamaram a atenção em 2017. Veja a lista:

Charli XCX – “Boys”: Virando o jogo, a cantora tirou o corpo fora e atuou como diretora no clipe deste single, colocando homens famosos de todos as raças, idades e biotipos para sensualizarem de forma tola, como muitas vezes as mulheres são retratadas em vídeos musicais. Da música, temos Joe Jonas, Charlie Puth, Brendon Urie, Mark Ronson, Diplo, Will.I.am, entre outros.

Camila Cabello – “Havana”: A faixa que foi lançada despretensiosamente acabou virando single após cair no gosto do público, rendendo números impressionantes para o início da carreira solo da cantora, inclusive o topo dos rankings de singles no Reino Unido. O divertido clipe (um curta) se destaca pelas referências latinas, como a telenovela, a matriarca brava e cheia de opiniões e, é claro, a dança, trazidas de forma caricata, mas sem cair no clichê.

Lorde – “Perfect Places”: Em Melodrama, Lorde canta sobre a sua vida pós fama e os desdobramentos que isso lhe trouxe. Com uma sonoridade eletrônica, com os beats caprichados do produtor Jack Antonoff, ela nos traz um ambiente urbano com as novas faixas. Mas no clipe deste single, Lorde nos convida para uma viagem pelos lugares que ela considera perfeitos, com muita natureza e paisagens capturadas de forma belíssima pela fotografia do vídeo. A escolha dos enquadramentos e dos figurinos lembra editoriais de moda das grandes revistas.

Dua Lipa – “New Rules”: A música e o clipe que mudaram a vida e a carreira de Dua Lipa para sempre. Aqui temos um exemplo de como a parte visual pode ajudar um single a estourar. A música, ótima, já trazia o apelo das “regras” de como não voltar a ficar com o boy lixo, mas o clipe, irresistivelmente coreografado, serviu para firmar uma mensagem de sororidade e pintar a cantora como ícone fashion.

Selena Gomez – “Bad Liar”: Inspirada pelo sample de “Psycho Killer”, Selena transportou o universo do clipe para a década de 1970 e relembrou os tempos de atriz vivendo todos os personagens principais da história envolvendo uma adolescente, seus pais e uma professora. O twist do final faz valer a pena, assim como o bom trabalho de ambientação.

Katy Perry – “Bon Appétit”: A cantora é conhecida pelos clipes super produzidos e caríssimos, algumas vezes forçando na comédia - como foi o caso do single seguinte “Swish Swish”. Em “Bom Appétit”, com uma letra fazendo trocadilhos entre frases sobre culinária e estar disponível sexualmente, Katy é literalmente, cozida e servida como um prato de comida, na onda do sushi humano. O contraste do clean do início com o escuro e neon da última parte forma um visual interessante.

Ariana Grande – “Everyday”: O divertido clipe mostra casais na maior pegação em ambientes públicos, constrangendo quem estiver ao redor, com a aprovação da cantora, sempre por perto. Para uma artista tão preocupada com a estética e em atingir a perfeição dos movimentos no palco (ARIANA GRANDE CAPRICHA NA ESTÉTICA, MAS FALTA HARMONIA COM O PÚBLICO), é interessante ver esse lado menos retocado e cheio de poses, até mais espontâneo, em um clipe.

The Weeknd – “Secrets”: O cantor já é conhecido pelo cuidado que tem com seu trabalho visual e, neste disco, acabou trazendo mais referências de outras décadas por causa da sonoridade. É por isso que o clipe deste single se destaca: O local escolhido para a gravação impressiona e o vídeo ganha um ar meio surrealista com a edição.

SZA – “Drew Barrymore”: A forma que o clipe foi gravado (iluminação, enquadramentos) já são ótimos, mas o vídeo chega a outro patamar com a aparição da própria Drew Barrymore da forma mais casual possível, assim como os versos de SZA. Com os figurinos descolados e esse grupo de amigos, até comer pizza parece algo digno de editorial de moda, né?

