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Pélico apresenta em São Paulo o novo disco Euforia

por em 08/05/2015
Por Rodrigo Amaral da Rocha
Nessa sexta-feira (08/05), Pélico se apresenta no Sesc Pompeia, às 21h. O show, que conta com a participação do cantor Felipe Catto, abre a turnê do álbum Euforia, terceiro registro em estúdio do cantor paulistano. Com 14 faixas, o trabalho é o mais “solar” da sua carreira, mas sem deixar de tratar de seus assuntos preferidos: o amor e as coisas do cotidiano. Em Euforia, o cantor prova que está inquieto e pronto para experimentar novas sonoridades, como acontece em “Sozinhar-me”, referência clara a raízes africanas. Ou como em seu primeiro registro de samba, “Você Pensa Que Me Engana” - música escolhida para virar videoclipe, filmado inteiramente no bairro de Engenheiro Goulart (zona leste paulistana). A Billboard Brasil conversou com o cantor para falar sobre o novo disco, suas composições, trajetória e influências. Quatro anos separam os lançamentos de Euforia e o disco anterior Que Isso Fique Entre Nós. Por que esse intervalo? Foi natural. Eu demorei um pouco mais, na verdade, porque nesse tempo produzi, junto com meu produtor Jesus Sanchez, o disco do Toni Ferreira. Deu um pouco de trabalho. Foi um ano focado nesse trabalho. Mas nesse tempo não parei de compor. Ao fim dessa produção, foi então que comecei a trabalhar no Euforia. Fui dando umas escapadas sempre que podia. Fui pra Argentina, pra Bahia, Santa Catarina, Porto alegre. O disco foi sendo feito nesse formato. Foi um processo mais pausado. E qual a diferença a ser destacada na sonoridade entre Euforia e os outros?Euforia não possui arranjos tão minimalistas. Claro que também tem músicas, como "Escrevo", "Vaidoso" e "Meu Amigo Zé" com essa característica, mas, no geral, é um disco mais solar. Não só nas letras, os arranjos são mais pra cima. E tem coisas que eu nunca tinha feito, como "Cozinhar-me", que parece um samba de roda com uma coisa mais africana, e o próprio samba "Você Pensa Que Me Engana": são coisas inéditas no meu repertório. A intenção era mesmo fazer um disco mais alegre, mais eufórico? Igual aos meus últimos discos, nada é muito intencional. A gente sempre parte do princípio respeitando as canções. E elas foram surgindo assim, mais solares. Num processo mais avançado, por exemplo, as canções que não tinham muito o timbre do Euforia foram ficando de fora. Você diz que ouviu muito Raça Humana, do Gilberto Gil... Tematicamente não tem muito a ver com Euforia, mas a sonoridade do Raça Humana influenciou muito: o timbre de bateria, os sintetizadores, uma guitarra mais limpa. E é engraçado que eu estava ouvindo muito esse disco, aí um dia o meu produtor veio me dizer pra eu ouvir esse disco, falando que tinha a ver com que estava produzindo. E o que mais você ouviu durante a produção do Euforia? Muito Rod Stewart, Tim Maia, Al Green, Stevie Wonder, Marvin Gaye... muita coisa da música negra norte-americana. "Você Pensa Que Me Engana" foi o seu primeiro samba. Como surgiu? Tem uma história curiosa. O Felippe Catto me falou há um tempão que eu tinha alguma coisa com o samba: o discurso, as letras... Eu escrevi essa letra, comecei a musicar e, quando fui ver, começou a sair um samba. Como eu não tinha intimidade com o gênero e não queria deformar a música, eu chamei o Rodrigo Campos (cavaquinho) e o Marcelo Cabral (violão de 7). Felipe tinha razão. O clipe de “Você Pensa Que Me Engana” foi filmado todo em Engenheiro Goulart (bairro da zona leste paulistana), onde você cresceu. A zona leste é uma boa fonte de inspiração? Sim! Eu vejo Engenheiro Goullart como um lugar muito saudosista, com cara de interior... Aquela arquitetura toda desforme, todo mundo se conhece, desde o comerciante ao motorista de ônibus. E é curioso que você precisa sair do lugar pra sentir saudade. https://www.youtube.com/watch?v=I0LVfjrIFOg E como surgiu "Meu Amigo Zé", sobre o Tom Zé? Eu fiz essa música quando ele me chamou pra participar do Tropicália Lixo Lógico. Eu fiquei tão feliz e surpreso que resolvi entregar a ele um presente. Foi daí que fiz essa música. Eu mostrei e ele adorou. Quando você é fã de uma pessoa, você quer ser amigo dela. Então na música eu desabafo, falo sobre o meu amor por ele. A ideia era querer se aproximar dele, desabafar pra ele, falar sobre o cotidiano, algo feito de um amigo. No disco tem participação da atriz Leticia Spiller e Carú Ricardo na música “Repousar”. Como rolou isso? Toni Ferreira foi quem gravou primeiro essa música. Ele é amigo de Carú Ricardo, que foi quem mostrou a música para a Letícia. Elas adoraram tanto que diziam “quando for cantar no show chama a gente”. Então tive a ideia de chamá-las para cantar comigo nessa faixa do Euforia.    Serviço 8 de maio de 2015 Teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, 93 – Vila Pompeia) Ingressos Inteira: R$ 20 Meia: R$ 10 Comerciário: R$ 6 Vendas online no site do Sesc ou em qualquer bilheteria das unidades Sesc
