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Pabllo Vittar: “Desde pequena disse que ia deixar minha marca no mundo”

Drag queen se destaca no pop nacional e já faz parcerias internacionais

por Rebecca Silva em 12/06/2017

Assim como os norte-americanos costumam escolher a música do verão, os brasileiros tendem a escolher a música do Carnaval, normalmente um hit chiclete, coreografado, que caiu na boca de todo mundo durante o feriado mais colorido do país. O axé já teve sua vez, assim como o funk. Nesse ano, não deu para ninguém: O pop debochado de Pabllo Vittar dominou os blocos, as festas e as ruas durante o feriado. Duvido você ter escapado do refrão “eu não espero o carnaval chegar para ser vadia” de “Todo Dia”, seu single em parceria Rico Dalasam.

A drag queen Pabllo Vittar lançou seu primeiro disco, Vai Passar Mal, no começo deste ano e chamou atenção da crítica e do público com seus vocais marcantes e seu pop chiclete. Mas até estourar, Pabllo passou por várias fases. “No meu aniversário de 18 anos, comecei a fazer drag para valer. Antes era só brincadeira de me maquiar e me vestir. Evoluí muito até chegar na estética que gosto, na época minha referência era drag que batia cabelo”, relembra. Foi graças a um ex-namorado que Pabllo conheceu o reality show Ru Paul’s Drag Race e foi apresentada a um novo mundo de estéticas drag.

pabllovittarDivulgação/Rodolfo Magalhães

Com apoio de familiares e amigos – a mãe ajudava a maquiar, as irmãs iam assistir às performances –, Pabllo foi gravando vídeos cover para a internet e se apresentando em festas quando foi descoberta por Rodrigo Gorky (Bonde do Rolê), que a chamou para gravar uma demo. “Nunca pensei que fosse gravar um disco, ainda mais com músicas autorais. O Gorky abraçou as minhas ideias de trazer minha identidade”, revela sobre Vai Passar Mal, que traz influências dos períodos que viveu no Maranhão e em Belo Horizonte na sonoridade, com um mix de ritmos.

O processo de produção do disco levou um ano, mas valeu a pena. Todas as 10 faixas do álbum já passaram da marca de 1 milhão de execuções nas plataformas de streaming. E Pabllo enxerga a importância de ter uma drag na lista das mais tocadas do país para que outras pessoas se sintam representadas. “A arte drag está se difundindo. Temos drags em propagandas, na TV, em novelas e filmes. Agora as pessoas têm mais acesso, conhecimento sobre o assunto e menos preconceito. Recebo muita mensagem. A comunidade está mudando a imagem da drag que só faz festa. Também ajudamos causas. Dizem que eu inspirei elas, mas saber disso é que me inspira. Larguei a faculdade para me dedicar a isso. Não temos mais tempo para esperar, precisamos nos jogar em busca de respeito, dos direitos”, conta Pabllo.

Ainda que tenha se falado mais sobre o que são drag queens e a diferença para mulheres trans, Pabllo entende que ainda exista quem faça confusão. Recentemente, uma publicação da revista Playboy chamou a drag de mulher e gerou polêmica na internet. “Achei lindo, agradeci. Ter uma drag na Playboy é representatividade. Se em algum momento ofendi mulheres trans, me desculpem. Sou homem, gay, gender fluid, drag, não gosto de me rotular. Nunca me considerei trans. Se não entendem, eu explico, não faço a louca não”, disse aos risos.

No início do mês, a parceria com Anitta e Major Lazer foi lançada. “Sua Cara” foi gravada logo após o carnaval e precisou ser mantida em segredo até ser divulgada, de surpresa. Cantar com Anitta era um sonho para Pabllo, fã assumida da cantora.

Nesta sexta-feira (16/06), Pabllo sobe ao palco da primeira edição brasileira do Milkshake Festival - evento criado na Holanda - em São Paulo, com apresentações de artistas nacionais e internacionais.

