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Polêmica

por em 09/04/2013
P
aranoides e androides Será que o líder do Radiohead está do lado certo no debate sobre serviços de streaming de música? Alguém sabe realmente?
, por Lucas Borges Teixeira Ao questionar o potencial de receita do Spotify e de outros serviços de streaming de músicas por assinatura, o cantor Thom Yorke, do grupo inglês Radiohead, atrai polêmica. Mas será que o que ele diz é realmente controverso? Para ele, a receita não poderá financiar a criatividade de artistas iniciantes. Ele lamenta que o modelo de negócio não crie ligação direta entre fã e artista, e recorre a boas fi guras de linguagem – chamou o modelo por assinatura de “um corpo que está morrendo”. Cada nova opinião sobre o Spotify cria perturbações na mídia e na comunidade musical. Em outubro, o jornal inglês The Guardian publicou artigos de David Byrne, que pensa de maneira parecida com a de Yorke, e do baixista da banda Gang of Four, Dave Allen, que discorda de Yorke e de Byrne. Dave Stewart, do Eurythmics, e Nick Mason, do Pink Floyd, também falaram recentemente a favor do Spotify. Há muito tempo os executivos argumentam que os serviços de assinatura estão ajudando a impulsionar o crescimento digital, e não canibalizam as compras – apesar de o recente declínio nas aquisições de música digital levantar dúvidas sobre esse segundo ponto de vista. Grande parte da indústria da música tem certeza do potencial do negócio por assinatura. Mas também Yorke está certo de que seus oponentes estão errados. Mas um resultado que parece estar estabelecido num ano pode ser pouco provável alguns anos depois. O negócio de download explodiu em 2003, e ainda domina a receita digital. Então, por que não considerar que Yorke possa estar correto? Talvez o modelo de assinaturas não atraia os esperados bilhões de dólares de receita global. O impulso de marketing não está do lado de Yorke. O Spotify e empresas da área estão encontrando novos consumidores e também investidores para financiá-los. Muitos artistas que antes evitavam assinaturas, agora as abraçam. O futuro da música está tomando forma, mas está longe de estar garantido.
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Saudade
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Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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por em 09/04/2013
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aranoides e androides Será que o líder do Radiohead está do lado certo no debate sobre serviços de streaming de música? Alguém sabe realmente?
, por Lucas Borges Teixeira Ao questionar o potencial de receita do Spotify e de outros serviços de streaming de músicas por assinatura, o cantor Thom Yorke, do grupo inglês Radiohead, atrai polêmica. Mas será que o que ele diz é realmente controverso? Para ele, a receita não poderá financiar a criatividade de artistas iniciantes. Ele lamenta que o modelo de negócio não crie ligação direta entre fã e artista, e recorre a boas fi guras de linguagem – chamou o modelo por assinatura de “um corpo que está morrendo”. Cada nova opinião sobre o Spotify cria perturbações na mídia e na comunidade musical. Em outubro, o jornal inglês The Guardian publicou artigos de David Byrne, que pensa de maneira parecida com a de Yorke, e do baixista da banda Gang of Four, Dave Allen, que discorda de Yorke e de Byrne. Dave Stewart, do Eurythmics, e Nick Mason, do Pink Floyd, também falaram recentemente a favor do Spotify. Há muito tempo os executivos argumentam que os serviços de assinatura estão ajudando a impulsionar o crescimento digital, e não canibalizam as compras – apesar de o recente declínio nas aquisições de música digital levantar dúvidas sobre esse segundo ponto de vista. Grande parte da indústria da música tem certeza do potencial do negócio por assinatura. Mas também Yorke está certo de que seus oponentes estão errados. Mas um resultado que parece estar estabelecido num ano pode ser pouco provável alguns anos depois. O negócio de download explodiu em 2003, e ainda domina a receita digital. Então, por que não considerar que Yorke possa estar correto? Talvez o modelo de assinaturas não atraia os esperados bilhões de dólares de receita global. O impulso de marketing não está do lado de Yorke. O Spotify e empresas da área estão encontrando novos consumidores e também investidores para financiá-los. Muitos artistas que antes evitavam assinaturas, agora as abraçam. O futuro da música está tomando forma, mas está longe de estar garantido.