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Por que a era Prism, de Katy Perry, é mais impressionante do que você pensa

por em 27/01/2015

Por Jason Lipshutz

Katy Perry é uma mega estrela do pop que está mais uma vez concorrendo ao Grammy e fazendo shows esgotados em arenas. Prestes a fazer o show do intervalo do Super Bowl, no dia 1º de fevereiro, ela está por toda parte, mas essa onipresença nem sempre significa admiração. Seu último álbum, Prism, merece o respeito mesmo daqueles que não se consideram fãs da cantora.

Estamos chegando ao fim da maratona de promoção do seu terceiro álbum, que foi lançado em outubro de 2013. Depois do Super Bowl, Katy fará uma última rodada de shows da turnê Prismatic pela Europa, encerrando sua viagem no dia 22 de março. Prism será lembrado por gerar dois hits: “Roar” e “Dark Horse”. Mas, em vários aspectos, a mais recente campanha de Katy tem sido tão impressionante quanto o recorde que ela conquistou com o segundo álbum, Teenage Dream, lançado em 2010. De certa forma, ela até superou a marca.

Teenage Dream é famoso por se tornar o primeiro álbum desde Bad, de Michael Jackson, a ter cinco singles no número 1 do Hot 100; nenhum álbum além desses dois conseguiu essa proeza. Seguindo o sucesso de singles como “I Kissed A Girl” e “Hot N Cold”, ambos do seu álbum de estreia, One of the Boys, de 2008, Katy emplacou “California Gurls” em 2010. Depois, fez mais sucesso com “Teenage Dream”, a motivadora “Firework”, “E.T.” e “Last Friday Night (T.G.I.F.)”. Foi uma jornada incrível e que rendeu à cantora uma indicação ao Grammy de Álbum do Ano, o documentário Katy Perry: Part of Me, e garantiu uma edição deluxe do CD, que produziu dois outros hits: “Part Of Me” e “Wide Awake”. Ninguém mais poderia negar sua condição de superestrela.

Prism chegou bem perto de duplicar o sucesso de Katy. Veja o desempenho dos cinco singles do álbum:

"Roar": 1ª posição (duas semanas)

"Unconditionally": 14ª posição

"Dark Horse": 1ª posição (quatro semanas)

"Birthday": 17ª posição

"This Is How We Do": 24ª posição

Foi um total de quatro hits no top 20 e dois números 1: “Roar”, o single principal, e “Dark Horse”. No meio disso, a balada “Unconditionally” teve seu auge na 14ª posição, a faixa dançante “Birthday” teve seu auge na 17ª, e “This Is How We Do” chegou à 24ª posição do ranking. A última foi o primeiro single de Katy em quase cinco anos a ficar fora do Top 20 (o single promocional “Walking On Air” também ficou de fora, na 34ª posição, mas ele nunca foi oficialmente lançado nas rádios).

Então, Prism não dominou o universo pop como Teenage Dream – mas será que é justo comparar um maior sucesso de bilheteria da carreira com o que o segue? Como o desempenho de Teenage Dream foi comparado aBad, de Michael Jackson, vamos colocar Prism lado a lado com o álbum seguinte de MJ, Dangerous, de 1991. Aqui está o rendimento dos singles de Dangerous no Hot 100:

"Black Or White": 1ª posição (sete semanas)

"Remember The Time": 3ª posição

"In The Closet": 6ª posição

"Jam": 26ª posição

"Heal The World": 27ª posição

"Who Is It": 14ª posição

"Will You Be There": 7ª posição

É uma corrida surpreendentemente parecida com o mais recente álbum de Katy Perry: Dangerous teve um single no número 1 por sete semanas; Prism teve dois totalizando seis semanas. É impressionante pensar que Katy Perry seguiu a tragetória comercial de Michael Jackson em dois álbuns – o líder Teenage Dream, e depois com o sucesso não tão grande que foi Prism.

 Katy conquistou o maior hit de Prism com “Dark Horse”, fruto de uma colaboração com Juicy J, inicialmente não planejada para ser single. A música passou 57 semanas no Hot 100, número alcançado por apenas 22 outras canções na história do ranking. Enquanto isso, o vídeo de “Dark Horse” virou o mais assistido de Katy no YouTube, ultrapassando “Firework”, que venceu o troféu de vídeo do ano no MTV VMAs de 2011, com quase 250 milhões de visualizações. “Firework” já vendeu 6,8 milhões de downloads comparado aos 5,8 milhões de “Dark Horse”, de acordo com a empresa Nielsen Music. Mas o fato é que “Dark Horse” chegou bastante perto do single mais vendido de Teenage Dream – e isso deveria contar como uma vitória para o Time Katy.