JAY-Z – “The Story Of O.J.”: O clipe se destaca pela apresentação curiosa. No maior estilo Looney Tunes, o rapper ganha versão em ilustração – inspirada em desenhos racistas feitos na década de 1930 – e aparece caminhando por Nova York, interpretando a faixa e refletindo sobre o racismo nos Estados Unidos.

Kendrick Lamar – “HUMBLE.”: Um clipe cheio de referências em que Kendrick se diferencia da massa e propõe reflexões sobre a sociedade atual, obcecada pelo dinheiro, pelo instantâneo e pela vida de ilusões alimentada pelas redes sociais. Além de muito bonito visualmente, o vídeo tem momentos marcantes como a reencenação da Última Ceia, com o rapper no lugar de Jesus, e vestido como Papa.

Kesha – “Praying”: Com direito à monólogo no início, o clipe parece ter saído de um álbum visual, fazendo parte de algo maior que tem começo, meio e fim. Visualmente impactante, mostra em imagens a agonia e desesperança de Kesha durante o processo contra Dr. Luke, em que ficou impedida de lançar músicas.

#lançamentoBillboard

A Billboard Brasil fez uma série de lançamentos de clipes em 2017. Foram mais de 50 trabalhos que chegaram ao público, em primeira mão, aqui pelo site – 90% de artistas novos ou do underground. E mesmo contando com todas as dificuldades do underground, alguns nos surpreenderam pela qualidade.

Para ver todos os lançamentos, é só buscar a tag #lançamentoBillboard no Twitter. Veja abaixo quais foram os destaques:

A banda mineira ATOM presta tributos ao Pink Floyd. O clipe, em si, não tem tantas novidades – é apenas o registro ao vivo da música “The Great Gig In The Sky”. O que impressiona é a qualidade do trabalho e o cuidado visual que a banda tem ao reproduzir detalhes do show dos ingleses. A vocalista Viviane Donner encara o desafio do complexo solo da faixa:

Luke & No Friends, como sugere o nome, é uma banda de um homem só – o músico Lucas Melim toca sozinho o projeto, com outros músicos que ficam se revezando nos instrumentos sem formar uma banda fixa. Para ilustrar essa “solidão”, ele lançou o clipe de “Copy Song”, onde contracena com Van Damme, Simpsons e o elenco de Friends, entre outras montagens criativas.

O diretor Vitor Barão resolveu reproduzir um experimento realizado nos Estados Unidos: colocou 26 pessoas desconhecidas entre si para se beijarem no clipe de “Dias Assim”, do Detonautas. A música é uma parceria do grupo com o cantor e compositor Leoni.

O músico Gui Amabis lançou um “clipe de cinema” para a música “Patrulha Desorientada”. Isso porque o vídeo foi feitos nos bastidores do filme A Estrada 47, dirigido por Vicente Ferraz e filmado na Itália. O ator Julio Andrade aproveitou a locação e fez algumas imagens, que foram apresentadas depois ao músico e formaram o clipe.

Um clipe gravado no improviso e numa locação sombria deu o tom de “O Canto”, single de Danilo Moralles, uma das revelações brasileiras desse ano. O pop e a música eletrônica bem representados.

O lyric video também se mostra como uma boa solução na hora de mostrar um novo trabalho. Além de uma produção bem mais simples, o lyric ainda evidencia a letra e ajuda os fãs nesse sentido. O cantor Miguel Ev mostrou sua “Aqui” nesse formato e rendeu um belo vídeo.

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Maiara & Maraisa
2
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Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Os melhores clipes de 2017

Redação da Billboard Brasil escolheu os melhores trabalhos audiovisuais do ano; lista tem Kendrick Lamar, Camila Cabello e Lorde, entre outros

por Redação em 07/12/2017

Em 2017, muita gente caprichou em suas produções audiovisuais e conseguiu destaque entre o público que não se contenta apenas com o som – basta reparar nos números milionários do YouTube e na vontade do Facebook em investir em vídeo para perceber que o formato é imprescindível nos dias de hoje. Um clipe bem feito e bem divulgado é sinônimo de sucesso para um single.