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Pélico apresenta em São Paulo o novo disco Euforia

por em 08/05/2015
Por Rodrigo Amaral da Rocha
Nessa sexta-feira (08/05), Pélico se apresenta no Sesc Pompeia, às 21h. O show, que conta com a participação do cantor Felipe Catto, abre a turnê do álbum Euforia, terceiro registro em estúdio do cantor paulistano. Com 14 faixas, o trabalho é o mais “solar” da sua carreira, mas sem deixar de tratar de seus assuntos preferidos: o amor e as coisas do cotidiano. Em Euforia, o cantor prova que está inquieto e pronto para experimentar novas sonoridades, como acontece em “Sozinhar-me”, referência clara a raízes africanas. Ou como em seu primeiro registro de samba, “Você Pensa Que Me Engana” - música escolhida para virar videoclipe, filmado inteiramente no bairro de Engenheiro Goulart (zona leste paulistana). A Billboard Brasil conversou com o cantor para falar sobre o novo disco, suas composições, trajetória e influências. Quatro anos separam os lançamentos de Euforia e o disco anterior Que Isso Fique Entre Nós. Por que esse intervalo? Foi natural. Eu demorei um pouco mais, na verdade, porque nesse tempo produzi, junto com meu produtor Jesus Sanchez, o disco do Toni Ferreira. Deu um pouco de trabalho. Foi um ano focado nesse trabalho. Mas nesse tempo não parei de compor. Ao fim dessa produção, foi então que comecei a trabalhar no Euforia. Fui dando umas escapadas sempre que podia. Fui pra Argentina, pra Bahia, Santa Catarina, Porto alegre. O disco foi sendo feito nesse formato. Foi um processo mais pausado. E qual a diferença a ser destacada na sonoridade entre Euforia e os outros?Euforia não possui arranjos tão minimalistas. Claro que também tem músicas, como "Escrevo", "Vaidoso" e "Meu Amigo Zé" com essa característica, mas, no geral, é um disco mais solar. Não só nas letras, os arranjos são mais pra cima. E tem coisas que eu nunca tinha feito, como "Cozinhar-me", que parece um samba de roda com uma coisa mais africana, e o próprio samba "Você Pensa Que Me Engana": são coisas inéditas no meu repertório. A intenção era mesmo fazer um disco mais alegre, mais eufórico? Igual aos meus últimos discos, nada é muito intencional. A gente sempre parte do princípio respeitando as canções. E elas foram surgindo assim, mais solares. Num processo mais avançado, por exemplo, as canções que não tinham muito o timbre do Euforia foram ficando de fora. Você diz que ouviu muito Raça Humana, do Gilberto Gil... Tematicamente não tem muito a ver com Euforia, mas a sonoridade do Raça Humana influenciou muito: o timbre de bateria, os sintetizadores, uma guitarra mais limpa. E é engraçado que eu estava ouvindo muito esse disco, aí um dia o meu produtor veio me dizer pra eu ouvir esse disco, falando que tinha a ver com que estava produzindo. E o que mais você ouviu durante a produção do Euforia? Muito Rod Stewart, Tim Maia, Al Green, Stevie Wonder, Marvin Gaye... muita coisa da música negra norte-americana. "Você Pensa Que Me Engana" foi o seu primeiro samba. Como surgiu? Tem uma história curiosa. O Felippe Catto me falou há um tempão que eu tinha alguma coisa com o samba: o discurso, as letras... Eu escrevi essa letra, comecei a musicar e, quando fui ver, começou a sair um samba. Como eu não tinha intimidade com o gênero e não queria deformar a música, eu chamei o Rodrigo Campos (cavaquinho) e o Marcelo Cabral (violão de 7). Felipe tinha razão. O clipe de “Você Pensa Que Me Engana” foi filmado todo em Engenheiro Goulart (bairro da zona leste paulistana), onde você cresceu. A zona leste é uma boa fonte de inspiração? Sim! Eu vejo Engenheiro Goullart como um lugar muito saudosista, com cara de interior... Aquela arquitetura toda desforme, todo mundo se conhece, desde o comerciante ao motorista de ônibus. E é curioso que você precisa sair do lugar pra sentir saudade. https://www.youtube.com/watch?v=I0LVfjrIFOg E como surgiu "Meu Amigo Zé", sobre o Tom Zé? Eu fiz essa música quando ele me chamou pra participar do Tropicália Lixo Lógico. Eu fiquei tão feliz e surpreso que resolvi entregar a ele um presente. Foi daí que fiz essa música. Eu mostrei e ele adorou. Quando você é fã de uma pessoa, você quer ser amigo dela. Então na música eu desabafo, falo sobre o meu amor por ele. A ideia era querer se aproximar dele, desabafar pra ele, falar sobre o cotidiano, algo feito de um amigo. No disco tem participação da atriz Leticia Spiller e Carú Ricardo na música “Repousar”. Como rolou isso? Toni Ferreira foi quem gravou primeiro essa música. Ele é amigo de Carú Ricardo, que foi quem mostrou a música para a Letícia. Elas adoraram tanto que diziam “quando for cantar no show chama a gente”. Então tive a ideia de chamá-las para cantar comigo nessa faixa do Euforia.    Serviço 8 de maio de 2015 Teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, 93 – Vila Pompeia) Ingressos Inteira: R$ 20 Meia: R$ 10 Comerciário: R$ 6 Vendas online no site do Sesc ou em qualquer bilheteria das unidades Sesc