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Show: Otto e Nação Zumbi têm pedido de casamento e roda de pogo

por em 10/05/2015
Otto
e Nação Zumbi – 9 de maio – Audio Club/SP Por Marcos Lauro Em algum momento da história da música brasileira começou a ottomania. Dentro desse movimento, majoritariamente feminino, só há uma regra: urrar a qualquer passo de Otto no palco. Sabendo disso, o galego Otto rebola, tira a camisa (e coloca novamente, para poder tirar depois mais uma vez) e faz graça com a situação. Não dá para saber se Otto leva a sério a ottomania ou se ele leva no deboche. Independente dos gritos femininos, a primeira edição da festa PUNCH recebeu neste sábado, 09/05, a dobradinha pernambucana Otto e Nação Zumbi. Horas antes havia falecido na Grande Recife a cantora Selma do Coco, um dos maiores nomes do gênero que dava seu sobrenome. Os dois artistas cantaram “A Rolinha”, um dos grandes hits na voz de Selma, e ofereceram seus shows em sua homenagem. Outro nome citado em ambos os shows foi Estelita, um cais abandonado em Recife que foi tomado por um movimento que luta por moradia e virou objeto da justiça há alguns meses. Otto, inclusive, informou que tocaria no local neste domingo. [caption id="attachment_32184" align="aligncenter" width="600"]Foto: Marcos Lauro Foto: Marcos Lauro[/caption] Otto abriu sua apresentação com “Exu Parade” e “The Moon 1111”, esta que dá nome ao seu quinto e mais recente álbum, de 2012. As duas estavam na boca de muita gente da plateia, que lotava o Audio Club. Outra música que bombou, logo depois, foi “Filha”, do grudento refrão “aqui é festa, amor/e há tristeza em minha vida”. Otto mostrou um show bastante coeso e sem aquelas intervenções em que ele desembestava a falar e quebrava o ritmo. Aparentemente bastante concentrado, Otto rebolava e ameaçava tirar a camisa de vez em quando, mas isso não atrapalhava e o show seguia. Curiosamente, “Crua”, um dos maiores hits da sua carreira, não apareceu no setlist. Algo corajoso. “Nação Zumbi não é desse mundo não, é de outro planeta”. Com isso, Otto dava a deixa para Nação vir ao nosso ouvido falar. Mas antes disso, enquanto os roadies aprontavam o palco, um pedido de casamento inusitado no palco. Que Tárik e Alê sejam felizes! Assim que o logotipo NZ se acendeu no fundo do palco, a pista se transformou. Sem se apresentar em São Paulo desde janeiro, havia uma expectativa grande para ver Jorge Du Peixe e sua nação. Com Dengue e Lucio Maia (baixo e guitarra) colados à beira do palco e a parede sonora de percussão logo atrás, com o vocalista no meio, Nação fez tremer qualquer coisa que estivesse ali no seu raio de ação. E mostrou que até hoje é uma banda tecnicamente difícil de ser resolvida em locais fechados: em muitos lugares do Audio Club praticamente não se ouviam a voz de Du Peixe e a guitarra de Maia. A percussão e o baixo tomavam conta de tudo e embolava o som. Assim como Otto, Jorge Du Peixe está muito mais seguro no palco e consegue reger seus colegas com mais firmeza. Lucio Maia, inquieto como sempre, toca sua guitarra como se estivesse brincando no quarto e experimentando novos sons. É daqueles guitarristas que numa primeira olhada parecem descompromissados, mas logo você percebe que ele tem total controle da situação e das distorções que saem daquelas cordas. É ele quem puxa várias músicas, como “A Praieira” e “Hoje, Amanhã E Depois”. A pista experimentou diversas rodas de bate-cabeça no decorrer do show. A empolgação dos caras (e de algumas meninas que toparam entrar nas rodas) veio com “Manguetown” e foi num crescendo até chegar na última música do set, “Quando A Maré Encher”. Nesse momento, pogou até quem não queria.
