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Pra ver o Sepultura ao vivo, tem que ter disposição

Banda levantou os headbangers da zona leste de São Paulo na noite dessa sexta

Sepultura – 28/7 – SESC Belenzinho – São Paulo/SP

Ver o Sepultura ao vivo é sempre um privilégio. Seja em grandes arenas ou em lugares menores. E ontem tive novamente a chance de vê-los. Dessa vez, no Sesc Belenzinho, na zona leste de São Paulo. O espaço, aliás, é um dos mais legais para se assistir show. Eram 21h20 quando a banda entrou no palco.

Sem muita firula, o show já começou com a pedrada “I Am The Enemy”, que deixou claro que os caras não estavam nem um pouco cansados por estarem fazendo uma sequência grande de shows, incluindo apresentações no exterior.

Foram precisos menos de 30 segundos para que uma enorme roda de bate-cabeça se abrisse.

“Phantom Self” e “Kairos” vieram em sequência, para não deixar que o show desacelerasse. O ritmo da apresentação estava tão perfeito, que não era possível pensar que os caras já passaram da casa 40 – com exceção do baterista, Eloy Casagrande.

FILME FUNDE GÊNEROS DO CINEMA PARA CONTAR A HISTÓRIA DO SEPULTURA

Com “Desperate City” e “Sworn Oath”, Derek Green e Andreas Kisser deram uma aula de presença de palco. Os dois interagiam com o público de uma forma impressionante.

Mas foi em “Choke” que a galera quase colocou o Sesc abaixo. A roda que havia dado um alívio, voltou e com muito mais gente. “Dialog” veio na sequência e não deu tempo para respirar. Foi nesse momento que ficou claro que, para ver o Sepultura e seguir o ritmo, precisa fazer academia.

“Resistant Parasites” e “Biotech is Godzilla” já vieram na sequência, com uma dobradinha com “Polícia”, que fez o público cantar em uníssono. Era o prelúdio dos clássicos.

Eles nem bem terminaram “Polícia” e já emendaram com “Territory”.

A roda, que até então era de umas 30 pessoas, agora já tinha mais do que o dobro. “Refuse/Resist” chegou em seguida e o fôlego de quem estava na roda deve ter surgido de algum lugar desconhecido. Isso porque, o pessoal conseguia pular e cantar ao mesmo tempo. Restou ainda energia para “Arise”, que finalizou a primeira parte do show.

O break que normalmente dura alguns minutos, com o Sepultura não foi tão longo. “Sepultura Under My Skin” começou sem nenhuma cerimônia e sem dar chances de descansar.

JEAN DOLABELLA SOBRE SEPULTURA: “ESTAVA LEVANTANDO UMA BANDEIRA QUE NÃO ERA MINHA”

“Ratamahatta” veio na sequência e quebrou de vez. A galera já estava em transe nesse momento. Mas ainda havia fôlego para a saideira, que lavaria a alma de quem estava lá: “Root Bloody Roots”.

Quando começaram os primeiros acordes, dava para sentir a felicidade no olhar de quem estava lá. Fosse pulando, fosse na roda ou apenas admirando a presença de palco da banda. Novamente foi possível ver a galera cantando em coro a letra da música. E com essa energia foi com que a banda encerrou sua apresentação.

Ficou aquele gostinho de “quero mais”. Não tem como, ver o Sepultura sempre dá esse sentimento.

Que muitos mais shows venham pela frente!

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Pra ver o Sepultura ao vivo, tem que ter disposição

Banda levantou os headbangers da zona leste de São Paulo na noite dessa sexta

por Márcio Apolinário em 29/07/2017

Sepultura – 28/7 – SESC Belenzinho – São Paulo/SP

Ver o Sepultura ao vivo é sempre um privilégio. Seja em grandes arenas ou em lugares menores. E ontem tive novamente a chance de vê-los. Dessa vez, no Sesc Belenzinho, na zona leste de São Paulo. O espaço, aliás, é um dos mais legais para se assistir show. Eram 21h20 quando a banda entrou no palco.

Sem muita firula, o show já começou com a pedrada “I Am The Enemy”, que deixou claro que os caras não estavam nem um pouco cansados por estarem fazendo uma sequência grande de shows, incluindo apresentações no exterior.

Foram precisos menos de 30 segundos para que uma enorme roda de bate-cabeça se abrisse.

“Phantom Self” e “Kairos” vieram em sequência, para não deixar que o show desacelerasse. O ritmo da apresentação estava tão perfeito, que não era possível pensar que os caras já passaram da casa 40 – com exceção do baterista, Eloy Casagrande.

FILME FUNDE GÊNEROS DO CINEMA PARA CONTAR A HISTÓRIA DO SEPULTURA

Com “Desperate City” e “Sworn Oath”, Derek Green e Andreas Kisser deram uma aula de presença de palco. Os dois interagiam com o público de uma forma impressionante.

Mas foi em “Choke” que a galera quase colocou o Sesc abaixo. A roda que havia dado um alívio, voltou e com muito mais gente. “Dialog” veio na sequência e não deu tempo para respirar. Foi nesse momento que ficou claro que, para ver o Sepultura e seguir o ritmo, precisa fazer academia.

“Resistant Parasites” e “Biotech is Godzilla” já vieram na sequência, com uma dobradinha com “Polícia”, que fez o público cantar em uníssono. Era o prelúdio dos clássicos.

Eles nem bem terminaram “Polícia” e já emendaram com “Territory”.

A roda, que até então era de umas 30 pessoas, agora já tinha mais do que o dobro. “Refuse/Resist” chegou em seguida e o fôlego de quem estava na roda deve ter surgido de algum lugar desconhecido. Isso porque, o pessoal conseguia pular e cantar ao mesmo tempo. Restou ainda energia para “Arise”, que finalizou a primeira parte do show.

O break que normalmente dura alguns minutos, com o Sepultura não foi tão longo. “Sepultura Under My Skin” começou sem nenhuma cerimônia e sem dar chances de descansar.

JEAN DOLABELLA SOBRE SEPULTURA: “ESTAVA LEVANTANDO UMA BANDEIRA QUE NÃO ERA MINHA”

“Ratamahatta” veio na sequência e quebrou de vez. A galera já estava em transe nesse momento. Mas ainda havia fôlego para a saideira, que lavaria a alma de quem estava lá: “Root Bloody Roots”.

Quando começaram os primeiros acordes, dava para sentir a felicidade no olhar de quem estava lá. Fosse pulando, fosse na roda ou apenas admirando a presença de palco da banda. Novamente foi possível ver a galera cantando em coro a letra da música. E com essa energia foi com que a banda encerrou sua apresentação.

Ficou aquele gostinho de “quero mais”. Não tem como, ver o Sepultura sempre dá esse sentimento.

Que muitos mais shows venham pela frente!