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Paul McCartney ainda não conseguiu compor música sobre as mortes causadas por policiais

por em 19/12/2014

Sir Paul McCartney tem 72 anos, mas está sempre de olho em tudo ao seu redor. Neste momento, o Beatle está preparando uma música para Destiny, um jogo de PlayStation e Xbox. A premissa foi intrigante porque ele é menos adepto dos videogames do que de ler partituras musicais, e porque a música que ele escreveu, a balada “Hope For The Future”, captura a sua visão do mundo. “Eu pensei que, tendo em vista que é um jogo de atirar, seria interessante se eu fosse a esperança otimista em relação ao futuro”, contou. “Eu vou escrever algo que resuma esse lado do jogo.”

Compor músicas por encomenda tem sido um hábito de McCartney desde a época dos Beatles, quando fez a trilha sonora para o filme The Family Way, em 1966. Ele gosta do desafio de encaixar uma música em uma narrativa pré-existente, como se estivesse montando um quebra-cabeças. Um de seus testes favoritos foi criar o tema de James Bond de 1973, “Live And Let Die”, um hit do Top 5 de sua carreira solo.

McCartney não se vê como um compositor pessoal como John Lennon, por exemplo. Suas músicas não são muito sobre sua vida, e sim sobre determinada postura ou identidade. Às vezes ele usa causas sociais, ou pelo menos tenta. A exemplo do que aconteceu com “Blackbird”, inspirada no movimento dos direitos civis nos anos 1960, ele tentou fazer uma música sobre as mortes causadas por policiais em Ferguson, Missouri, e em Nova York.

“Eu estive pensando recentemente em todos esses protestos ao redor do país. Eu achei que seria ótimo fazer algo sobre isso, apenas adicionar a minha voz às das milhares de pessoas que estão nas ruas”, disse. “Eu pensei bastante e simplesmente não veio com facilidade. Eu não vou desistir, mas não veio fácil, como acontece com outras emoções.”

Enquanto trabalha nessa ideia, ele contata o espírito de Lennon. “Eu me imagino de volta a um espaço com John e penso sobre determinada letra: ‘Ugh, isso não presta’. E eu o imagino dizendo: ‘Não, não dá para fazer essa’. Então eu o uso como um tipo de juiz do que estou fazendo”, conta.

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Paul McCartney ainda não conseguiu compor música sobre as mortes causadas por policiais

por em 19/12/2014

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Compor músicas por encomenda tem sido um hábito de McCartney desde a época dos Beatles, quando fez a trilha sonora para o filme The Family Way, em 1966. Ele gosta do desafio de encaixar uma música em uma narrativa pré-existente, como se estivesse montando um quebra-cabeças. Um de seus testes favoritos foi criar o tema de James Bond de 1973, “Live And Let Die”, um hit do Top 5 de sua carreira solo.

McCartney não se vê como um compositor pessoal como John Lennon, por exemplo. Suas músicas não são muito sobre sua vida, e sim sobre determinada postura ou identidade. Às vezes ele usa causas sociais, ou pelo menos tenta. A exemplo do que aconteceu com “Blackbird”, inspirada no movimento dos direitos civis nos anos 1960, ele tentou fazer uma música sobre as mortes causadas por policiais em Ferguson, Missouri, e em Nova York.

“Eu estive pensando recentemente em todos esses protestos ao redor do país. Eu achei que seria ótimo fazer algo sobre isso, apenas adicionar a minha voz às das milhares de pessoas que estão nas ruas”, disse. “Eu pensei bastante e simplesmente não veio com facilidade. Eu não vou desistir, mas não veio fácil, como acontece com outras emoções.”

Enquanto trabalha nessa ideia, ele contata o espírito de Lennon. “Eu me imagino de volta a um espaço com John e penso sobre determinada letra: ‘Ugh, isso não presta’. E eu o imagino dizendo: ‘Não, não dá para fazer essa’. Então eu o uso como um tipo de juiz do que estou fazendo”, conta.