A redação da Billboard Brasil selecionou 12 clipes que chamaram a atenção em 2017. Veja a lista:

Charli XCX – “Boys”: Virando o jogo, a cantora tirou o corpo fora e atuou como diretora no clipe deste single, colocando homens famosos de todos as raças, idades e biotipos para sensualizarem de forma tola, como muitas vezes as mulheres são retratadas em vídeos musicais. Da música, temos Joe Jonas, Charlie Puth, Brendon Urie, Mark Ronson, Diplo, Will.I.am, entre outros.

Camila Cabello – “Havana”: A faixa que foi lançada despretensiosamente acabou virando single após cair no gosto do público, rendendo números impressionantes para o início da carreira solo da cantora, inclusive o topo dos rankings de singles no Reino Unido. O divertido clipe (um curta) se destaca pelas referências latinas, como a telenovela, a matriarca brava e cheia de opiniões e, é claro, a dança, trazidas de forma caricata, mas sem cair no clichê.

Lorde – “Perfect Places”: Em Melodrama, Lorde canta sobre a sua vida pós fama e os desdobramentos que isso lhe trouxe. Com uma sonoridade eletrônica, com os beats caprichados do produtor Jack Antonoff, ela nos traz um ambiente urbano com as novas faixas. Mas no clipe deste single, Lorde nos convida para uma viagem pelos lugares que ela considera perfeitos, com muita natureza e paisagens capturadas de forma belíssima pela fotografia do vídeo. A escolha dos enquadramentos e dos figurinos lembra editoriais de moda das grandes revistas.

Dua Lipa – “New Rules”: A música e o clipe que mudaram a vida e a carreira de Dua Lipa para sempre. Aqui temos um exemplo de como a parte visual pode ajudar um single a estourar. A música, ótima, já trazia o apelo das “regras” de como não voltar a ficar com o boy lixo, mas o clipe, irresistivelmente coreografado, serviu para firmar uma mensagem de sororidade e pintar a cantora como ícone fashion.

Selena Gomez – “Bad Liar”: Inspirada pelo sample de “Psycho Killer”, Selena transportou o universo do clipe para a década de 1970 e relembrou os tempos de atriz vivendo todos os personagens principais da história envolvendo uma adolescente, seus pais e uma professora. O twist do final faz valer a pena, assim como o bom trabalho de ambientação.

Katy Perry – “Bon Appétit”: A cantora é conhecida pelos clipes super produzidos e caríssimos, algumas vezes forçando na comédia - como foi o caso do single seguinte “Swish Swish”. Em “Bom Appétit”, com uma letra fazendo trocadilhos entre frases sobre culinária e estar disponível sexualmente, Katy é literalmente, cozida e servida como um prato de comida, na onda do sushi humano. O contraste do clean do início com o escuro e neon da última parte forma um visual interessante.

Ariana Grande – “Everyday”: O divertido clipe mostra casais na maior pegação em ambientes públicos, constrangendo quem estiver ao redor, com a aprovação da cantora, sempre por perto. Para uma artista tão preocupada com a estética e em atingir a perfeição dos movimentos no palco (ARIANA GRANDE CAPRICHA NA ESTÉTICA, MAS FALTA HARMONIA COM O PÚBLICO), é interessante ver esse lado menos retocado e cheio de poses, até mais espontâneo, em um clipe.

The Weeknd – “Secrets”: O cantor já é conhecido pelo cuidado que tem com seu trabalho visual e, neste disco, acabou trazendo mais referências de outras décadas por causa da sonoridade. É por isso que o clipe deste single se destaca: O local escolhido para a gravação impressiona e o vídeo ganha um ar meio surrealista com a edição.