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Show: Otto e Nação Zumbi têm pedido de casamento e roda de pogo

por em 10/05/2015
Otto
e Nação Zumbi – 9 de maio – Audio Club/SP Por Marcos Lauro Em algum momento da história da música brasileira começou a ottomania. Dentro desse movimento, majoritariamente feminino, só há uma regra: urrar a qualquer passo de Otto no palco. Sabendo disso, o galego Otto rebola, tira a camisa (e coloca novamente, para poder tirar depois mais uma vez) e faz graça com a situação. Não dá para saber se Otto leva a sério a ottomania ou se ele leva no deboche. Independente dos gritos femininos, a primeira edição da festa PUNCH recebeu neste sábado, 09/05, a dobradinha pernambucana Otto e Nação Zumbi. Horas antes havia falecido na Grande Recife a cantora Selma do Coco, um dos maiores nomes do gênero que dava seu sobrenome. Os dois artistas cantaram “A Rolinha”, um dos grandes hits na voz de Selma, e ofereceram seus shows em sua homenagem. Outro nome citado em ambos os shows foi Estelita, um cais abandonado em Recife que foi tomado por um movimento que luta por moradia e virou objeto da justiça há alguns meses. Otto, inclusive, informou que tocaria no local neste domingo. [caption id="attachment_32184" align="aligncenter" width="600"]Foto: Marcos Lauro Foto: Marcos Lauro[/caption] Otto abriu sua apresentação com “Exu Parade” e “The Moon 1111”, esta que dá nome ao seu quinto e mais recente álbum, de 2012. As duas estavam na boca de muita gente da plateia, que lotava o Audio Club. Outra música que bombou, logo depois, foi “Filha”, do grudento refrão “aqui é festa, amor/e há tristeza em minha vida”. Otto mostrou um show bastante coeso e sem aquelas intervenções em que ele desembestava a falar e quebrava o ritmo. Aparentemente bastante concentrado, Otto rebolava e ameaçava tirar a camisa de vez em quando, mas isso não atrapalhava e o show seguia. Curiosamente, “Crua”, um dos maiores hits da sua carreira, não apareceu no setlist. Algo corajoso. “Nação Zumbi não é desse mundo não, é de outro planeta”. Com isso, Otto dava a deixa para Nação vir ao nosso ouvido falar. Mas antes disso, enquanto os roadies aprontavam o palco, um pedido de casamento inusitado no palco. Que Tárik e Alê sejam felizes! Assim que o logotipo NZ se acendeu no fundo do palco, a pista se transformou. Sem se apresentar em São Paulo desde janeiro, havia uma expectativa grande para ver Jorge Du Peixe e sua nação. Com Dengue e Lucio Maia (baixo e guitarra) colados à beira do palco e a parede sonora de percussão logo atrás, com o vocalista no meio, Nação fez tremer qualquer coisa que estivesse ali no seu raio de ação. E mostrou que até hoje é uma banda tecnicamente difícil de ser resolvida em locais fechados: em muitos lugares do Audio Club praticamente não se ouviam a voz de Du Peixe e a guitarra de Maia. A percussão e o baixo tomavam conta de tudo e embolava o som. Assim como Otto, Jorge Du Peixe está muito mais seguro no palco e consegue reger seus colegas com mais firmeza. Lucio Maia, inquieto como sempre, toca sua guitarra como se estivesse brincando no quarto e experimentando novos sons. É daqueles guitarristas que numa primeira olhada parecem descompromissados, mas logo você percebe que ele tem total controle da situação e das distorções que saem daquelas cordas. É ele quem puxa várias músicas, como “A Praieira” e “Hoje, Amanhã E Depois”. A pista experimentou diversas rodas de bate-cabeça no decorrer do show. A empolgação dos caras (e de algumas meninas que toparam entrar nas rodas) veio com “Manguetown” e foi num crescendo até chegar na última música do set, “Quando A Maré Encher”. Nesse momento, pogou até quem não queria.