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Paula Lima? mostra raízes sambi?stas em novo disco?

por em 17/07/2014
ong>Por Maurício Amendola   Representante conhecida do soul brasileiro, a paulistana Paula Lima resolveu respirar outros ares no ano passado e lançou seu primeiro disco inteiramente dedicado ao samba, O Samba É Do Bem. Em entrevista à Billboard Brasil, a cantora diz ter sido rígida consigo mesma para deixar exposta sua veia de sambista. “Respeitei as diferenças entre o samba e o soul. Na interpretação, o soul é uma coisa mais melódica, e o samba precisa daquele ar ‘malandreado’ e simples. Como se você estivesse contando uma história.” O disco traz composições de nomes como Xande de Pilares (Revelação) e Arlindo Cruz e, segundo Paula, todas as canções explicitam algo relacionado a ela própria. “São sobre temas que eu vivo ou vivi ou aconselharia às pessoas. Ao cantar essas músicas penso num churrasco da minha família, aquela coisa desorganizada e gostosa.” Paula conta da influência decisiva de Dona Ivone Lara – icônica sambista carioca – em seu desejo de gravar um disco como O Samba É Do Bem. “Há mais de dez anos, Dona Ivone Lara me encontrou e disse: ‘Ouvi você e você tem que cantar samba. A gente precisa de você’. Ela foi a primeira pessoa a me instigar a isso, além de ser uma mulher muito inspiradora.” “O samba chegou para somar”, diz Paula que, além de já ter feito parte do Funk Como Le Gusta, também se apresentou durante três anos com Thaíde e DJ Hum. A mistura de ritmos sempre tão presente na carreira da cantora se deve, segundo ela, à vivência na capital paulista. “São Paulo determinou quem eu seria. Durante as minhas andanças por esse caldeirão, principalmente pela Rua São Bento, na minha juventude, aprendi muito sobre música. A cidade sempre me incentivou a misturar, misturar e misturar.” As influências que inventaria hoje são múltiplas: Jorge Ben Jor, Tom Jobim, James Brown, Jovelina Pérola Negra, Arlindo Cruz, D’Angelo e Erykah Badu. Ainda há espaço para os rappers Jay Z, e o “biruta e genial”, segundo Paula, Snoop Dogg.  Mas o rei do pop, Michael Jackson, é a grande paixão musical da cantora e o disco póstumo XScape – lançado em maio – passou pela pauta. “É impressionante, até depois de morrer, Michael Jackson consegue ressurgir com um hit [referindo-se ao primeiro single do disco“Love Never Felt So Good”]. Só de ter essa música já está valendo”, diz Paula, que assume que gostaria que Xscape tivesse contado também com a produção de Pharrell Williams. “Eu esperava uma coisa mais redonda, mas vamos pensar o lado bom. É Michael Jackson e o cara é o cara.”
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Saudade
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Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Paula Lima? mostra raízes sambi?stas em novo disco?

por em 17/07/2014
ong>Por Maurício Amendola   Representante conhecida do soul brasileiro, a paulistana Paula Lima resolveu respirar outros ares no ano passado e lançou seu primeiro disco inteiramente dedicado ao samba, O Samba É Do Bem. Em entrevista à Billboard Brasil, a cantora diz ter sido rígida consigo mesma para deixar exposta sua veia de sambista. “Respeitei as diferenças entre o samba e o soul. Na interpretação, o soul é uma coisa mais melódica, e o samba precisa daquele ar ‘malandreado’ e simples. Como se você estivesse contando uma história.” O disco traz composições de nomes como Xande de Pilares (Revelação) e Arlindo Cruz e, segundo Paula, todas as canções explicitam algo relacionado a ela própria. “São sobre temas que eu vivo ou vivi ou aconselharia às pessoas. Ao cantar essas músicas penso num churrasco da minha família, aquela coisa desorganizada e gostosa.” Paula conta da influência decisiva de Dona Ivone Lara – icônica sambista carioca – em seu desejo de gravar um disco como O Samba É Do Bem. “Há mais de dez anos, Dona Ivone Lara me encontrou e disse: ‘Ouvi você e você tem que cantar samba. A gente precisa de você’. Ela foi a primeira pessoa a me instigar a isso, além de ser uma mulher muito inspiradora.” “O samba chegou para somar”, diz Paula que, além de já ter feito parte do Funk Como Le Gusta, também se apresentou durante três anos com Thaíde e DJ Hum. A mistura de ritmos sempre tão presente na carreira da cantora se deve, segundo ela, à vivência na capital paulista. “São Paulo determinou quem eu seria. Durante as minhas andanças por esse caldeirão, principalmente pela Rua São Bento, na minha juventude, aprendi muito sobre música. A cidade sempre me incentivou a misturar, misturar e misturar.” As influências que inventaria hoje são múltiplas: Jorge Ben Jor, Tom Jobim, James Brown, Jovelina Pérola Negra, Arlindo Cruz, D’Angelo e Erykah Badu. Ainda há espaço para os rappers Jay Z, e o “biruta e genial”, segundo Paula, Snoop Dogg.  Mas o rei do pop, Michael Jackson, é a grande paixão musical da cantora e o disco póstumo XScape – lançado em maio – passou pela pauta. “É impressionante, até depois de morrer, Michael Jackson consegue ressurgir com um hit [referindo-se ao primeiro single do disco“Love Never Felt So Good”]. Só de ter essa música já está valendo”, diz Paula, que assume que gostaria que Xscape tivesse contado também com a produção de Pharrell Williams. “Eu esperava uma coisa mais redonda, mas vamos pensar o lado bom. É Michael Jackson e o cara é o cara.”