SZA – “Drew Barrymore”: A forma que o clipe foi gravado (iluminação, enquadramentos) já são ótimos, mas o vídeo chega a outro patamar com a aparição da própria Drew Barrymore da forma mais casual possível, assim como os versos de SZA. Com os figurinos descolados e esse grupo de amigos, até comer pizza parece algo digno de editorial de moda, né?

JAY-Z – “The Story Of O.J.”: O clipe se destaca pela apresentação curiosa. No maior estilo Looney Tunes, o rapper ganha versão em ilustração – inspirada em desenhos racistas feitos na década de 1930 – e aparece caminhando por Nova York, interpretando a faixa e refletindo sobre o racismo nos Estados Unidos.

Kendrick Lamar – “HUMBLE.”: Um clipe cheio de referências em que Kendrick se diferencia da massa e propõe reflexões sobre a sociedade atual, obcecada pelo dinheiro, pelo instantâneo e pela vida de ilusões alimentada pelas redes sociais. Além de muito bonito visualmente, o vídeo tem momentos marcantes como a reencenação da Última Ceia, com o rapper no lugar de Jesus, e vestido como Papa.

Kesha – “Praying”: Com direito à monólogo no início, o clipe parece ter saído de um álbum visual, fazendo parte de algo maior que tem começo, meio e fim. Visualmente impactante, mostra em imagens a agonia e desesperança de Kesha durante o processo contra Dr. Luke, em que ficou impedida de lançar músicas.

#lançamentoBillboard

A Billboard Brasil fez uma série de lançamentos de clipes em 2017. Foram mais de 50 trabalhos que chegaram ao público, em primeira mão, aqui pelo site – 90% de artistas novos ou do underground. E mesmo contando com todas as dificuldades do underground, alguns nos surpreenderam pela qualidade.

Para ver todos os lançamentos, é só buscar a tag #lançamentoBillboard no Twitter. Veja abaixo quais foram os destaques:

A banda mineira ATOM presta tributos ao Pink Floyd. O clipe, em si, não tem tantas novidades – é apenas o registro ao vivo da música “The Great Gig In The Sky”. O que impressiona é a qualidade do trabalho e o cuidado visual que a banda tem ao reproduzir detalhes do show dos ingleses. A vocalista Viviane Donner encara o desafio do complexo solo da faixa:

Luke & No Friends, como sugere o nome, é uma banda de um homem só – o músico Lucas Melim toca sozinho o projeto, com outros músicos que ficam se revezando nos instrumentos sem formar uma banda fixa. Para ilustrar essa “solidão”, ele lançou o clipe de “Copy Song”, onde contracena com Van Damme, Simpsons e o elenco de Friends, entre outras montagens criativas.

O diretor Vitor Barão resolveu reproduzir um experimento realizado nos Estados Unidos: colocou 26 pessoas desconhecidas entre si para se beijarem no clipe de “Dias Assim”, do Detonautas. A música é uma parceria do grupo com o cantor e compositor Leoni.

O músico Gui Amabis lançou um “clipe de cinema” para a música “Patrulha Desorientada”. Isso porque o vídeo foi feitos nos bastidores do filme A Estrada 47, dirigido por Vicente Ferraz e filmado na Itália. O ator Julio Andrade aproveitou a locação e fez algumas imagens, que foram apresentadas depois ao músico e formaram o clipe.

Um clipe gravado no improviso e numa locação sombria deu o tom de “O Canto”, single de Danilo Moralles, uma das revelações brasileiras desse ano. O pop e a música eletrônica bem representados.

O lyric video também se mostra como uma boa solução na hora de mostrar um novo trabalho. Além de uma produção bem mais simples, o lyric ainda evidencia a letra e ajuda os fãs nesse sentido. O cantor Miguel Ev mostrou sua “Aqui” nesse formato e rendeu um belo vídeo.