NOTÍCIAS

Paulinho da Viola canta e conta seus 50 anos de carreira

por em 12/11/2015
Paul
inho da Viola – 11 de novembro – Teatro Bradesco/São Paulo Por Rodrigo Amaral da Rocha Na noite desta quarta-feira (11/11) as cortinas do Teatro Bradesco, em São Paulo, se abriram e Paulinho da Viola iniciou o show que dá continuidade às comemorações dos 50 anos de carreira, iniciadas em 2014. Sem lançar um disco de inéditas desde Bebadosamba, de 1996, o compositor tocou as músicas mais conhecidas de seu repertório e contou boas histórias de sua trajetória, a começar lá pelas décadas de 1940 e 1950. Deste período, Paulinho lembra de quando morava na Rua Anália Franco, no Rio de Janeiro, época que “nem existiam escolas de samba” e de onde conheceu uma constelação de letristas de samba como Mauro Duarte, Walter Alfaiate e o mangueirense Zé Keti. O discurso antecede "Chão De Estrelas", composição de Orestes Barbosa. Paulinho da Viola - 03 Bem à vontade, ele interrompe algumas vezes a experiente e ótima banda para voltar a causos que acha interessante dividir com o atento público. Um dos que mais arrancam risos traz uma boa dose de nostalgia e uma crítica à patrulha do politicamente correto de hoje em dia. Ele improvisa trechos de uma música sobre a saudade do homem e a orgia, antes de cantar sobre Helena, a moça que ele sente saudades, já que sua roupa segue amassada. “Essa daqui, hoje, nem ia tocar”, comenta. Outra curiosa história é sobre quando ele fez um samba para a Mangueira. Nada de mais, se Paulinho não fosse, na época, presidente do Conselho da Portela, sua escola de samba de coração. Culpa do muy amigo Hermínio Bello de Carvalho. Um "traidor" é ouvido da plateia. Paulinho solta o riso tímido. Cria do choro, Paulinho também fala de um de seus mestres, Jacob do Bandolim, e dedica alguns minutos sentado e calado, só apreciando a versão instrumental de “Inesquecível”, feita pelo pianista Adriano Souza e Mário Seves, responsável pelos instrumentos de sopro. Sem pressa por novidades, Paulinho segue com o mesmo show, pode-se dizer, há mais de uma década. As histórias também são as mesmas, mas isto, amigo, é a parte irreparável de uma figura como um Paulinho da Viola.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Paulinho da Viola canta e conta seus 50 anos de carreira

por em 12/11/2015
Paul
inho da Viola – 11 de novembro – Teatro Bradesco/São Paulo Por Rodrigo Amaral da Rocha Na noite desta quarta-feira (11/11) as cortinas do Teatro Bradesco, em São Paulo, se abriram e Paulinho da Viola iniciou o show que dá continuidade às comemorações dos 50 anos de carreira, iniciadas em 2014. Sem lançar um disco de inéditas desde Bebadosamba, de 1996, o compositor tocou as músicas mais conhecidas de seu repertório e contou boas histórias de sua trajetória, a começar lá pelas décadas de 1940 e 1950. Deste período, Paulinho lembra de quando morava na Rua Anália Franco, no Rio de Janeiro, época que “nem existiam escolas de samba” e de onde conheceu uma constelação de letristas de samba como Mauro Duarte, Walter Alfaiate e o mangueirense Zé Keti. O discurso antecede "Chão De Estrelas", composição de Orestes Barbosa. Paulinho da Viola - 03 Bem à vontade, ele interrompe algumas vezes a experiente e ótima banda para voltar a causos que acha interessante dividir com o atento público. Um dos que mais arrancam risos traz uma boa dose de nostalgia e uma crítica à patrulha do politicamente correto de hoje em dia. Ele improvisa trechos de uma música sobre a saudade do homem e a orgia, antes de cantar sobre Helena, a moça que ele sente saudades, já que sua roupa segue amassada. “Essa daqui, hoje, nem ia tocar”, comenta. Outra curiosa história é sobre quando ele fez um samba para a Mangueira. Nada de mais, se Paulinho não fosse, na época, presidente do Conselho da Portela, sua escola de samba de coração. Culpa do muy amigo Hermínio Bello de Carvalho. Um "traidor" é ouvido da plateia. Paulinho solta o riso tímido. Cria do choro, Paulinho também fala de um de seus mestres, Jacob do Bandolim, e dedica alguns minutos sentado e calado, só apreciando a versão instrumental de “Inesquecível”, feita pelo pianista Adriano Souza e Mário Seves, responsável pelos instrumentos de sopro. Sem pressa por novidades, Paulinho segue com o mesmo show, pode-se dizer, há mais de uma década. As histórias também são as mesmas, mas isto, amigo, é a parte irreparável de uma figura como um Paulinho da Viola.