Serviço:
Milkshake Festival
16/06 - das 16h às 0h
Local: Av. Francisco Matarazzo, 678, Barra Funda 
Ingressos: R$ 75 (meia-entrada); R$ 150 (inteira) no site 

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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
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2
Amor Da Sua Cama
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3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Assim como os norte-americanos costumam escolher a música do verão, os brasileiros tendem a escolher a música do Carnaval, normalmente um hit chiclete, coreografado, que caiu na boca de todo mundo durante o feriado mais colorido do país. O axé já teve sua vez, assim como o funk. Nesse ano, não deu para ninguém: O pop debochado de Pabllo Vittar dominou os blocos, as festas e as ruas durante o feriado. Duvido você ter escapado do refrão “eu não espero o carnaval chegar para ser vadia” de “Todo Dia”, seu single em parceria Rico Dalasam.

A drag queen Pabllo Vittar lançou seu primeiro disco, Vai Passar Mal, no começo deste ano e chamou atenção da crítica e do público com seus vocais marcantes e seu pop chiclete. Mas até estourar, Pabllo passou por várias fases. “No meu aniversário de 18 anos, comecei a fazer drag para valer. Antes era só brincadeira de me maquiar e me vestir. Evoluí muito até chegar na estética que gosto, na época minha referência era drag que batia cabelo”, relembra. Foi graças a um ex-namorado que Pabllo conheceu o reality show Ru Paul’s Drag Race e foi apresentada a um novo mundo de estéticas drag.

pabllovittarDivulgação/Rodolfo Magalhães

Com apoio de familiares e amigos – a mãe ajudava a maquiar, as irmãs iam assistir às performances –, Pabllo foi gravando vídeos cover para a internet e se apresentando em festas quando foi descoberta por Rodrigo Gorky (Bonde do Rolê), que a chamou para gravar uma demo. “Nunca pensei que fosse gravar um disco, ainda mais com músicas autorais. O Gorky abraçou as minhas ideias de trazer minha identidade”, revela sobre Vai Passar Mal, que traz influências dos períodos que viveu no Maranhão e em Belo Horizonte na sonoridade, com um mix de ritmos.

O processo de produção do disco levou um ano, mas valeu a pena. Todas as 10 faixas do álbum já passaram da marca de 1 milhão de execuções nas plataformas de streaming. E Pabllo enxerga a importância de ter uma drag na lista das mais tocadas do país para que outras pessoas se sintam representadas. “A arte drag está se difundindo. Temos drags em propagandas, na TV, em novelas e filmes. Agora as pessoas têm mais acesso, conhecimento sobre o assunto e menos preconceito. Recebo muita mensagem. A comunidade está mudando a imagem da drag que só faz festa. Também ajudamos causas. Dizem que eu inspirei elas, mas saber disso é que me inspira. Larguei a faculdade para me dedicar a isso. Não temos mais tempo para esperar, precisamos nos jogar em busca de respeito, dos direitos”, conta Pabllo.

Ainda que tenha se falado mais sobre o que são drag queens e a diferença para mulheres trans, Pabllo entende que ainda exista quem faça confusão. Recentemente, uma publicação da revista Playboy chamou a drag de mulher e gerou polêmica na internet. “Achei lindo, agradeci. Ter uma drag na Playboy é representatividade. Se em algum momento ofendi mulheres trans, me desculpem. Sou homem, gay, gender fluid, drag, não gosto de me rotular. Nunca me considerei trans. Se não entendem, eu explico, não faço a louca não”, disse aos risos.

No início do mês, a parceria com Anitta e Major Lazer foi lançada. “Sua Cara” foi gravada logo após o carnaval e precisou ser mantida em segredo até ser divulgada, de surpresa. Cantar com Anitta era um sonho para Pabllo, fã assumida da cantora.

Nesta sexta-feira (16/06), Pabllo sobe ao palco da primeira edição brasileira do Milkshake Festival - evento criado na Holanda - em São Paulo, com apresentações de artistas nacionais e internacionais.

Serviço:
Milkshake Festival
16/06 - das 16h às 0h
Local: Av. Francisco Matarazzo, 678, Barra Funda 
Ingressos: R$ 75 (meia-entrada); R$ 150 (inteira) no site