Para a gravadora Capitol Records, a questão era ter as expectativas adequadas para Prism. “Nós não achávamos que conseguiríamos repetir o sucesso de Teenage Dream, mas é como dizer: ‘vou pintar outro Picasso’”, disse Greg Thompson, do Capitol Music Group, sobre Prism. “O que é interessante é que se você olhar para o primeiro ano de Prism e compará-lo ao primeiro ano de Teenage DreamPrism estava caminhando de acordo com as vendas de Teenage Dream [1,5 milhão contra 1,7 milhão de discos nas primeiras 52 semanas de cada um dos álbuns, de acordo com a Nielsen Music]. Levando em consideração que o mercado está em baixa e que Prism vendeu essencialmente tão bem quanto Teenage Dream na largada, isso diz algo sobre a evolução de Katy como artista e sua habilidade para comercializar álbuns.”

A diferença de vendas entre os dois álbuns até hoje é um pouco maior: 1,6 milhão de cópias de Prism comparadas a 2,9 milhões de cópias de Teenage Dream. Em geral, as vendas de álbuns estão caindo, mas, como Thompson observou, Prism está prestes a receber o maior impulso da televisão com o Super Bowl. Na final da temporada do ano passado, as vendas de álbuns de Bruno Mars dispararam após o seu show de intervalo, com Unorthodox Jukebox marcando um aumento de 92% na semana seguinte ao evento.

E, partindo de um ponto de vista estritamente monetário, a atual turnê de Katy está superando e muito a anterior. De acordo com o Billboard Boxscore, os 105 shows da turnê Prismatic acumularam US$146 milhões, com público de 1,37 milhão de fãs. Compare os dados aos 105 shows da turnê California Dreams, do álbum Teenage Dream, que arrecadou US$52 milhões e teve 1,08 milhão de espectadores. Claro que esses valores são inflados graças aos preços dos tíquetes estarem mais caros, mas o que quer que esses números signifiquem, os US$94 milhões a mais fazem a diferença em vendas de álbuns entre Teenage Dream e Prism.

Daqui meio século, é improvável que alguém coloque o neto no colo e diga em um tom saudoso: “Eu me lembro quando Prism, da Katy Perry, era o assunto do momento!” Prism não é um disco atemporal do pop. Mas essa é a questão: mesmo um lançamento “meia boca” de Katy Perry consegue produzir um efeito tremendo. Quando Katy subir ao palco no show de intervalo do Super Bowl no próximo domingo, ela terá motivos de sobra para rugir.

 
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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Por que a era Prism, de Katy Perry, é mais impressionante do que você pensa

por em 27/01/2015

Por Jason Lipshutz

Katy Perry é uma mega estrela do pop que está mais uma vez concorrendo ao Grammy e fazendo shows esgotados em arenas. Prestes a fazer o show do intervalo do Super Bowl, no dia 1º de fevereiro, ela está por toda parte, mas essa onipresença nem sempre significa admiração. Seu último álbum, Prism, merece o respeito mesmo daqueles que não se consideram fãs da cantora.

Estamos chegando ao fim da maratona de promoção do seu terceiro álbum, que foi lançado em outubro de 2013. Depois do Super Bowl, Katy fará uma última rodada de shows da turnê Prismatic pela Europa, encerrando sua viagem no dia 22 de março. Prism será lembrado por gerar dois hits: “Roar” e “Dark Horse”. Mas, em vários aspectos, a mais recente campanha de Katy tem sido tão impressionante quanto o recorde que ela conquistou com o segundo álbum, Teenage Dream, lançado em 2010. De certa forma, ela até superou a marca.

Teenage Dream é famoso por se tornar o primeiro álbum desde Bad, de Michael Jackson, a ter cinco singles no número 1 do Hot 100; nenhum álbum além desses dois conseguiu essa proeza. Seguindo o sucesso de singles como “I Kissed A Girl” e “Hot N Cold”, ambos do seu álbum de estreia, One of the Boys, de 2008, Katy emplacou “California Gurls” em 2010. Depois, fez mais sucesso com “Teenage Dream”, a motivadora “Firework”, “E.T.” e “Last Friday Night (T.G.I.F.)”. Foi uma jornada incrível e que rendeu à cantora uma indicação ao Grammy de Álbum do Ano, o documentário Katy Perry: Part of Me, e garantiu uma edição deluxe do CD, que produziu dois outros hits: “Part Of Me” e “Wide Awake”. Ninguém mais poderia negar sua condição de superestrela.

