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Polêmica nos EUA: radialista defende menos mulheres no country

por em 06/06/2015

Um dos assuntos mais comentados no ramo da música country nesses últimos dias foi o comentário feito, na semana passada, pelo radialista e consultor de rádios Keith Hill, que comparou vocalistas mulheres no gênero a tomates e sugeriu que os programadores de rádio usassem menos cantoras se quisessem manter sua audiência.

A comparação com tomates surgiu quando Hill disse que, se o country fosse uma salada, as mulheres seriam apenas os tomates: "A alface é Luke Bryan, Blake Shelton, Keith Urban e artistas do tipo. Os tomates de nossa salada são as mulheres", disse.

Muitas artistas mulheres do country ficaram infelizes com os comentários – e não sem motivo. No entanto, Sara Evans, em entrevista à Billboard para promover o festival Rock the South, em Cullman, no Alabama, disse que está feliz por Hill ter dito o que disse – por um motivo simples:

"Porque nós, mulheres da música country, estamos falando e lidando com isso pelos últimos cinco ou sete anos, e eu realmente não sei o que aconteceu”, disse. "Como uma artista mulher, nós temos tido cada vez mais dificuldade de tocar no rádio – quase ao ponto em que sentimos que não temos mais gênero. Eles simplesmente não tocam mulheres. É muito ridículo. O motivo pelo qual eu estou feliz por Keith Hill ter feito o depoimento é porque agora nós temos uma maneira de falar sobre isso. É um assunto delicado, porque você não quer ofender as pessoas das quais você precisa para que toquem as suas músicas. Mas como ele trouxe à tona, podemos responder."

"O country não seria o que é sem as mulheres. Algumas dessas enormes, icônicas artistas e músicas, como Loretta [Lynn] e Dolly [Parton]. Eu nasci para ser uma cantora country e é tudo o que eu sempre fiz. Chegar a um ponto na minha carreira em que você sente que as portas estão fechadas para mulheres não é apenas frustrante, é assustador. Eu quero que a minha carreira continue. Eu tenho uma família para sustentar. Se as rádios country não tocarão mais artistas mulheres, isso é algo assustador. Pense nisso: se Hollywood fosse selecionar apenas atores, então os filmes se tornariam entediantes e limitados”, disse Sara, que já teve 19 singles no Top 40 (incluindo cinco números 1) no raking Billboard Hot Country Songs.

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Saudade
Eduardo Costa
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Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Polêmica nos EUA: radialista defende menos mulheres no country

por em 06/06/2015

Um dos assuntos mais comentados no ramo da música country nesses últimos dias foi o comentário feito, na semana passada, pelo radialista e consultor de rádios Keith Hill, que comparou vocalistas mulheres no gênero a tomates e sugeriu que os programadores de rádio usassem menos cantoras se quisessem manter sua audiência.

A comparação com tomates surgiu quando Hill disse que, se o country fosse uma salada, as mulheres seriam apenas os tomates: "A alface é Luke Bryan, Blake Shelton, Keith Urban e artistas do tipo. Os tomates de nossa salada são as mulheres", disse.

Muitas artistas mulheres do country ficaram infelizes com os comentários – e não sem motivo. No entanto, Sara Evans, em entrevista à Billboard para promover o festival Rock the South, em Cullman, no Alabama, disse que está feliz por Hill ter dito o que disse – por um motivo simples:

"Porque nós, mulheres da música country, estamos falando e lidando com isso pelos últimos cinco ou sete anos, e eu realmente não sei o que aconteceu”, disse. "Como uma artista mulher, nós temos tido cada vez mais dificuldade de tocar no rádio – quase ao ponto em que sentimos que não temos mais gênero. Eles simplesmente não tocam mulheres. É muito ridículo. O motivo pelo qual eu estou feliz por Keith Hill ter feito o depoimento é porque agora nós temos uma maneira de falar sobre isso. É um assunto delicado, porque você não quer ofender as pessoas das quais você precisa para que toquem as suas músicas. Mas como ele trouxe à tona, podemos responder."

"O country não seria o que é sem as mulheres. Algumas dessas enormes, icônicas artistas e músicas, como Loretta [Lynn] e Dolly [Parton]. Eu nasci para ser uma cantora country e é tudo o que eu sempre fiz. Chegar a um ponto na minha carreira em que você sente que as portas estão fechadas para mulheres não é apenas frustrante, é assustador. Eu quero que a minha carreira continue. Eu tenho uma família para sustentar. Se as rádios country não tocarão mais artistas mulheres, isso é algo assustador. Pense nisso: se Hollywood fosse selecionar apenas atores, então os filmes se tornariam entediantes e limitados”, disse Sara, que já teve 19 singles no Top 40 (incluindo cinco números 1) no raking Billboard Hot Country Songs.