NOTÍCIAS

Pai do samba rock, Jorge Ben Jor ditou um novo jeito de tocar violão

Cantor ficou na 6ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 15/09/2016

Jorge Ben Jor vem de uma escola importante na música brasileira: a dos crooner, cantores da noite que, acompanhados de bandas de diversos tipos de formação (de trios a big bands), gastavam a voz em casas como o Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Wilson Simonal, Jair Rodrigues e Elis Regina são outros nomes dessa escola.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

8º) TIM MAIA

7º) CHICO BUARQUE

Em 1963, a música brasileira fervilhava de novidades para o público jovem. A bossa nova colocou a formação “voz e violão” em evidência e Jorge Ben se aproveitou disso para impor o seu estilo. Era um samba diferente, com uma batida de violão mais moderna, mais solta... e músicas da sua estreia, como “Por Causa De Você, Menina”, “Mas Que Nada” e “Chove Chuva” mostraram que o banquinho e violão eram apenas uma opção – e a foto de capa do álbum, sem o banquinho, já deixava isso no subtexto. O negócio era dançar!

Alguns anos depois, em 1969, veio mais uma inovação – e essa fundamental para a música brasileira. Não é todo artista que tem o mérito de inventar um gênero musical e Jorge Ben está nessa lista. Ao se juntar com o Trio Mocotó, Ben Jor criou o samba rock (ou suingue, como também é conhecido) e o gênero é responsável por lotar bailes e mais bailes até o dia de hoje.

Na eleição da Billboard Brasil, Jorge Ben Jor aparece na 6ª posição e o quesito Quantidade de Hits foi o responsável pela maior média.

Veja abaixo cinco álbuns indispensáveis da carreira de Raul Seixas:

Samba Esquema Novo (1963) – Disco de estréia de Jorge Ben. Se a pose era de um cantor de bossa nova (estourada no pais à época), a falta do banquinho entregava: esse som era pra dançar! "Mas que Nada", "Balança Pema" e "Por Causa de Você Menina" estão aí até hoje tocando nos bailes para provar.

 

Reprodução

Jorge Ben (1969) – Primeiro álbum com o Trio Mocotó, marca a invenção do samba rock (ou suingue). A banda é responsável pelo ritmo de “País Tropical”, “Bebete Vãobora” e “Que Pena”, entre outras. “Cadê Teresa”, também presente no disco, tem Os Originais do Samba no acompanhamento.

 

Reprodução

Ben (1972) – Mais uma mudança. Agora sem o Trio Mocotó, Jorge Ben segue o caminho do suingue e esses disco traz clássicos como “Paz e Arroz”, “Fio Maravilha” e “Taj Mahal”.

 

Reprodução

A Tábua de Esmeralda (1974) – Considerado por público e crítica uma das grandes obras primas da música brasileira, o disco mostra a imersão de Jorge Ben no universo da alquimia. E também é o último álbum de Jorge com o violão acústico – a partir do álbum seguinte, ele começa a adotar, gradualmente, a guitarra elétrica como instrumento principal.

 

Reprodução

23 (1993) – Disco que abre a década de 1990 na carreira de Ben Jor (aqui já com o “novo” sobrenome), mostrou que o cantor ainda tinha muita lenha pra queimar. As faixas “Alcohol” e “Engenho De Dentro” foram os hits do disco.

 

Reprodução

Ouça as 20 músicas indispensáveis de Jorge Ben Jor:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
3
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
4
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
5
Saudade
Eduardo Costa
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Pai do samba rock, Jorge Ben Jor ditou um novo jeito de tocar violão

Cantor ficou na 6ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 15/09/2016

Jorge Ben Jor vem de uma escola importante na música brasileira: a dos crooner, cantores da noite que, acompanhados de bandas de diversos tipos de formação (de trios a big bands), gastavam a voz em casas como o Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Wilson Simonal, Jair Rodrigues e Elis Regina são outros nomes dessa escola.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

9º) RAUL SEIXAS

8º) TIM MAIA

7º) CHICO BUARQUE

Em 1963, a música brasileira fervilhava de novidades para o público jovem. A bossa nova colocou a formação “voz e violão” em evidência e Jorge Ben se aproveitou disso para impor o seu estilo. Era um samba diferente, com uma batida de violão mais moderna, mais solta... e músicas da sua estreia, como “Por Causa De Você, Menina”, “Mas Que Nada” e “Chove Chuva” mostraram que o banquinho e violão eram apenas uma opção – e a foto de capa do álbum, sem o banquinho, já deixava isso no subtexto. O negócio era dançar!

Alguns anos depois, em 1969, veio mais uma inovação – e essa fundamental para a música brasileira. Não é todo artista que tem o mérito de inventar um gênero musical e Jorge Ben está nessa lista. Ao se juntar com o Trio Mocotó, Ben Jor criou o samba rock (ou suingue, como também é conhecido) e o gênero é responsável por lotar bailes e mais bailes até o dia de hoje.

Na eleição da Billboard Brasil, Jorge Ben Jor aparece na 6ª posição e o quesito Quantidade de Hits foi o responsável pela maior média.

Veja abaixo cinco álbuns indispensáveis da carreira de Raul Seixas:

Samba Esquema Novo (1963) – Disco de estréia de Jorge Ben. Se a pose era de um cantor de bossa nova (estourada no pais à época), a falta do banquinho entregava: esse som era pra dançar! "Mas que Nada", "Balança Pema" e "Por Causa de Você Menina" estão aí até hoje tocando nos bailes para provar.

 

Reprodução

Jorge Ben (1969) – Primeiro álbum com o Trio Mocotó, marca a invenção do samba rock (ou suingue). A banda é responsável pelo ritmo de “País Tropical”, “Bebete Vãobora” e “Que Pena”, entre outras. “Cadê Teresa”, também presente no disco, tem Os Originais do Samba no acompanhamento.

 

Reprodução

Ben (1972) – Mais uma mudança. Agora sem o Trio Mocotó, Jorge Ben segue o caminho do suingue e esses disco traz clássicos como “Paz e Arroz”, “Fio Maravilha” e “Taj Mahal”.

 

Reprodução

A Tábua de Esmeralda (1974) – Considerado por público e crítica uma das grandes obras primas da música brasileira, o disco mostra a imersão de Jorge Ben no universo da alquimia. E também é o último álbum de Jorge com o violão acústico – a partir do álbum seguinte, ele começa a adotar, gradualmente, a guitarra elétrica como instrumento principal.

 

Reprodução

23 (1993) – Disco que abre a década de 1990 na carreira de Ben Jor (aqui já com o “novo” sobrenome), mostrou que o cantor ainda tinha muita lenha pra queimar. As faixas “Alcohol” e “Engenho De Dentro” foram os hits do disco.

 

Reprodução

Ouça as 20 músicas indispensáveis de Jorge Ben Jor:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.