Prism chegou bem perto de duplicar o sucesso de Katy. Veja o desempenho dos cinco singles do álbum:

"Roar": 1ª posição (duas semanas)

"Unconditionally": 14ª posição

"Dark Horse": 1ª posição (quatro semanas)

"Birthday": 17ª posição

"This Is How We Do": 24ª posição

Foi um total de quatro hits no top 20 e dois números 1: “Roar”, o single principal, e “Dark Horse”. No meio disso, a balada “Unconditionally” teve seu auge na 14ª posição, a faixa dançante “Birthday” teve seu auge na 17ª, e “This Is How We Do” chegou à 24ª posição do ranking. A última foi o primeiro single de Katy em quase cinco anos a ficar fora do Top 20 (o single promocional “Walking On Air” também ficou de fora, na 34ª posição, mas ele nunca foi oficialmente lançado nas rádios).

Então, Prism não dominou o universo pop como Teenage Dream – mas será que é justo comparar um maior sucesso de bilheteria da carreira com o que o segue? Como o desempenho de Teenage Dream foi comparado aBad, de Michael Jackson, vamos colocar Prism lado a lado com o álbum seguinte de MJ, Dangerous, de 1991. Aqui está o rendimento dos singles de Dangerous no Hot 100:

"Black Or White": 1ª posição (sete semanas)

"Remember The Time": 3ª posição

"In The Closet": 6ª posição

"Jam": 26ª posição

"Heal The World": 27ª posição

"Who Is It": 14ª posição

"Will You Be There": 7ª posição

É uma corrida surpreendentemente parecida com o mais recente álbum de Katy Perry: Dangerous teve um single no número 1 por sete semanas; Prism teve dois totalizando seis semanas. É impressionante pensar que Katy Perry seguiu a tragetória comercial de Michael Jackson em dois álbuns – o líder Teenage Dream, e depois com o sucesso não tão grande que foi Prism.

 Katy conquistou o maior hit de Prism com “Dark Horse”, fruto de uma colaboração com Juicy J, inicialmente não planejada para ser single. A música passou 57 semanas no Hot 100, número alcançado por apenas 22 outras canções na história do ranking. Enquanto isso, o vídeo de “Dark Horse” virou o mais assistido de Katy no YouTube, ultrapassando “Firework”, que venceu o troféu de vídeo do ano no MTV VMAs de 2011, com quase 250 milhões de visualizações. “Firework” já vendeu 6,8 milhões de downloads comparado aos 5,8 milhões de “Dark Horse”, de acordo com a empresa Nielsen Music. Mas o fato é que “Dark Horse” chegou bastante perto do single mais vendido de Teenage Dream – e isso deveria contar como uma vitória para o Time Katy.

Para a gravadora Capitol Records, a questão era ter as expectativas adequadas para Prism. “Nós não achávamos que conseguiríamos repetir o sucesso de Teenage Dream, mas é como dizer: ‘vou pintar outro Picasso’”, disse Greg Thompson, do Capitol Music Group, sobre Prism. “O que é interessante é que se você olhar para o primeiro ano de Prism e compará-lo ao primeiro ano de Teenage DreamPrism estava caminhando de acordo com as vendas de Teenage Dream [1,5 milhão contra 1,7 milhão de discos nas primeiras 52 semanas de cada um dos álbuns, de acordo com a Nielsen Music]. Levando em consideração que o mercado está em baixa e que Prism vendeu essencialmente tão bem quanto Teenage Dream na largada, isso diz algo sobre a evolução de Katy como artista e sua habilidade para comercializar álbuns.”

A diferença de vendas entre os dois álbuns até hoje é um pouco maior: 1,6 milhão de cópias de Prism comparadas a 2,9 milhões de cópias de Teenage Dream. Em geral, as vendas de álbuns estão caindo, mas, como Thompson observou, Prism está prestes a receber o maior impulso da televisão com o Super Bowl. Na final da temporada do ano passado, as vendas de álbuns de Bruno Mars dispararam após o seu show de intervalo, com Unorthodox Jukebox marcando um aumento de 92% na semana seguinte ao evento.

E, partindo de um ponto de vista estritamente monetário, a atual turnê de Katy está superando e muito a anterior. De acordo com o Billboard Boxscore, os 105 shows da turnê Prismatic acumularam US$146 milhões, com público de 1,37 milhão de fãs. Compare os dados aos 105 shows da turnê California Dreams, do álbum Teenage Dream, que arrecadou US$52 milhões e teve 1,08 milhão de espectadores. Claro que esses valores são inflados graças aos preços dos tíquetes estarem mais caros, mas o que quer que esses números signifiquem, os US$94 milhões a mais fazem a diferença em vendas de álbuns entre Teenage Dream e Prism.

Daqui meio século, é improvável que alguém coloque o neto no colo e diga em um tom saudoso: “Eu me lembro quando Prism, da Katy Perry, era o assunto do momento!” Prism não é um disco atemporal do pop. Mas essa é a questão: mesmo um lançamento “meia boca” de Katy Perry consegue produzir um efeito tremendo. Quando Katy subir ao palco no show de intervalo do Super Bowl no próximo domingo, ela terá motivos de sobra para rugir.